24 DE SETEMBRO – DIA MUNDIAL DA RETINA 2022

Dia 24 de setembro é o Dia Mundial da Retina, data criada para alertar sobre a importância da retina na saúde ocular. As doenças da retina são a principal causa de cegueira na população idosa. Dentre as doenças da retina com maior impacto na saúde visual está a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e a retinopatia diabética.

A DMRI afeta a mácula, área da retina responsá vel pela visão central (visão de leitura, reconhecimento de faces, etc). Existem dois tipos dê DMRI – seca e úmida (esta menos comum e mais agressiva). A DMRI umida tem tratamento contínuo com injeções, e quando nao é tratada produz perda progressiva da visão, podendo levar à cegueira. Os sintomas iniciais desta doença são a deformação da imagem, perda da visão central ou percepção de manchas escuras.

A DMRI é uma doença silenciosa e, muitas vezes, só é percebida depois de envolver ambos olhos. Já a retinopatia diabética é outra condição importante no contexto das doenças da retina, e surge nos doentes diabéticos, podendo evoluir para o edema macular diabético, que requer tratamento.

A Retina Brasil, há 20 anos, luta para que as doenças da visão sejam mais conhecidas e para que as pessoas com mais de 50 anos realizem autoexame frequente da visao e busquem um oftalmologista para avaliar o estado da retina, facilitando diagnostico precoce de doencas graves da visão.

Descrição da imagem: Card Branco com o enunciado: Dia Mundial da Retina no topo, um olho humano desenhado como é por dentro, mostrando a Retina e o logo da Retina Brasil em baixo. Fim da descrição.

#DiaMundialdaRetina2022 #DoencasdaRetina #RetinaBrasil #RetinaInternacional

No Dia Mundial da Retina, 24 de setembro de 2022, a Retina Internacional faz comunicado importante.

No Dia Mundial da Retina, 24 de setembro de 2022, a Retina Internacional chama a atenção para os desafios enfrentados pelas pessoas com doenças da retina após o fim do lockdown.

Dublin, 24 de setembro de 2022: Quando a maioria dos confinamentos já acabou e a sociedade entra num «novo normal», as pessoas que vivem com doenças degenerativas da retina enfrentam desafios significativos, na redução da mobilidade, no acesso ao trabalho e à educação e no apoio ao seu bem-estar.

Os lockdowns ligados à COVID-19 e o fechamento de clínicas oftalmológicas  resultaram em perda irreversível de visão para muitas pessoas; muitos ainda continuam perdendo exames importantes e consultas de rotina com seus oftalmologistas. De acordo com um estudo de 2021, 36,9 % dos pacientes com Degeneração Macular Relacionada com a Idade (DMRI), na forma neovascular, que tiveram um atraso nos tratamentos de mais de 8 semanas em razão  do confinamento da COVID-19, sofreram perdas visuais significativas (5,2 letras).  Apenas 75 % desses pacientes recuperaram a visão para o valor de base após o reinício do tratamento (1).

Todas as pessoas com doenças degenerativas da retina devem ir ao médico oftalmologista regurlarmente. Os que têm uma doença hereditária de retina (DHR), por exemplo, podem ser mais suscetíveis a cataratas precoces, bem como outros problemas de visão, como glaucoma e erro de refração. Há uma preocupação crescente de que após o isolamento, essas pessoas não estejam retornando ao oftalmologista, pois a  COVID afetou as consultas de rotina. Daí ser essencial reforçar para todos os que têm uma doença  da retina que é muito importante consultar o  oftalmologista para verificar seus olhos. Todos nós passamos por tempos difíceis, mas devemos continuar cuidando de nossos olhos”, diz Marina Leite, membro do Conselho Jovem da Retina Internacional.

Após meses de isolamento, as pessoas com uma doença degenerativa  da retina estão percebendo que não só tiveram perda visual  durante esse período, mas também viram a sua mobilidade em áreas antes familiares se reduzir. Isso  por sua vez, afeta a sua navegação instintiva.

Em muitas cidades a direção do fluxo de trânsito, os semáforos e a sinalização podem ter mudado, assim como sistemas de tecnologia. Muitas lojas introduziram sistemas de pagamento eletronicos, que podem  ser uma barreira  para  pessoas com perda de visão.  Para  Franz Badura, presidente da Retina Internacional, muitas cidades  se adaptaram ao confinamento alterando o layout e os sistemas internos, e essas mudanças permaneceram. Ainda que estas mudanças pareçam pequenas e lógicas para aqueles que não têm limitação visual, para as pessoas com baixa visão, este é um problema enorme e nos obriga a reaprender como navegar em um ambiente que anteriormente era tão familiar, mas agora é alienígena.»

A emergência pós-covid também afetou o acesso à educação e ao emprego para as pessoas com deficiência visual. Muitos tiveram que deixar empregos que amam devido ao declínio da visão e dos desafios com a mobilidade, e os cuidadores tiveram que ajustar suas próprias vidas para melhor apoiar seus entes queridos. «Durante a COVID-19, muitas pessoas perderam os seus empregos e, em muitos países, as economias  ainda estão se recuperando. Em um mercado de trabalho pobre, as empresas podem estar relutantes em contratar novas pessoas, principalmente aquelas com limitações como a deficiencia visual”, diz Christina Fasser, ex-presidente da Retina Internacional. «Num mercado de trabalho dinâmico, muitas pessoas com baixa visão têm de considerar o caminho para o trabalho. Novos   obstáculos, como bicicletas elétricas sem som e carros elétricos, colocam novos desafios. À medida que entramos num “novo normal”, é necessário que serviços de reabilitação e cursos de orientação e mobilidade sejam disponibilizados  para as pessoas com doenças  degenerativas da retina. Eles devem ser uma prioridade da política pública para garantir a igualdade de acesso às oportunidades de carreira e de educação.”

