CONHEÇA A DOENÇA DE STARGARDT

Doença de Stargardt

É uma doença hereditária da retina, que leva à perda progressiva da visão, começando, em geral pela perda da visão central (visão dos detalhes, da leitura, do reconhecimento facial). A perda de visão central pode progredir ao longo do tempo, prejudicando a visão periférica e levando a cegueira legal.

Quais são os sintomas?

A doença de Stargardt geralmente é diagnosticada nas duas primeira décadas de vida. No entanto, os sintomas podem aparecer em qualquer idade ou momento de vida. Os  sintomas mais comuns incluem: Dificuldade para ler, ver rostos e detalhes; Dificuldade para identificar cores parecidas e com constraste; Sensibilidade à luz; Dificuldade com a transição entre ambientes claros e escuros

Qual o gene associado à Doença de Stargardt? Como identiicá-lo?

Na maioria dos casos está associada a mutações no gene ABCA4. Este gene fornece instruções para produzir uma proteína importante para o funcionamento da retina. Quando existe a doença essa proteína não funciona corretamente, danificando a retina. A Doença de Stargardt é geralmente herdada de forma autossômica recessiva, isto é, o gene é herdado de ambos os progenitores.

O teste genético é o exame que identifica o gene associado à Doença de Stargardt. No entanto, o diagnóstico é feito com base nos exames clínicos (exames de fundo olho, retinografia, etc.) somado aos sintomas e ao teste genético. A clínica é fundamental e o médico oftalmologista especialista em doenças hereditárias da retina é o profssional qualificado para avaliar e diagnosticar a Doença de Stargardt.

Quais as pesquisas para a Doença de Stargardt?

Algumas das áreas de pesquisa que estão em andamento incluem:

Terapia gênica: visa reparar ou substituir o gene cuja mutação é  responsável pela doença de Stargardt.

Terapias celulares: exploram a possibilidade de transplantar células saudáveis na retina para substituir as células danificadas e restaurar a visão.

Medicamentos: há vários medicamentos em estudo que visam interferir no ciclo da retina com o objetivo de  estabilizar a perda da visão.

Cuidados com a visão para quem tem doença de Stargardt: não fazer  uso de suplementos com vitamina A;  usar óculos escuros ao se expor ao Sol ou em ambiente muito iluminado; fazer atividade física; alimentar-se de forma saudável

A Doença de Stargardt é uma DOENÇA RARA?

A Doença de Stargardt afeta cerca de 1 a cada 10.000 pessoas e portanto é uma DOENÇA RARA!

É importante consultar um oftalmologista regularmente para monitorar a progressão da doença e cuidar da saúde ocular.

Descrição da Imagem: Card branco ladeado por detalhes em tons de verde. No centro superior, o logo da Campanha Olhos Raros e no meio o enunciado do post: Conheça a doença de Stargardt. Finaliza com o logo da Retina Brasil no rodape. Fim da descrição.

Mutações bialélicas no gene RPE65

Ao fundo aparece uma foto de pessoas com máscara protestando. O texto no topo diz: Mutações bialélicas no gene RPE65. No centro, alinhado à esquerda o texto diz: Pessoas com mutações no gene RPE65 apresentam perda visual desde a infância. Sem tratamento a perda pode ser irreversível. No canto inferior esquerdo há a logo da Retina Brasil, no centro a #RPE65 e no canto inferior direito um desenho de uma mulher com megafone e um homem com os braços para cima, protestando.

As mutações bialélicas no gene RPE65

Existem duas doenças hereditárias da Retina que são causadas por mutações bialélicas no gene RPE65, são elas a Amaurose Congênita de Leber (ACL) e a Retinose Pigmentar (RP). Essas degenerações retinianas podem apresentar sintomas desde a infância. Os sintomas mais comuns para Amaurose Congênita de Leber são a dificuldade em focar objetos, as crianças costumam apertar os olhos, em alguns casos apresentam nistagmo (movimento involuntário dos olhos) e a cegueira noturna (quando a visão piora em ambientes com pouca luminosidade).

Contribua, aqui, na consulta pública para que crianças e jovens com essas distrofias não percam a visão existindo um tratamento.

Essas mutações no gene RPE65 fazem com que as células fotorreceptoras da não metabolizem de forma adequada uma enzima especifica da vitamina A. A perda na visão se da de forma progressiva podendo levar a cegueira completa.

