Retina Brasil participa de Workshop sobre Retinopatia Diabética na Cidade do México

A Retina Brasil participou do DR Barometer Latin American Advocacy Workshop, que ocorreu na Cidade do México entre os dias 06 e 07 de Abril de 2018. O foco do Workshop foi a retinopatia diabética na América Latina, a atual conjuntura da doença, seus desafios e como buscar soluções. Continue lendo “Retina Brasil participa de Workshop sobre Retinopatia Diabética na Cidade do México”

SIMPÓSIO SOBRE SÍNDROME DE USHER: USH 2018, 19 a 21 de julho em Mainz, Alemanha

 SIMPÓSIO SOBRE SÍNDROME DE USHER 2018 é resultado de uma parceria entre o grupo de pacientes com Sindrome de Usher, a  USHER SYNDROME COALITION, entidades similares europeias e a Universidade de Johannes Gutemberg. O Simpósio, sobre essa patologia que envolve retinose pigmentar e perda auditiva, acontecerá em Mainz, Alemanha, entre os dias 19 e 21 de julho de 2018.

 
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Carta aos Oftalmologistas

CARTA DA RETINA BRASIL AOS OFTALMOLOGISTAS

A RETINA BRASIL é uma associação formada por mais de 4.000 pacientes com doenças degenerativas da retina de caráter hereditário (retinose pigmentar, doença de stargardt, síndrome de Usher, síndrome de Bardet Biedl entre  outras).

Vivemos tempos auspiciosos.  Doenças até agora incuráveis estão perto do tratamento. A terapia genética já é uma realidade para os pacientes com Amaurose Congênita de Leber, com o gene RPE65 mutado. Esta é uma forma de retinose pigmentar precoce e severa,  que pode ser tratada com o medicamento LUXTURNA (Spark Therapeutics, Estados Unidos), aprovado no final de 2017 pelo FDA/EUA.

Alem da primeira terapia genética aprovada na história da oftalmologia, estamos acompanhando esta nova era de testes clínicos para as doenças da retina, em que empresas estão assumindo esta fase final de testes clínicos com pacientes, indicando que novos tratamentos estão próximos de serem liberados pelas autoridades dos Estados Unidos e Europa.  Coroideremia e Doença de Stargardt estão próximas de terem tratamento. Oftalmologistas e geneticistas brasileiras, ligadas à Retina Brasil, estão trazendo a fase 3 dos testes clínicos para o nosso país, incluindo-se na comunidade internacional de cientistas que pesquisa os novos tratamentos para doenças hereditárias da retina.

Gostariamos de relatar a experiência inovadora que tivemos ao participar, como associação de pacientes, da Iniciativa da Spark Therapeutics no Brasil em 2017, em que este laboratório  selecionou quatro centros clínicos de retina no país para realizarem, junto com uma empresa de genotipagem de São Paulo, o diagnóstico genético de quase 500 pacientes. Aprendemos muito com os resultados destes diagnósticos, que foram divulgados junto à comunidade médica em Congressos da SBRV e em outros eventos da área. Através desta genotipagem com um número significativo de pacientes brasileiros, aprendemos sobre a importância que tem o diagnostico genético para se fechar o diagnostico clinico de um paciente.  Tomamos ciência de que o conhecimento  das mutações    do (s) gene (s) pelo paciente e a confirmação da sua patologia lhe possibilita conhecer o desdobramento da sua doença e as perspectivas de tratamento futuro.

Por esta razão  estamos entrando em contato com a comunidade dos especialistas em retina no Congresso Brasileiro de Retina e Vitreo de 2018 para falar de como nós pacientes confiamos no seu trabalho clínico e como esperamos que vocês incorporem o conhecimento da genética  como complemento do diagnostico dos pacientes com doenças degenerativas da retina de caráter hereditário.  Este diagnostico já é uma realidade no Brasil, pois já há empresa e centros de pesquisa que realizam genotipagem de pacientes com distrofias retinianas. Mas este diagnóstico ou é privado, ou depende de plano de saúde ou pesquisas de cientistas. Nosso desejo enquanto entidade que dá voz aos pacientes, é que todos tenham acesso à genotipagem. Enquanto isto não acontece, juntamos nossos esforços com a comunidade dos especialistas em retina, esperando dar um passo à frente no diagnóstico de nossas doenças agregando ao diagnostico clínico feito no consultório, o diagnóstico genético, que na maioria dos casos permite resultados conclusivos sobre a doença e seu prognóstico.