O isolamento causado pelo confinamento da COVID-19 continua para muitas pessoas. A falta de apoio emocional para as pessoas com baixa visão, a acessibilidade limitada às atividades e a informações, o estigma social e a diminuição das oportunidades de educação e emprego têm impacto no bem-estar de cada indivíduo. Sentimentos de ansiedade, depressão e isolamento são comuns entre os que vivem com perda de visão, e a pandemia só agravou esses desafios.

Caminhamos em direção ao «novo normal» e  isso  significa encarar os desafios enfrentados pela comunidade com deficiência visual durante toda a pandemia, desde o início do confinamento no início de 2020 até à reabertura do mundo. Ao priorizar e proteger o bem-estar e a inclusão daqueles que vivem com doenças da retina, podemos trabalhar para garantir que ninguém fique para trás no escuro na medida que emergimos numa nova era de luz.

Retina internacional

A Retina Internacional é uma organização global formada por associações de pacientes  e fundações que  apoiam a pesquisa para doenças hereditárias  e raras da retina e doenças da retina relacionadas à idade.

A Retina Internacional considera que a educação que motiva a participação é um motor fundamental para a inovação bem  sucedida.

Como parte de uma comunidade fortemente interligada, nosso objetivo é promover a pesquisa para as doenças da retina por meio do engajamento e da educação de nossa crescente comunidade de pacientes. Buscamos desenvolver ferramentas para a defesa de causas baseadas em evidências, que possam levar a mudanças positivas. Acreditamos na colaboração estruturada, que inclua todas as partes interessadas, a fim de atender às necessidades dos pacientes com doenças da retina, empregando uma abordagem profissional para tudo o que fazemos.

Para mais informações, visite o nosso site: www.retina-international.org

Referência

Stone, L.G., Grinton, M.E. & Talks, J.S. Atraso acompanhamento de doentes com retina médica devido à COVID-19: impacto na atividade da doença e na acuidade visual. Graefes Arch Clin Exp Ophthalmol 259, 1773-1780 (2021). https://doi.org/10.1007/s00417-021-05174-4

 

card com fundo cinza escuro, quase preto, com o logo da Retina Internacional no topo, com o comunicado no meio escrito em verde em um retangulo branco e abaixo o logo da Retina Brasil. Fim da descrição

Comunicado conjunto da Retina Internacional e Retina Islândia sobre o Congresso Mundial da Retina Internacional 2022

Com  o Congresso Mundial da Retina Internacional acontecendo em junho próximo, a Retina Internacional está trabalhando de perto com a Retina Islândia   na sua organização. O 21.  Congresso Mundial da RI acontecerá em Reykjavik, na Islândia, e será a primeira reunião presencial  desde 2018,  quando o Congresso aconteceu na Nova Zelândia.

Estamos otimistas quanto à possibilidade de realizar o evento de forma presencial, e para isso estamos cuidando da segurança da nossa comunidade, que é para nós prioridade máxima. Estamos monitorando as informações locais e globais sobre a COVID-19 e vamos aderir a todas as restrições relevantes estabelecidas pela saúde publica na  medida em que o evento se aproxima.

O cronograma atual do Congresso, que está sujeito a restrições locais da saúde pública é o seguinte:

8 Junho (quarta)  –  Programa do Grupo de Jovens da Retina Internacional

9 Junho (quinta) – Programa de Educação Continuada (somente para as entidades filiadas à Retina Internacional) – A partir das 17 h  -Cerimônia de Abertura Oficial do Congresso e Palestra de Abertura.

10 Junho (sexta)  Dia 1  da Programação Cientifica   (aberto ao público)

11 Junho (sábado) Dia 2 da Programação Cientifica  (aberto ao público)

12 Junho (domingo)  Assembleia Geral da Retina Internacional   (somente Associações Afiliadas)

As inscrições para os eventos de 9  a 11 de junho  podem ser feitas pelo site riwc2022.is/registration.   Ali se pode acessar o Programa do Congresso,  fazer a inscrição e reservar hotéis.  Até o dia 15 de março  as inscrições têm desconto.

 – Site do Congresso: https://riwc2022.is/

–  Informações podem ser obtidas pelo e-mail:  RIWC2022@sena.is

A Retina Brasil  também pode colaborar com alguma informação através do e-mail contato@retinabrasil.org.br

Avril Daly (Retina International)                        Kristinn Einarsson (Retina Iceland)

Cada voz conta – Participe da Pesquisa da Retina Internacional sobre Experiência com Testes Genéticos

imagem de fundo preto com desenhos de bonecos de pessoas com balões. Está escrito: "Cada voz conta - Participe da Pesquisa da Retina Internacional sobre Experiência com Testes Genéticos" e há a logo da Retina Brasil

A Retina Internacional esta lançando uma pesquisa internacional sobre o acesso a testes genéticos e serviços de aconselhamento para aqueles que vivem com doenças hereditárias da retina (DHR). A Retina Brasil está colaborando para essa pesquisa, e nosso questionário ficará aberto até meados de agosto de 2021.

