Tecnologias que vieram para ajudar  

#Descriçãodaimagem imagem ilustrativa. A imagem mostra os três dispositivos citados no texto: Orcam, Vibeye e Lysa. Está escrito: "Tecnologias que vieram para ajudar" há uma #tecnologiaassistiva e a logo da Retina Brasil.

R.I.K.

A cada ano surgem novas tecnologias em diversos os setores. As tecnologias que vieram para ajudar as pessoas com deficiência visual acompanham esse avanço.

Há inúmeros dispositivos para pessoas com deficiência visual que já estão sendo comercializados, e outros em fase de testes. Um equipamento que auxilia na leitura e reconhecimento de pessoas é o OrCam MyEye. Esse é um equipamento acoplado a haste do óculos, que ao apontar para a página de um livro ou uma placa, produzirá em áudio todo texto que ali está escrito. É uma tecnologia israelense e que já é comercializada no Brasil. 

Outro equipamento que veio para ajudar as pessoas com deficiência visual é o VibSense. Ele é um equipamento que auxilia as pessoas na sua locomoção, emitindo um sinal vibratório através de uma pulseira. Além da pulseira, o equipamento conta com um sensor, preso na gola da camisa que detecta os objetos a frente. Esse equipamento é um auxílio adicional ao uso da bengala para que pode levar a uma locomoção mais segura, evitando esbarrões em postes, árvores, pessoas, placas, etc. Ele foi desenvolvida no Brasil no estado do Ceará pela empresa VibEye.

Saiba mais sobre as Doenças Comuns da Retina (DMRI, Retinopatia Diabética, etc.)

Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

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Mais uma inovação tecnológica é a Lysa, um cão guia robô, mas que não substitui totalmente um cão guia tradicional. Hoje, a Lysa já faz muitas tarefas, a principal é a ajuda na locomoção das pessoas com deficiência visual, desviando de buracos, placas, postes, etc. Ela foi desenvolvida no Brasil pela empresa VixSystem.

Existem outros inúmeros equipamentos semelhantes sendo comercializados e muitos outros novos virão para auxiliar as pessoas. Isso é muito bom, pois é possível que haja um para atender a cada necessidade.

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Como a COVID-19 está mudando o futuro dos cuidados com os olhos

#PraCegoVer imagem de divulgação com fundo ilustrativo do Coronavírus e o título da notícia.

Essa notícia foi traduziada pela Retina Brasil. Para ler a original clique aqui

A rápida adoção dos serviços de telemedicina para impedir a disseminação do coronavírus está aumentando as pesquisas para desenvolver novas formas inovadoras de diagnosticar e monitorar pacientes com doenças visuais.

Como a pandemia do COVID-19 estimulou os profissionais de saúde da Austrália a substituir muitas consultas presenciais rotineiras por consultas por telefone ou vídeo – a telemedicina passou a ser muito popular.

Pesquisadores do CERA (Center For Eye Research Australia) estão liderando grandes projetos para desenvolver novas ferramentas que podem ser usadas em casa ou fora das clínicas tradicionais de oftalmologia. Eles prevêem que a mudança para os serviços de telemedicina continuará a ganhar ritmo depois que a pandemia do COVID-19 terminar.

Inovação em pesquisas oculares

O professor diretor adjunto do CERA Peter Van Wijngaarden está liderando uma pesquisa para desenvolver um teste oftalmológico simples para detectar sinais precoces da doença de Alzheimer. Ele também é Diretor Clínico do KeepSight, um sistema nacional de lembretes para incentivar pessoas com diabetes a fazerem exames oftalmológicos regularmente.

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“Em tempos de crise, a inovação realmente vem à tona”, disse o professor associado Van Wijngaarden. “A comunicação por vídeo está em foco e esta é uma mudança irreversível que também se traduzirá no sistema de saúde.”

“Tecnologias poderosas de imagens, combinadas à inteligência artificial, estão transformando a capacidade de rastrear os primeiros sinais das doenças da visão.”

