O que é terapia gênica?

imagem de um filamento de DNA com corte em um segmento. Está escrito: "O que são terapias gênicas?:" e há a logo da Retina Brasiil

A terapia gênica consiste na introdução de material genético em uma célula alvo, com o objetivo de alterar o produto genético das células e logo o seu funcionamento. As terapia gênicas visam tratar ou interromper a progressão de doenças hereditárias, ou seja, de causa genética. A terapia gênicaa permite que as células afetadas recuperem algumas de suas funções e produzam as proteínas necessárias para o seu funcionamento. O conceito de terapia gênica existe há mais de 50 anos e muita pesquisa já foi realizada desde então, visando desenvolvimento de métodos de entrega dos genes, segurança e eficácia. Atualmente existem milhares de pesquisas clínicas em terapia gênicas para diversas doenças. Entenda melhor sobre os tipos de terapia gênicas para as doenças hereditárias da retina.

Alguns tipos de Terapia Gênica para as Doenças Hereditárias da Retina (DHRs)

Aumento do gene: entrega de cópia funcionante do gene

É o tipo de terapia gênica que utiliza vetores virais e ou sintéticos para a entrega do gene, um vetor bem conhecido é o adenovírus. Existem outros vetores virais sendo estudados como o lentivírus e até técnicas de utilização de dois vetores virais combinados, vetor viral duplo. O desafio na utilização do uso de vetores virais, como o adenovírus, é o tamanho do vírus e dos genes. Alguns genes são muito grandes e não conseguem ser introduzidos no adenovírus, por essa e outras razões é que existem estudos utilizando outros vetores víruas, vetores sintéticos e os vetores duplos. Existem pesquisas utilizando essa técnica para diversos genes que causam doenças da retina.

O voretigeno nevarvoque (nome comercial Luxturna) que é a primeira terapia gênica aprovada para uma doença da retina que utiliza essa técnica. Nesse caso um adenovírus modificado é introduzido na retina levando a cópia correta do gene RPE65.

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Saiba mais sobre as Doenças Comuns da Retina (DMRI, Retinopatia Diabética, etc.)

Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

Inativação do gene: bloqueio da expressão do gene deletério

Esse conceito é interessante para tratar doenças autossômicas dominantes, que acontecem quando a doença se manifesta bastando que a pessoa afetada tenha uma cópia do gene. A ideia é bloquear a expressão do gene causador da doença. Há pesquisas desse tipo para o gene da Rodopsina e doença autossômica dominante de Best.

Editing Antisense Oligonucleotide (EAONS): correção do defeito alvo após a transcrição, mas antes da translação

Nessa técnica são introduzidas moléculas de RNA nas células alvo. Para as doenças da retina essa técnica tem a vantagem de tratar toda a retina e não apenas a região que recebeu a medicação como no caso das terapias gênicas que utilizam vetores virais. A desvantagem é que são necessárias aplicações frequentes da medicação. Essa técnica não modifica o DNA do paciente, é destinada a mutações específicas dos genes, não é necessário nenhum vetor de entrega e a introdução da medicação é feita por injeções intra vitreo. Existem pesquisas utilizando essa técnica para casos específicos de Amaurose Congênita de Leber, Síndrome de Usher, entre outras doenças.

Edição genética CRIPR, sistema CRISPR (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats)

O CRIPR usa uma combinação de duas moléculas para editar o gene: uma enzima para modificar o gene e uma guia de RNA que ajuda a localizar o segmento a ser editado. Existem pesquisas utilizando essa técnica para algumas doenças da retina, como para a Amaurose Congênita de Leber.

Veja mais sobre as terapias gênicas para as doenças hereditárias da retina:

 

Considerações finais

A única terapia gênica aprovada para uma doença hereditária da retina é a medicação voretigeno nevarpoveque (nome comercial Luxturna). Essa terapia é exclusiva para pessoas com retinose pigmentar e amaurose congênita de leber relacionada à mutações bialélicas no gene RPE65. É uma terapia que utiliza um adenovírus modificado que é introduzido na retina, levando cópia correta do gene RPE65.