Clique no link para responder à pesquisa:
👉https://www.surveymonkey.com/r/Genetic_Testing_Experience_Portuguese

Por que fazer essa pesquisa

A Retina Internacional tem trabalhado em conjunto com pacientes afetados por doenças hereditárias da retina (DHR) e suas famílias em vários paises para saber como as pessoas que vivem com DHRs têm acesso a serviços de teste genético e aconselhamento. Os resultados desta pesquisa ajudarão a descrever o melhor padrão de atendimento para pessoas que buscam obter teste genético e aconselhamento para sua DHR, e identificará onde o apoio é necessário para fornecer um bom padrão de teste genético e aconselhamento. Essa informação é de grande ajuda para ongs como a Retina Brasil defenderem o acesso dos brasileiros com DHR a testes genéticos acessíveis e tão necessários para obter o diagnóstico de suas doenças.

A sua participação nesta pesquisa ajudará médicos, especialistas em genética, pesquisadores, profissionais de saúde ocular, políticos e o público em geral a compreender as necessidades de um paciente do sintoma até o diagnóstico, prognóstico bem como os cuidados requeridos por suas doenças. Essas informações são essenciais para a defesa das politicas públicas e para o desenvolvimento das pesquisas nessa área.

Acesse o site da Retina Internacional:
https://retina-international.org/ri-gtl-surveys-5-languages-now-available/

A COVID-19 pode ter feito o mundo pausar, mas a perda de visão continua

imagem de fundo azul claro com uma mão robótica segurando um globo terrestre. Está escrito "Retina Brasil traduz" e há a logo da Retina Brasil.

A COVID-19 pode ter feito o mundo pausar, mas a perda de visão continua

Por Avril Daly, CEO, Retina Internacional

Artigo da Retina Internacional, traduzido pela equipe da Retina Brasil. Para ver o original acesse o link:

https://www.retina-international.org/opinion-piece-covid-19-may-have-put-the-world-on-pause-but-vision-loss-continues/

