13 de dezembro Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual 2021

fundo colorido com destaque para o ícone de uma pessoa com uma bengala. Está escrito: '13 de dezembro Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual 2021" e ha as logos da Retina Brasil e da Novartis

13 de dezembro é o Dia Nacional do Cego ou Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual. A data existe desde 1961, e foi criada para reduzir a discriminação e o preconceito com as pessoas cegas. O preconceito contra as pessoas com deficiência chama-se Capacitismo e precisa ser combatido.

O que é deficiência visual

A deficiência visual é a perda total ou parcial da visão mesmo com correção óptica. Ou seja, uma pessoa é considerada pessoa com deficiência visual quando ela tem algum nível de perda da visão em ambos os olhos mesmo após a correção óptica. Isso significa que mesmo usando óculos a pessoa continua tendo uma perda importante da visão.

 A perda visual pode ocorrer por doenças, acidentes ou má formação. Diversas doenças podem levar à cegueira, entre elas as doenças da retina, como a DMRI, a Retinopatia Diabética, a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt, a Síndrome de Usher, entre outras.

Diferença entre Cego e Pessoa Com Baixa Visão

Cego é a pessoa que não tem percepção visual e pessoa com Baixa Visão é aquela que tem alguma percepção visual. A pessoa com Baixa Visão pode ter a perda do campo visual, a perda da visão central, ou uma mescla de perda de campo e de visão central. A Baixa Visão não tem correção óptica e cada pessoa percebe o mundo de uma maneira.

Capacitismo

Capacitismo é o preconceito contra as pessoas com deficiência. O Capacitismo manifesta-se de várias formas, como a vitimização, a infantilização e a heroicização das pessoas com deficiência. As pessoas com deficiência visual, sejam cegas ou com Baixa Visão, sofrem diversas formas de preconceito ao longo de sua vida, o que inclui a falta de acessibilidade, a negação de suas habilidades, etc. Entender melhor o universo das pessoas com deficiência visual contribui  para reduzir o capacitismo e promover a inclusão. Aproveite a data de hoje e reflita sobre o tema.

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Direitos e obrigações da saúde pública (SUS) e particular (Rol ANS) para os deficientes visuais

#DescriçãoDaImagem: Imagem Ilustrativa. Na imagem aparece a ilustração de 3 mãos montando o símbolo do SUS, que é uma cruz, em formato de quebra-cabeça, na cor azul. Ao centro, do lado esquerdo está escrito SUS em azul. O título da imagem é "Direitos e obrigações da saúde pública" e a logo da Retina Brasil está no canto inferior direito.

Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, foi instituído no Brasil o Sistema Único de Saúde (SUS), que passou a oferecer a todo cidadão brasileiro acesso integral, universal e gratuito a serviços de saúde.

Atualmente, segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, referentes ao ano de 2019, sete em cada dez brasileiros dependem exclusivamente do SUS para atendimento, acompanhamento e tratamento de doenças.

É de conhecimento geral a demora no atendimento, o reduzido número de leitos, médicos, enfermeiros, medicamentos e insumos necessários para consultas, atendimentos e cirurgias. Contudo, apesar das mencionadas falhas, o SUS deve ser celebrado como uma verdadeira conquista social e um marco histórico na efetivação do direito à saúde e da dignidade da pessoa humana previstos nos artigos 5º e 6º da Constituição Federal de 1988.

No âmbito das pessoas com deficiência não é diferente, já que o SUS é uma ferramenta que garante às pessoas com deficiência, muitas vezes em condição de hipervulnerabilidade social, a atenção integral à saúde em todos os níveis de complexidade, garantido acesso universal e igualitário, nos termos do artigo 18 do Estatuto das Pessoas com Deficiência.

Grande parte dos direitos já informados anteriormente nesta coluna se aplicam no âmbito do atendimento à saúde, seja ela pública ou particular, tendo em vista serem normas de garantias gerais que buscam à inclusão social e cidadania por meio de eliminação de barreiras.

Desta forma, independentemente do atendimento ser no SUS ou no âmbito de um hospital privado por plano de saúde, a pessoa com deficiência tem direito, dentre outros, ao atendimento prioritário (condicionado aos protocolos de atendimento médico) e humanizado, a recursos de acessibilidade, atendimento seguindo normas éticas e técnicas que respeitem as especificidades da pessoa com deficiência, o direito a acompanhante ou atendente pessoal e, ainda, ao acesso às informações prestadas e recebidas nos serviços de saúde, públicos ou privados, por meio de recursos de tecnologia assistiva e de todas as formas de comunicação que lhe sejam favoráveis.