Desejamos a todos um ótimo Congresso e agradecemos a importante parceria com a Sociedade Brasileira de Retina e Vitreo.

Foz do Iguaçu   11 de abril de 2018

Maria Julia Araujo   Presidente da Retina Brasil

mariajulia.araujo@retinabrasil.org.br      www.retinabrasil.org.br

Informações importantes sobre as pesquisas científicas trazidas do 20º Congresso da Retina Internacional


Caro Afiliado,

Compartilhamos com você o Relatório da Dra. Juliana Sallum do nosso Comitê Científico  que participou como representante da Retina Brasil  no 20º Congresso da Retina Internacional que aconteceu na   Nova Zelândia no perídio de 07 a 11 de fevereiro  de 2018. Esse relatório contem informações importantes trazidas desse  Congresso sobre as principais  pesquisas científicas que buscam tratamentos para as doenças degenerativas da retina.

 

A Retina Internacional é uma importante associação que reúne cerca de 40 entidades nacionais de pacientes com problemas de retina e de visão. A cada dois anos ela realiza seu Congresso Internacional, reunindo cientistas de varias partes do globo, que trazem para os pacientes e familiares interessados, as ultimas novidades na pesquisa genética, celular, nanoeletrônica, visando o tratamento de doenças da retina ainda incuráveis.

A Retina Brasil sempre participa deste evento, e o considera de suma importância para esclarecer sua comunidade sobre os avanços científicos, para criar laços mais fortes com as associações internacionais que fazem parte da Retina Internacional e para o seu fortalecimento institucional.

Cordialmente,
Maria Julia Araújo
Retina Brasil
contato@retinabrasil.org.br
 
 

Congresso Mundial Retina Internacional 2018

Auckland – Nova Zelândia

Relatório

Profa Dra Juliana M Ferraz Sallum

Neste mês de fevereiro de 2018 tive a oportunidade de participar do Congresso Mundial Retina Internacional 2018. Aconteceu na Universidade de Auckland, Nova Zelândia. E foi organizado pelos Professores Stuart McCutcheon e Professor Andrea Vincent, pelo Grupo Retina Nova Zelândia e encabeçado pelo Presidente Fraser Alexander além da Sra Christina Fasser, Presidente do Retina Internacional.

Nos dois primeiros dias representantes dos Grupos Retina de mais de 30 países se reuniram para trocarem idéias e se atualizar em um Programa de Educação Continuada. Projetos conjuntos foram apresentados e discutidos. Dentre eles foram apresentados os materiais informativos produzidos de forma conjunta sobre Genotipagem das Doenças Degenerativas da Retina. Nos meses anteriores tive a oportunidade de participar da elaboração deste material que explica o que é Genotipagem,  aspectos técnicos e a importância. Este material poderá ser usado nos diversos países quando se objetiva acesso à genotipagem. Este material encontra-se em inglês no site do Grupo Retina Internacional. Além desse planejou-se o Desenvolvimento de material semelhante sobre a Degeneração Macular Relacionada à Idade.