A pandemia da COVID-19 mudou completamente o mundo.
Esta é uma frase que ouvimos muitas vezes nos últimos dez meses – em muitas línguas, em todos os continentes. Há verdade nisso; muitas pessoas mudaram a maneira de viver e aprenderam muito sobre si mesmas e como se encaixam no mundo ao seu redor. O mundo pode ter mudado, por enquanto, mas essas mudanças serão permanentes? Ou serão transitórias – e em um ano estaremos de volta ao velho normal? Esperamos, é claro, que o que percebemos como boas mudanças permaneça – mas a definição de “bom” de uma pessoa pode não ser a mesma para outra.
Toda a sociedade teve que enfrentar desafios significativos em todos os estágios da pandemia da COVID-19: desde a primeira fase e o bloqueio associado a ela – que foi um choque para todos os nossos sistemas, tanto pessoal quanto profissionalmente – até a segunda, e agora a terceira e talvez a fase mais preocupante. No momento em que este artigo foi escrito, a maior parte da sociedade estava de volta ao ponto em que estava em março de 2020; em casa, preenchendo os dias com trabalho, tentando ser educadores para os filhos e dar apoio aos parentes e amigos mais velhos. O tempo todo, estamos tentando permanecer conectados por meio de uma dúzia de diferentes plataformas online, e imaginando o que costumava ser normal.
A pandemia da COVID-19 apresentou desafios muito específicos e únicos para a comunidade de deficientes visuais. Por meio de nossos estudos sobre o impacto da COVID-19 na comunidade da retina, a Retina International aprendeu sobre as experiências vividas por pessoas afetadas por todas as formas de degeneração da retina. Os resultados nos deram uma pausa para pensar e, em alguns casos, as declarações pessoais que vieram das pesquisas foram preocupantes. Esses estudos serão publicados nas próximas semanas, mas como apoiamos o Retina Action Call to Action sobre o tema Bem-estar e Inclusão, estamos ansiosos para compartilhar alguns de nossos aprendizados e experiências com você, nossos membros e partes interessadas.
As exigências de distanciamento social dificultaram a saída do ambiente doméstico de pessoas com deficiência visual. Tornou-se mais difícil contar com a ajuda de terceiros ao sair para fazer compras e fazer exercícios. Pessoas com deficiência visual e aqueles que lhes prestam assistência oferecendo os braços para segurança e orientação ao caminharem em parques e calçadas públicas foram vítimas de acusações e, infelizmente, em alguns casos, de agressões verbais. Acusações de “quebrar as regras” têm surgido em casos em que não é óbvio que uma pessoa tem uma deficiência visual e, portanto, precisa de alguém para ajudá-la a sair de casa.
As restrições forçaram o mundo de dentro e para dentro. No entanto, muitos avanços anunciados nas ferramentas de comunicação e conferência online significavam que o mundo externo agora poderia ser conectado facilmente “com o toque de um botão”. Por meio de nossos dispositivos, as comunidades puderam ficar em contato e alcançar aqueles que vivem em todos os cantos do globo, incluindo aqueles que vivem sozinhos, para conversar, trabalhar, fazer compras e por lazer. A afirmação de 2020 era “você está no mudo”, pois estávamos todos aprendendo a usar melhor essas ferramentas. Uma vez que obtivéssemos uma ideia geral, esses sistemas seriam muito fáceis de navegar – ou assim nos disseram.
Essa não tem sido a realidade para muitos que vivem com deficiência visual, em particular para os que vivem sozinhos. Os serviços de conferência online não são totalmente acessíveis; embora alguns sejam melhores do que outros, coisas simples como ampliar uma tela podem ocultar botões de mudo e botões de câmera. As caixas de bate-papo também não são acessíveis para a maioria. Este é um grande problema para a comunidade com deficiência visual, que deve contar com esses sistemas de conferência online para trabalho e conectividade pessoal. Em um ambiente de trabalho, as caixas de bate-papo trouxeram uma mudança na forma como as reuniões acontecem. Os participantes de reuniões e webinars podem adicionar notas, pensamentos e sugestões, tudo ao vivo, proporcionando uma oportunidade para uma discussão mais robusta e troca de informações.
Para uma pessoa com deficiência visual, as caixas de bate-papo significam mais isolamento. Somos removidos da discussão ao vivo, mas podemos ler as notas após o término da reunião. Ninguém gosta de reclamar muito, de ser percebido como difícil, então em muitos casos a pessoa com deficiência visual não fala nada. Isso não é inclusão. Isso não é acessibilidade para todos.
Como uma pessoa que vive com uma deficiência visual, participei de muitos eventos ‘ao vivo’ durante este período. Alguns até ocorreram bem, mas outros foram desastrosos. O back-end das plataformas de eventos online costuma ser diferente do que o participante vê. Eles podem mostrar slides do tamanho de um selo postal (ou não mostrar), e há interfaces diferentes com botões diferentes que você não tem certeza do que fazer. Eu tenho muita sorte; Tenho um círculo de colegas que convivem com deficiências visuais, que passaram por desafios semelhantes, e posso procurá-los para obter dicas de como fazer melhor da próxima vez. Tenho colegas com visão total a quem posso pedir ajuda, o que torna mais fácil para mim – e o que agradeço muito. Sei que nunca poderei usar plenamente essas plataformas, mas posso participar e tenho o suporte à minha disposição. Como já disse, tenho sorte.
Trabalhar em casa provou ser um sucesso para muitos, mas a partir das pesquisas realizadas pela Retina Internacional e outros membros da comunidade no geral, fica claro que a adaptação a um mundo online não foi fácil e certamente não foi para todos. Muitas pessoas com deficiência visual vivem sozinhas, especialmente aquelas com problemas de envelhecimento da retina. Eles não estão “online” o tempo todo e consideram as plataformas desafiadoras. Quando as usam e encontram um desafio, sentem que não têm ninguém a quem pedir ajuda. Alguns não querem “dar problema” ou “ser um fardo” pedindo ajuda. Muitas pessoas com deficiência visual vivem em regiões onde a banda larga é fraca e a conectividade é ruim. Alguns não têm a versão mais recente de um sistema operacional para permitir a conexão. Muitos não foram treinados em dispositivos digitais, nem possuem um computador. Esses indivíduos não podem usar plataformas online para realizar suas atividades de lazer, fazer compras ou se conectar com a família e amigos. Eles estão ainda mais isolados; eles não estão incluídos.
A Retina Internacional aprendeu com suas pesquisas que aqueles que receberam tratamento para Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e Retinopatia Diabética (RD) foram particularmente afetados durante a pandemia. Muitos compromissos foram cancelados. Onde as clínicas continuaram, apesar da garantia das medidas de segurança, os pacientes mais velhos temiam comparecer com medo que entrassem em contato com o COVID-19. A Retina Internacional recebeu declarações dizendo “Tenho medo de pegar transporte público”, “Não quero ter que tocar no corrimão no meu caminho para uma clínica”, “Não quero esperar horas em uma sala de espera com outras pessoas ”e“ O meu marido não pode vir comigo à consulta ”. Esses são medos reais e compreensíveis para um grupo que sabe que está classificado como vulnerável. Pessoas que pela primeira vez experimentaram distúrbios visuais perderam um tempo crítico, pois também estavam com medo de frequentar um ambiente clínico. A visão foi perdida.
Muitos esforços estão sendo feitos agora em alguns países para transferir as consultas dos pacientes que frequentam as clínicas para um serviço online. Embora seja importante considerar isso e isso possa aliviar a carga de viagens dos pacientes e daqueles que os apoiam e cuidam, é preciso lembrar que muitos dos afetados não estão conectados à plataformas digitais. Outros disseram preferir se encontrar com seu médico presencialmente. É válido apoiar o progresso que está sendo feito em Saúde Digital, mas também é importante reconhecer que ele precisará de considerações muito específicas.
A exclusão digital é real e não vai mudar da noite para o dia. Devemos entender isso ao desenvolver novas ferramentas e serviços para essa comunidade, especialmente agora que a pandemia da COVID-19 colocou as possibilidades da Saúde Digital em foco. O potencial da Saúde Digital para a comunidade de deficientes visuais é enorme, com novos aplicativos que podem nos ajudar nas tarefas diárias e realmente fazer a diferença. Dispositivos de monitoramento doméstico e dispositivos vestíveis que podem fornecer informações aos médicos significam que, se ocorrer outra crise, os sintomas podem ser monitorados em casa e, portanto, os pacientes não precisam comparecer a hospitais. Isso também tem um grande potencial para ensaios clínicos. Para desenvolver essas possibilidades tecnológicas de forma eficaz, os pacientes devem ser incluídos no desenvolvimento e no design de novas ferramentas, desde a concepção até o lançamento.
Dois sintomas reconhecidos de COVID-19 são a perda do paladar e a perda do olfato. A evidência da persistência desses sintomas está surgindo junto com artigos publicados sobre o impacto prejudicial da COVID-19 na retina. Como sociedade, estamos apenas aprendendo sobre os efeitos duradouros desse vírus. A comunidade está preocupada e clama para que as pessoas que vivem com degenerações da retina sejam priorizadas na implantação da vacinação contra a COVID-19.
Aprendemos por meio das pesquisas da Retina International, e de nossos parceiros e partes interessadas, que a retina não é considerada uma prioridade de saúde pública em uma crise. Aprendemos que devemos trabalhar juntos para encontrar maneiras de trazer os pacientes em tratamento de volta à clínica com segurança e confiança. Aprendemos que há um problema significativo a ser abordado para tornar as plataformas do dia a dia acessíveis para os deficientes visuais. Aprendemos que existe uma exclusão digital que deve ser reconhecida e considerada à medida que desenvolvemos a assistência médica digital agora e no futuro. Aprendemos que a comunidade com deficiência visual, jovens e idosos, independentemente de onde moram, enfrentou um isolamento muito real durante a pandemia da COVID-19, que afetou seu bem-estar.
O isolamento prolongado afetou a saúde física e mental de nossa comunidade e, como sociedade, devemos encontrar maneiras de melhorar os serviços e o acesso para garantir que essa comunidade seja totalmente incluída em todos os aspectos da sociedade para um melhor bem-estar, resoluções de saúde e também realidades econômicas.
Aqueles que tomam decisões sobre a prestação de serviços de saúde devem se envolver com as comunidades de pacientes e classes profissionais para compreender as lições que todos aprendemos ao longo deste período e aplicar esses aprendizados. Existe uma oportunidade de reconstrução melhor e ela não deve ser perdida. E por isso encorajamos vocês, nossos membros e partes interessadas, a apoiar o Retina Action Call to Action. Incentivar seus políticos e tomadores de decisão a ouvir, aprender e trabalhar conosco enquanto lideramos a mudança necessária para promover a inclusão e o bem-estar para todos.