Apesar de haver apenas uma terapia gênica aprovada até o momento, a notícia boa é que existem muitas pesquisas em andamento para diferentes genes e com distintas técnicas. Existem pesquisas de terapia gênica para outros tipos de amaurose congênita de leber e retinose pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt , etc. As pesquisas têm colaborado para o desenvolvimento de novas técnicas, como os olé nucleotídeos (RNA), terapias de vetor viral duplo, técnica do CRIPR, etc.

Veja mais sobre o Luxturna:

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Mutações bialélicas no gene RPE65

Ao fundo aparece uma foto de pessoas com máscara protestando. O texto no topo diz: Mutações bialélicas no gene RPE65. No centro, alinhado à esquerda o texto diz: Pessoas com mutações no gene RPE65 apresentam perda visual desde a infância. Sem tratamento a perda pode ser irreversível. No canto inferior esquerdo há a logo da Retina Brasil, no centro a #RPE65 e no canto inferior direito um desenho de uma mulher com megafone e um homem com os braços para cima, protestando.

As mutações bialélicas no gene RPE65

Existem duas doenças hereditárias da Retina que são causadas por mutações bialélicas no gene RPE65, são elas a Amaurose Congênita de Leber (ACL) e a Retinose Pigmentar (RP). Essas degenerações retinianas podem apresentar sintomas desde a infância. Os sintomas mais comuns para Amaurose Congênita de Leber são a dificuldade em focar objetos, as crianças costumam apertar os olhos, em alguns casos apresentam nistagmo (movimento involuntário dos olhos) e a cegueira noturna (quando a visão piora em ambientes com pouca luminosidade).

Contribua, aqui, na consulta pública para que crianças e jovens com essas distrofias não percam a visão existindo um tratamento.

Essas mutações no gene RPE65 fazem com que as células fotorreceptoras da não metabolizem de forma adequada uma enzima especifica da vitamina A. A perda na visão se da de forma progressiva podendo levar a cegueira completa.

As doenças causadas por mutações no gene RPE65 são de caráter autossômico recessivo. Significando que, para apresentar a doença deve ser herdada uma cópia mutada de cada progenitor. Os progenitores podem carregam uma cópia sadia e outra copia com a mutação. A doença só se manifesta quando ambas as copias do gene deste individuo tem a mutação.

Por tanto, essas doenças são consideradas hereditárias pois, as mutações no gene são provenientes dos pais. Isso faz com que muitas vezes exista mais de um irmão na familia com a distrofia de retina.

Prevalência dessas distrofias de retina

A prevalência global da Retinose Pigmentar é relatada como variando entre 1 caso a cada 2.500 pessoas e 1 caso a cada 7.000 pessoas. Já a prevalência da Amaurose Congênita de Leber (ACL) é estimada entre 1 em 50.000 e 1 em 100.000 pessoas.

Deste modo, ambas as doenças são consideradas raras. Uma vez que a OMS considera como rara uma doença com uma prevalência de até 65 afetados em 100 mil pessoas.

Contudo, apenas uma parte dessas doenças é causada por mutações no gene RPE65. Atualmente a ciência atribui apenas 2% dos casos diagnosticados de Retinose Pigmentar sendo causada por mutações de RPE65. Deste modo, esses casos são considerados ultrarraros devido a sua prevalência na população em geral.

O único tratamento aprovado para uma DHR

Após muitos anos de desesperança e pesquisas cientificas, atualmente temos uma primeira medicação aprovada para o tratamento de uma doença hereditária da retina. O voretigeno nevarpoveque (comercializado como LUXTURNA) teve seu registro de comercialização aprovado em agência reguladora em 2017 no FDA (EUA) e no ano de 2020 foi aprovada para uso no Brasil pela ANVISA,

Anterior a isso, ao serem diagnosticados com essas doenças as pessoas não possuíam perspectivas de futuros tratamentos. Felizmente a ciência vem evoluindo e trazendo esperança para tantas pessoas com essas condições.