 

Sessão Plenária Congresso Retina Internacional 2018

 

Neste programa de Educação Continuada fui convidada a dar uma aula atualizando o Grupo sobre pesquisas em Degeneração Macular relacionada à idade. Diversas pesquisas clínicas estão em andamento avaliando a utilização de vários medicamentos novos. Alguns medicamentos como o Lampalizumab para minimizar a progressão da DMRI na sua forma seca, mas a grande maioria são medicamentos para tratar a forma úmida. Por enquanto os tratamentos vigentes se baseiam na inibição da ação do VEGF (Fator de crescimento vascular endotelial) pelas drogas antiVEGF presentes no mercado mundial. Apresentei estudos de outras drogas que atuam sobre outros alvos. O medicamento Fovista é um exemplo. Era muito aguardado,  pois tem ação associada anti PDGF , Fator de crescimento derivado das plaquetas, um outro alvo evitando a fibrose da membrana neovascular. Mas nos testes clínicos não se mostrou eficiente para melhorar os resultados do tratamento quando associado ao Lucentis (anti VEGF em uso clinico). Outros estudos avaliam vários medicamentos antiangiogênicos (contra a formação de novos vasos) inclusive em colírio. Além destes discuti estudos que usam terapia gênica para produzir efeito anti VEGF duradouro contra as membranas neovasculares da forma úmida da DMRI.  Se futuramente estas iniciativas se mostrarem eficientes poderão ser tratamentos mais duradouros. Mas teremos que aguardar estes resultados. Apresentei também iniciativas usando células tronco para tratamento de áreas de atrofia do epitélio pigmentado da retina. Os estudos fase I e II demostraram segurança. Neste campo muita pesquisa ainda será necessária para que se obtenham efeitos positivos na visão dos pacientes.

Os dias subsequentes foram de grandes plenárias com pacientes e médicos da Nova Zelândia e de países vizinhos, além dos convidados internacionais e dos delegados dos grupos.

O programa científico neste dia iniciou com uma palestra sobre as Distrofias de Retina mostrando aspectos clínicos pela Profa Dra Elise Héon.  Em sua prática no Hospital Sick Children em Toronto ela examina muitas crianças e ela reforçou a importância da avaliação da criança como um todo, pois nesta idade podem ocorrer casos sindrômicos com comprometimento associados em outros órgãos.

 

Profa Dra Juliana M Ferraz Sallum, Sra Christina Fasser and Profa Dra Elise Héon.

Prof Dr Eric Pierce, de Harvard apresentou os Progressos das Terapias para as Doenças Degenerativas. Focando no desenvolvimento de terapias para Amaurose Congênita de Leber.

A Profa Dra Andrea Vincent revisou os aspectos clínicos de algumas distrofias mais prevalentes na Nova Zelândia e a influencia do efeito fundador nestas populações insulares e geograficamente mais distantes.

Profa Andrea Vincent também apresentou sobre o diagnóstico clínico e a sua importância para guiar o diagnóstico genético.

 

Profa Dra Jean Bennett, Prof Dr Daniel Chung, Profa Dra Juliana M Ferraz Sallum, Sra Christina Fasser and Prof Dr Rene Moya.

Prof Dr Eric Pierce também apresentou como conduzir casos difíceis de genotipagem quando os testes genéticos são inconclusivos ou não encontram nenhuma variante genética que possa estar associada com a doença. O Sequenciamento de Nova Geração (NGS) tem sido a técnica mais utilizada para a genotipagem. Com ela faz se o sequenciamento de um painel de genes. Quando este teste não consegue concluir a genotipagem usam se ferramentas de sequenciamento de maior quantidade de genes, análise de número de cópias de genes e em contexto de pesquisa pode analisar o RNA. A análise de bioinformática se torna bem complexa, mas é possível esclarecer alguns casos.

Prof Alex Hewitt, pesquisador nesta área de terapia gênica, mostrou o potencial da nova ferramenta de edição gênica, CRISPR. A possibilidade cortar e ligar o DNA permite consertar os genes com mutações (variações causadoras de doenças). Por enquanto estes experimentos ocorrem em animais transgênicos e em células iPS. Células iPS são células do indivíduo, em geral coletadas da pele e transformadas em células precursoras da retina. Estas células servem de modelo para estudar como corrigir o erro genéticos dos pacientes. Ele mostrou aplicações desta nova tecnologia em estudos pré clínicos, o que permitirá o uso em estudos em pacientes no futuro.