As doenças causadas por mutações no gene RPE65 são de caráter autossômico recessivo. Significando que, para apresentar a doença deve ser herdada uma cópia mutada de cada progenitor. Os progenitores podem carregam uma cópia sadia e outra copia com a mutação. A doença só se manifesta quando ambas as copias do gene deste individuo tem a mutação.

Por tanto, essas doenças são consideradas hereditárias pois, as mutações no gene são provenientes dos pais. Isso faz com que muitas vezes exista mais de um irmão na familia com a distrofia de retina.

Prevalência dessas distrofias de retina

A prevalência global da Retinose Pigmentar é relatada como variando entre 1 caso a cada 2.500 pessoas e 1 caso a cada 7.000 pessoas. Já a prevalência da Amaurose Congênita de Leber (ACL) é estimada entre 1 em 50.000 e 1 em 100.000 pessoas.

Deste modo, ambas as doenças são consideradas raras. Uma vez que a OMS considera como rara uma doença com uma prevalência de até 65 afetados em 100 mil pessoas.

Contudo, apenas uma parte dessas doenças é causada por mutações no gene RPE65. Atualmente a ciência atribui apenas 2% dos casos diagnosticados de Retinose Pigmentar sendo causada por mutações de RPE65. Deste modo, esses casos são considerados ultrarraros devido a sua prevalência na população em geral.

O único tratamento aprovado para uma DHR

Após muitos anos de desesperança e pesquisas cientificas, atualmente temos uma primeira medicação aprovada para o tratamento de uma doença hereditária da retina. O voretigeno nevarpoveque (comercializado como LUXTURNA) teve seu registro de comercialização aprovado em agência reguladora em 2017 no FDA (EUA) e no ano de 2020 foi aprovada para uso no Brasil pela ANVISA,

Anterior a isso, ao serem diagnosticados com essas doenças as pessoas não possuíam perspectivas de futuros tratamentos. Felizmente a ciência vem evoluindo e trazendo esperança para tantas pessoas com essas condições.

Esse medicamento que é utilizado para tratar crianças e jovens adultos com mutações no gene RPE65 se baseia na adição do gene sadio na retina. Isso faz com que as células fotorreceptoras que anteriormente não funcionavam de forma adequada, agora o façam. Para que este tratamento funcione é necessário ter células fotorreceptoras ainda viáveis.

Para pessoas com mutação no gene RPE65 o tratamento já é uma realidade! Existem pesquisas em fase de testes clínicos para outras mutações genicas. No momento temos a oportunidade de contribuir para que esta medicação seja incorporada no SUS!

Apoie essa luta importante contra a cegueira participando da consulta pública 67 da Conitec!

O que é uma consulta pública?

No canto superior esquerdo está escrito: O que é uma consulta publica? Mais abaixa, à esquerda, escreve-se Este é o momento de ter sua VOZ ouvida pelo Ministerio da saude. A direita, imagem de personagem feminica com alto-falante levantado e personagem masculino com as mãos levantadas. No rodapé da página encontra-se o logo da Retina Brasil e no centro a hashtag RPE65.

O que é uma consulta pública!

O Ministério da Saúde em suas tomadas de decisão sobre a incorporação de tecnologias no SUS busca considerar seus usuários. Uma das ferramentas usadas é a Consulta pública (CP) , ela permite que a sociedade opine e participe dos processos de decisão junto ao governo para a inclusão de novas tecnologias e medicamentos no SUS.

 

Consulta Pública Conitec Nº 67/2021

 

Essa Consulta Pública Nº 67, procura ouvir a população sobre a proposta de incorporação do voretigeno neparvoveque (comercialmente conhecido como LUXTURNA) para o tratamento de Distrofia hereditária da retina mediada por mutação bialélica no gene RPE65. Essas pessoas são crianças e jovens adultos com Amaurose Congênita de Leber e Retinose Pigmentar.

A recomendação inicial da Conitec foi de não incorporação dessa medicação no SUS. Quando a DHR não é tratada, leva a uma perda irreversível da visão. Por isso sua contribuição nesta Consulta Pública é tão importante.

Seu apoio pode colaborar para que os pacientes com mutações bialelicas no gene RPE65 sejam tratados no SUS, evitando assim uma perda da visão desnecessária.

Participe! Esta Consulta Pública ficará disponivel para contribuições até o dia 09/07/2021. Deixe a sua opinião favorável a incorporação dessa tecnologia inovadora no SUS e colabore com os que precisam dessa medicação.

