1º de outubro é o Dia do Idoso. São idosas as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. A data marca o dia em que a Lei N°10.741 (Estatuto do Idoso) entrou em vigor.
A pessoa com mais de 60 anos deve estar atenta à Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), uma doença que afeta a retina e se não tratada pode levar à perda de visão irreversível. A melhor forma de prevenir a DMRI é ter hábitos de vida saudáveis, não fumar e consultar-se pelo menos uma vez ao ano com um médico oftalmologista.
Amaurose Congênita de Leber é uma das doenças raras e hereditárias de retina. O único medicamento capaz de tratá-la ainda não é oferecido pelo SUS
Por Papo de Mãe
“Em busca do Luxturna, medicamento capaz de tratar meus olhinhos”. É dessa forma que a pequena Laura Fonseca, de 6 anos, se “apresenta” em seu perfil do Instagram monitorado pela mãe Helaine Alves, 41, e a irmã Isabella, 18 anos.
A família natural de Patos de Minas, município de 153 mil habitantes, está em busca do medicamento para tratar a doença rara Amaurose Congênita de Leber (ACL), que se manifesta na retina ocular. Uma dose única do Luxturna custa em torno de R$ 2 milhões, e tanto Laura como Isabella, precisam de quatro doses (uma para cada olho), saindo em torno de R$ 8 milhões para Helaine e seu esposo.
A dona de casa, que hoje se dedica pela causa das filhas, não fazia ideia de um dia iria enfrentar uma batalha árdua por um medicamento – este que pode salvar a visão das duas filhas, que possuem a doença genética que causa uma distrofia retiniana.
“Começo com a Isa, quando ela era ainda pequena. A gente observava a dificuldade dela para enxergar as coisas. Ela trombava nos objetos, não encontrava a chupeta… Foi quando começamos a investigar”, conta Helaine ao Papo de Mãe.
Quando sua primogênita Isabella tinha 3 anos, ela recebeu indicação para usar óculos. No entanto, com o passar do tempo, seus pais perceberam que de nada adiantava. “Eu trabalhava em uma clínica oftalmológica e na época vinha um profissional de retina, foi quando descobrimos a doença”, conta.
Cerca de 10 a 20% das crianças cegas são afetadas pela ACL, segundo estudos recentes. Apesar de ser considerada rara, a doença é responsável por 5% das retinopatias hereditárias.
“É uma doença progressiva, a perda visual está avançada. Ela [filha mais velha] cursa direito e está tendo muita dificuldade de acompanhar o conteúdo”, diz.
Com a descoberta do medicamento importado capaz de evitar a evolução da doença (não sua cura por completo), Helaine Alves começou uma busca atrás das autoridades, já que é inconcebível disponibilizar de R$ 8 milhões.
“Em 2018 eu entrei na Justiça solicitando o tratamento para às duas. Na época só existia tratamento nos Estados Unidos e na Europa, e conseguimos uma liminar. O juiz estadual determinou que a união arcasse com toda a despesa do tratamento das meninas. Quando chegou no STF [Supremo Tribunal Federal] só em 2020, o Dias Toffoli suspendeu a decisão”, afirma.
Helaine reforça que é um direito garantido pela constituição, e que o avanço da doença nas suas filhas está se tornando um grave problemas nos estudos. Laura, a caçula, está na fase de alfabetização. Em casa por conta da pandemia, a mãe está perto e vê toda sua dificuldade, o que ela define por “angustiante”.
“Precisa ser tudo ampliado e com luminária, só assim ela consegue. É bem complicado, a inclusão ainda não acontece e, por isso, precisamos divulgar muito. São poucas as escolas, mesmo privadas, que colocam em prática. Até hoje a minha filha mais nova não foi atendida. Ela precisa aprender em lousa de quadro branco com caneta preta. Até hoje isso não foi providenciado”, compartilha. “É uma corrida contra o tempo”.
Recentemente a família divulgou uma ampla campanha para incorporar o medicamento para tratamento da Amaurose Congênita de Leber (com mutação no gene RPE65) no Sistema Único de Saúde (SUS).