Fique por dentro de outros Direitos das Pessoas com Deficiência

Especificamente no âmbito do SUS, são garantidos, ainda, outros direitos à pessoa com deficiência. Neste sentido, as ações e os serviços de saúde pública destinados à pessoa com deficiência devem assegurar:

a) Diagnóstico e intervenção precoces, realizados por equipe multidisciplinar;

b)Serviços de habilitação e de reabilitação sempre que necessários, para qualquer tipo de deficiência, inclusive para a manutenção da melhor condição de saúde e qualidade de vida;

c) Atendimento psicológico, inclusive para seus familiares e atendentes pessoais;

d) Serviços projetados para prevenir a ocorrência e o desenvolvimento de deficiências e agravos adicionais;

e) Prestação de serviços próximo ao domicílio da pessoa com deficiência, inclusive na zona rural;

f) Desenvolver ações destinadas à prevenção de deficiências por causas evitáveis, inclusive por meio da promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis, vigilância alimentar e nutricional, prevenção e cuidado integral dos agravos relacionados à alimentação e nutrição da mulher e da criança.

Já os serviços médicos particulares, regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por sua vez, também devem respeitar as normas gerais, e, ainda, algumas específicas de seu âmbito de atuação.

De início, convém ressaltar que as operadoras de planos e seguros privados de saúde são obrigados a garantir à pessoa com deficiência, no mínimo, todos os serviços e produtos ofertados aos demais clientes.

Ou seja, se é ofertado aos outros clientes que não possuam deficiência plano de saúde que preveja, por exemplo, a possibilidade de home care e transferência para hospital especializado à situação do paciente naquele momento, tal plano deve ser ofertado, também, à pessoa com deficiência que pretenda contratá-lo.

E mais, tal oferta deve ser feita sem qualquer diferenciação de preço, uma vez que são proibidas todas as formas de discriminação, inclusive por meio de cobrança de valores diferenciados em razão da deficiência.

Por sinal, a cobrança de valores diferenciados em plano de saúde, que impeçam ou dificultem o ingresso da pessoa com deficiência é crime previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência, e sujeita o ofensor à pena de dois a cinco anos de detenção, além de multa.

Se os direitos acima mencionados não são efetivados, a pessoa com deficiência pode (e deve) procurar alguns órgãos, entre eles a ouvidoria do hospital, Procon, Ministério da Saúde, Ministério Público e a Defensoria Pública.

Em último caso, sempre que há violação, há um outro direito que é garantido a todos: o direito de acesso ao Poder Judiciário e mover uma ação requerendo que a legislação seja aplicada na prática e, se isso não for mais possível, o direito à devida reparação.

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Deficiência visual, lazer e quarentena

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Na imagem há uma mulher de costas, ela olha na direção de uma janela de vrido e usa fones de ouvido. Está escrito: "Deficiência Visual, Lazer e Quarentena" #QualidadeDeVida e há a logo da Retina Brasil.

Ter um tempo livre para descansar e se divertir é fundamental para promover o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas com ou sem deficiência visual. Por meio do lazer é possível tirar o foco dos problemas cotidianos, relaxar e desenvolver a criatividade. O lazer permite a busca de soluções mais assertivas e inesperadas, pois após um tempo de diversão conseguimos fazer novas conexões, pensando de forma ampla. Além disso, o lazer traz interação, podendo inspirar ideias e propiciar felicidade. 

Portanto, procurar formas de lazer quando se enfrenta a perda de visão contribui positivamente para o processo de adaptação. No momento de isolamento social é importante não deixar a diversão de lado. Então separamos algumas dicas acessíveis para as pessoas com deficiência visual encontrarem o seu lazer na quarentena:

  • Assistir a filmes e séries com áudio descrição: atualmente existem muitos filmes, séries e até documentários com áudio descrição disponíveis pela internet e em serviços de streaming, como a Netflix. A áudio descrição amplia a acessibilidade do conteúdo audiovisual, levando mais acessibilidade e diversão. Para assistir um filme com áudio descrição, geralmente é necessário ativar o recurso que costuma estar entre as opções de áudio do filme, série ou documentário. 
  • Usar a tecnologia para ler livros: a perda da visão não é mais desculpa para deixar de ler um bom romance.  Existem vários recursos disponíveis para fazer a leitura de um livro, e muitos são gratuitos. Se você tiver o livro físico em papel, você pode além de usar as lupas de leitura, recorrer ao aplicativos que transformam o texto do livro em áudio. Esses apps usam a câmera de seu smartphone e basta apontar o celular para a página que deseja ler, clicar e aguardar alguns segundos para o celular começar a ler. Esses apps são, por exemplo: Seeing AI e Prizmo Go. Para escutar os arquivos digitais, um app muito usado pela pessoa com deficiência visual é o Voice Dream, basta colocar o arquivo que deseja no aplicativo e dar play que ele começa a ler, é bem prático. Por fim, os audiolivros são também uma excelente opção. Audiolivros podem ser adquiridos em livrarias e existe um serviço de assinatura muito conhecido o Ubook, que permite escutar revistas, livros e jornais pelo celular. Existem outros apps além dos citados que também funcionam muito bem.
  • Escutar Podcasts: Podcasts são conteúdos em áudio, similar a um programa de rádio. A mídia tem crescido muito recentemente e há conteúdos para todos os gostos, de temas jornalísticos, até ciência e entretenimento. Para escutar um podcast é simples e há algumas maneiras. É possível escutar pelo aplicativo do Google PodCasts (se o seu celular for um Android), ou o aplicativo da Apple Podcasts (se o seu celular foi um iphone). Para amplos os aparelhos você pode escutar podcasts pelo aplicativo do Spotify, que também permite ouvir uma boa música. Basta procurar o nome do podcast que deseja escutar.
  • Assistir às lives: lives estão em alta e há lives de diversos os temas praticamente todos os dias. As lives costumam acontecer no Instagram, no Facebook ou no Youtube e todas essas mídias são acessíveis por leitor de tela. Portanto, assistir às lives é uma boa forma de passar o tempo e elevar o astral. A Retina Brasil tem feito lives todas as terças-feiras às 19h no Youtube #ficaadica!
  • Convidar os amigos para uma conversa online: o isolamento social não significa a perda do contato com as pessoas. É possível manter a amizade e até fazer uma boa reunião entre amigos online. Para fazer uma reunião online de forma fácil e gratuita  pode-se usar o aplicativo do Skype ou do Google Meetings. Basta criar uma reunião, gerar o link e enviar para os amigos!

O importante é procurar fazer o que gosta e se divertir!

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Direitos ao Viajar de Avião e FREMEC e MEDIF

#PraCegoVer imagem ilustrativa, mostrando o interior de um avião comercial pelo ponto de vista de uma pessoa sentada próxima ao corrredor. Está escrito "#direitos Direitos ao vijar FREMEc e MEDIF" e há a logo da Retina Brasil

André Ribeiro Molhano Silva

Advogado, inscrito na OAB/MG n° 133.744

Direitos ao Viajar de Avião e FREMEC e MEDIF

As ações afirmativas são políticas destinadas a assegurar e a promover, em condições de igualdade com o restante da sociedade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de determinado grupos, historicamente vítimas de preconceitos.

No âmbito dos direitos da pessoa com deficiência, as ações afirmativas buscam a inclusão social e cidadania por meio de eliminação de barreiras, assim entendidas como qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros.

A eliminação de barreiras nos transportes (art. 3º, IV, “c” do Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei nº 13.146/2015), portanto, assume fundamental importância, tendo em vista que se presta não somente a assegurar a mobilidade e liberdade de movimento da pessoa com deficiência, como, também, a mudar atitudes e comportamentos que fomentam o já mencionado preconceito histórico, sobretudo quando o transporte em questão se dá por meio aéreo.

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Justamente por isso, são garantidos às pessoas com deficiência uma série de importantíssimos direitos não concedidos aos demais passageiros. Dentre eles, importante ressaltar alguns:

  • Atendimento prioritário em quase todas as etapas do voo. Assim, o passageiro com deficiência tem prioridade no atendimento desde o check in, passando pelo despacho de bagagem, deslocamento até a aeronave, controles de fronteira, embarque (em relação a todos os demais passageiros, inclusive os frequentes), acomodação na aeronave, acomodação de bagagem de mão, restituição de bagagem, até, finalmente, sua saída da área de desembarque e acesso à área pública.