Após as contribuições feitas pela sociedade durante a consulta publica a Conitec avaliará novamente o fornecimento do voretigeno neparvoveque para crianças e jovens adultos que do contrário perderão ficar cegos.

Para participar é muito fácil, basta acessar esse link e preencher o formulário.

Sua colaboração é essencial!

#RPE65 #Retina #RP #ACL #CONITEC #ConsultaPublica #SUS #RetinaBrasil #Trattamento #LUXTURNA #Advocacy

A força e o apoio das mães

#DescriçãoDaImagem imagem ilustrativa. A imagem mostra uma mãe carregando uma criança no colo. Está escrito "A força e o apoio das mães" #historiasdevida e a logo da Retina Brasil está no canto inferior direito.

Ser diagnosticado com uma doença rara nem sempre é uma notícia fácil de se assimilar, principalmente, quando pouco se sabe à respeito da doença e quando a pessoa acometida é alguém que estimamos muito. Leia relatos que mostram a força e o apoio das mães com filhos diagnosticados com doenças raras e hereditárias da retina.

A seguir, conheça a trajetória de algumas mães que se depararam com um mundo desconhecido, no qual até a medicina luta para compreender. É comum que seja longa e árdua a jornada em busca de um diagnóstico, pois, muitas vezes, isto só acontece na vida adulta, mesmo que o paciente apresente alguns dos primeiros sintomas na infância.

Leia os depoimentos das mães:

“Só tivemos o diagnóstico em 2019, quando o André estava com 24 anos. Foi bem complicado entender o que estava acontecendo. Não tínhamos nenhum histórico familiar até então”, diz Valéria Mendes ao relatar quando seu filho foi diagnosticado com Síndrome de Bardet-Biedl. Quando um paciente é diagnosticado, a notícia pode impactar todo seio familiar a ponto de desestabilizar emocionalmente cada um dos envolvidos. Infinitas perguntas, medos e anseios interferem diretamente no cotidiano de todos e, por este motivo, ressalta-se também a importância do acompanhamento psicológico para enfrentar o momento.

Veja abaixo o relato emocionante de uma mãe cujo filho foi diagnosticado com Retinose Pigmentar na vida adulta, aos 23 anos:

“[…] ele tinha retorno com a especialista em retina. Eu não sabia dessas consultas. Então, naquele almoço, ele me fala: ‘Mãe, a médica disse que tenho retinose pigmentar’. Quase não pude acreditar no que ouvi […] parecia irreal. Tentei perguntar alguma coisa, mas, na verdade, eu estava apenas tentando ganhar alguma condição de ficar presente naquela situação, de pensar em algo racional e não submergir em todos os sentimentos que me vieram .Por fim, saí da mesa. Não podia desabar e desesperar-me diante dele […] Meu filho acabara de completar 23. Pensei na vida que ele tinha pela frente e que era mais fácil eu ficar cega do que ele […] Não sabia como ele poderia ter uma existência plena e feliz a partir daquele momento. Ainda não sei, na verdade. Tudo o quê eu queria é que o mau, a cegueira, recaísse sobre mim e que meu filho pudesse continuar a vida dele com menos tormenta”

Saiba mais sobre a Tecnologia Assistiva

Saiba mais sobre Direitos da Pessoa com Deficiência

Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

Já para a mãe do Gustavo, que teve o diagnóstico do seu filho ainda na infância, suas preocupações são voltadas às atividades dos âmbitos social e escolar, pois, apesar de existirem leis que equiparam a pessoa com deficiência, ainda existem também muitos preconceitos a serem enfrentados, como:

“De não ser escolhido em atividades ou brincadeiras, ficar por último […} Vejo a ansiedade no rosto dele e a decepção. Muitas vezes, não gosta de falar no assunto. Apesar de tão novo, ele tem conhecimento da situação e ele mesmo se limita a fazer algo que sabe, mas que para ele será quase impossível sem ajuda. Fica nervoso e chora por não conseguir. Na maioria das vezes, não acompanha os colegas nas atividades, pois precisa de auxílio por não enxergar nada do quadro, mesmo sentando na primeira fila”.