Avril Daly
Retina Internacional
12 de Janeiro de 2021

Uma conversa com… Alex Pepper, Diretor de Parcerias da Thomas Pocklington Trust

imagem de fundo azul claro com uma mão robótica segurando um globo terrestre. Está escrito "Retina Brasil traduz" e há a logo da Retina Brasil.

Essa entrevista foi realizada pela Retina Internacional e traduzida pela equipe da Retina Brasil.

Acesse o texto original: https://www.retina-international.org/in-conversation-with-alex-pepper-head-of-patient-partnerships-at-thomas-pocklington-trust/ 

Uma conversa com … Alex Pepper, Diretor de Parcerias da Thomas Pocklington Trust

Fiona Waters, responsável pelo departamento de Envolvimento Comunitário e Divulgação da Retina Internacional, entrevistou Alex Pepper – Diretor de Parcerias da Thomas Pocklington Trust, e defensor de pacientes cegos ou com baixa visão.

Alex nasceu com retinoblastoma bilateral, uma condição com tumores cancerígenos na parte de trás de ambos os olhos. A doença era mais avançada no olho direito, então aos quatorze meses de idade, quando foi diagnosticado, ele imediatamente teve seu olho direito removido. Ele foi tratado com radioterapia e tratamento a laser no olho esquerdo, o que lhe permitiu manter um nível de visão razoável enquanto crescia. Em 2016, aos 25 anos, Alex passou pelo o que chama de “segunda jornada de perda de visão”, quando em decorrência de uma recorrência do retinoblastoma, uma catarata e três descolamentos de retina em seu olho restante resultou na perda de quase toda a visão remanescente. 

Atualmente, Alex é o Diretor de Parcerias na Thomas Pocklington Trust no Reino Unido. A Thomas Pocklington Trust apóia aqueles que são cegos ou com baixa visão no Reino Unido por meio de seu foco no emprego, educação e engajamento. Eles também apóiam o setor por meio de doações, tentando construir um campo de caridade mais colaborativo e sustentável para pessoas que vivem com perda de visão.

Fiona: Oi Alex! Você poderia compartilhar um pouco sobre sua jornada e o que o conduziu a seu papel como defensor de quem vive com baixa visão?

Alex: Na verdade, é uma boa pergunta, porque realmente essa “jornada da segunda perda de visão”, como eu a chamo, de 2016 em diante, foi um ajuste enorme para mim. Eu de fato tive que aprender a fazer tudo de novo. Certamente enquanto me tornava um adulto no final da adolescência, início dos vinte anos, eu estava começando a aceitar minha perda de visão … que era uma parte de mim, e não ia embora. 

