CONHEÇA A DOENÇA DE STARGARDT

Doença de Stargardt

É uma doença hereditária da retina, que leva à perda progressiva da visão, começando, em geral pela perda da visão central (visão dos detalhes, da leitura, do reconhecimento facial). A perda de visão central pode progredir ao longo do tempo, prejudicando a visão periférica e levando a cegueira legal.

Quais são os sintomas?

A doença de Stargardt geralmente é diagnosticada nas duas primeira décadas de vida. No entanto, os sintomas podem aparecer em qualquer idade ou momento de vida. Os  sintomas mais comuns incluem: Dificuldade para ler, ver rostos e detalhes; Dificuldade para identificar cores parecidas e com constraste; Sensibilidade à luz; Dificuldade com a transição entre ambientes claros e escuros

Qual o gene associado à Doença de Stargardt? Como identiicá-lo?

Na maioria dos casos está associada a mutações no gene ABCA4. Este gene fornece instruções para produzir uma proteína importante para o funcionamento da retina. Quando existe a doença essa proteína não funciona corretamente, danificando a retina. A Doença de Stargardt é geralmente herdada de forma autossômica recessiva, isto é, o gene é herdado de ambos os progenitores.

O teste genético é o exame que identifica o gene associado à Doença de Stargardt. No entanto, o diagnóstico é feito com base nos exames clínicos (exames de fundo olho, retinografia, etc.) somado aos sintomas e ao teste genético. A clínica é fundamental e o médico oftalmologista especialista em doenças hereditárias da retina é o profssional qualificado para avaliar e diagnosticar a Doença de Stargardt.

Quais as pesquisas para a Doença de Stargardt?

Algumas das áreas de pesquisa que estão em andamento incluem:

Terapia gênica: visa reparar ou substituir o gene cuja mutação é  responsável pela doença de Stargardt.

Terapias celulares: exploram a possibilidade de transplantar células saudáveis na retina para substituir as células danificadas e restaurar a visão.

Medicamentos: há vários medicamentos em estudo que visam interferir no ciclo da retina com o objetivo de  estabilizar a perda da visão.

Cuidados com a visão para quem tem doença de Stargardt: não fazer  uso de suplementos com vitamina A;  usar óculos escuros ao se expor ao Sol ou em ambiente muito iluminado; fazer atividade física; alimentar-se de forma saudável

A Doença de Stargardt é uma DOENÇA RARA?

A Doença de Stargardt afeta cerca de 1 a cada 10.000 pessoas e portanto é uma DOENÇA RARA!

É importante consultar um oftalmologista regularmente para monitorar a progressão da doença e cuidar da saúde ocular.

Descrição da Imagem: Card branco ladeado por detalhes em tons de verde. No centro superior, o logo da Campanha Olhos Raros e no meio o enunciado do post: Conheça a doença de Stargardt. Finaliza com o logo da Retina Brasil no rodape. Fim da descrição.

🔵2º Seminário Virtual Stargardt🔵

imagem com fundo amarelo verde e azul escuro. Estão escritas as informações sobre o evento e há um olho na parte superior

🔵2º Seminário Virtual Stargardt🔵

21 de agosto de 2021 das 09:00 às 13:00

Youtube do Grupo Virtual Stargardt

👉https://www.youtube.com/watch?v=x4yKhdaexuA

 

Não perca o 2º Seminário Virtual Stargardt o evento foi preparado com muito carinho por pessoas com Stargardt para pessoas e familiares de pessoas com Stargardt.

EVENTO GRATUITO E ONLINE, TRANSMISSÃO AO VIVO PELO YOUTUBE

Participe, deixe seus comentários, faça suas perguntas e aproveite, esse evento é para você!