O desembarque da pessoa com deficiência, nos termos do artigo 18 da Resolução nº 280/2013 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), deve ser realizado logo após o desembarque dos demais passageiros, exceto quando o tempo disponível para a conexão do passageiro com deficiência ou outra circunstância justifiquem a priorização.

  • Outro importante direito concedido ao passageiro com deficiência é o transporte gratuito, preferencialmente na cabine da aeronave, de uma peça de ajuda técnica empregada para sua locomoção, tais como cadeira de rodas, andadores, muletas, etc. Quando não houver espaço disponível na cabine e estes itens forem despachados, devem ser obrigatoriamente transportados no mesmo voo do passageiro, como itens prioritários e frágeis.
  • As aeronaves devem contar, ainda, com assentos especiais e reservados às pessoas com deficiência, não somente na parte dianteira, mas também na parte traseira da aeronave, para facilitar embarque e desembarque em ambas as portas, quando possível.
  • No caso das pessoas com deficiência visual, outro importante direito assegurado é o embarque de seu cão-guia na cabine da aeronave, bem como acompanhamento em todas as etapas da viagem. O transporte do cão-guia deve ser gratuito, com acomodação no chão da cabine da aeronave, em local próximo ao seu dono e sob seu controle, desde que esteja equipado com arreio e não obstrua totalmente ou parcialmente o corredor do avião. É dispensado o uso de focinheira.

São diversos outros direitos, previstos em leis e em resoluções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Contudo, dentre as ações afirmativas e direitos assegurados à pessoa com deficiência, enquanto passageiro/consumidor do serviço de transporte aéreo, o direito à assistência de acompanhante merece destaque, tendo em vista se tratar de verdadeira medida de eliminação de barreiras e redução de desigualdades, principalmente nos casos em que o impedimento da pessoa com deficiência tornaria o deslocamento impossível ou bastante inseguro, caso o acompanhante estivesse ausente.

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Nos termos do artigo 27 da Resolução 280/2013 da ANAC o passageiro com deficiência ou mobilidade reduzida deve ser acompanhado sempre que: (1) viaje em maca ou incubadora; (2) em virtude de impedimento de natureza mental ou intelectual, não possa compreender as instruções de segurança de voo; ou (3) não possa atender às suas necessidades fisiológicas sem assistência.

O acompanhante deve ser fornecido pela Companhia Aérea sem qualquer cobrança adicional, também em todas as etapas do voo. Caso a pessoa com deficiência opte por contar com seu próprio acompanhante, a Companhia Aérea deve oferecer o desconto de, no mínimo, 80% (oitenta por cento) na aquisição da passagem aérea do acompanhante (art. 27, §1º da Resolução nº 280/2013 da ANAC). Detalhe importante: o desconto é concedido na passagem do acompanhante, e não na da pessoa com deficiência.

Para ter direito ao desconto acima mencionado, no momento da reserva da passagem a pessoa com deficiência deve enviar para a companhia aérea os formulários MEDIF ou FREMEC, a serem utilizados conforme a frequência de viagens feitas.

MEDIF

O MEDIF (Medical Information Form ou Formulário de Informações Médicas, em português) é um formulário médico atestando as informações de saúde do passageiro com deficiência, no sentido de que ele está apto a viajar de avião.

FREMEC

O FREMEC (Frequent Traveller Medical Card ou Cartão Médico do Passageiro Frequente), por sua vez, é um cartão atestando as informações de saúde do passageiro com deficiência que utiliza frequentemente o serviço de transporte aéreo.

A principal diferença entre os formulários é que o MEDIF deve ser preenchido a cada viagem realizada, enquanto o FREMEC precisa ser preenchido somente uma vez, com validade de um ano. Justamente pela longa validade, o FREMEC somente pode ser utilizado por passageiros que apresentem um quadro de saúde estável. Outro ponto importante é que o MEDIF deve ser preenchido pelo médico e o FREMEC pode ser preenchido por qualquer pessoa, porém deve necessariamente ter a assinatura do médico.

Cada companhia aérea possui seu procedimento próprio para aprovação do MEDIF/FREMEC e de análise e emissão das passagens com desconto para os acompanhantes das pessoas com deficiência (inclusive as companhias aéreas internacionais), por isso é recomendável acessar diretamente nos seus respectivos sites as informações específicas de cada uma. Em geral, as companhias já disponibilizam os formulários MEDIF e FREMEC para download, assim, os passageiros com deficiência podem providenciar o preenchimento e assinatura do médico pessoal antes de realizar a reserva da passagem.

