COVID-19 e isolamento social: quais são os riscos dos pacientes não darem continuidade ao seu tratamento das doenças da retina

imagem de umhomem usando máscara e óculos. Está escrito: "COVID-19 e isolamento social: quais são os riscos dos pacientes não darem continuidade ao seu tratamento das doenças da retina"

A pandemia da Covid-19 modificou a vida de todas as pessoas, exigindo o isolamento social, reforçando os cuidados com a higiene e afetando o acesso aos serviços de saúde.  O isolamento social trouxe ainda dificuldades para a continuidade do tratamento das doenças da retina, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), a Retinopatia Diabética e o Edema Macular Diabético (EMD). Essas doenças exigem acompanhamento constante e tratamento periódico, pois caso isso não ocorra pode haver perda irreversível da visão.

Como a COVID-19 afetou a continuidade dos tratamentos das doenças da retina

A Covid-19 afetou de diferentes maneiras a continuidade dos tratamentos das doenças da retina. No início da pandemia, muitas clínicas foram fechadas, o que gerou a perda do acompanhamento dos pacientes com DMRI, Retinopatia e Edema Macular Diabético. Muitos pacientes que precisam de acompanhamento mensal deixaram de receber esse controle. Além do fechamento de clínicas, por medidas de segurança, as consultas agora estão mais espaçadas, ou seja, menos pacientes são atendidos por dia, aumentando as filas de espera por atendimento oftalmológico. Os pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, têm enfrentado enorme dificuldade para marcar suas consultas de controle.

Além de afetar o acompanhamento e controle da doença, o contexto da pandemia também dificultou a realização de procedimentos e exames. Isso aumentou a espera e atrasou a continuidade do tratamento, que muitas vezes é feito por meio de injeções no olho com medicamentos adequados. 

Outro fator que contribui negativamente é o medo justificável dos pacientes de irem aos consultórios oftalmológicos, clínicas e hospitais e se contaminarem com a Covid-19. Muitas pessoas deixaram de ter contato com o seu médico oftalmologista por receio de ir a uma consulta e ter contato com a Covid-19.

Riscos dos pacientes não darem continuidade ao tratamento das doenças da retina

O risco da não continuidade do tratamento é dramático pois pode significar a perda irreversível da visão. As doenças, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade, a Retinopatia Diabética e o Edema Macular Diabético são doenças crônicas que exigem o controle e o tratamento periódico conforme cada caso e sempre de acordo com a recomendação médica. 

Sem o controle mensal da doença o paciente por ter o seu tratamento prejudicado e assim acabar perdendo a visão. O tratamento, que muitas vezes é feito com injeções no olho, é realizado de forma periódica variando, conforme cada caso, a cada mês, a cada três meses, etc. Sem receber as injeções nos intervalos apropriados para cada caso os pacientes podem sofrer com a perda da visão que pode não ser recuperada.

Como dar continuidade ao tratamento em tempos de pandemia

A pandemia da Covid-19 ainda não acabou, por isso médicos e pacientes precisam encontrar estratégias para dar continuidade ao tratamento para as doenças da retina. Para isso, o uso da telemedicina é revolucionário. A telemedicina já é uma realidade na oftalmologia e será cada vez mais comum no futuro. Os pacientes com DMRI, Retinopatia Diabética ou Edema Macular Diabético podem entrar em contato com seu médico oftalmologista por teleconsultas e seguir assim as suas recomendações sobre quando ir ao consultório, quando fazer exames, etc. Isso, além de reduzir o atendimento presencial e diminuir as filas de espera, contribui para que os pacientes não fiquem sem o acompanhamento de sua doença. 

Além do uso da telemedicina, as consultas sempre são feitas cumprindo as medidas de segurança e as recomendações da vigilância sanitária e dos conselhos de saúde e medicina. O que significa que pacientes com sintomas gripais não devem ir às clínicas, além de sempre se manter o distanciamento, o uso de máscaras e das consultas serem espaçadas para evitar aglomerações.

O importante é não abandonar o tratamento nunca e sempre manter o contato entre médico e paciente.

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Missão quase cumprida! Incorporação de aflibercepte e ranibizumabe para DMRI úmida no SUS

Imagem de fundo verde com uma imagem de uma mulher celebrando. Está escruito: "Missão cumprida! Incorporação de aflibercepte e ranibizumabe no SUS"

A voz do paciente!

Devido ao esforço e contribuição da sociedade e dos pacientes na Consulta Publica nº 06/2021, a CONITEC atendeu a voz do paciente e no dia 08 de abril, tivemos recomendação final da CONITEC, para incorporação dos medicamentos (aflibercepte e ranibizumabe) para o tratamento de Degeneração Macular Relacionada à Idade de tipo neovascular (úmida) em pacientes acima de 60 anos, conforme o Protocolo do Ministério da Saúde e Assistência Oftalmológica no Sistema Único de Saúde.