Confira todas as informações sobre o evento:

🟢 Programação:

09:00 – 09:10 – Apresentação
09:10 – 09:15 – Vídeo Quem Somos
09:15 – 09:55 – Direitos das Pessoas com Deficiência
09:55 – 10:00 – Vídeo Quem Somos
10:00 – 10:15 – Acessibilidade no Windows
10:15 – 10:20 – Vídeo Quem Somos
10:20 – 10:40 – Stargardt pelo mundo: participação internacional Argentina e Reino Unido
10:40 – 11:10 – Roda de conversa com familiares de pessoas com Stargardt
11:10 – 11:15 – Vídeo Quem Somos
11: 15 – 11:30 – Intervalo
11:30 – 11:40 – Volta ao Seminário
11:40 – 12:50 – Atualização das pesquisas para a Doença de Stargardt
12:50 – 13:00 – Encerramento

🟢 Palestrantes e convidados:

Direitos das Pessoas com Deficiência
🔹Emerson Damasceno – advogado e paratleta. Presidente da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da OAB-CE e membro da Comissão Nacional de pessoas com deficiência do Conselho Federal da OAB. Advogado graduado desde 1996 e pós-graduando em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza. Pessoa com deficiência desde 2014 após um atropelamento, em 2019 falou na sede da ONU em defesa das pessoas com deficiência.

Acessibilidade no Windows
🔹 Humberto de Campinas – Colaborador do Grupo Virtual Stargardt

Stargardt pelo mundo: participação internacional Argentina e Reino Unido
🔹 Stargardt Apnes Argentina (@stargardtapnesargentina)
🔹 Stargardt’s Connectec (https://stargardtsconnected.org.uk/ @stargardtsconnected)

Roda de conversa com familiares de pessoas com Stargardt
🔹 Elen Gaspari – psicóloga e colaboradora do Grupo Virtual Stargardt (@psi.elengasparin)
🔹 Cecília Vasconcellos – psicóloga e pessoa com baixa visão (@
🔹 Juliana – mãe de pessoa com Stargardt
🔹 Solange – mãe de pessoa com Stargardt

Atualização das pesquisas para a Doença de Stargardt
🔹 Dra. Fernanda Belga Ottoni Porto – médica oftalmologista especialista em doenças hereditárias da retina, comitê científico Retina Brasil, Retina Minas, Retina Triângulo Mineiro
🔹 Profa. Dra. Juliana Sallum – médica oftalmologista especialista em doenças hereditárias da retina, comitê científico Retina Brasil, Retina São Paulo
🔹 Dra. Rosane Resende – médica oftalmologista especialista em doenças hereditárias da retina, comitê científico Retina Brasil, Retina Rio

Vídeos Quem Somos
🔹 Diversos membros do Grupo Virtual Stargardt

🟢 Organização do 2º Seminário Virtual Stargardt:

Ailton Cataldi
Diana Barroso (@diana_barroso_sa)
Elen Gaspari (@psi.elengasparin)
Humberto de Campinas
Lúcia Helena Florio (@luciahelenaflorio)
Marina Leite Brandão (@marinaleitebrandao)
Roberto Camargo

O que é terapia gênica?

imagem de um filamento de DNA com corte em um segmento. Está escrito: "O que são terapias gênicas?:" e há a logo da Retina Brasiil

A terapia gênica consiste na introdução de material genético em uma célula alvo, com o objetivo de alterar o produto genético das células e logo o seu funcionamento. As terapia gênicas visam tratar ou interromper a progressão de doenças hereditárias, ou seja, de causa genética. A terapia gênicaa permite que as células afetadas recuperem algumas de suas funções e produzam as proteínas necessárias para o seu funcionamento. O conceito de terapia gênica existe há mais de 50 anos e muita pesquisa já foi realizada desde então, visando desenvolvimento de métodos de entrega dos genes, segurança e eficácia. Atualmente existem milhares de pesquisas clínicas em terapia gênicas para diversas doenças. Entenda melhor sobre os tipos de terapia gênicas para as doenças hereditárias da retina.