“Tornar os testes oculares mais convenientes e acessíveis aos pacientes, para que possamos diagnosticar mais cedo as doenças e evitar a perda de visão, está caminhando lado a lado com incríveis melhorias tecnológicas.”

“Novas tecnologias têm o potencial de detectar sinais precoces de doenças – sem a necessidade de uma consulta oftalmológica – e determinar quem precisará ser encaminhado a um oftalmologista para uma consulta para uma avaliação clínica mais detalhada.”

“Pesquisas estão revelando o potencial de testar pacientes em locais adequados a eles – em sua própria casa, em uma cabine de fotos dentro de um shopping center ou durante uma visita a outro profissional de saúde como um clínico geral.”

O professor associado Van Wijngaarden diz que um dos maiores desafios é que muitas doenças visuais não apresentam sintomas nos estágios iniciais – e muitas pessoas não são testadas com antecedência suficiente para prevenir a perda de visão.

Isso significa que as novas tecnologias de rastreamento não só precisam ser acessíveis e convenientes – mas as pessoas também precisam estar motivadas a usá-las.

“Não é só porque temos soluções digitais ou aplicativos que isso significa que as pessoas irão utilizá-los. Para que uma tecnologia seja realmente transformadora, ela precisa atender às necessidades do consumidor.”

Da tela de Amsler para o aplicativo AMD

A professora Robyn Guymer AM é Vice-Diretora e Chefe de Pesquisa Macular do CERA. Ela está trabalhando com colegas internacionais para desenvolver um aplicativo digital que permitirá que pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI – ou do inglês, “age-related macular degeneration” – AMD) monitorem sua visão de casa.

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Espera-se que os novos testes substituam a tela de Amsler – a ferramenta tradicional de papel que tem sido amplamente utilizada para monitorar a visão do paciente nas últimas décadas.

Teste sua visão com a Tabela de Amsler 

A professora Guymer e seu time desenvolveram um aplicativo digital – que envolveu pacientes com DMRI úmida fazendo um teste simples semanalmente em um tablet eletrônico – para monitorar os primeiros sinais de “sangramentos” que ameaçam a visão na parte de trás do olho.

Eles previram que, diferentemente da tela de Amsler, que requeria que os pacientes se “auto analisassem” e reportassem – um teste eletrônico poderia ser acessado remotamente por especialistas e ser analisado regularmente. Pacientes com deterioração considerável na visão seriam alertados para agir, como repetir o teste com mais frequência ou visitar seu oftalmologista.

“Embora nós tenhamos hoje tratamentos muitos bons para prevenir a perda de visão por sangramentos na DRMI úmida, um dos grandes desafios é garantir que os pacientes sejam tratados no momento certo”, disse a professora Guymer.

A professora Guymer foi inspirada a desenvolver um teste para melhorar as chances de salvar a visão dos pacientes e reduzir o número de pacientes idosos que chegam às emergências dos hospitais com perda de visão súbita ou profunda.

No longo prazo, ela espera que o monitoramento remoto também reduza o número de consultas de retorno que os pacientes precisam, minimizando a pressão sobre o sistema de saúde causada pelo rápido envelhecimento da população.

Em 2018, a equipe da professora Guymer publicou uma pesquisa que mostrou que sua tecnologia era uma solução viável para testar a visão do paciente com DMRI.

O grupo também descobriu que a capacidade do teste para detectar uma função visual anormal era comparável aos testes realizados em clínicas.

A professora Guymer diz que o próximo desafio é tornar os testes digitais mais atrativos.

“Nós pretendemos “gamificar” estes testes para torna-los mais atraentes” disse a professora Guymer.

“Se os testes forem chatos, as pessoas não os farão por muito tempo, principalmente se o resultado não mudar em centenas de testes.

“Nós queremos criar algo que seja atraente e divertido, de forma que as pessoas continuem a usá-lo sem que isso pareça uma tarefa árdua.”

A professora Guymer diz que a pandemia do COVID-19 também destacou a necessidade de tecnologias que permitam aos pacientes testar sua visão em seu próprio celular ou tablet, sem ter que passar longos períodos em pequenos espaços, às vezes bem apertados, para fazer exames em clínicas oftalmológicas.

