Telereabilitação para pessoas com deficiência visual: uma tendência que veio para ficar

#DescriçãoDaImagem: Imagem Ilustrativa. Na imagem aparece a ilustração de um escritório onde há um computador no centro, onde está uma mulher de óculos aplicando a telereabilitação, ilustrada através de fórmulas matemáticas. O título da imagem é "Telereabilitação para pessoas com deficiência visual: uma tendência que veio para ficar" e a logo da Retina Brasil está no canto inferior direito.

A telereabilitação é a oferta do serviço de reabilitação por meio virtual. Ela pode ser feita pelo computador, ou pelo celular e de diversas maneiras, conforme a criatividade e os recursos disponíveis. No contexto de 2020, a telereabilitação para as pessoas com deficiência visual mostrou-se útil, por essa razão é interessante conhecer seus benefícios e suas limitações.

A telereabilitação tem o potencial de ampliar a oferta dos serviços de reabilitação para as pessoas com deficiência visual, alcançando mais pessoas em muitos lugares. Isso é benéfico pois permite que muitas pessoas que não teriam acesso aos programas de reabilitação passem a ter. Os problemas para o acesso aos serviços de reabilitação estão muitas vezes relacionados à grande demanda e ao deslocamento. O meio virtual resolve com eficiência esses dois desafios.

No entanto, é importante lembrar que a reabilitação é um processo individualizado de diferentes complexidades. A reabilitação pode exigir uma avaliação multidisciplinar e cada indivíduo passará por um processo específico conforme as suas necessidades e os seus objetivos. Por isso, é importante entender que a telereabilitação, embora seja entusiasmante e promissora, pode não atender a todas as necessidades do indivíduo.

A reabilitação é fundamental para a promoção do desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida das pessoas com deficiência visual. Ela é um processo indispensável e que pode ser ampliado com a telereabilitação. Por isso, agora mais do que nunca é o momento para pensar em formas saudáveis de promoção da telereabilitação. Sempre considerando a ampliação da oferta de um serviço de qualidade que atenda as necessidades individuais.

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Qual o smartphone ideal?

#DescriçãoDaImagem: Imagem Ilustrativa. Na imagem aparece uma mão segurando 05 smartphones com telas coloridas. O título da imagem é "Qual o smartphone ideal?" e a logo da Retina Brasil está no canto inferior direito.

Muitos perguntam qual smartphone seria ideal para ser utilizado por pessoas com deficiência visual.

Existem inúmeros modelos e marcas de celulares, sendo que os mais utilizados são os com sistemas Android e IOS.

Muitos ficam em dúvida sobre qual aparelho comprar, mas, uma das principais considerações é identificar aquele que está dentro do seu orçamento, pois existem inúmeros modelos e preços, e não necessariamente um celular de última geração seria necessário.

No caso da linha Android, um aparelho que atenderia bem seria aquele que tenha o sistema mais recente (não necessariamente o último), com uma capacidade de memória interna de 16gb e pelo menos 2gb de memória RAM. Estas funcionalidades seriam suficientes para rodar a maioria dos aplicativos sem travamento e com a utilização do leitor de tela, mas se você é uma pessoa que gosta de utilizar muitos aplicativos, seria recomendável uma configuração um pouco melhor.

Uma das coisas que devemos observar é a tela, já que ao utilizarmos o leitor de tela os gestos e toques na tela são bem mais frequentes, e por isso uma tela que resista ao seu grande uso é uma característica importante. Veja nesta matéria mais informações sobre os leitores de tela para smartphones.

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Na linha da Apple os Iphones também entram no mesmo requisito do Android, ou seja, quanto mais recente o sistema, melhor o nível de desempenho do aparelho. O modelo mais recente hoje é o Iphone 12, mas o preço é bem elevado ainda, e por isso, o interessante seria um modelo anterior, mas que possua as atualizações mais recentes.