Alguns tipos de Terapia Gênica para as Doenças Hereditárias da Retina (DHRs)

Aumento do gene: entrega de cópia funcionante do gene

É o tipo de terapia gênica que utiliza vetores virais e ou sintéticos para a entrega do gene, um vetor bem conhecido é o adenovírus. Existem outros vetores virais sendo estudados como o lentivírus e até técnicas de utilização de dois vetores virais combinados, vetor viral duplo. O desafio na utilização do uso de vetores virais, como o adenovírus, é o tamanho do vírus e dos genes. Alguns genes são muito grandes e não conseguem ser introduzidos no adenovírus, por essa e outras razões é que existem estudos utilizando outros vetores víruas, vetores sintéticos e os vetores duplos. Existem pesquisas utilizando essa técnica para diversos genes que causam doenças da retina.

O voretigeno nevarvoque (nome comercial Luxturna) que é a primeira terapia gênica aprovada para uma doença da retina que utiliza essa técnica. Nesse caso um adenovírus modificado é introduzido na retina levando a cópia correta do gene RPE65.

Leia mais sobre Direitos

Leia mais sobre Tecnologia Assistiva

Saiba mais sobre as Doenças Comuns da Retina (DMRI, Retinopatia Diabética, etc.)

Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

Inativação do gene: bloqueio da expressão do gene deletério

Esse conceito é interessante para tratar doenças autossômicas dominantes, que acontecem quando a doença se manifesta bastando que a pessoa afetada tenha uma cópia do gene. A ideia é bloquear a expressão do gene causador da doença. Há pesquisas desse tipo para o gene da Rodopsina e doença autossômica dominante de Best.

Editing Antisense Oligonucleotide (EAONS): correção do defeito alvo após a transcrição, mas antes da translação

Nessa técnica são introduzidas moléculas de RNA nas células alvo. Para as doenças da retina essa técnica tem a vantagem de tratar toda a retina e não apenas a região que recebeu a medicação como no caso das terapias gênicas que utilizam vetores virais. A desvantagem é que são necessárias aplicações frequentes da medicação. Essa técnica não modifica o DNA do paciente, é destinada a mutações específicas dos genes, não é necessário nenhum vetor de entrega e a introdução da medicação é feita por injeções intra vitreo. Existem pesquisas utilizando essa técnica para casos específicos de Amaurose Congênita de Leber, Síndrome de Usher, entre outras doenças.

Edição genética CRIPR, sistema CRISPR (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats)

O CRIPR usa uma combinação de duas moléculas para editar o gene: uma enzima para modificar o gene e uma guia de RNA que ajuda a localizar o segmento a ser editado. Existem pesquisas utilizando essa técnica para algumas doenças da retina, como para a Amaurose Congênita de Leber.

Veja mais sobre as terapias gênicas para as doenças hereditárias da retina:

 

Considerações finais

A única terapia gênica aprovada para uma doença hereditária da retina é a medicação voretigeno nevarpoveque (nome comercial Luxturna). Essa terapia é exclusiva para pessoas com retinose pigmentar e amaurose congênita de leber relacionada à mutações bialélicas no gene RPE65. É uma terapia que utiliza um adenovírus modificado que é introduzido na retina, levando cópia correta do gene RPE65.

Apesar de haver apenas uma terapia gênica aprovada até o momento, a notícia boa é que existem muitas pesquisas em andamento para diferentes genes e com distintas técnicas. Existem pesquisas de terapia gênica para outros tipos de amaurose congênita de leber e retinose pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt , etc. As pesquisas têm colaborado para o desenvolvimento de novas técnicas, como os olé nucleotídeos (RNA), terapias de vetor viral duplo, técnica do CRIPR, etc.

Veja mais sobre o Luxturna:

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Reunião com famílias de crianças e jovens com Stargardt e Amaurose Congênita de Leber

ilustração de uma árvore com várias pessoas nos galhos. Estão escritas as informações sobre a reunião.

A Retina Brasil e o Grupo Virtual Stargardt convidam famílias de crianças e jovens com Stargardt e Amaurose Congênita de Leber para uma conversa virtual com o objetivo de discutir as experiências na busca pelo diagnóstico, as dificuldade enfrentadas nessa trajetória e os desafios para lidar com a doença após o diagnóstico.
Então, se você é mãe, pai, avó, tia de uma criança ou jovem com Stargardt ou Amaurose Congênita de Leber faça sua inscrição e participe!