A Conitec, comissão responsável, acabou dando parecer desfavorável à proposta de incorporação. “Diversos países já utilizaram a medicação em seus pacientes, e os resultados foram maravilhosos. Não podemos permitir que crianças e jovens não sejam beneficiados pelo tratamento que, inclusive, já foi aprovado pela Anvisa”, escreveu Helaine no perfil que criou para a filha mais nova, Laura.
“A saúde, direito fundamental e universal, é assegurada pela Constituição Federal. Sendo assim, é inaceitável que nos seja negado um direito humano tão básico: a capacidade de enxergar plenamente”.
Para a Dra. Juliana Sallum, membra do conselho científico da Retina Brasil, a atenção com os olhos e o acompanhamento regularmente com um oftalmologista é de extrema importância. “Os olhos nos conectam com o mundo. Muitas doenças oculares são tratáveis se identificadas a tempo”, diz ela.
“Os pais devem estar atentos. É espero que nos primeiros meses de vida, a criança comece a interagir com o mundo, abrindo os olhinhos, prestando atenção ao seu redor… esse tipo de coisa pode ser notado. Se o bebê não fixa o olhar ou tem algum desvio, é preciso avisar o pediatra e se necessário, levá-lo a um especialista”, explica.
Juliana Sallum reforça dizendo que a visão é um fator imprescindível para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos pequenos. “É a nossa maior porta de comunicação com o ambiente. Uma criança que não consegue perceber o brinquedo do seu lado, não explora, não saí do lugar”, conta.
A especialista também alerta dizendo que muitos profissionais confundem a suspeita de autismo com problemas oculares, e vice-versa. “Às vezes os pais acreditam que o filho possa ter autismo, mas, na verdade, é uma questão na retina”, complementa.
Segundo a representante da Retina Brasil, Maria Júlia Araújo, o acesso aos tratamentos adequados pelo SUS é fundamental para aqueles que enfrentam alguma doença da retina. “Muitas perdas visuais seriam evitadas se todos os pacientes recebessem a atenção e os medicamentos específicos e com a regularidade ideal para cada caso”, afirma.
A realização do teste genético, por exemplo, é muito importante para quem tem uma doença hereditária da retina. “Essa orientação é capaz de apontar os riscos e suas implicações nas vidas das crianças”, diz a Dra. Juliana Sallum.
Em busca de informar e conscientizar a população e as autoridades, a Retina Brasil realizou neste sábado, 25 de setembro, Dia Mundial da Retina, o encontro virtual de Pessoas com Doenças da Retina. O evento foi totalmente gratuito e transmitido pelo canal do Youtube da associação das 9h às 13h.
*Ana Beatriz Gonçalves é jornalista e repórter do Papo de Mãe
Dia mundial da retina marca necessidade de políticas públicas para as doenças da visão
Os custos anuais do sistema de saúde com pacientes que apresentaram deficiência visual severa ou cegueira
São Paulo, setembro de 2021 – Neste 25 de setembro acontece o Dia Mundial da Retina, marcado sempre no último sábado do mês. No entanto, os pacientes que convivem com distúrbios na retina ainda têm pouco o que comemorar. Um estudo[i], que contou com 146 pacientes de 17 estados do Brasil, revelou que os custos anuais do sistema de saúde com os pacientes que apresentavam deficiência visual severa ou cegueira foi de cerca de R$679 mil, o equivalente a quase R$4.700 por pessoa.
Além disso, os custos médicos totalizaram cerca de R$614 mil, dos quais 61.7% foram gastos em consultas ambulatoriais. A análise também trouxe os impactos da perda de produtividade ao longo da vida que somam um valor que ultrapassa os R$10 milhões.
Além dos impactos financeiros, que afetam a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro e o PIB do país, a cegueira afetou negativamente a qualidade de vida relacionada à saúde geral e específica à visão. Metade dos pacientes apresentou algum nível de ansiedade e depressão; destes, cerca de 50% com sintomas moderados ou graves. Um terço dos indivíduos (34,2%) relatou pelo menos uma queda nos 12 meses anteriores devido aos problemas de visão; destes pacientes, 14% relataram fraturas. Visitas de emergência e hospitalização foram relatadas por cerca de 25% e 5% dos participantes, respectivamente.