Mas afinal, qual dessas duas plataformas seria ideal para ser utilizada por pessoas com deficiência visual? Diria que as duas plataformas são excelentes, mas que tudo dependeria do seu uso e a sua adaptação ao sistema. Para quem pretende trocar de plataforma ou mesmo iniciando na utilização dos leitores de tela e outros auxílios, seria aconselhável utilizar um aparelho de um amigo e testá-lo para ver a sua adaptação e o quanto lhe facilitaria no seu dia a dia, e qual seria o melhor aparelho para você.

“ O mais importante é ser feliz, e que a tecnologia venha apenas para somar, e nunca deixe de curtir e aproveitar a vida com a família e as pessoas que você ama “

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Eletrodomésticos e aparelhos acessíveis

#Descrição da Imagem. Imagem Ilustrativa. Na imagem aparece uma televisão com o recurso de acessibilidade sendo mostrado na tela. O título da imagem é "Eletrodomésticos e aparelhos acessíveis" e a logo da Retina Brasil está no canto inferior direito.

 

A cada dia novas opções de equipamentos vêm surgindo para todo o tipo de público, e assim vamos falar de alguns equipamentos que já existem, mas agora podem ser utilizados por pessoas com deficiência visual – como eletrodomésticos e outros aparelhos acessíveis.

Um aparelho muito utilizado e que sempre necessitou de uma terceira pessoa para fazer a leitura é o termômetro. Mas hoje uma pessoa com deficiência visual já consegue fazer a leitura, pois existem termômetros que reproduzem os valores em áudio em português. Um caso que pode ser resolvido com essa nova tecnologia acessível é o de pais com deficiência visual que precisavam da ajuda de outras pessoas para medir a temperatura dos filhos em um tardar da noite, mas que nem sempre essa ajuda era possível.

Outro equipamento também bem utilizado é o medidor de pressão arterial, que também já faz a leitura em áudio em português, o que facilitou muito o seu uso.

Para aqueles que gostam de ficar em forma e atentos ao peso, existe a balança com leitura em áudio. Outra solução são as balanças de biodensidade que, ao serem conectadas ao seu smartphone, permitem que você visualize todos os dados na tela, e utilizando o leitor de tela, possa com facilidade saber o seu peso.

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As televisões também estão acompanhando tudo isso. Alguns modelos como a Samsung já estão vindo com leitores de tela, que reproduzem vários itens da tela. Além disso, para aqueles que têm deficiência auditiva, já existe a opção de legenda e logo teremos em libras. Para as televisões ainda temos a opção de acoplar a AppleTv ou o Google Chromecast que podem ajudar muito, pois eles possuem a função de acessibilidade.

Estes são exemplos de alguns equipamentos simples com acessibilidade que facilitam o dia a dia de uma pessoa com deficiência visual. A expectativa é que em pouco tempo tenhamos muito mais equipamentos que serão de fácil utilização, além dos assistentes pessoais citados em nossa matéria anterior, que podem tornar uma casa automatizada.

“ O mais importante é ser feliz, e que a tecnologia venha apenas para somar, e nunca deixe de curtir e aproveitar a vida com a família e as pessoas que você ama “

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Como o QR Code pode ajudar as pessoas com deficiência visual

#DescriçãoDaImagem: Imagem Ilustrativa. A imagem mostra um grande QR Code na cor azul escuro sendo montado por duas mulheres em forma de ilustração. O título da imagem é "Como o QR Code ajuda as pessoas com deficiência visual" e a logo da Retina Brasil está no canto inferior direito.

Vamos falar um pouco sobre o QR Code, e como ele pode ajudar as pessoas com deficiência visual.

O QR Code é um gráfico (desenho) em 2D em formato quadrado preto e branco que pode conter várias informações. Hoje em dia muitas empresas já utilizam esse tipo de código, e ele pode ser amplamente utilizado em vários segmentos.