Quando: 24 jul. 2021 09:30 às 13:00 (hora de Brasília)

👉 Inscreva-se:
https://zoom.us/meeting/register/tJEocOCuqzMoG9AABenOOIBxeTBZoqZsYEVx

Após a inscrição, você receberá um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar na reunião.

Nos vemos no dia!

Live! Conversa com pessoas com Stargardt

imagem de fundo cinza com o título da live e demais informações, há uma pequena foto de cada um dos partiicpantes.

Assista à mais uma live organizada pela Retina Brasil.

Nesta live a presidente e a vice-presidente da Retina Brasil, Maria Julia e Maria Antonieta, conversam com duas pessoas com a Doença de Stargardt: Roberto Carmargo e Marina Leite Brandão (@marinaleitebrandao).

A Doença de Stargardt é uma Doença Hereditária da Retina.

👉 Quinta-feira, 25 de março, às 19h30. No Youtube da Retina Brasil.

Conheça a história da Retina Brasil

imagem com fundo azul escuro e tons em rosa em estilo tecnológico. Há uma foto de Maria Julia Araujo. Essa é a imagem de capa da live que a presidente da Retina brasil partiicipou e contou sobre a história da associação.

Conheça um pouco sobre a história da Retina Brasil.  Maria Julia Araújo, presidente e fundadora da Retina Brasil foi convidada para fazer uma live com o Grupo Virtual Stargardt sobre a trajetória da Retina Brasil. Nesta live, Maria Julia fala sobre como começou a associação, quais foram os primeiros passos, os momentos amrcantes e quais as principais ações da associação atualmente. Conheça também o Grupo Virtual Stargardt.

Assista:

Saiba mais sobre a Retina Brasil

Tecnologia de vetor-duplo em pesquisa de terapia gência para a Doença de Stargardt

imagem ilustrativa. Há tubos de ensaio, uma lupa, docuemtnos e um estetoscópio. Está escrito: "Notícias de Pesquisas" e há a logo da Retina Brasil.

Está notícia foi traduzida pela Retina Brasil. Para acessar a matéria original, clique aqui. Lembre-se de sempre consultar o seu médico oftalmologista, ele é o melhor profissional para escalrecer as suas dúvidas sobre diagnóstico, tratamento e pesquisas.

 

A empresa AGTC anuncia  seu segundo programa de pesquisa em oftalmologia pré-clínica para a Doença de Stargardt e publicada resultados pré-clínicos convincentes que sustentam o potencial de sua tecnologia de vetor duplo para tereapia gênica.

A entrega simultânea de dois vetores AAV otimizados expande o potencial terapêutico e comercial da plataforma AAV líder da indústria da AGTC, permitindo o fornecimento de DNA que codifica proteínas maiores.

Gainesville, Flórida e Cambridge, Massachutes; 05 de Novembro de 2019 (Globe Newswire) – A Applied Genetic Technologies Corporation (Nasdaq: AGTC), uma empresa de biotecnologia que realiza testes clínicos em humanos para terapias gênicas baseadas em vírus adeno-associados (AAV) para o tratamento de doenças raras, anunciou hoje que identificou a Doença de Stargardt como o segundo programa de oftalmologia em sua expansão pré clínica anunciada anteriormente, que também inclui um programa focado na forma seca da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). A empresa está reportando dados de validação de conceito para sua candidata à terapia gênica da Doença de Stargardt em primatas não-humanos (PNH).

A Doença de Stargardt, a forma mais comum de degeneração macular hereditária, ocorre em 1 entre 8.000-10.000 indivíduos e, na maioria das vezes, resulta de mutações no gene ABCA4. A perda da proteína ABCA4 funcional leva ao acúmulo de substâncias tóxicas nas células fotorreceptoras, resultando na morte delas e também na perda progressiva da visão. Um desafio chave no desenvolvimento de uma terapia gênica baseada em AAV para o tratamento da Doença de Stargardt é que a sequência de DNA que codifica a proteína ABCA4 excede a capacidade de carga útil dos vetores AAV. O programa da AGTC para Doença de Stargardt aborda efetivamente esse desafio, dividindo a sequência de codificação em dois vetores AAV separados. Uma vez dentro da célula, os dois fragmentos de DNA se recombinam para formar a sequência de codificação completa, que produz a proteína ABCA4 funcional de comprimento total.