Eu passei minha vida inteira tentando esconder minha perda de visão de todos; colegas, amigos, namoradas em potencial, namoradas que eu realmente tive, pelo máximo de tempo que eu pudesse fingir que eu poderia ver mais do que realmente via. Então, quando entrei naquela jornada de perder tudo e começar de novo, e na verdade apenas um processo lento de aceitar quem eu sou, percebi que estava me segurando de várias maneiras antes tentando ser quem eu não sou, e então passei a aceitar que não há nada de errado em ser cego, e isso meio que me colocou no caminho de querer compartilhar essa mensagem com os outros. 

Fiona: Quais foram alguns dos principais suportes para você?

Alex: Eu sou uma pessoa que sempre vai atrás de recursos, então sempre corri  muito atrás, fazendo minha própria pesquisa e experimentando coisas. Um exemplo foi mudar do uso de uma lupa para um software leitor de tela no meu iPhone. 

Eu acredito que o momento-chave, ou catalisador, que me moveu foi quando entrei em contato com minha autoridade local e comecei minha jornada de apoio à reabilitação. Eu aprendi a fazer coisas básicas como cozinhar e fazer chá – eu sou um bom cozinheiro, então isso foi importante para mim. Aprender a usar a bengala, ou, antes disso, aceitar que eu tinha que usar a bengala, me fez construir minha habilidade e experiência com ela. Era importante para mim sair de casa, principalmente se eu quisesse morar sozinho, o que era algo que eu realmente gostava de fazer antes de perder minha visão restante. Da minha primeira reabilitação em maio / junho de 2016, até dezembro, passei de não sair de casa durante alguns meses (a menos que estivesse com alguém me guiando)… para realmente andar por Londres independentemente, usando trens e ônibus para começar um novo trabalho.

Voltar ao trabalho realmente ajudou a aumentar minha confiança e motivação, e simplesmente sentir que tinha uma rotina diária e um propósito. Eu e minha então namorada, que agora é minha esposa, decidimos comprar nossa casa própria naquele ano – isso já era um objetivo nosso. Eu não conseguia controlar que havia perdido minha visão… então em minha mente eu pensei “Eu ainda posso controlar seguir aquele objetivo que eu tinha em mente de qualquer maneira”.

Eu acredito muito no poder do suporte mútuo. É quase mais poderoso do que qualquer outro serviço que você possa fazer. Falar com alguém que viveu uma experiência semelhante à sua faz toda a diferença.

Fiona: Seus objetivos pessoais mudaram muito quando você teve sua segunda jornada de perda da visão?

Alex: Acredito que no curto prazo, não.

Meus objetivos sempre foram comprar uma casa, casar e ter filhos. Eu acho que o que mudou é a forma como aprecio as coisas e saber o que é importante. Certamente mudou minha forma de pensar, mais do que meus objetivos.

Já no sentido de, como eu disse, aceitar minha perda de visão, não estou mais preocupado em esconder isso. Estou mais disposto e confiante para aproveitar novas oportunidades, ir para novos lugares. Eu só iria a lugares, seja para baladas ou qualquer novo lugar, com pessoas que eu conhecia e me sentia confortável, sejam colegas, amigos antigos, amigos íntimos, família. Já agora, eu vou a qualquer lugar. Você sabe que se eu precisar fazer algo sozinho, nos Estados Unidos, eu vou.

 

Fiona: Houve algum motivo específico pelo qual você sentiu necessidade de esconder a perda de visão no início?

Alex: Parte disso foi provavelmente arrogância. A ideia de que não é muito masculino, de que é imaturo ou vulnerável perguntar “você poderia me ajudar?”. Eu sei agora que não há nada de errado em pedir ajuda. Mas naquela época eu costumava ver isso como uma fraqueza. Qualquer coisa que meus amigos com visão total fizessem, eu faria também para tentar e provar, para mim mesmo mais do que para eles, que não me importava. Eu pensei que se eu pedisse ajuda, isso iria contra tudo em que eu acredito, ou quero acreditar. Então, definitivamente, havia um pouco de negação aí!

Vou te dar um exemplo:

A estação Victoria em Londres, uma estação muito movimentada, tem cerca de 20 plataformas. Nunca consegui ler as placas. Eu teria que usar meu telefone para ler.

Eu sabia que na estação que eu ia, todas as plataformas 15 a 18 do trem parariam naquela estação em algum ponto. Então o que eu fazia era apenas caminhar em direção aos corredores, e qualquer que fosse a fila de pessoas que parecia estar com mais pressa, eu presumia que esse era o próximo trem a partir, e você sabe o quê? Funcionou, sempre acertei.

Ao passo que agora, se eu vou para Victoria, encontro alguém na estação, essa pessoa me guia pelo subterrâneo, me leva até a próxima pessoa e então essa pessoa me guia até o assento no trem. E eu gosto disso, posso ter uma conversa, conhecê-los. Nas estações que sempre vou, todos me conhecem pelo nome.

Só penso: por que me preocupei tanto, todos esses anos, quando poderia simplesmente ter pedido ajuda? Quando eu poderia apenas perguntar, “qual trem é o próximo a partir, por favor?”.