O conhecimento e o pleno exercício dos direitos concedidos às pessoas com deficiência é fundamental para um mundo mais inclusivo. Fomentar a utilização do transporte aéreo com medidas afirmativas elimina barreiras e, fundamentalmente, reduz distâncias, sejam elas físicas ou sociais.

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Autoestima e qualidade de vida

#PraCegoVer foto ilustrativa de diversos produtos de maquiagem, como sombras, batom, gloss, etc. Está escrito "Autoestima e qualidade de vida" e há a logo da Retina Brasil.

Lucia Helena Florio

O comprometimento da visão durante os processos degenerativos da retina traz a dificuldade e a perda do interesse da pessoa com deficiência visual no seu cuidado diário com sua aparência e bem estar. Frequentemente, autoestima e qualidade de vida caem e essa pessoa precisa de um trabalho psicológico, de adaptação e reabilitação para continuar suas atividades do cotidiano.
Porém é possível virar a página e escrever uma nova história. Quando a pessoa começa a conhecer suas capacidades e as ferramentas para trilhar um novo caminho, ela aprende que consegue se cuidar mesmo sem poder se enxergar à frente do espelho.

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Hoje em dia, temos diversos recursos para que esse cuidado seja pleno e agradável, trazendo autoestima e bem-estar. A moda, a maquiagem e os produtos de beleza exercem esse papel de maneira transformadora.
Quem não gosta de se vestir bem, aprender a se cuidar melhor com produtos adequados ao seu tipo de pele e ainda fazer sua própria maquiagem com autonomia? E aquele cabelo bem cortado, a barba bem-feita e o perfume agradável? Pois é, toda pessoa com deficiência visual deseja estar bem por dentro e por fora. É necessário ressaltar que com as adaptações isso tudo é possível de se realizar e incorporar no seu dia-a-dia.

Além de melhorar a própria autoestima, esse autocuidado impacta positivamente na visão dessa pessoa perante a sociedade, tornando melhor o convívio nos relacionamentos interpessoais, como em família, e principalmente no trabalho.

No caso da mulher com deficiência visual, esse impacto torna-se ainda mais intenso quando ela aprende as técnicas de automaquiagem utilizando as pontas dos dedos e desenvolve sua sensibilidade tátil para uma aplicação correta e adequada de cada produto, transformando sua autoestima e quebrando a barreira do capacitismo.

No vídeo, apresentamos uma amostra de como isso é possível. Assista:

Portanto, a autoestima bem trabalhada é essencial na qualidade de vida de qualquer pessoa, mas se faz especialmente importante para a vida da pessoa com deficiência visual, fortalecendo-a internamente e trazendo uma boa imagem perante a sociedade.

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Leitores de tela para smartphones

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Na imagem há uma pessoa mexendo em um smartphone, a imagem msotra apenas os dedos da pessoa. Está escrito: !Leitores de tela para smartphones" e há a logo da Retina Brasil.

Os leitores de tela para smartphones vieram para facilitar o uso dos aparelhos por pessoas com deficiência visual, para proporcionar uma acessibilidade maior no seu uso. Sabemos que nos tempos de hoje os smartphones fazem parte do cotidiano de todos. Com eles podemos ter acesso a vários serviços, redes sociais, notícias, e-mails, etc.

Os leitores mais usados atualmente são o Talkback para Android e o VoiceOver para iOS. Esses aplicativos já vem nativos nos aparelhos e só precisam ser ativados para serem usados.

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Como funciona:

Esses leitores são bem simples de usar. Depois de habilitados, eles possibilitam aos usuários manusear o smartphone com acessibilidade. Ao se tocar na tela, é reproduzido em áudio todo o conteúdo (exceto algumas imagens e ícones), e assim, uma pessoa com deficiência visual poderá utilizar o aparelho com mais independência. Lembrando que ao se habilitar os leitores de tela os gestos mudam, e com um pouco de treino, o usuário terá toda a autonomia.   

Como habilitar:

Nos aparelhos Android, entre na sua gaveta de aplicativos e procure por CONFIG ou CONFIGURAÇÕES. Em seguida vá em ACESSIBILIDADE, em seguida VISÃO, entre em TALKBACK. Ao habilitá-lo, ele estará pronto para ser utilizado.