“A expansão de nosso pipeline pré-clínico para incluir a Doença de Stargardt e a DMRI seca  demonstra a ampla utilidade terapêutica e comercial de nossa plataforma proprietária de fornecimento de genes AAV” disse Sue Washer, presidente e CEO da AGTC. “Nosso programa para Doença de Stargardt ressalta nossa capacidade de alavancar nossa expertise em vetor AAV e engenharia de genoma para expandir a terapia genética de AAV em novas indicações que exigem a entrega de cargas úteis de DNA maiores. A DMRI seca representa uma oportunidade de mercado muito atraente, uma vez que a doença afeta mais de 24 milhões de pessoas em todo o mundo. Cada um desses programas pré-clínicos baseia-se em nossas capacidades líderes do setor de terapia gênica para doenças da retina e eles irão alavancar nossa expertise em expansão no projeto e implementação de estudos pré-clínicos e clínicos que são otimizados para o sucesso.”

William Hauswirth, PhD, inovador líder em terapia gênica de AAV na Universidade da Flórida e colaborador acadêmico de longo prazo da AGTC, e seus colegas na Universidade de British Columbia, publicaram recentemente dados demonstrando que um sistema de vetor AAV duplo híbrido ABCA4 era seguro e proporcionava benefício terapêutico em um modelo de camundongo da Doença de Stargardt .1 Pesquisadores da AGTC otimizaram os vetores utilizados no estudo do Dr. Hauswirth para administração em PNHs. Em um estudo de 13 semanas, a injeção sub-retinal de AAVs preparados na AGTC que codificam o fragmento N-terminal e o fragmento C-terminal da proteína ABCA4 humana, que foram marcados para distinguir a proteína ABCA4 de primata não-humano de ocorrência natural, resultou na detecção clara da proteína ABCA4 humana recombinante de comprimento total. A proteína foi detectada em punções de tecido colhidas de dentro da bolha sub-retiniana, mas não no tecido circundante não tratado, confirmando a especificidade e eficácia da administração do vetor. Estes resultados em PNHs são um importante avanço técnico para o uso de sistemas de expressão de vetores AAV duplos na terapia gênica da retina. Com base nos resultados deste estudo, a AGTC está continuando o desenvolvimento terapêutico de seu sistema de vetor duplo otimizado para o tratamento da doença de Stargardt.

“Nossa publicação recente forneceu dados de validação de conceito importantes que apoiam a segurança e a utilidade terapêutica do uso de um sistema de vetor AAV duplo para fornecer e transmitir a proteína ABCA4” disse William W. Hauswirth, PhD, Professor de Oftalmologia e Maida e Morris Rybaczki Eminent Scholar Chair em Ciências Oftálmicas do Departamento de Oftalmologia da Universidade da Flórida. “A demonstração do AGTC de que esta abordagem é segura e resulta na expressão da proteína ABCA4 em PNHs após a injeção sub-retiniana de seus vetores otimizados é um marco importante no avanço da terapia genética para a Doença de Stargardt.”

Referência   

1 Dyka FM, Molday LL, Chiodo VA, Molday RS e Hauswirth WW. O tratamento do vetor duplo ABCA4-AAV reduz o acúmulo de A2E retinal patogênico em um modelo de camundongo com doença de Stargardt autossômica recessiva. Human Gene Therapy. 30 de Setembro de 2019. Doi: 10.1089/hum.2019.132.