A Profa Dra Jean Bennett, da Filadélfia, foi quem desenvolveu a terapia gênica para Amaurose Congênita de Leber para o gene RPE65. Nesta palestra ela contou sobre o estudo desde o inicio nos cachorros e depois como foi o estudo clínico, a formação da empresa Spark, até que se tornasse a primeira terapia aprovada para uma doença da retina, o Luxturna.

Profa Dra Jean Bennett também atualizou-nos sobre terapias gênicas em outros genes.

O Prof Dr Daniel Chung da empresa Spark Therapeutics apresentou detalhes do estudo da terapia gênica para a distrofia de retina relacionada ao RPE65. A colocação do nome da doença desta forma permite incluir como candidato ao tratamento pessoas que tem a distrofia de retina de aparecimento precoce ou mais tardio.

Prof Dr Tom Edwards apresentou aspectos da técnica cirúrgica usada na terapia gênica, mostrando os cuidados para a cirurgia submacular e as vantagens de utilização do microscópio com o OCT acoplado, permitindo localizar melhor os instrumentos durante a injeção submacular. Este palestrante vem do grupo de Terapia Gênica do Reino Unido (UK Gene Therapy Trials) que desenvolveu o estudo inicial de terapia genica para coroideremia. Os resultados desta pesquisa de fase I e II foram positivos e permitiram mover a pesquisa para fase III, em vários centros do mundo. O Departamento de Oftalmologia da UNIFESP será um dos locais de pesquisa para coroideremia.

A cirugia robótica apareceu em outras áreas da medicina. Seu uso está sendo avaliado para cirurgia submacular visando aumentar a precisão do procedimento. Um vídeo apresentou o equipamento e seu uso em cirúrgica.

Os assuntos Maculopatia Diabética e Degeneração Macular Relacionada à Idade foram amplamente discutidos por vários palestrantes em sessão específica. Foram mostradas opções de tratamento, subtipos da doença, exames de imagens e análise estatística de Big Data avaliando os regimes de tratamento. Estas informações são importantes para avaliar diferentes tratamentos para estas doenças.

Profa Dra Ilva Rupenthal apresentou os avanços no desenvolvimento de dispositivos de liberação de drogas. Mostrando mecanismos já no mercado como Ozurdex e outros em desenvolvimento.

O renomado Prof Dr Kent Small contou-nos uma longa pesquisa sobre uma distrofia macular chamada Atrofia Areolar Central. Desde aspectos clínicos de famílias que ele acompanhou por anos e a dificuldade de encontrar um gene relacionado a este problema e finalmente nos últimos anos a identificação de um gene relacionado que interfere na formação da mácula dos embriões.

Uma sessão sobre células tronco abordou o uso de células tronco modificadas como modelos de doenças da retina. Isso irá permitir testes pré clínicos, isto é estudos nas células que simulam a retina do paciente antes de irem para os pacientes. Esta sessão partiu desde princípios básicos sobre células tronco até o uso de edição gênica nestas células. Os pesquisadores Alice Pébay e Alex Hewitt foram os responsáveis por estas atualizações.

Dentre as terapias celulares em fase clínica temos as terapias que implantam células derivadas do EPR (epitélio pigmentado da retina) em pessoas com grandes áreas de atrofia macular. E mais recentemente o Teste Clínico do ReNeuron. Neste caso as células usadas são precursores de células fotorreceptoras.