“Uma ferramenta que pode minimizar o tempo de contato desempenhará um papel importante na proteção dos pacientes e dos profissionais de saúde”, diz ela.

IA contornando a lacuna da saúde visual

O professor Mingguang He está liderando pesquisas que testam o uso de uma ferramenta de Inteligência Artificial para identificar pessoas com risco precoce de doenças visuais que provocam cegueira, incluindo retinopatia diabética, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e catarata.

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Depois de tirar uma foto da parte de trás do olho do paciente, o sistema de IA verifica sinais de doença e imprime um relatório identificando se o paciente deve ser encaminhado para um especialista para avaliação e tratamento adicionais.

“Deficiências visuais e cegueira são os principais problemas de saúde pública na Austrália, com 50% das principais doenças visuais não sendo diagnosticadas”, disse o Professor He.

“A Inteligência Artificial tem o potencial de diminuir a lacuna no tratamento oftalmológico, permitindo a introdução de programas de triagem em áreas remotas e regionais que atualmente estão perdendo os serviços de oftalmologia.”

O algoritmo da ferramenta de IA foi desenvolvido ao longo de cinco anos usando mais de 200.000 imagens da parte de trás do olho e foi considerado altamente preciso.

Agora ele está sendo testado do mundo real, incluindo comunidades indígenas remotas nas terras APY (Anangu Pitjantjatjara Yankunytjatjara) da Austrália Central em colaboração com o Conselho de Saúde Nganampa e a Fundação Fred Hollows.

O próximo passo será comparar a ferramenta de IA com os modelos atuais de telemedicina e medir a precisão, o custo-benefício, a facilidade de utilização e a aceitação do paciente e do clínico.

“Depois da COVID-19, consultas presenciais se tornarão cada vez mais desafiadoras” disse o professor He.

“A Inteligência Artificial integrada à automação e à tecnologia robótica nos permitirá desenvolver uma clínica virtual como um novo modelo de atendimento.

“Nós estamos trabalhando duro não só para tornar a IA mais precisa, mas também mais rápida, fácil de usar e menos dependente de operadores e médicos.”

Em um projeto separado, o professor He, apoiado pelo Google Impact Challenge, liderou o desenvolvimento de um aplicativo que permite às pessoas medir sua acuidade visual em casa.

O aplicativo, que calibra a distância usando a tecnologia de reconhecimento facial, tem um nível de precisão similar aos testes feitos em ambientes clínicos.

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Veja vídeos sobre como as pessoas com deficiência visual podem se prevenir da COVID-19:

 

Smartphones e Apps para o dia-a-dia

#PraCegoVer imagem ilustrativa. A imagem mostra diversos ícones de aplicativos e sobre esa imagem há um ícone de um olho e um ouvido.. Está escrito: "smartphones e apps para o dia-a-dia" e há a logo da Retina Brasil.

R.I.K.

 

No nosso dia-a-dia nos deparamos com situações na quais precisamos do auxílio dos smartphones, por isso alguns aplicativos tornam-se indispensáveis para o dia-a-dia da pessoa com deficiência visual.

Um aplicativo bem útil para dar aquela conferida no seu dinheiro é o App Meu Dinheiro. Esse é um aplicativo bem simples, e ele faz a identificação da cédula de dinheiro. Para isso basta  apenas apontar  a câmera do celular para a cédula nacional ( Brasil ) o aplicativo irá dizer qual o valor da cédula, o único problema é que ele não lê moedas. Além do App Meu Dinheiro, existem outros a disposição, vale a pena pesquisar e testar para encontrar o aplicativo que mais agrada. Veja o vídeo abaixo sobre o tema:

Outro App indispensável para as pessoas com Baixa Visão é o Aplicativo de Lupa. São inúmeros aplicativos que fazem a função de Lupa, novamente é importante pesquisar e testar para ver qual app irá lhe agradar. Esse tipo de aplicativo é importante para aquela ocasião em que você precisa de uma lupa para fazer uma leitura rápida. Os apps de Lupa são bem simples de utilizar, normalmente eles possuem uma opção de ampliar, alterar cores (contraste), congelar a imagem capturada e depois ampliá-la. Vale muito ter um App de Lupa instalado. Alguns aplicativos de Lupa para Android e iOs são: Lupa, SuperVision +, Magnifier + Flashlight, etc. Veja mais esse vídeo sobre o tema: 

Outro aplicativo bem interessante para aqueles que utilizam o seu cartão nas maquininhas é o App PayVoice (Link para Android e Link para iOs). Esse app utiliza a câmera do seu celular para fazer a leitura da maquininha de cartão para saber o valor que você irá pagar, pois a maioria de nós não tem dificuldade para ler o valor que aparece nas máquinas de cartão. Uma dica para a sua segurança é receber no seu celular por meio de SMS os valores pagos por cartão, isso pode ser uma garantia que não será cobrado um valor diferente do que você irá pagar. Veja mais esse vídeo sobre o app:

Além desses aplicativos, existem muitos outros que podem ajudar no dia-a-dia, pois cada vez mais os smartphones estão  presente no nosso cotidiano e com eles os aplicativos que podem ajudar e trazer mais autonomia às pessoas com deficiência visual.

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Leitores de tela para smartphones

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Na imagem há uma pessoa mexendo em um smartphone, a imagem msotra apenas os dedos da pessoa. Está escrito: !Leitores de tela para smartphones" e há a logo da Retina Brasil.

Os leitores de tela para smartphones vieram para facilitar o uso dos aparelhos por pessoas com deficiência visual, para proporcionar uma acessibilidade maior no seu uso. Sabemos que nos tempos de hoje os smartphones fazem parte do cotidiano de todos. Com eles podemos ter acesso a vários serviços, redes sociais, notícias, e-mails, etc.

Os leitores mais usados atualmente são o Talkback para Android e o VoiceOver para iOS. Esses aplicativos já vem nativos nos aparelhos e só precisam ser ativados para serem usados.

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Como funciona:

Esses leitores são bem simples de usar. Depois de habilitados, eles possibilitam aos usuários manusear o smartphone com acessibilidade. Ao se tocar na tela, é reproduzido em áudio todo o conteúdo (exceto algumas imagens e ícones), e assim, uma pessoa com deficiência visual poderá utilizar o aparelho com mais independência. Lembrando que ao se habilitar os leitores de tela os gestos mudam, e com um pouco de treino, o usuário terá toda a autonomia.   

Como habilitar:

Nos aparelhos Android, entre na sua gaveta de aplicativos e procure por CONFIG ou CONFIGURAÇÕES. Em seguida vá em ACESSIBILIDADE, em seguida VISÃO, entre em TALKBACK. Ao habilitá-lo, ele estará pronto para ser utilizado.

CONFIG > ACESSIBILIDADE > VISÃO > TALKBACK

Para o sistema iOS, acesse o ícone AJUSTE, em seguida ACESSIBILIDADE, vá em VISÃO e em seguida VOICEOVER, e é só ativá-lo.

AJUSTE > ACESSIBILIDADE > VISÃO > VOICEOVER

Os leitores de tela para smartphones, facilitaram a utilização dos aparelhos por pessoas com deficiência visual.  Assim, com seu uso contínuo e um pouco de persistência é possível que você tenha uma melhor habilidade.

Nunca desista na primeira tentativa, pois ao persistirmos, veremos os erros e os acertos e assim conseguiremos tirar o melhor proveito dos aparelhos. 

 

ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO SOBRE COMO ATIVAR O LEITOR DE TELA TALKBACK!

 

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Recursos de ampliação

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Está escrito "Tecnologia Assistiva" e há a logo da Retina Brasil.

Autor: Ricardo

O avanço da tecnologia ao longo dos últimos anos permitiu o desenvolvimento da Tecnologia Assistiva, trazesndo novos recursos que auxiliam pessoas com deficiência visual.  Atualmente, são oferecidas várias opções entre aparelhos simples ou tecnológicos que podem atender a cada necessidade. Hoje iremos abordar os recursos de ampliação, ou seja, tudo aquilo que possa ajudar uma pessoa com deficiência visual com baixa visão a potencializar o uso de seu resíduo visual. 