CONFIG > ACESSIBILIDADE > VISÃO > TALKBACK

Para o sistema iOS, acesse o ícone AJUSTE, em seguida ACESSIBILIDADE, vá em VISÃO e em seguida VOICEOVER, e é só ativá-lo.

AJUSTE > ACESSIBILIDADE > VISÃO > VOICEOVER

Os leitores de tela para smartphones, facilitaram a utilização dos aparelhos por pessoas com deficiência visual.  Assim, com seu uso contínuo e um pouco de persistência é possível que você tenha uma melhor habilidade.

Nunca desista na primeira tentativa, pois ao persistirmos, veremos os erros e os acertos e assim conseguiremos tirar o melhor proveito dos aparelhos. 

 

ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO SOBRE COMO ATIVAR O LEITOR DE TELA TALKBACK!

 

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Dia Mundial da Conscientização sobre a Acessibilidade

#PraCegoVer foto de um homem usando um celular com o leitor de tela ativado.

O Dia Mundial da Conscientização sobre a Acessibilidade é celebrado toda a terceira quinta-feira do mês de maio. A data tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da acessibilidade para as pessoas com deficiências no meio digital. A data surgiu na Califórnia, em 2012, a partir da reflexão do desenvolvedor Joe Devon sobre a falta de acessibilidade no mundo digital.

Por ter surgido nos Estados Unidos o nome original do dia é Global Accessibility Awareness Day (GAAD) e neste ano de 2020 os organizadores da data analisaram a acessibilidade de um milhão de sites. OS resultados mostram que 98% dos site têm pelo menos uma falha em acessibilidade, o que impõe sérias barreiras aos usuários. Oferecer acessibilidade é o caminho que permite às pessoas com deficiência sua interação com o mundo com menos desigualdade e mais inclusão.

Por essa razão, toda forma de acessibilidade é fundamental. Em respeito a acessibilidade digital, tema do Dia Mundial de Conscientização sobre a Acessibilidade, ela é fundamental para que as pessoas com deficiência visual possam navegar na internet de forma autônoma. A acessibilidade digital inclui diversos ferramentas entre elas,recursos de ampliação e contraste, acessibilidade pelos leitores de tela e descrição das imagens. O caminho por um mundo mais acessível ainda é longo, por isso é tão significativo falar sobre o tema.

Acesse o site do Global Accessibility Awareness Day (GAAD) e veja mais textos e videos sobre a data:

https://globalaccessibilityawarenessday.org/ 

Leia mais reflexões sobre o tema da Acessibilidade

http://www.agapasm.com.br/artigo014.asp

 

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Qualidade de vida e deficiência visual

#PraCegoVer imagem de uma menina de óculos escuros segunrando um cacho de balões coloridos. Está escrito: "Qualidade de Vida" e há a logo da Retina Brasil

Ao pensar em qualidade de vida, pode ser natural imaginar a plena realização em diversas áreas da vida. A ideia de qualidade de vida implica ter saúde profissional, financeira, emocional, física, social e até espiritual. Esse conceito é amplo, bonito e verdadeiro. No entanto é comum que as pessoas se sintam insatisfeitas e acreditem que nunca terão qualidade de vida. Isso acontece com pessoas com e sem deficiência, mas quando se sofre a perda da visão, alcançar o bem-estar parece algo ainda mais distante. A proposta para ver e ter uma qualidade de vida com deficiência visual parte do abandono de modelos de felicidade, perpassa a reflexão pessoal e termina na construção constante de realizações.

Há no imaginário coletivo o mito de que a qualidade de vida significa ter uma boa casa, usufruir de bens materiais, ter uma família estável,uma carreira promissora, saúde e todas os sentidos do corpo físico em pelo funcionamento. Isso é uma idealização, portanto  está distante da realidade e, muitas vezes, mostra-se  inatingível. Ao analisar esse pressuposto e observar a realidade é fácil concluir que a maior parte das pessoas não tem e talvez nunca terá parte desse modelo realizado. A ânsia de se tentar cumprir parâmetros externos e pré-fixados de bem-estar  causa a frustração.  Qualidade de vida não é obter os resultados apresentados por um padrão  exógeno de felicidade. Qualidade de vida é ter bem-estar em diversas áreas da vida, e a definição sobre o que o bem-estar funciona melhor quando parte de cada pessoa.  Portanto, romper com o modelo de sucesso e entender quais são os valores de vida de cada pessoa, é uma sugestão para começar a ter qualidade de vida, sendo ou não uma pessoa com deficiência.