A visão artificial mereceu uma sessão especial. A Profa Dra Penny Allen mostrou o desenvolvimento da uma prótese na Australia,  Bionic Vision Australia. Prof Dr Tom Edwards mostrou experiência do serviço no implante da prótese subrretiniana de origem alemã. Prof Dr Thiran Jayasundera, de Michigan, apresentou o processo completo de implante da prótese Argus 2. O paciente passa por avaliação pré cirúrgica, na qual o paciente tem que entender bem o procedimento, pois as expectativas de visão tem que estar alinhadas com a possibilidade de alcançar apenas e pequenos ganhos visuais, que na melhor da hipóteses serão em alguns ganhos em algumas  atividades do dia a dia. Vídeos das cirurgias foram apresentados mostrando a complexidade da implantação dos componentes dos aparelhos. E ficou clara a importância da abordagem em equipe, pois após o implante o paciente tem que passar por treinamento em especialistas para regular o sinal do aparelho e aprender a interpretar o que ele está enxergando. Houve avanços nos últimos anos, mas ainda tem que ficar claro para os pacientes que a visão recuperada é baixa. Portanto aplica-se apenas a pacientes que tem apenas percepção luminosa, mas que não conseguem usá-la mais para deambulação.

A associação “The Blind Foundation“ da Nova Zelândia apresentou perspectivas da reabilitação visual e políticas a esse respeito. Aspectos sobre reabilitação infantil foram apresentados Em palestras subsequentes.

Tecnologias assistivas para leitura e para permitir independência dos pacientes foram apresentados por Rob Drummond da Quantum RLV

O uso de celulares com acessibilidade foi apresentado pelo Sr Matt Rudland

Palestras sobre vida sem limites e como dar apoio para as pessoas viverem as vidas que eles escolherem fez parte do foco dos aspectos abordados pela equipe da “The Blind Foundation”. Discussões sobre independência e autodeterminação mostraram que as barreiras podem não ser instransponíveis. Liderança em um mundo visual. Viajando mesmo com perda visual. Participaram deste painel várias pessoas, dentre elas alguns dos participantes dos grupos Irlanda – Avril Daly, Nova Zelândia – Fraser Alexander.

E o evento terminou com uma revisão do Prof Dr Gerald Chader sobre os novos conhecimentos.

O Congresso foi encerrado pela Sras Christina Fasser e Avril Daly ambas da Retina International e pelo Sr Fraser Alexander da Retina Nova Zelândia.

O Grupo Retina da Islândia fez o convite para o próximo Congresso em 2020 em Reykjavik, Islândia.

 

20º Congresso Mundial da Retina Internacional

Auckland, Nova Zelândia, 10 e 11 de fevereiro 2018.

Organizado pela Retina Internacional e Retina Nova Zelândia este congresso  destina-se  a pacientes com doenças degenerativas da retina e suas famílias, oftalmologistas,  geneticistas e profissionais de baixa visão.

O Congresso vai tratar de terapia genética para doenças hereditárias da retina, terapia celular, medicina regenerativa, implantes retinianos, e novos medicamentos que estão para ser aprovados. Também abordará questões de acessibilidade para pessoas com baixa visão e os tratamentos que estão para acontecer para a Amaurose Congênita de Leber RPE 65.

Há um grupo de jovens se articulando para participar do Congresso.
Para mais informações de como participar do Congresso acesse:
http://retina2018newzealand.com
Ou contato por email:   a.crawshaw@auckland.ac.nz
A Retina Brasil vai participar deste Congresso e trará informações sobre as novidades  ali apresentadas. Aguarde.
Cordialmente,
Maria Julia Araújo
Retina Brasil
e-mail: contato@retinabrasil.org.br

Retina Iberoamérica

A Retina Brasil esteve presente na reunião, que aconteceu em Santiago do Chile, no dia 28 de outubro de 2017, que junto com outras entidades decidiram criar a Retina Iberoamérica. Iniciativa, a qual se encontra em conformidade com a Retina Internacional e é composta por organizações de pacientes com distrofias da retina de distintos países da região, que representa.

Nesta reunião, estavam presentes também Christina Fasser, presidente da Retina Internacional, e representantes de associações de pacientes com distrofias da retina da Argentina, Chile e Espanha.