As indústrias já poderiam adotar esse tipo de código em suas embalagens. Por exemplo, nas embalagens de remédio poderiam conter toda a informação da bula, o nome do remédio, fabricante, princípio ativo e demais informações, mas para poder ser identificado por uma pessoa com deficiência visual poderia conter uma identificação em braile, para poder facilitar a localização do QR Code, e assim a pessoa apontaria a câmera do smartphone e o leitor de tela faria a leitura de todo o conteúdo mostrando todas as informações.

Em outros setores também é possível utilizar o QR Code, como em roupas, na qual poderia conter o tamanho, marca, cor, tipo de estampa, etc. Também todos os tipos de embalagens do setor alimentício, farmacêutico, cosméticos, eletrodomésticos, etc. poderiam trazer uma infinidade de informações úteis para os consumidores.

O QR Code nas embalagens poderia facilitar muito a vida das pessoas em geral e também pessoas com deficiência visual. Em uma simples ida ao mercado, uma pessoa com deficiência visual com o produto em mãos, apontaria a câmera do smartphone no QR Code e poderia saber qual o produto, marca, peso, etc.

Com isso uma pessoa com deficiência visual ou até mesmo idosos ao se tomar um simples remédio teriam mais certeza que teriam em mãos o remédio correto, ou a roupa que é da cor que deseja usar, etc.

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Conheça seus direitos

#DescriçãoDaImagem: Imagem Ilustrativa. Na imagem aparece uma balança em foco, representando a justiça, e o fundo está desfocado. No canto superior esquerdo está a #direitos, o título da imagem é "Conheça seus direitos" e a logo da Retina Brasil está no canto inferior direito.

“Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação”. Artigo 4º do Estatuto das Pessoas com Deficiência. Conheça mais sobre seus direitos!

São diversos os direitos previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, bem como em outras leis federais, estaduais e municipais, com o objetivo de tornar nossa sociedade mais inclusiva e menos discriminatória, efetivando o princípio da dignidade da pessoa humana por meio do acesso da pessoa com deficiência à educação, habitação, lazer, cultura, esporte, turismo, profissionalização, etc.

O Estatuto da Pessoa com Deficiência, em seu artigo 18, caput, assegura atenção integral à saúde da pessoa com deficiência em todos os níveis de complexidade por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS).

A cobrança de valores diferenciados em razão da condição do consumidor é conduta que já é proibida quando praticada contra qualquer pessoa, independentemente de deficiência, nos termos da proteção garantida pelo Código de Defesa do Consumidor, editado em 1990.

Também merece destaque o fato de que, segundo o Estatuto da Pessoa com Deficiência, à pessoa com deficiência internada ou em observação é assegurado o direito a acompanhante ou atendente pessoal, devendo o órgão ou a instituição de saúde proporcionar condições adequadas para sua permanência em tempo integral (artigo 22, caput).

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De forma a garantir que a tomada de decisões seja a mais consciente possível, o Estatuto da Pessoa com Deficiência garante à pessoa nesta condição o direito ao acesso às informações prestadas e recebidas nos serviços de saúde, públicos ou privados, por meio de recursos de tecnologia assistiva e de todas as formas de comunicação que lhe sejam favoráveis (artigo 24).

Ainda segundo o Estatuto da Pessoa com Deficiência, é garantido o direito à educação com a disponibilização de recursos de tecnologia assistiva e adaptações necessárias. As instituições de ensino privadas não podem cobrar valores adicionais pela oferta dos recursos e acessibilidade. As pessoas com deficiência visual também têm o direito de realizar provas e exames avaliativos com tempo adicional e demais adaptações necessárias.

O direito ao trabalho também é garantido por lei e os serviços públicos e privados devem destinar parte de seus postos de trabalho às pessoas com deficiência.