Essa análise sobre o que de fato é relevante para a conquista do bem-estar parece especialmente importante para as pessoas com Baixa Visão, ou cegas. O conceito tradicional, e infelizmente, ainda preponderante de sucesso não inclui a pessoa com deficiência de forma natural. A pessoa com deficiência ou está excluída das vitórias, ou as obtém pela superação da deficiência, o que significa em certa medida deixar a limitação para trás. Em nenhuma dessas possibilidades existe a felicidade com a deficiência tal como ela é. E isso não só é possível como desejável.

Saiba mais:

A Baixa Visão pode ser causada por diversas razões, entre elas estão as Doenças Raras e Hereditárias da Retina, como a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt, a Síndrome de Usher, etc. Outras Doenças Comuns da Retina que também podem causar a perda de visão são a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e a Retinopatia Diabética

 

Por isso parece positivo questionar o que é importante do ponto de vista individual. Entender o que é precioso para a conquista da qualidade de vida pessoal e tentar reduzir as interferências externas, pois. como exposto,  muitas vezes elas são prejudiciais. Para essa pergunta, não há resposta certa,  existe o respeito ao coletivo e ao pessoal e a conclusões individuais. Cada pessoa tem o poder de construir o seu padrão de bem-estar e obter qualidade de vida.

Após refletir, a proposta é observar as características individuais. Observar sem julgar. Cada pessoa é única e tem suas capacidades, suas limitações, seus desejos, seus valores. Nesse olhar a deficiência visual é apenas mais uma característica dentre tantas outras que compõem um indivíduo. Ela não é boa nem ruim, apenas é parte de um ser. Assim, ela não precisa ser um aspecto limitador, nem um fator a ser superado, ela integra o indivíduo, basta abraçá-la, entendê-la e com ela construir uma vida de realizações.

A trajetória para a conquista da qualidade de vida com a  deficiência visual, portanto começa com o entendimento e com a busca interna do que faz bem. As realizações irão depender disso e dos recursos e habilidades a serem desenvolvidos por cada pessoa. A deficiência visual irá permitir a descoberta de novas maneiras para realizar atividades comuns e assim cada pessoa tem a oportunidade de expandir seu rol de habilidades. Para isso a reabilitação, o uso de recursos de tecnologia assistiva e tantas outras coisas é excelente.

A partir de tudo o que está expostos, ter qualidade de vida com deficiência visual não é simples, mas também não é tão difícil assim. O passo inicial reside em abandonar os modelos tradicionais de felicidade e encontrar os valores internos,  respeitando a todos e a si mesmo. Ao descobrir o que é importante e o que traz bem-estar na esfera pessoal, abre-se as possibilidades para a conquista da qualidade de vida. A qualidade de vida adquirida por meio do entendimento individual será pura e profunda. Ela estará consolidada internamente, baseada nas suas capacidades e ampliada pelas superações pessoais. Assim, será possível obter bem-estar e a deficiência visual será apenas uma parte da vida, esteja bem por dentro que a vida será melhor a  despeito de limitações.

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Coronavírus pode causar lesões de retina, revela estudo brasileiro

#PraCegoVer imamge ilustrativa com o título da notícia e a logo da Retina Brasil

Estudo brasileiro punlicado em 12 de maio de 2020 ma revista nmédica inglesa The Lancet, revela que Coronavúrus pode causar lesões de retina.

Confira abaixo a notícia publica no jornal O Globo

RIO – Cientistas brasileiros descobriram uma nova alteração causada pela Covid-19. Algumas pessoas infectadas pelo coronavírus sofrem mudanças na retina, que podem ser indicadoras de complicações no sistema nervoso central. Publicado na “Lancet”, uma das revistas de ciências médicas mais respeitadas do mundo, o estudo foi realizado com pacientes de São Paulo. O trabalho é de autoria de pesquisadores do Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas em Oftalmologia e do Instituto da Visão, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O líder da pesquisa, Rubens Belfort Jr., presidente da Academia Nacional de Medicina e professor titular da Unifesp, destaca que “ainda estamos longe de compreender toda a complexidade da infecção pelo coronavírus”.

Este é o primeiro estudo a identificar alterações neurológicas no olho associadas à Covid-19?

Sim. Investigamos o olho porque estudos com o zika mostraram que poderia haver alterações desse tipo. Realizei, na verdade, o primeiro trabalho sobre zika no olho e pensei que o coronavírus poderia talvez causar algo semelhante.