Os objetivos desta organização são os seguintes:

  • Promover o acesso ao diagnóstico correto e oportuno
  • Incentivar a busca de tratamentos para as doenças da retina
  • Promover o acesso aos medicamentos e aos tratamentos para as patológicas que os possuem
  • Estimular o acesso à reabilitação visual
  • Promover a criação de novas organizações de pacientes na região e incentivar sua futura associação como membros da Retina Internacional
  • Oferecer apoio e suporte aos pacientes e aos familiares
  • Criar e divulgar material informativo e pertinente para pacientes e profissionais acerca das diferentes patologias da retina

A Retina Brasil acredita que esta iniciativa vai fortalecer ainda mais a luta pela causa.

ADJ Diabetes Brasil e Retina Brasil promovem Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo sobre Retinopatia em 10 de novembro de 2017.

O Brasil já conta com cerca de 16 milhões de pessoas com diabetes, 106.600 mortes por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. De acordo com um estudo da USP publicado em 2014, 77% das pessoas com diabetes tipo 2 não aderem ao tratamento, o que reflete em mais de R$92 milhões de gastos do governo com complicações da condição.

No dia 10 de novembro, às 14h, haverá a audiência pública Retinopatia Diabética: a saúde dos seus olhos depende do controle do diabetes, que ocorrerá no auditório Teotônio Vilela, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Neste dia haverá também teste de glicemia e orientação do diabetes a todos que participarem do evento. Com a parceria da Retina Brasil, a ideia é chamar a atenção para a dificuldade do diagnóstico e das complicações do diabetes.

A intenção é promover um espaço de diálogo das autoridades e das organizações da sociedade civil para que sensibilizem a comunidade sobre a prevenção, as complicações e tratamento da retinopatia diabética, e no final consigam incentivar discussões de políticas públicas para melhorar o acesso ao tratamento adequado da retinopatia diabética.

Compareça  Sua participação é de suma importância.
Maria Julia Araujo
Retina Brasil
Nossos contatos – contato@retinabrasil.org.br  – (11) 99402-7584 WhatsApp

COMUNICADO DA RETINA BRASIL E DA RETINA INTERNACIONAL NO DIA MUNDIAL DA RETINA – 30 DE SETEMBRO DE 2017

No Dia Mundial da Retina, sábado, 30 de setembro de 2017, a Retina Internacional, a Retina Brasil e  outras 40 organizações associadas, estão  lançando o ALERTA DAS DOENÇAS  OCULARES RARAS  para as entidades a ela ligadas, de caráter nacional ou regional.

Entendemos que chegou a hora de lutar  de  forma efetiva para que haja acesso de todos aos serviços de genotipagem para doenças hereditárias da retina e para as doenças oculares raras.

Com o surgimento dos testes clínicos que levarão a  tratamentos para as diversas  formas de doenças hereditárias da retina e doenças oculares raras, torna-se  essencial que pacientes, médicos e todos os envolvidos com políticas de saúde,  entendam a importância de se identificar o  gene que  afeta cada paciente e sua família. Esta informação dá mais clareza sobre a forma como a doença vai progredir ao longo da vida do paciente ou vai passar a outras gerações, permitindo ao paciente fazer escolhas de vida com base nessas  informações. O teste genético também é essencial para permitir o acesso do paciente aos testes clínicos e terapias que daí resultarem. Além disso, vale destacar que o diagnóstico genético pode ter um importante impacto  na descoberta e na inovação no campo da genética.

Uma pesquisa da  Retina Internacional  sobre a acessibilidade aos  testes genéticos para doenças hereditárias da retina, realizada junto aos pacientes de vários países,  mostrou que a maioria dos pacientes entrevistados está tendo acesso à genotipagem. Dentre os 62% que responderam que passaram pelo teste genético, 53% afirmaram que este acesso à genotipagem resultou de sua participação em um projeto de pesquisa.. 7% afirmou ter obtido genotipagem gratuita através do sistema nacional de saúde do seu país. Preocupa a Retina Internacional constatar, através da pesquisa, que 66% dos entrevistados aguardam mais de um ano para obter os resultados da genotipagem.