O atendimento prioritário em todos os serviços, o direito ao consumo acessível e ao lazer inclusivo e acessível também são direitos garantidos pela Lei 13.146, Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Cumpre salientar, por fim, que quando não garantidos os direitos da pessoa com deficiência por via administrativa e voluntária, em muitos casos se tem pleiteado o acesso a estes por via judicial, juntamente com eventual reparação de danos materiais e/ou morais sofridos, com inúmeros casos exitosos. O direito ao acesso à Justiça, de forma prioritária, é outro direito garantido pela legislação às pessoas com deficiência, de forma a tornar nossa sociedade mais inclusiva e menos discriminatória.

A concessão de direitos diferenciados às pessoas com deficiência, de forma a eliminar barreiras e reduzir desigualdades é a única maneira de efetivar, na prática, os princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana.

Texto adaptado.
Autor: André Ribeiro Molhano Silva
Advogado, inscrito na OAB/MG n° 133.744
Veja o texto original: https://antigo.retinabrasil.org.br/direitos/

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Música e qualidade de vida das pessoas com deficiência visual

#DescriçãoDaImagem. Imagem Ilustrativa. Fundo preto com uma onda sonora colorida com vários símbolos musicais em branco. Na imagem está escrito "Música e qualidade de vida das pessoas com deficiência visual" e a logo da Retina Brasil está no canto superior direito.

A música está no cotidiano de praticamente todas as pessoas. Sempre existe uma música ideal para cada ocasião e além de relaxar, inspirar ou animar, a música é também uma boa ferramenta para a promoção da qualidade de vida das pessoas com deficiência visual.

A perda da visão, seja ela Baixa Visão ou cegueira, traz dificuldades para a pessoa com deficiência visual e por isso é importante encontrar maneiras para melhorar o bem-estar. A música é uma excelente ferramenta para isso, especialmente quando se trata de aprender a tocar um instrumento musical. Por meio da música é possível melhorar a socialização, desenvolver habilidades, participar de eventos culturais, e muito mais. A música catalisa o bem-estar e ajuda a promoção da inclusão.

Pessoas com deficiência visual podem ser excelente musicistas. A forma como cada pessoa irá aprender um instrumento irá variar. Há pessoas que preferem treinar usando a audição e a memória, enquanto outras, especialmente os musicistas clássicos, optam pela leitura da Partitura em Braile. 

Os desafios para tocar um instrumento tendo uma perda de visão são grandes, mas todos eles podem ser superados com dedicação. Assista ao vídeo a seguir e veja duas histórias inspiradoras de um pianista clássico e de um tecladista popular.  Perceba como a música trouxe qualidade de vida para eles e como ela é uma excelente ferramenta para a promoção do bem-estar das pessoas com deficiência visual!

Veja o vídeo!

 

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Smartphones e Apps para o dia-a-dia

#PraCegoVer imagem ilustrativa. A imagem mostra diversos ícones de aplicativos e sobre esa imagem há um ícone de um olho e um ouvido.. Está escrito: "smartphones e apps para o dia-a-dia" e há a logo da Retina Brasil.

R.I.K.

 

No nosso dia-a-dia nos deparamos com situações na quais precisamos do auxílio dos smartphones, por isso alguns aplicativos tornam-se indispensáveis para o dia-a-dia da pessoa com deficiência visual.

Um aplicativo bem útil para dar aquela conferida no seu dinheiro é o App Meu Dinheiro. Esse é um aplicativo bem simples, e ele faz a identificação da cédula de dinheiro. Para isso basta  apenas apontar  a câmera do celular para a cédula nacional ( Brasil ) o aplicativo irá dizer qual o valor da cédula, o único problema é que ele não lê moedas. Além do App Meu Dinheiro, existem outros a disposição, vale a pena pesquisar e testar para encontrar o aplicativo que mais agrada. Veja o vídeo abaixo sobre o tema:

Outro App indispensável para as pessoas com Baixa Visão é o Aplicativo de Lupa. São inúmeros aplicativos que fazem a função de Lupa, novamente é importante pesquisar e testar para ver qual app irá lhe agradar. Esse tipo de aplicativo é importante para aquela ocasião em que você precisa de uma lupa para fazer uma leitura rápida. Os apps de Lupa são bem simples de utilizar, normalmente eles possuem uma opção de ampliar, alterar cores (contraste), congelar a imagem capturada e depois ampliá-la. Vale muito ter um App de Lupa instalado. Alguns aplicativos de Lupa para Android e iOs são: Lupa, SuperVision +, Magnifier + Flashlight, etc. Veja mais esse vídeo sobre o tema: 

Outro aplicativo bem interessante para aqueles que utilizam o seu cartão nas maquininhas é o App PayVoice (Link para Android e Link para iOs). Esse app utiliza a câmera do seu celular para fazer a leitura da maquininha de cartão para saber o valor que você irá pagar, pois a maioria de nós não tem dificuldade para ler o valor que aparece nas máquinas de cartão. Uma dica para a sua segurança é receber no seu celular por meio de SMS os valores pagos por cartão, isso pode ser uma garantia que não será cobrado um valor diferente do que você irá pagar. Veja mais esse vídeo sobre o app:

Além desses aplicativos, existem muitos outros que podem ajudar no dia-a-dia, pois cada vez mais os smartphones estão  presente no nosso cotidiano e com eles os aplicativos que podem ajudar e trazer mais autonomia às pessoas com deficiência visual.

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Os benefícios da educação e da leitura na qualidade de vida das pessoas com deficiência visual

#PraCEgoVer imagem ilustrativa. Há um livro com uma lupa de mão tradicional. Está escrito: " Os benefícios da educação e da leirura na qualidade de vida das pessoas com deficiência visual"; Há a logo da Retina Brasil

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), qualidade de vida é a percepção que temos em relação aos nossos objetivos, expectativas, padrões e preocupações diante de um contexto sistemático de valores e cultura. Embora não haja um conceito único e definitivo sobre o tema, especialistas chegam ao consenso de que o próprio indivíduo é capaz de ressignificar e construir meios que contribuam para a melhoria na sua qualidade de vida.

A qualidade de vida está tradicional e intrinsecamente associada à ideia de felicidade e bem-estar, portanto, é comum que busquemos fatores que nos conecte à estabilidade tanto da saúde física e mental quanto da emocional, intelectual e espiritual.

Um fato recorrente na vida das pessoas que perdem a visão, principalmente na vida adulta, é a dificuldade em dar prosseguimento aos estudos, tanto para completar o ciclo educacional quanto para a readequação a uma nova carreira. Por outro lado, são inúmeros os relatos de pessoas com deficiencia visual que romperam as barreiras impostas pela falta de acessibilidade e conquistaram não apenas o tão sonhado diploma como também a autoestima necessária para retomar a vida profissional.

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De acordo com um estudo realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), pessoas que estudam mais tendem a ser mais felizes e ter uma expectativa de vida maior, pois, segundo os autores da pesquisa, as pessoas desenvolvem novas habilidades, melhoram a sua condição social e passam a ter acesso a redes que auxiliam na realização de conquistas pessoais.

Além da LBI (Lei Brasileira de Inclusão, nº 13.146/15), que assegura os direitos das pessoas com deficiência em diversos âmbitos, inclusive o educacional, existem também leis que corroboram para a inclusão destas pessoas no ensino superior, como é o caso da Lei nº 13.409/16, que institui cotas para pessoas com deficiência em universidades federais, e do ProUni (Programa Universidade para Todos), que também estabelece cotas de bolsas para pessoas com deficiência em universidades privadas.

Ademais, para aqueles que não pretendem ingressar em um curso superior, é possível também dar continuidade aos estudos em instituições destinadas à reabilitação de pessoas com deficiência visual. Muitas destas instituições têm como parceiros empresas que financiam cursos de qualificação profissional e cursos extracurriculares, que ajudam a aprimorar o conhecimento em diversas áreas.