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Sobre a AGTC

A AGTC é uma empresa de biotecnologia em estágio clínico que usa uma plataforma proprietária de terapia genética para desenvolver terapias gênicas transformacionais para pacientes que sofrem de doenças raras e debilitanes. Seu foco inicial está na área de oftalmologia, na qual possui ensaios clínicos ativos em Retinose Pigmentar relacionada ao X e Acromatopsia (ACHM CNGB3 & ACHM CNGA3). Além de seus ensaios clínicos, a AGTC tem programas pré-clínicos em optogenética, adrenoleucodistrofia (ALD), que é uma doença do sistema nervoso central (SNC), e outras indicações do SNC, oftalmologia e otologia. O programa de optogenética tem sido desenvolvido em colaboração com a Bionic Sight. Já o programa de otologia está sendo desenvolvido em parceria com a Otonomy. A AGTC tem um portfólio de propriedade intelectual significativo e ampla experiência no projeto de produtos de terapia genética, incluindo capsídes, promotores e cassetes de expressão, bem como expertise na formulação, fabricação e distribuição física de produtos de terapia genética.

Sobre a Retinose Pigmentar ligada ao X (do inglês, XLRP)

A XLRP é uma condição hereditária que causa perda progressiva da visão em meninos e homens jovens. As características da doença incluem cegueira noturna na primeira infância e diminuição progressiva do campo de visão. Em geral, os pacientes com XLRP vivenciam um declínio gradual na acuidade visual ao longo do curso da doença, o que resulta em cegueira legal por volta da 4ª década de vida.  A AGTC recebeu a designação de medicamento órfão da FDA (Food and Drug Administration) dos EUA em 2017, bem como a mesma designação da Comissão Européia em 2016, por seu produto de terapia gênica candidato a tratar a XLRP causada por mutações no gene RPGR.

Sobre a Acromatopsia (ACHM)

A acromatopsia é uma doença hereditária da retina, que está presente desde o nascimento e é caracterizada pela falta de função dos fotorreceptores do tipo cone. A condição resulta em acuidade visual acentuadamente reduzida, extrema sensibilidade à luz causando cegueira diurna e perda completa da discriminação de cores. A acuidade visual melhor corrigida em pessoas afetadas pela acromatopsia, mesmo sob condições de pouca luz, é geralmente cerca de 20/200, um nível em que as pessoas são consideradas legalmente cegas.

Declarações Prospectivas

Este comunicado contém declarações prospectivas que refletem os planos, estimativas, suposições e crenças da AGTC. As declarações prospectivas incluem informações sobre resultados operacionais possíveis ou presumidos, orientação financeira, estratégias e operações de negócios, desenvolvimento de produtos pré-clínicos e clínicos, progresso regulatório, oportunidades de crescimento em potencial, oportunidades de mercado em potencial e os efeitos da concorrência. Declarações prospectivas incluem todas as declarações que não são fatos históricos e podem ser identificadas por termos como “antecipa”, “acredita”, “poderia”, “busca”, “estima”, “espera”, “pretende”, “pode”, “planeja”, “potencial”, prevê”, “projeta”, “deveria”, “irá”, “faria” ou expressões similares e as formas negativas destes termos. Os resultados reais podem diferir materialmente daqueles discutidos nas declarações prospectivas, devido a uma série de fatores importantes. Os riscos e incertezas que podem fazer os resultados reais diferirem materialmente incluem, entre outros: a terapia gênica ainda é nova, com apenas alguns tratamentos aprovados até agora; a AGTC não pode prever quando ou se obterá aprovação regulatória para comercializar um produto candidato ou receberá um reembolso razoável; incertezas inerentes aos ensaios clínicos e ao processo de revisão regulatória; riscos e incertezas associados ao desenvolvimento e comercialização de medicamentos; fatores que podem fazer com que os resultados reais difiram materialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas são apresentados sob o título “Fatores de Risco” no Relatório Anual da empresa no formulário 10-K para o ano fiscal encerrado em 30 de Junho de 2019, arquivado com o SEC. Dadas essas incertezas, você não deve depositar confiança indevida nessas declarações prospectivas. Além disso, as declarações prospectivas representam os planos, estimativas, suposições e crenças da administração somente na data deste comunicado. Exceto o que é exigido por lei, não assumimos nenhuma obrigação de atualizar essas declarações prospectivas publicamente ou de atualizar as razões pelas quais os resultados reais podem diferir materialmente daqueles antecipados nessas declarações, mesmo se novas informações forem disponibilizadas no futuro.