Foi surpreendente constatar na pesquisa que dos 62% entrevistados que fizeram genotipagem,  14% chegaram ao teste clinico através de recomendação de  oftalmologistas. Que 3,3%  fizeram genotipagem por indicação de um médico de família (clinico) e que 1% teve a recomendação do teste genético vinda de um optometrista.  Esses dados preocupantes  evidenciam que há uma falta de conscientização entre os  médicos e profissionais da visão sobre a importância do teste genético para as doenças hereditárias da retina e para as doenças oculares raras.

Cerca de 90% dos pacientes entrevistados afirmaram que sua associação de pacientes local  forneceu ajuda para que tivessem acesso ao  teste genético.

A comunidade  global de pacientes com doenças da retina, representados na voz da Retina Internacional,  manifesta sua preocupação com os números levantados por esta pesquisa, e se mostra frustrada pela falta de acesso dos pacientes aos serviços de genotipagem. Constatamos que são os projetos de pesquisa – e não os serviços de saúde –  que vêm fazendo os diagnosticos genéticos e o aconselhamento genético que se segue à genotipagem. Essa situação  não pode continuar.

Para combater a falta de conscientização sobre esta questão fundamental, a Retina Internacional, com o apoio de seus membros, desenvolveu um  Manual de  Informações sobre testes genéticos on-line  para informar  os pacientes, médicos e  profissionais da visão sobre o que o teste genético significa, os diferentes tipos de testes e a importância de um diagnóstico genético. Através da disponibilização deste site na internet, de uso fácil, esperamos que os pacientes com doenças hereditárias da retina e suas associações possam reivindicar,  junto aos que desenvolvem politicas de saúde  em seus países, acesso  aos testes genéticos pelos serviços públicos e pelos planos privados de saúde.

A Dra. Juliana Sallum, oftalmologista e geneticista de São Paulo, Brasil, membro da Comissão Cientifica da Retina Internacional, contribuiu para esta iniciativa.  Ela afirma:  “Os testes genéticos são importantes por três razões:  primeiro porque o diagnostico preciso do subtipo da distrofia retiniana auxilia os médicos a compreender melhor as doenças e a melhorar o cuidado para a doença específica. Em segundo lugar, o teste genético  aumenta a confiabilidade do aconselhamento genético para o paciente e para sua família.

Em terceiro lugar, ainda que não haja tratamento disponível para as doenças hereditárias da retina, há testes clinicos  buscando tratamentos para casos específicos, com base nas variações patogênicas de genes específicos. Assim, o conhecimento do genotipo do paciente, permite que ele seja incluído em um dos testes clínicos em andamento”.

A Presidente da Retina Internacional, Christina Fasser afirmou que “ Desde 1978 a Retina Internacional  vem liderando a luta dos pacientes com doenças degenerativas da retina para que sejam acelerados a pesquisa, o desenvolvimento de terapias e o acesso delas ao mercado.  Nossa organização tem uma abordagem pluralista junto a diversos setores (comunidade cientifica, profissionais de saúde, pacientes e laboratórios)  com vistas a desenvolver ferramentas informativas que  auxiliem seus membros, pacientes e profissionais médicos a obterem informações sobre genética e genotipagem para que compreendam assuntos que tem grande complexidade. Esperamos que o Manual sobre Testes Genéticos para Doenças Oculares Raras e Doenças Hereditárias da Retina,  disponivel na internet a partir  do dia 30 de setembro de 2017 , possa ajudar  os pacientes e suas associações a lutar  para maior acesso aos serviços de genotipagem a fim de obterem um diagnóstico preciso e os cuidados que eles merecem.

No Dia Mundial da Retina 2017 a Retina Internacional lança o Alerta para as Doenças Oculares Raras e as Doenças Hereditárias da Retina.  É hora de trabalhar em conjunto para melhorar o acesso aos Serviços de Genotipagem para todos os afetados por essas condições.

 
Para mais informações busque
Retina Brasil   www.retinabrasil.org.br
Retina International   www.retina-international.org
Email:  avril.daly@retina-international.org
               mariajulia.araujo@retinabrasil.org