Por fim, outro ponto que deve ser observado é que estudar envolve também a questão da falta de materiais didáticos acessíveis, uma das grandes preocupações de quem perde a visão na vida adulta, principalmente, pelo fato de não ter sido alfabetizado por meio do sistema Braille. Nessas horas, é a tecnologia a grande aliada da inclusão, permitindo que a leitura de livros digitais e, até mesmo livros físicos, sejam lidos por meio da síntese de voz de aplicativos disponíveis em dispositivos móveis ou em computadores.

Tendo em vista que a leitura de livros não é mais um empecílho na vida da pessoa com deficiência visual, podemos elencar também mais este item à melhoria na qualidade de vida de quem estuda. Já é cientificamente comprovado que a leitura traz inúmeros benefícios à saúde mental e intelectual, como por exemplo, melhorias da função cerebral, desenvolvimento do poder comunicativo, estímulo da criatividade e do senso crítico, além de proteger contra doenças como o mal de Alzheimer.

Portanto, estude mais, leia mais! Mesmo que enfrente obstáculos pelo caminho, tenha em mente as palavras do filósofo Confúcio: “Não importa o quão devagar você vá, desde que não pare”.

Referências:

OMS. The World Health Organization Quality of Life Assessment (WHOQOL): position paper from the World Health Organization. Social science and medicine. v.41, n.10, 1995, p.403-409.

Acesso ao estudo citado:

http://www.oecd.org/education/skills-beyond-school/EDIF%202013–N°10%20(eng)–v9%20FINAL%20bis.pdf

 

Dia Nacional do Combate ao Glaucoma

#PraCegoVer imagem ilustrativa. NA imagem há duas fotografia iguais, uma na parte superior e outra na parte inferior. A fotografia na parte ifnerior está com toda a perifieria escurecida, simulando uma perda de Campo Visual típica do Glaucoma. Está escrito "Dia Nacional do Combate ao Glaucoma" e há as logos da Retian Brasil e na Novartis.

Dia 26 de maio é o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma . Data para falar sobre a doença e sua prevenção. O Glaucoma é uma doença ocular que provoca lesão no nervo óptico, podendo gerar perda de campo visual e levar à cegueira. Ela representa uma das maiores causas de cegueira do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 64 milhões de pessoas sofrem com o Glaucoma. A doença não tem cura, mas pode ser tratada, por isso o diagnóstico precoce é essencial.

O tratamento para o Glaucoma, na maioria das vezes, é simples e envolve o uso de colírios. A melhor forma para evitar a perda visual causada pela doença é consultar periodicamente o oftalmologista, obter um diagnóstico precoce, e realizar o tratamento adequado.

Tipos de Glaucoma:

O tipo mais comum de Glaucoma (cerca de 80% dos casos) é o Glaucoma crônico simples ou glaucoma de ângulo aberto. Ele é causado por uma obstrução do escoamento de um líquido, chamado humor aquoso. O acúmulo desse líquido, no olho, gera aumento da pressão ocular. O Glaucoma crônico atinge pessoas acima de 35 anos e pode ser assintomático, assim, percebe-se a doença quando a visão se torna ‘tubular”, ou seja, quando já há perda visual. 

Outros tipos de Glaucoma são o Glaucoma Congênito e o Glaucoma Secundário. No Glaucoma Congênito, os recém-nascidos apresentam globos oculares aumentados e córneas embaçadas. O tratamento é cirúrgico. O Glaucoma secundário tem várias causas, ele pode ocorrer após cirurgia ocular, catarata avançada, uveítes, diabetes, traumas ou uso de corticoides.

Referências:

file:///C:/Users/Marina/Documents/Retina%20Brasil/Artigos,%20material%20infomrativo,%20etc/9789241516570-eng.pdf 

http://www.cbo.net.br/novo/publico-geral/glaucoma.php 

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