Que alterações são essas e por que seriam um indicador de complicações neurológicas?

São alterações na retina (a camada mais interna do globo ocular, que transforma a luz em sinais elétricos e, em última instância, forma as imagens). E a retina é parte do sistema nervoso central.

O que encontraram?

Observamos lesões em todos os pacientes. Mas não detectamos perda da acuidade visual ou dos reflexos, também não identificamos sinais de inflamação intraocular

As lesões provocaram perda de função do olho?

A princípio, não. Os pacientes não tiveram perda de função do olho, mas continuamos a estudar para ver se não surgirão lesões posteriores, com algum dano à visão

Por quê?

Porque não se sabe se a Covid-19 pode provocar lesões crônicas em alguns pacientes. Essa é uma das grandes questões sobre essa doença.

Mas, se não causam perda de função do olho, por que essas alterações preocupam?

Porque podem indicar que o sistema nervoso central, isto é, o cérebro, foi afetado pela Covid-19. E o tipo de lesão que identificamos já foi associado em estudos com animais a complicações do sistema nervoso central. Somado a isso há um número crescente de casos de pacientes com Covid-19 que desenvolvem, por exemplo, encefalite. Outros sofrem sintomas neurológicos, como convulsões. É importante ter um indicador para esse risco.

As alterações identificadas agora estão relacionadas a casos de conjuntivite observados em alguns pacientes com Covid-19?

Não. Conjuntivite é um sintoma comum em muitas infecções por vírus e acomete a camada externa do olho.

Recentemente pesquisadores chineses relataram ter observado a multiplicação do coronavírus no olho de uma paciente. As alterações na retina são causadas pelo ataque direto do vírus?

Consideramos mais provável que sejam decorrentes da disseminação do coronavírus pelo corpo que, de alguma forma, afeta o sistema nervoso central. As mudanças na retina podem ser um dos sinais dessa ação do vírus no cérebro.

Como o estudo foi realizado?

Com um exame não invasivo chamado tomografia de coerência ótica. O paciente sente só o brilho de uma luzinha. Mas o médico consegue observar a retina como se ela estivesse sob um microscópio. Essa técnica é muito útil para detectar mudanças na retina provocadas pelas doenças de Alzheimer e Parkinson, além de diabetes, por exemplo.

Quantos pacientes estudaram?

A pesquisa na “Lancet” traz 12 casos, mas já estamos com 20 pacientes. Descrevemos as alterações observadas em 12 adultos de 25 a 69 anos, seis homens e seis mulheres. Eles foram examinados de 11 a 33 dias após o aparecimento dos sintomas da Covid-19. Todos tinham febre, fraqueza e falta de ar, e 11 também apresentavam perda do olfato. Nenhum tinha um quadro grave e apenas dois foram internados, mas sem necessidade de UTI. Selecionamos propositalmente casos menos graves para evitar que as alterações pudessem ser confundidas com complicações causadas pela hospitalização

Com que frequência na Covid-19 a retina pode sofrer alteração?

Aparentemente, não são raras. Mas os estudos seguem.

Como essa descoberta contribui para o diagnóstico?

A tomografia de coerência ótica pode passar a ser considerada um exame importante para determinados casos de Covid-19 em que há suspeita de distúrbios neurológicos.

O senhor tem organizado na Academia Nacional de Medicina encontros virtuais com integrantes de academias médicas do mundo todo. Como vê a doença neste momento?

Temos tido uma troca de conhecimento muito importante. Já tivemos uma reunião muito produtiva, por exemplo, com integrantes da academia da China. A medicina tem aprendido muito. Mas ainda estamos longe de compreender toda a complexidade da infecção pelo coronavírus.

Assista aos vídeos produzidos pela Retina Brasil para auxiliar as pessoas com deficiência visual e surdocegueira no Combate ao Novo Coronavírus. Vídeos com tradução em Libras.

Veja a matéria original:

O Globo: https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/coronavirus-pode-causar-alteracoes-na-retina-aponta-estudo-de-pesquisadores-brasileiros-24425990 

Leia mais sobre essa notícia: 

Folha de São Paulo: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/05/coronavirus-pode-causar-lesoes-de-retina-revela-estudo-brasileiro.shtml 

DLNews: https://riopreto.dlnews.com.br/noticias?id=29662/coronavirus-pode-causar-lesoes-de-retina-revela-estudo-brasileiro