Minha esposa atual era amiga da minha irmã há anos, me conhecia e sabia que eu tinha problemas com minha visão, mas não sabia muito. Depois de alguns encontros, eu ainda não tinha falado sobre isso, o assunto não tinha surgido. Então, se eu reservasse um restaurante, eu entrava no site, revisava o cardápio e, quando fôssemos, fingia que lia o menu. Foi realmente estúpido quando eu contei a ela alguns meses depois, e ela ficou realmente ofendida, perguntando-se “por que você simplesmente não me perguntou?” Mas esse é o tipo de situação que acontecia.

Outro momento importante de virada para mim foi deixar de ser um usuário de bengala para ter um cão-guia. Suponho que esse foi o passo final para ser o mais independente que jamais serei. Aquele foi um momento de epifania para mim – foi incrível, porque pude dar a volta no quarteirão, com meu treinador seguindo de perto… mas também foi emocionante, porque percebi que isso é o melhor que pode ser. Não foi o fim da estrada, mas foi o fim da estrada em termos de nível de independência.

Fiona: Quais são, na sua opinião, os maiores obstáculos ou barreiras para o bem-estar e inclusão das pessoas que vivem com perda visual e como podemos abordá-los?

Alex: Falta de conscientização. As coisas simples podem ser as mais frustrantes, com as pessoas fazendo suposições porque não têm conhecimento. E isso parece ser uma coisa geracional – anos atrás, pessoas cegas viviam certo tipo de vida, só podiam fazer certos tipos de trabalhos. Isso está mudando, principalmente por causa da tecnologia… mas também devido ao entendimento geral. 

Também quando se trata de procurar trabalho… você sabe que as pessoas que estão entrevistando alguém que é cego estão se perguntando como vão conseguir fazer x, y e z, achando que pode ser impossível, porque não conhecem muito sobre isso e têm medo de perguntar. Eu acho que é um fator também o medo de fazer perguntas simples, como “como você faria isso?” ou “como podemos ajudá-lo?”. Acho que as pessoas estão muito preocupadas com a burocracia ou têm medo de ter problemas com isso.

Fiona: O que você diria ao público nesses casos?

Alex: Basta perguntar. Está tudo bem, não tem problema. Não vou desabar e chorar porque você me perguntou se eu precisava de ajuda.

No entanto, existe um equilíbrio entre perguntar e as pessoas com deficiência visual estarem dispostas a falar. Eu encontrei muitas pessoas que estavam frustradas e diziam “poxa, eles deveriam saber!” mas eu digo que, se não contarmos a eles, eles nunca saberão, então não adianta ficar com raiva.

Fiona: Se você pudesse dar apenas um conselho a um Alex mais jovem, qual seria?

Alex: Aceitar. Quando digo mais jovem, estou pensando antes de perder toda a minha visão. Aceite sua deficiência visual. Está bem. Está tudo bem não ser capaz de fazer tudo. 

Se eu pudesse dar um segundo conselho, seria vá em busca de apoio. Eu não conhecia nenhum cego ou alguém com baixa visão antes de 2016. Eu havia obtido informações, mas não me envolvia com a comunidade de deficientes visuais. Provavelmente porque estava tentando viver aquela vida “normal” como meus amigos e a sociedade. Se eu tivesse examinado as coisas um pouco mais, poderia saber um pouco mais sobre o acesso ao trabalho, a ajuda para conseguir empregos e o apoio que estava lá.

Fiona: Você recentemente se tornou pai! Como foi a jornada para se tornar pai enquanto vivia com uma deficiência visual?

Alex: Bem, eu sempre quis ter filhos, isso eu posso dizer de cara. Quando perdi o que restava da visão, tive aquele medo de “ainda posso ser pai?”. Nunca houve uma questão de saber se ainda era algo que eu queria, mas sim de que caminho seguir.

Uma opção era o aconselhamento genético, que foi o que acabamos buscando. É onde eles tentam identificar o gene mutado que causa a condição que eu tenho, o gene RB1, e então eles criam embriões e procuram por embriões que não têm esse gene. Depois disso, é apenas mais como  FIV (fertilização in vitro).

O outro caminho é não fazer nada. No meu caso, havia uma chance de 50:50, e quando o bebê nasce, se ele tem a mutação, ele é tratado com quimioterapia ou radioterapia. 

Depois, há a opção de fazer o teste na 12ª semana de gestação, ver se o embrião tem a mutação e então decidir pela interrupção da gravidez.

Portanto, três opções muito diferentes, mas igualmente difíceis. Então esse foi o principal ponto de decisão para nós.

Depois que engravidamos, houve o medo de como seria para mim. Acho que, para ser honesto, pensando bem, pode ter havido mais medo por parte da minha esposa do que por mim; “Como será isso, ele vai ser capaz de fazer isso, ele vai ficar bem?”. Porém quando o bebê nasceu, não foi tão difícil quanto eu pensava. 

Tenho mais medo do futuro, quando for muito difícil ou quase impossível dizer “certo filho, eu e você, vamos ao parque jogar futebol e ter o dia dos meninos” e poder fazer isso de forma independente e com segurança. Isso é a coisa mais difícil para mim no momento. Não é fácil, mas qualquer coisa que valha alguma coisa na vida vai ser difícil, quer você tenha visão ou não.

Fiona: Qual é a sua visão de mundo, daqui a 10 anos, para quem vive com deficiência visual?