Entenda!

A Baixa Visão pode ser causada por diversas razões, entre elas estão as Doenças Raras e Hereditárias da Retina, como a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt, a Síndrome de Usher, etc. Outras Doenças Comuns da Retina que também podem causar a perda de visão são a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e a Retinopatia Diabética. A reabilitação é um processo importante para as pessoas com Baixa Visão e os recursos de Tecnologia Assistiva são essenciais.

 

Os recursos de ampliação mais utilizados pelas pessoas com Baixa Visão são, as lupas de mão, telelupas, lupas de página inteira ( para leitura de livros ), aplicativos de lupas para smartphones e lupas eletrônicas.

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Na imagem há modelos de lupa de mão, de telelupa, lupa de página inteira e lupa eletrônica. Está escrito: “Recursos de Ampliação” e há a logo da Retina Brasil.

 

Muitas pessoas acabam tendo dúvidas de qual desses recursos é mais útil. Isso irá depender muito das necessidades de cada um, ou seja, em que situação utilizar cada aparelho e qual a frequência de uso, pois alguns dos recursos tem um custo elevado, e a acuidade visual de cada pessoas é determinante para a escolha. Por exemplo, no caso em que uma pessoa tem o hábito de ler livros, e sua acuidade visual seja razoável, uma lupa de página inteira, provavelmente iria lhe satisfazer. Por outro lado, quando uma pessoa deseja somente fazer leitura de pequenos trechos de textos ou rótulos, e sua acuidade visual ainda é satisfatória, uma lupa de mão ( lupa de vidro ), provavelmente lhe atenderá muito bem.

Agora entrando na parte de  tecnologia, existem inúmeros aplicativos de lupas para smartphones, desde um bem simples de se utilizar, até aqueles com mais recursos. Esse aplicativos são, em sua maioria, gratuitos, mas há também os pagos. Os apps são bem interessantes e com muitos recursos que vão ajudar em várias situações, pois além desses aplicativos terem a opção de alterar a ampliação, eles também podem alterar o contraste das cores. Isso significa inverter a cor (modo negativo),ou  fazer com que a fonte seja em uma cor e o fundo outra, por exemplo fonte azul e fundo amarelo. Como atualmente muitas pessoas possuem smartphone e baixar um desses aplicativo é muito simple, esse apps são frequentemente usados pelas pessoas com Baixa Visão e Doenças da Retina.

Conheça as Doenças Raras e Hereditárias da Retina

Outro recurso que tem sido muito utilizado é a lupa eletrônica, um aparelho com tamanho aproximado a um smartphone, e com a espessura um pouco maior. Muitos irão perguntar o porquê de se comprar uma lupa eletrônica, se existem aplicativos para smartphone. Eu diria que muitos com a acuidade visual um pouco mais reduzida utilizam uma lupa eletrônica ao invés de um aplicativo, por alguns fatores, como uma melhor qualidade na imagem, uma possibilidade de contraste de cores maior, e alguns aparelhos tem a opção de conectar a lupa eletrônica a uma TV via cabo. Além disso, alguns dispositivos oferecem a possibilidade de armazenamento em cartões de memória e a qualidade de foco também costuma ser superior à oferecida pelo apps.

Mesmo com uma grande gama de recursos de ampliação, outras  Tecnologias Assistivas irão surgir, e assim fazer com que as pessoas possam ter, cada vez mais, uma maior autonomia para realizar suas atividades do dia-a-dia. O mais importante é não se prender a uma só possibilidade, pois, como vimos, existem inúmeros recursos e variedades. Lembre-se importante é testar e descobrir quais os recursos de ampliação atendem melhor às suas necessidades. Sempre haverá um recurso que  irá lhe atender e você poderá, assim, realizar algumas de suas atividades cotidianas de forma mais simples e confortável.

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