Esse medicamento que é utilizado para tratar crianças e jovens adultos com mutações no gene RPE65 se baseia na adição do gene sadio na retina. Isso faz com que as células fotorreceptoras que anteriormente não funcionavam de forma adequada, agora o façam. Para que este tratamento funcione é necessário ter células fotorreceptoras ainda viáveis.

Para pessoas com mutação no gene RPE65 o tratamento já é uma realidade! Existem pesquisas em fase de testes clínicos para outras mutações genicas. No momento temos a oportunidade de contribuir para que esta medicação seja incorporada no SUS!

Apoie essa luta importante contra a cegueira participando da consulta pública 67 da Conitec!

Cada voz conta – Participe da Pesquisa da Retina Internacional sobre Experiência com Testes Genéticos

imagem de fundo preto com desenhos de bonecos de pessoas com balões. Está escrito: "Cada voz conta - Participe da Pesquisa da Retina Internacional sobre Experiência com Testes Genéticos" e há a logo da Retina Brasil

A Retina Internacional esta lançando uma pesquisa internacional sobre o acesso a testes genéticos e serviços de aconselhamento para aqueles que vivem com doenças hereditárias da retina (DHR). A Retina Brasil está colaborando para essa pesquisa, e nosso questionário ficará aberto até meados de agosto de 2021.

Clique no link para responder à pesquisa:
👉https://www.surveymonkey.com/r/Genetic_Testing_Experience_Portuguese

Por que fazer essa pesquisa

A Retina Internacional tem trabalhado em conjunto com pacientes afetados por doenças hereditárias da retina (DHR) e suas famílias em vários paises para saber como as pessoas que vivem com DHRs têm acesso a serviços de teste genético e aconselhamento. Os resultados desta pesquisa ajudarão a descrever o melhor padrão de atendimento para pessoas que buscam obter teste genético e aconselhamento para sua DHR, e identificará onde o apoio é necessário para fornecer um bom padrão de teste genético e aconselhamento. Essa informação é de grande ajuda para ongs como a Retina Brasil defenderem o acesso dos brasileiros com DHR a testes genéticos acessíveis e tão necessários para obter o diagnóstico de suas doenças.

A sua participação nesta pesquisa ajudará médicos, especialistas em genética, pesquisadores, profissionais de saúde ocular, políticos e o público em geral a compreender as necessidades de um paciente do sintoma até o diagnóstico, prognóstico bem como os cuidados requeridos por suas doenças. Essas informações são essenciais para a defesa das politicas públicas e para o desenvolvimento das pesquisas nessa área.

Acesse o site da Retina Internacional:
https://retina-international.org/ri-gtl-surveys-5-languages-now-available/

Você já ouviu falar em optogenética? Live Retina Minas

 imagem de fundo cinza claro com as informações sobre a live e fotos dos participantes

Você já ouviiu falar em OPTOGENÉTICA? Live

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Mais uma live do Grupo Retina Minas.
Desta vez vamos falar sobre OPTOGENÉTICA. O que é optogenética e como essa área da ciência pode beneficiar as pessoas com doenças da retina.

Com nossa equipe de sempre:
Dra. Fernanda Belga Ottoni Porto @fernandabop
Marina Leite Brandão @marinaleitebrandao

👉Sábado, 05 de junho às 18h, no Youtube do Retina Minas

#optogenetica​ #clinicaltrial​ #genetica #protocoloclinico​ #ciencia​ #doencasdaretina #retina #retinaminas #descriçãodaimagem imagem de fundo cinza claro com as informações sobre a live e fotos dos participantes

Primeira cirurgia de Terapia Gênica com Luxturna® é realizada no Brasil

Fotos da cirurgia e equipe médica brasileira que realizou a primeira cirurgia de Terapia Gênica da América Latina.

É com imensa alegria e satisfação que comunicamos que na data de ontem, dia 25 de maio de 2021, foi realizada com sucesso a primeira cirurgia da América Latina para aplicação da medicação Luxturna®.