Alex: No final das contas, quero que haja mais soluções para as pessoas recuperarem a visão. Meu primo tem coroideremia, e há alguns anos participou de uma pesquisa pioneira que não só impediu a perda de visão, pois ele estava ficando cego muito rápido, mas também recuperou um pouco da visão em um dos olhos. Eu adoraria ver mais disso, e suponho que o olho biônico, esse é o maior sonho… e certamente ainda é meu sonho pessoal.

Mas antes disso, e teria que acontecer tão bem como o que citei anteriormente, teria que haver um caminho claro e direto, ou uma transição suave entre o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação, e para isso acontecer deveríamos ter os recursos adequados.

Acesso o site da Thomas Pocklington Trust: https://www.pocklington-trust.org.uk/

 

Mensagem de Christina Fasser para o Dia Mundial da Retina

#DescriçãoDaImagem imagem de capa do vídeo tem as informações sobre o vídeo, a lodo do Dia Mundial Da Retina 26 de setembro de 2020 da Retina Internacional e da Retina Brasil.

A Christina Fasser foi presidente da Retina Internacional de 1992 até 2020.
Veja neste vídeo um pouco de sua história, da atuação da Retina Internacional e a mensagem de Christina Fasser para a Retina Brasil em comemoração ao Dia Mundial da Retina.

#DiaMundialDaRetina #retinainternational #retinabrasil #doençasdaretina #olheparaessacausa

Assista ao vídeo:

Conferência Virtual Jovem da Retina Internacional 2020

#descricaodaimagem imagem ilustrativa de uma pessoa digitando em um computador. Está escrito: "Conferência Virtual Jovem da Retina Internacional 2020 PARTICIPE!" Há a logo da Retina Brasil.

Conferência Virtual Jovem da Retina Internacional 2020

Este é um convite do Conselho Jovem da Retina Internacional, traduzido pela Retina Brasil e estendido a todos:

O Conselho Jovem da Retina Internacional convida você para uma Conferência Virtual nos dias 24 e 25 de agosto de 2020, das 7:00 às 09:30 horário de Brasília. Se você tem uma doença da retina, ou é amigo, ou familiar de alguém que vive com uma doença da retina, então convidamos você a sintonizar e se juntar a nós!

O Conselho Jovem da Retina Internacional desenvolveu um programa que inclui palestrantes com uma vasta experiência no campo das doenças da retina. O programa combina tecnologia, evidência empírica e experiência vivida, fornecendo uma visão única para os líderes de amanhã.

Confira a Programação:

 

Segunda-Feira 24 de agosto de 2020

07:00 Boas Vindas e Introdução Christina Fasser Fala
07:05 Entendendo a nossa Genética Kirk Stephenson Webinar
07:35 Perguntas e Respostas
07:45 Visão geral sobre Tratamentos Ben Shaberman Webinar
08:15 Perguntas e Respostas
08:25 Intervalo
08:50 Fato ou Ficção: pesquisa e Pacientes e Envolvimento Público (PEP) Marina Sutter Webinar
09:10 Perguntas e Respostas
09:20 Geral: Perguntas e Respostas Marina Sutter Fala
09:30 Encerramento

 

Terça-Feira 25 de agosto de 2020

07:00 Boas Vindas e Introdução Marina Sutter Fala
07:05 Aprendendo Ferramentas e Tecnologias Gilbert

Muhumuza

Workshop
07:45 Familiar com experiência de vida Allison Galloway Webinar
08:00 Familiar com experiência de vida Claudette

Medefindt

08:15 Perguntas e Respostas
08:25 Intervalo
08:50 O poder interior Karl Meesters Workshop
09:20 Geral: Perguntas e Respostas Marina Sutter Fala
09:30 Encerramento

 

Inscrições:

As inscrições para o Webinar Zoom de dois dias já estão disponíveis no link abaixo:

https://zoom.us/webinar/register/WN_3jZC631YTFGHq5xHJzJWmA

Após se inscrever, você receberá um e-mail de confirmação com o link para acessar o Webinar nos dias 24 e 25 de agosto de 2020.

Próximo à data, você receberá um e-mail de lembrete com informações detalhadas sobre como ingressar no Webinar e fazer perguntas nas sessões de perguntas e respostas.

Se você não é fluente em inglês e está interessado neste evento, por favor acesse:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeNG1wyyhBt7N4vT9GJkFDQ2ei_hl1An80x0ecMCla5ULaNDA/viewform 

Se você tiver alguma dúvida sobre sua inscrição, por favor entre em contato: registration@retina-international.org

 

Saiba mais sobre as Doenças Comuns da Retina (DMRI, Retinopatia Diabética, etc.)

Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

21º Congresso Mundial da Retina Internacional foi reagendado para 2022

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Está escrito: "21º Congresso Mundial da Retina Internacional RIWC é reagendado para 2022"

O 21º Congresso Mundial da Retina Internacional foi reagendado para 2022, em razão da atual pandemia do novo coronavírus. O Congresso acontecerá entre 8 e 11 de junho de 2022 em Reykjavík, capital da Islândia. 

Segundo comunicado da Retina Internacional : “… a pandemia de coronavírus torna impossível a realização de um congresso internacional em 2020. A saúde e a segurança de todos os nossos participantes são da maior importância para nós. O Comitê da Retina Internacional concluiu, portanto, que a melhor opção é reagendar o congresso para os dias entre 8 e 11 de junho de 2022.”