Live Abril Marrom Retina Campos e CISDV

imagem de fundo marrom com as informações sobre a live e foto dos participantes. Há também a logo do Retina Campos

🟤Live! Abril Marrom Retina Campos e CISDV

Mês para incentivar a prevenção da cegueira e alertar a importância dos cuidados com a saúde ocular.

👉 Quarta-feira, 14 de abril, às 19h 30min no Canal do Youtube do Retina Campos

Com:
Dr. Luís Roisman médico do Comitê Científico da Retina Campos Sylvia Elizabeth – presidente da Retina Campos Gisele – Presidente CISDV Centro de Inclusão Social de Deficientes Visuais Idalina Araujo Superintendente de Políticas Pública das Pessoas com Deficiência

Assista:

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Qualidade de vida e deficiência visual

#PraCegoVer imagem de uma menina de óculos escuros segunrando um cacho de balões coloridos. Está escrito: "Qualidade de Vida" e há a logo da Retina Brasil

Ao pensar em qualidade de vida, pode ser natural imaginar a plena realização em diversas áreas da vida. A ideia de qualidade de vida implica ter saúde profissional, financeira, emocional, física, social e até espiritual. Esse conceito é amplo, bonito e verdadeiro. No entanto é comum que as pessoas se sintam insatisfeitas e acreditem que nunca terão qualidade de vida. Isso acontece com pessoas com e sem deficiência, mas quando se sofre a perda da visão, alcançar o bem-estar parece algo ainda mais distante. A proposta para ver e ter uma qualidade de vida com deficiência visual parte do abandono de modelos de felicidade, perpassa a reflexão pessoal e termina na construção constante de realizações.

Há no imaginário coletivo o mito de que a qualidade de vida significa ter uma boa casa, usufruir de bens materiais, ter uma família estável,uma carreira promissora, saúde e todas os sentidos do corpo físico em pelo funcionamento. Isso é uma idealização, portanto  está distante da realidade e, muitas vezes, mostra-se  inatingível. Ao analisar esse pressuposto e observar a realidade é fácil concluir que a maior parte das pessoas não tem e talvez nunca terá parte desse modelo realizado. A ânsia de se tentar cumprir parâmetros externos e pré-fixados de bem-estar  causa a frustração.  Qualidade de vida não é obter os resultados apresentados por um padrão  exógeno de felicidade. Qualidade de vida é ter bem-estar em diversas áreas da vida, e a definição sobre o que o bem-estar funciona melhor quando parte de cada pessoa.  Portanto, romper com o modelo de sucesso e entender quais são os valores de vida de cada pessoa, é uma sugestão para começar a ter qualidade de vida, sendo ou não uma pessoa com deficiência.

Essa análise sobre o que de fato é relevante para a conquista do bem-estar parece especialmente importante para as pessoas com Baixa Visão, ou cegas. O conceito tradicional, e infelizmente, ainda preponderante de sucesso não inclui a pessoa com deficiência de forma natural. A pessoa com deficiência ou está excluída das vitórias, ou as obtém pela superação da deficiência, o que significa em certa medida deixar a limitação para trás. Em nenhuma dessas possibilidades existe a felicidade com a deficiência tal como ela é. E isso não só é possível como desejável.

Saiba mais:

A Baixa Visão pode ser causada por diversas razões, entre elas estão as Doenças Raras e Hereditárias da Retina, como a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt, a Síndrome de Usher, etc. Outras Doenças Comuns da Retina que também podem causar a perda de visão são a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e a Retinopatia Diabética

 

Por isso parece positivo questionar o que é importante do ponto de vista individual. Entender o que é precioso para a conquista da qualidade de vida pessoal e tentar reduzir as interferências externas, pois. como exposto,  muitas vezes elas são prejudiciais. Para essa pergunta, não há resposta certa,  existe o respeito ao coletivo e ao pessoal e a conclusões individuais. Cada pessoa tem o poder de construir o seu padrão de bem-estar e obter qualidade de vida.