Trata-se de uma Terapia Gênica, pioneira para tratar pacientes com degeneração na retina, provocada por mutações no Gene RPE65. A Profa. Dra Juliana Sallum coordena uma equipe que desenvolveu trabalhos importantes sobre as doenças degenerativas da retina e, em especial, sobre o gene RPE65.

Foi esta equipe que contribuiu para a aprovação desta terapia no Brasil.
A cirurgia foi realizada por médicos cirurgiões especializados, em uma paciente brasileira, no Hospital Albert Einstein (São Paulo). Fazem parte desta equipe médica: Dr André Maia, Dr Huber Vasconcelos e Dra Juliana Sallum.

Além de um marco histórico, a realização dessa cirurgia inicia uma nova fase rumo à viabilização do acesso a esse e aos futuros tratamentos para as outras doenças hereditárias da retina.

Saiba mais sobre o Luxurtuna®:

Saiba mais sobre as Deonças Raras e Hereditárias da reitna

Live! Dia Mundial das Doenças Raras

imagem de fundo cinza com informações sobre a live e fotos das convidadas.

O último dia de fevereiro é o Dia Mundial das Doenças Raras.

Está é uma data muito importante para a Retina Brasil, pois as Doenças Hereditárias da Retina são #doençasraras

Para comemorar a data faremos uma live, no dia 23 de fevereiro às 19h em nosso Canal no Youtube. E para falar sobre este dia convidadmos:

Regina Próspero, presidente do Instituo Vida Raras

Dra. Fernanda Belga Ottoni Porto, oftalmologista especialista em doenças herediárias da reitna

Dra. Carolonia Fishinger, geneticista

Data: terça-feira 23 de fevereiro de 2021

Horário: 19h

Link paara assisitr:

Bionic Sight Adminstra Dose em Primeiro Paciente De Ensaio Clínico para Terapia Optogenética

imagem ilustrativa. Há tubos de ensaio, uma lupa, docuemtnos e um estetoscópio. Está escrito: "Notícias de Pesquisas" e há a logo da Retina Brasil.

Está notícia foi traduzida pela Retina Brasil. Para acessar a matéria original:, clique aqui. Lembre-se de sempre consultar o seu médico oftalmologista, ele é o melhor profissional para escalrecer as suas dúvidas sobre diagnóstico, tratamento e pesquisas.

O tratamento combina terapia genética com um dispositivo que gera e fornece o código da retina

A empresa Bionic Sight tem administrado dose de medicamento em um primeiro paciente em um ensaio clínico de fase 1/2 para seu tratamento optogenético para pessoas com perda avançada de visão por Retinose Pigmentar (RP). A empresa, que começou o teste de 20 participantes em Março de 2020, planeja continuar dosando pacientes no segundo semestre de 2020. O estudo tem sido feito pelo Ophthalmic Consultants de Long Island.

A abordagem da Bionic Sight envolve dois componentes: 1) Um tratamento optogenético que confere sensibilidade à luz para células ganglionares da retina que sobrevivem após a perda de fotorreceptores devido à uma doença avançada da retina como a RP, e 2) Um dispositivo, usado como um par de óculos, que captura a cena que uma pessoa está vendo e gera um código que possibilita a visão, que é enviado através das células ganglionares e do nervo óptico para o cérebro.

Diferentemente de outras novas abordagens optogenéticas, que utilizam óculos ou visores para melhorar o formato e a intensidade da imagem, o dispositivo da Bionic Sight produz impulsos elétricos, semelhantes àqueles produzidos pelos fotorreceptores. A Bionic Sight  acredita que a geração de códigos mais naturais da retina levará a uma visão melhor para os pacientes do que outras alternativas optogenéticas.

A abordagem foi projetada para funcionar em pessoas com apenas percepção básica de luz, independentemente da mutação genética que está causando a doença da retina.

Sheila Nirenberg, PhD, diretora e fundadora da Bionic Sight e professora do Weill Medical College da Universidade Cornell, liderou o desenvolvimento do dispositivo que gera e fornece os impulsos elétricos que são enviados para as células ganglionares tratadas optogeneticamente. Ela recebeu o MacArthur “Genius” Award por decifrar esse código neural da retina.