Veja o artigo completo: https://health.einnews.com/pr_news/501241014/agtc-announces-stargardt-disease-as-its-second-preclinical-ophthalmology-program-and-reports-compelling-preclinical-data-supporting-the-potential-of?ref=rss&ecode=XA1gyJWn1gRoDHlD&utm_source=RSSNews&utm_medium=rss&utm_campaign=Vision+Loss+News&utm_content=article&fbclid=IwAR0ts2cL0j9tOxfkghNSQwFqy1qOto-7yp-xsBIVPf0b3c8UFum8OsIzA98

 

Vídeo Depoimento de Ida, mãe de uma pessoa com Stargardt

#PraCegoVer imagem ilustrativa. A imagem tem de fundo um rolo de fita colorido. Está escrito: "Veja o vídeo depoimento de Ida, mãe de uma pessoa com stargardt" IGTV @retinabroficial youtube.com/c/retinabrasil. Há uma captura de uma parte do vídeo. Há ainda a logo da Retina Brasil

Ida é mãe de uma pessoa com a Doença de Stargardt e conta como foi a trajetória de e de sua filha ao longo dos anos. Ela fala da luta peloo diagnóstico, suas dúvidas, e suas conquistas.

Assista ao vídeo:

 

Saiba mais sobre as Doenças Comuns da Retina (DMRI, Retinopatia Diabética, etc.)

Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

Assista mais vídeos

 

Retina Minas apoia reunião sobre pesquisas para Stargardt

#PraCEgoVer foto da reunião mostrando o público presente.

No último sábado, dia 01 de fevereiro de 2020. O Grupo Retina Minas apoiou a realização de uma reunião sobre as pesquisas para a Doença de Stargardt (gene ABCA4). A reunião foi coordenada pela Dra. Fernanda Belga Ottoni Porto e aconteceu no auditório da Santa Casa BH, instituição que proporcionou a realização da reunião e que apoia e realiza pesquisas.

Foi uma manhã esclarecedora e os participantes tiveram a oportunidade de tirar suas dúvidas com calma. O Grupo Retina Minas tem esperança e entusiasmo com os recentes avanços para as doenças da retina. Queremos cada vez mais apoiar os pesquisadores e levar qualidade de vida às pessoas afetadas.

Agradecemos a Santa Casa BH pelo apoio e pela oportunidade de participar do evento.

 

#PraCEgoVer foto da reunião mostrando o público e a palestra.
#PraCEgoVer foto da reunião mostrando o público e a palestra.

 

Esclareça suas dúvidas sobre as pesquisas para a Doença de Stargardt: evento em Belo Horizonte

#PraCegoVer imagem ilustrativa com as informações abaixo.

A Dra Fernanda Belga Ottoni Porto, médica oftalmologista especialista em doenças hereditárias da retina, estará à disposição para esclarecer dúvidas a respeito das pesquisas clínicas sobre Doença de Stargardt.

Dia 1 de fevereiro de 2020, de 9 às 12h
Avenida Francisco Sales, 1111. Santa Efigênia.

Participação gratuita.

Vagas limitadas.

É necessário inscrição. Inscreva-se no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScmaVX6w5lzULw36iJC–B94TP4fqzd1-wFOzyiIVle2i2vLg/viewform 

Para se inscrever na reunião, é necessário o preenchimento do formulário para cada participante, incluindo pacientes, familiares e acompanhantes (um formulário por pessoa).
Não será permitida entrada no prédio sem os dados solicitados neste formulário.

Informações:
INRET Clínica e Centro de Pesquisa
E-mail: pesquisainret@gmail.com
WhatsApp: 31 99849 6777
www.inret.com.br

Apoio:
Retina Minas
Retina Brasil
Grupo Stargardt
Grupo Santa Casa BH