Muito obrigada, a todos vocês que contribuíram! Missão cumprida!

Agora vamos acompanhar a introdução desses medicamentos no SUS!

10 de julho Dia Mundial da Saúde Ocular

Em 10 de julho é celebrado Dia Mundial da Saúde Ocular. No dia de hoje é fundamental falar sobre os cuidados com a visão e a prevenção. A atenção à saúde ocular pode salvar a visão de muitas pessoas, pois, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),  cerca de 80% dos casos de cegueira do mundo são evitáveis com prevenção e tratamento adequado. Exemplos dessas doenças são: catarata, glaucoma e algumas doenças da retina, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), a Retinopatia Diabética e o Edema Macular Diabético (EMD).

A DMRI é uma doença que acomete pessoas com mais de 50 anos (saiba mais sobre a DMRI). Para prevenir a doença é importante não fumar, ter hábitos saudáveis de vida, e para as pessoas com mais de 50 anos, consultar-se uma vez ao ano com um médico oftalmologista. O diagnóstico precoce da DMRI é muito importante para o tratamento e as recomendações médicas devem ser seguidas com responsabilidade. Assista à Live sobre DMRI com o Dr. Alexandre Rosa:

A Retinopatia Diabética e o Edema Macular Diabético são doenças da visão ligadas ao Diabetes (saiba mais) e para prevenir as pessoas devem tomar as precauções para evitar o Diabetes. As pessoas com Diabetes devem além de fazer o acompanhamento com o seu médico devem fazer consultas periódicas o médico  oftalmologista, pois a Retinopatia Diabética é uma doença silenciosa, o que significa que os sintomas podem demorar para aparecer e quando mais cedo for feito o diagnóstico melhor. Para saber mais sobre as Doenças Ligadas ao Diabetes assista à Live com a Dra. Rosane Resende:

Outras doenças da retina, como as Doenças Raras e Hereditárias da Retina, ainda não têm cura nem tratamento. Algimas dessas doenças são: a Retinose Pigmentar, a Síndrome de Usher, a Doença de Stargardt, entre outras. Para essas doenças é importante as pessoas obtenham o diagnóstico genético e façam reabilitação, pois essas doenças levam a perda de visão irreversível. 

Por fim, cada pessoa deve ter responsabilidade e se cuidar. Manter hábitos saudáveis, praticar atividades físicas regulares e ao primeiro sinal de dificuldade visual procurar um médico oftalmologista. 

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Edema Macular Diabético: novas conquistas!

#PraCegoVer imagem ilustrativa de uma mão manipulando uma injeção. Está escrito: " Edema Macular Diabético (EMD): novas conquistas! Mais um medicamento para o EMD pode ser incorporado no SUS Participe!" No canto inferior direito está a logo da Retina Brasil.

Queremos aqui tratar de mais uma conquista para os pacientes que convivem com a perda visual causada pelo Edema Macular Diabético. Trata-se de uma medida proposta pelo governo visando a incorporação de um medicamento para tratar o Edema Macular Diabético no SUS, o Ranibizumab (LucentisⓇ)

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias – CONITEC, do Ministério da Saúde abriu. até o dia 20 de abril,  a Consulta Pública nº 16/2020, para você dar a sua opinião sobre a proposta favorável de incorporação do medicamento Ranibizumabe (Lucentis Ⓡ) para o tratamento do Edema Macular Diabético (EMD)  no Sistema Único de Saúde – SUS.

Essa recomendação favorável da CONITEC significa um avanço para nós pacientes, pois teremos mais uma medicação disponível no SUS para tratar o Edema Macular Diabético. Ou seja, seu médico terá mais uma opção de tratamento para escolher,  o que é melhor e mais adequado para você.

Antes de implementar uma medida, o governo faz uma consulta à sociedade – uma Consulta Pública – para avaliar o apoio para incorporar um novo tratamento no SUS. A Consulta Pública é uma forma do governo ouvir a sociedade, visando o fortalecimento do SUS. Por isso, todos podem e devem participar de modo que o Ministério da Saúde continue nos priorizando.

Para participar é muito fácil, basta clicar aqui, ou no link abaixo, e preencha o formulário, respondendo à seguinte questão:

 

Link: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=55143 

“A recomendação preliminar da Conitec foi favorável à proposta de incorporação do ranibizumabe para tratamento de edema macular diabético (EMD). Você concorda com a recomendação? 