A Applied Genetic Technologies Corporation (AGTC), uma desenvolvedora de terapias genéticas para doenças hereditárias da retina e outras condições, desenvolveu a terapia optogenética usada para tornar as células ganglionares sensíveis à luz no ensaio clínico da Bionic Sight.

“Embora a optogenética para doenças da retina tenha entrado em testes clínicos, a abordagem ainda está em estágio inicial de desenvolvimento. Ainda estamos descobrindo seu potencial de restaurar a visão daqueles que que perderam a maior parte ou toda a sua visão por conta de condições como a RP”, disse Brian Mansfield, PhD, vice-presidente executivo de pesquisa e diretor científico interino da Foudation Fighting Blindness . “A abordagem da Bionic Sight é ao mesmo tempo sofisticada e atraente. Nós estamos empolgados em aprender em como ela pode ajudar os pacientes a recuperar uma visão significativa.”

A Foudation Fighting Blindness notificou pacientes com RP potencialmente qualificados em sua base de registros My Retina Tracker sobre o estudo clínico da Bionic Sight. Mais de 15.000 pacientes estão atualmente neste registro, que foi desenvolvido para pessoas com distrofias hereditárias da retina. O objetivo do registro é ajudar pesquisadores a estudar mais sobre essas condições raras da retina e identificar pacientes para ensaios clínicos.

O vídeo intitulado “Quebrando o Código para Vencer a Cegueira” (em inglês, “Cracking the Code to Beat Blindness”) apresenta mais detalhes sobre a tecnologia da Bionic Sight.

O hiperlink acima o levará para um vídeo do site da NBC de 8 minutos com áudio sobre o desenvolvimento do teste da Bionic Sight. Dependendo do seu dispositivo, navegador e configurações de segurança, esse hiperlink pode não funcionar diretamente deste e-mail.

Copie e cole o link a seguir na barra de endereço do seu navegador: https://www.nbcnews.com/mach/video/cracking-the-code-to-treat-blindness-1385480259560

Link para o site da Bionic Sight: https://www.bionicsightllc.com/

Link para o resumo do ClinicalTrials.gov sobre o teste clínico BS01 a seguir. O ClinicalTrials.gov lista o status do estudo, os critérios de inclusão e exclusão, o(s) local(is) do estudo e as informações de contato do coordenador do estudo: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04278131

Recomendamos que você consulte seu próprio médico responsável pelo cuidados da retina para obter orientações ao decidir se deve ou não participar de um estudo.

Retina Brasil trabalha para que o PL para genotipagem no SUS avance na Câmara

#descriçãodaimagem: imagem de divulgação. Na imagem há uma foto do Deputado Hiran Gonçalves. Acima da foto está escrito: "Retrina Brasi está trabalhando para o PL 5615/19 avance na Câmara dos Deputados". Abaixo da foto estpa a #olheparaessacausa e ao lado há a logo da Retina Brasil

Retina Brasil trabalha para que o PL 5615/19  para genotipagem no SUS avance na Câmara dos Deputados

No dia 23 de julho a Retina Brasil enviou um Ofício ao Deputado Hiran Gonçalves solicitando o desarquivamento e a tramitação do PL 5615/19. Esse PL tem autoria da Deputada Clarissa Garotinho e relatoria do Deputado Hiran Gonçalves, e visa garantir aos pacientes com retinopatia a realização, por meio do SUS, de exames de sequenciamento genético, a fim de identificar alterações genéticas que causem doenças degenerativas da retina. O PL encontra-se hoje na Comissão de Seguridade Social e Família aguardando o parecer do Relator. A Retina Brasil apoio o PL e está trabalhando para que ele avance na câmara dos deputados.