E o preconceito pode atingir não apenas a pessoa com deficiência visual, mas também seus familiares, como relata a Fernanda, que tem uma filha diagnosticada com Amaurose Congênita de Léber:

“Como sou a mãe, o primeiro baque foi ser mandada embora e a justificativa da empresa foi que minha filha precisava de mim. E até hoje não consigo voltar ao mercado de trabalho, ainda estou em processo, ninguém sabe orientar para onde ir, estou indo conforme a onda. Minha filha vai à escola e os professores e, até mesmo, os auxiliares, não têm conhecimento de como agir com uma criança com deficiência visual […} já vi que tem alguns familiares que se afastaram e nem querem pegar a minha filha no colo”.

Considerando o cenário das doenças raras no Brasil, é possível observar que a assistência aos familiares ainda é muito precária no que diz respeito à informação e, segundo a Valéria, mãe do André, é preciso mais união:

“É uma batalha a cada dia. Precisamos nos unir por melhorias sociais, incluindo leis mais amplas para a proteção dos raros”.

E, apesar de todos os obstáculos, a jornada precisa continuar, como relata a mãe do pequeno Gustavo:

“Ele está no terceiro ano da escola, faz esportes como Karatê e natação. Adora jogos de celular, desenhos, brincadeiras calmas, sem corridas. É muito dedicado nos estudos e, exatamente por ter essa deficiência visual, gosta de alcançar notas altas (e consegue)”

Por fim, encerramos com as palavras da Fernanda que, como muitas mães de raros, segue adiante com muita resiliência e positividade, mesmo em meio a tantas dificuldades, mostrando como a força e o apoio das mães é importante:

“Somos mais fortes do que imaginamos. O amor supera tudo”.

Saiba mais sobre as Doenças Comuns da Retina (DMRI, Retinopatia Diabética, etc.)

Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

Conte sua História

#PraCegoVer iamge ilustrativa com o escrito: "Conte sua história #DiaMundialDasDoençasRaras #RareDiseaseDay"

No dia 29 de fevereiro comemoramos o Dia Mundial das Doenças Raras. Por essa razão estamos divulgando, ao longo deste mês, informações sobre o que são Doenças Raras, com destaque para as Doenças Raras e Hereditárias da Retina.

As Doenças Raras e Hereditárias da Retina são, por exemplo, Retinose Pigmentar, Doença de Stargardt, Síndrome de Usher (USH), Coroideremia, Amaurose Congênita de Leber, Distrofia de Cones, Distrofia de Cones e Bastonetes, Acromatopsia, entre outras. 

Assim, queremos convidar você para contar a sua história. 

Se você tem uma doença hereditária da retina, ou é amigo, ou parente de quem tem, queremos te convidar para contar essa história. Pode ser um texto, um vídeo, ou outro formato que preferir. Relate da forma como achar melhor e se não estiver confortável para falar sobre o assunto, não tem problema!

Fizemos o formulário abaixo para ajudar você a Contar a sua História. Mas se preferir pode enviar um e-mail para comunicacao@retinabrasil.org.br

Acesse: https://forms.gle/guH66YACK3BhbFK97 

Todas as histórias enviadas irão para nosso site e algumas de nossas redes sociais.

As histórias serão publicadas a partir do dia 27 de fevereiro.

Fique à vontade para nos enviar sugestões e tirar sua dúvidas!

Esperamos a sua história, vamos juntos sensibilizar a todos sobre a nossa realidade!

 

Mês das Doenças Raras

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Está escrito "Somos 300 milhões" Há a foto de uma mulher e um menino sorrindo e se abraçando, eles têm as palmas das mãos pintadas. Há ainda as #: #DiaMundialDasDoençasRaras e #RareDiseaseDay. Há o link rarediseaseday.org e a Logo da Rare Disease Day e da Retina Brasil.

No dia 29 de Fevereiro é comemorado o Dia Mundial das Doenças Raras!

Por isso, ao longo deste mês iremos publicar conteúdos informativos sobre o tema.

Queremos também saber sobre a sua história com uma doença rara. Seja uma doença rara e hereditária da retina ou não. Se  quiser nos contar um pouco sobre como você, um amigo, ou familiar convive com uma doença rara, ficaremos felizes em compartilhar seu relato em nossas mídias digitais.

É só enviar sua história para comunicacao@retinabrasil.org.br

Conte-nos qual é a sua doença, o que você enfrenta, o que você aprendeu ao longo dos anos e como é ser raro.

Não deixe de acompanhar nossos Posts deste mês e para saber mais acesse: rarediseaseday.org