Concordo

Não Concordo e Não Discordo

Discordo”

 

Participe desta Consulta Pública nº 16/2020 e compartilhe o endereço acima com o maior número de pessoas. Todos temos à nossa volta alguém que tem Diabetes e que poderá desenvolver um Edema Macular Diabético

Não se esqueça que a data limite de sua participação é o dia 20 de abril de 2020.

A Retina Brasil está ao lado dos que têm doenças da retina, e precisa do seu apoio e de sua voz em manifestações como esta Consulta Pública!

Comunicado da Retina Internacional e de seu Comitê Médico Científico sobre COVID-19

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Está escrito: "Comunicado da Retina Internacional e de seu Comitê Médico Científico sobre COVID-19 . Orientações para as pessoas que neste momento estão recebendo tratamento com medicamentos Anti-VEGF para Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) de forma neovascular (também chamada de exsudativa ou úmida), ou para Edema MacularDiabético (EMD)."

A Retina Internacional apresenta orientações para as pessoas que neste momento estão recebendo tratamento com medicamentos Anti-VEGF para Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) de forma neovascular (também chamada de exsudativa ou úmida), ou para Edema Macular Diabético (EMD) .

A maioria das pessoas afetadas por DMRI e EMD tem 65 anos ou mais. No contexto da pandemia do COVID-19, muitos foram aconselhados a ficar em casa e se auto-isolarem, pois pertencem a um grupo de risco. A Retina Internacional entende que este é um momento extremamente difícil para quem vive com grave comprometimento da visão. Há muito medo e infelizmente, muita desinformação está circulando. O que sabemos é que pessoas que já têm doenças pulmonares e cardíacas e outras doenças graves, e em particular aquelas com mais de 65 anos, têm maior probabilidade de sofrer complicações se contraírem a doença trazida pela COVID-19. Os idosos com DMRI e EMD, especialmente aqueles que também têm doenças pulmonares ou cardíacas, devem tomar cuidado extra para minimizar a exposição ao vírus. A Retina Internacional e seu Comitê Consultivo Médico Científico recomendam que você acesse informações de fontes confiáveis, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora a importância do tratamento com medicamento Anti-VEGF em andamento para as pessoas que estão recebendo injeções seja crítica para a preservação da visão e da saúde ocular, as orientações atuais sobre comparecer a consultas variam de país para país e de região para região. Em algumas doenças que acometem a mácula, atrasos no tratamento podem ser realmente aceitáveis do ponto de vista médico; em outras, o tratamento ininterrupto é indispensável. Com isso em mente, o Comitê Consultivo Médico Científico da Retina Internacional recomenda que os pacientes verifiquem com seu oftalmologista ou clínica oftalmológica se haverá alteração na data de uma consulta já marcada ou a ser marcada no futuro. Não assuma que a sua consulta foi cancelada. Caso sua próxima consulta tenha sido adiada, ou cancelada por qualquer motivo, é recomendável que você verifique continuamente sua visão. Teste diariamente cada olho separadamente com a Grade de Amsler, conforme descrito pela Academia Americana de Oftalmologia

A Grade de Amsler (abaixo) é um quadrado simples que contém um padrão de grade e um ponto no meio. Esse design, quando usado corretamente, pode mostrar pontos problemáticos em seu campo de visão.

Use a Grade de Amsler uma vez por dia, todos os dias.

Para usar a Grade Amsler, siga estas etapas uma vez por dia, todos os dias:

1. Usando os óculos que você normalmente usa para ler, mantenha a grade a 30 a 40 cm de distância do seu rosto, com boa luz.
2. Cubra um olho.
3. Olhe diretamente para o ponto central com o olho descoberto e mantenha-o focado nele.
4. Ao olhar diretamente para o ponto central, observe na visão lateral se todas as linhas de grade parecem retas ou se alguma linha ou área parece desfocada, ondulada, escura ou em branco.
5. Siga os mesmos passos com o outro olho.

#DescriçãoDaImaem Tela ou Grade de Amsler
#DescriçãoDaImaem Tela ou Grade de Amsler

Se você perceber que sua visão mudou, por exemplo, se alguma área da Grade de Amsler que estava boa no dia anterior parecer repentinamente mais escura, ondulada, em branco ou embaçada, entre em contato com seu oftalmologista imediatamente.

#PraCegoVer Grade de Amsler exemplificando uma alteração.
#PraCegoVer Grade de Amsler exemplificando uma alteração.

* Esta orientação será revisada regularmente e atualizada conforme as evidências sobre o COVID-19 se tornarem disponíveis.

Dr. E. Zrenner
Presidente do Comitê Consultivo Médico Científico da
Retina Internacional
Zurique / Dublin / Tuebingen, 21 de março de 2020

Traduzido pela Retina Brasil

Acesse o original: http://www.retina-international.org/statement-from-retina-international-and-its-scientific-and-medical-advisory-board-on-covid-19/