#advocacy #retina #doençasdaretina #olheparaessacausa #camaradosdeputados #retinabrasil #retinoplatia

Saiba mais sobre Teste Genético

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Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

Doenças Raras e Hereditárias da Retina

#PraCegoVer imagem com um desenho de filamento de DNA. Está escrito: Doenças Raras e Hereditárias da Retina. #DiaMundialDasDoençasRaras #RareDiseaseDay" Há as logos da Retina Brasil e do Rare Disease Day

No dia 29 de fevereiro é celebrado o #DiaMundialDasDoençasRaras, por isso ao longo de todo o mês estamos nos conscientizando sobre o tema. Dentro do grupo diverso das #DoençasRaras estão as Doenças Raras e Hereditárias da Retina. Essas doenças têm origem genética e causam a perda de visão de forma irreversível, podendo levar à cegueira.

Por serem de origem genética, o exame de sequenciamento genético, ou teste genético, é essencial para a identificação do gene causador da doenças e a obtenção de um diagnóstico completo. A doença degenerativa da retina mais comum, é a Retinose Pigmentar, que afeta 1 a cada 4.000 pessoas. Outras doenças da retina são: Doença de Stargardt, Síndrome de Usher, Coroideremia, Amaurose Congênita de Leber, Acromatopsia, Distrofia de Cones, Distrofia de Cones e Bastonetes, entre outras.

 A maioria das doenças hereditárias da retina não tem cura, nem tratamento e as pessoas com essas doenças precisam aprender a conviver com a perda visual. Portanto,m ter uma doença hereditária da retina impõe distintos desafios aos pacientes e seus familiares. São desafios em relação a aceitação da doença, a reabilitação, o enfrentamento de preconceitos, a inserção social, e muitos outros. Assim, é importante sempre acolher uma pessoa com uma doença rara e oferecer a ela as melhores possibilidades de qualidade de vida. 

Os três principais padrões de herança

Imagem representativa do padrão de herança recessivo.

OS três principais padrões de herança são Autossômico recessivo, autossômico dominante e ligada ao cromossomo X.

 A maioria das doenças hereditárias da retina – incluindo a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt, a Síndrome de Usher – são herdadas. Elas são causadas principalmente por variações genéticas que são passadas de um ou de ambos os pais, através de um dos três padrões de herança revisados neste artigo. 

A discussão a seguir sobre os padrões de herança não é relevante para a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), pois o risco de DMRI está associado a uma combinação complexa de fatores genéticos e estilo de vida, chamada de herança multifatorial.

Genes e Cromossomos

 

Os seres humanos tem cerca de 25.000 pares de genes. Os genes desempenham um papel importante na determinação de quem somos – nossa altura, cor dos cabelos, o risco de algumas doenças, e muito mais. Todos nós temos muitas variações, defeitos e alterações em nossos genes. A maioria destas variações não afetam o que somos ou a nossa saúde e bem-estar. No entanto, algumas variações genéticas, também chamadas de mutações, podem causar problemas. Algumas mutações levam à doenças, incluindo doenças degenerativas da retina.

Os genes estão localizados em estruturas chamadas cromossomos, e os seres humanos normalmente têm 23 pares de cromossomos. Nós herdamos um cromossomo de cada par (e os genes contidos em cada cromossomo) de nossa mãe e um do nosso pai. Os pares cromossômicos 1 a 22 são conhecidos como cromossomos autossômicos (não-sexuais). Os cromossomos no par 23 são conhecidos como os cromossomos sexuais, porque uma das funções é determinar o sexo que teremos.

Portadores do gene

Algumas pessoas são portadoras da doença, o que significa que eles próprios não têm a doença, mas têm o gene mutado e podem passá-lo para seus filhos.

Afetados pela doença

Quando alguém tem a doença e apresenta sintomas da mesma, eles são conhecidos como sendo afetados.

Doenças hereditárias da retina são herdadas de uma das três seguintes maneiras:

Herança autossômica recessiva

Imagem representativa do padrão de herança recessivo.
Imagem representativa do padrão de herança recessivo.

Para ser afetado por uma doença recessiva, uma criança deve herdar uma cópia mutante do gene de ambos os pais. Com a doença recessiva, cada pai tem uma cópia mutada e uma cópia normal do gene em causa. Como cada um dos pais tem tem apenas uma cópia mutante do gene, eles são portadores do gene e não desenvolvem a doença, eles não têm problemas de visão.