Após refletir, a proposta é observar as características individuais. Observar sem julgar. Cada pessoa é única e tem suas capacidades, suas limitações, seus desejos, seus valores. Nesse olhar a deficiência visual é apenas mais uma característica dentre tantas outras que compõem um indivíduo. Ela não é boa nem ruim, apenas é parte de um ser. Assim, ela não precisa ser um aspecto limitador, nem um fator a ser superado, ela integra o indivíduo, basta abraçá-la, entendê-la e com ela construir uma vida de realizações.

A trajetória para a conquista da qualidade de vida com a  deficiência visual, portanto começa com o entendimento e com a busca interna do que faz bem. As realizações irão depender disso e dos recursos e habilidades a serem desenvolvidos por cada pessoa. A deficiência visual irá permitir a descoberta de novas maneiras para realizar atividades comuns e assim cada pessoa tem a oportunidade de expandir seu rol de habilidades. Para isso a reabilitação, o uso de recursos de tecnologia assistiva e tantas outras coisas é excelente.

A partir de tudo o que está expostos, ter qualidade de vida com deficiência visual não é simples, mas também não é tão difícil assim. O passo inicial reside em abandonar os modelos tradicionais de felicidade e encontrar os valores internos,  respeitando a todos e a si mesmo. Ao descobrir o que é importante e o que traz bem-estar na esfera pessoal, abre-se as possibilidades para a conquista da qualidade de vida. A qualidade de vida adquirida por meio do entendimento individual será pura e profunda. Ela estará consolidada internamente, baseada nas suas capacidades e ampliada pelas superações pessoais. Assim, será possível obter bem-estar e a deficiência visual será apenas uma parte da vida, esteja bem por dentro que a vida será melhor a  despeito de limitações.

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Retina Brasil e Retina Campos no I Encontro Nacional de Pessoas Cegas e com Baixa Visão

#PraCegoVer Fotografia de três pessoas durante o I Encontro Nacional de Pessoas Cegas e com Baixa Visão. Nas extremidades estão: Márcio e Dimang, associados da Retina Brasil . No centro Sylvia Elizabeth, presidente da Retina Campos.

A Retina Brasil e a Retina Campos participaram do I Encontro Nacional de Pessoas Cegas e com Baixa Visão que aconteceu em São Paulo entre os dias 5 e 7 de março de 2020. O objetivo do Encontro foi promover um debate amplo acerca do futuro institucional e associativo do movimento de cegos e baixa visão brasileiro.No primeiro dia do Encontro aconteceu uma Mesa Redonda com a presença de autoridades e representantes de movimentos das pessoas com deficiência visual do Brasil,e do mundo.  Na ocasião, Beto Pereira, presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), relatou a história, perspectivas e desafios da organização.

No dia seguinte, 06 de março, representantes de  movimentos e coletivos não institucionalizados no Brasil, falaram sobre suas lutas, expectativas e oportunidades para o fortalecimento do trabalho em rede. Nesse dia, o representante da Bengala Verde, Soonny Polito, apresentou o movimento. Além disso, representantes da ONCB discutiram as perspectivas para o futuro. Ainda no dia 06, houve uma Jornada de Aprendizado, na qual se discutiam, em painéis simultâneos, temas como: tecnologia, literatura. participação e liderança, entre outros. O dia foi encerrado com uma Roda de Conversa.

No dia 07 de março aconteceram Oficinas de manhã, e à tarde  celebrou-se o Dia Internacional da Mulher, 8 de março. O encontro foi finalizado com os encaminhamentos e reflexões produzidas nas oficinas e a validação de uma carta de proposições aprovada por todos em plenária. 

 

Para saber mais detalhes sobre o I Encontro Nacional de Pessoas Cegas e com Baixa Visão acesse o post do Grupo Retina Campos no Facebbok: https://www.facebook.com/groups/retinacampos/permalink/1072155726484701/ 

Descrição da imagem:

 Fotografia de três pessoas durante o I Encontro Nacional de Pessoas Cegas e com Baixa Visão. Nas extremidades estão: Márcio e Dimang, associados da Retina Brasil . No centro Sylvia Elizabeth, presidente da Retina Campos.