Se a criança herda apenas um gene mutante de um pai, então a criança será um portador da do gene e não será afetado pela doença e não vai sentir qualquer problema.

Se a criança herda uma cópia mutante de cada genitor, a criança poderá desenvolver a doença e a perda da visão associada.

Para doenças recessivas, há 25% de chance da criança ser afetada, e 50% de chance de que eles sejam portadores do gene, mas não sejam afetados pela doença. Há também 25% de chance de não receber nenhum gene mutado.

Doenças recessivas são mais susceptíveis de vir como uma surpresa a uma família, porque os pais de uma criança afetada são portadores não afetados, e que a doença pode não ter aparecido por várias gerações.

Exemplos de doenças hereditárias da retina recessivas incluem: Retinose Pigmentar (alguns tipos), a Doença de Stargardt (a maioria das formas), Amaurose congênita de Leber (a maioria das formas) e sSíndrome de Usher

Herança autossômica dominante

Imagem representativa do padrão de herança dominante.
Imagem representativa do padrão de herança dominante.

 

Para ser afetado por uma doença autossômica dominante, uma criança recebe uma cópia de um gene mutante de um dos pais afetado pela doença. É provável que o pai afetado saiba que tem a doença. O outro progenitor não é afetado e nem carrega mutação neste gene.

Com doenças dominantes, há 50% de chance de que uma criança receba o gene mutado e que seja afetado pela doença. E 50% de chance da criança não receber a mutação.

Doenças dominantes tendem a aparecer em várias gerações de uma família, e muitos membros da família são afetados.

Exemplos de doenças hereditárias da retina dominantes incluem: Retinose Pigmentar (algumas formas) e degeneração macular (algumas formas da doença de início precoce).

Herança ligada ao X

Imagem representativa do padrão de herança ligada ao X.
Imagem representativa do padrão de herança ligada ao X.

 

Os padrões de herança para doenças ligadas ao X são mais complexos do que os outros padrões de herança, porque o sexo de ambos os pais e seus filhos determinar se a doença pode ser transmitida aos filhos.

Todas as mulheres têm dois cromossomos X. Todos os homens têm um X e um Y. Quando um homem e uma mulher tiverem um filho, a mulher sempre irá passar um cromossomo X. O homem vai passar um X ou um Y. Se ele passar um X, a criança terá dois cromossomos X e será uma menina. Se ele passar um Y, a criança terá um X e um Y e será um menino.

Doenças ligadas ao X são passadas no cromossomo X. De um modo geral, os homens são afetados por doenças ligadas ao X, e as mulheres são portadores não afetadas. As mães portadoras passam doenças ligadas ao X para seus filhos.

Se uma mãe portadora de uma mutação em um gene ligado ao X tem um filho, há 50% de chance de que o filho seja afetado e outros 50% do filho não herdar o gene mutado.

Se uma mãe portadora de uma mutação em um gene ligado ao X  tem uma filha, há 50% de chance de que a filha seja portadora do gene mas não desenvolva a doença e 50% de que não receba o gene mutado.

Enquanto as mulheres são geralmente portadores não afetadas de doenças da retina ligadas ao X, os pesquisadores descobriram que elas podem ter perda de visão moderada.

Exemplos de doenças hereditárias da retina ligadas ao cromossomo X incluem: Retinose Pigmentar (algumas formas), Coroideremia e Retinosquise.


Saiba mais sobre Genética e sobre as Doenças Hereditárias da Retina

Assista aos vídeos:

A importância do TESTE GENÉTICO: Dra. Fernanda Belga Ottoni Porto

A importância do TESTE GENÉTICO: Dra. Juliana Sallum

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Saiba mais sobre genética:

Genética das Doenças da Retina

Toolkit de Genética

Os três principais padrões de hernaça genética

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Doenças Raras e Hereditárias da Retina (DHRs)

Retinose Pigmentar, Doença de Stagardt, Síndrome de Usher, Amaurose Congênita de Leber, etc.

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Deheneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), Retinopatia Diabética, Edema Macular Diabético.

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