Estes dados podem ser ainda maiores uma vez que, recentemente, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estimou que 1,5 milhão de brasileiros são cegos, o que representa aproximadamente 0,75% da população total em 2018[ii]. Envelhecimento populacional e ambiental e mudanças no estilo de vida aumentam o número de pessoas com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), glaucoma e retinopatia diabética (DR) que são consideradas causas importantes de deficiência visual severa e cegueira[iii].
No Brasil, isso é particularmente relevante por causa do processo acelerado de envelhecimento populacional observado nos últimos anos[iv]. Os distúrbios da retina, além da catarata, foram as principais causas de deficiência visual e cegueira em idosos participantes de estudos conduzidos no final da primeira década dos anos 2000[v],[vi].
Como um dos médicos participantes do estudo, Dr. Arnaldo Furman Bordon destaca que “o acesso ao tratamento e um PCDT estabelecido são imprescindíveis para diminuir o impacto da retinopatia diabética na qualidade de vida dos pacientes e nos cofres públicos”. Existe uma falsa economia em não se tratar adequadamente esses pacientes, pois os custos diretos e indiretos da perda da visão são maiores, não só na perda de renda da família, como, em última análise, na diminuição da arrecadação de impostos gerados pelo trabalho dessas pessoas.
Isso porque ainda não há um Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) publicado, mesmo após aprovação pelo órgão competente em maio deste ano. Este cenário impede a melhora da prevenção, dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos de pessoas com diabetes e retinopatia diabética.
O diabetes está associado a diversas complicações como a disfunção e falência dos rins, do sistema nervoso, do coração e dos vasos sanguíneos. Mas, além desses, o olho é um dos principais órgãos impactados pela doença e, entre as comorbidades oculares, a retinopatia diabética (RD) é a complicação microvascular mais comum do diabetes, sendo a principal causa de cegueira em adultos de 20 a 74 anos de idade[vii],[viii]. A RD afeta os pequenos vasos da retina, região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro.
Segundo o Dr. Arnaldo Furman Bordon, Chefe do Setor de Retina e Vítreo do Hospital Oftalmológico de Sorocaba e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, “O aparecimento da retinopatia diabética está relacionado principalmente ao tempo de duração do diabetes e ao descontrole da glicemia. A hiperglicemia desencadeia várias alterações no organismo que, entre outros danos, levam à disfunção dos vasos da retina e, quando não tratada corretamente, leva à cegueira com diversos outros impactos na vida do paciente”. Vale a pena frisar que a prevenção também é peça chave na diminuição do impacto que a retinopatia traz. Nas fases iniciais da doença, não há pratic amente sintomas e essa é a melhor hora de se fazer o diagnóstico por meio de exames precoces e regulares.
Por isso, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia Metabologia, a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, ADJ Diabetes Brasil, a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, a Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes, a Fundação Dorina Nowill, e a Retina Brasil, realizaram um manifesto que pede, com urgência, a publicação do Protocolo de Retinopatia Diabética e em seguida, a disponibilização dos medicamentos, para evitar a cegueira em milhares de brasileiros, que por sua vez impactarão diretamente a Previdência Social com aposentadorias precoces por invalidez.
[ii] Ottaiano JAA, A´ vila MP, Umbelino CC, Taleb AC. As condições da saúde ocular no Brasil 2019. Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). 1a edição. 2019. https://www.sbop.com.br/2019/09/02/censo- cbo-as-condicoes-de-saude-ocular-no-brasil-2019/.
[v] Salomão SR, Mitsuhiro MRKH, Belfort R Jr. Visual impairment and blindness: an overview of preva- lence and causes in Brazil. An Acad Bras Cienc. 2009;81(3):539–49.
[vi] Arieta CEL, Fornazari de Oliveira D, de Carvalho Lupinacci AP, et al. Cataract remains an important cause of blindness in Campinas, Brazil. Ophthalmic Epidemiol. 2009;16(1):58–63.
[vii] World Journal of Diabetes. Ocular complications of diabetes mellitus. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4317321/.
[viii] NIH- National Eye Institute. Diabetic retinopathy – what should I know. Disponível em: https://nei.nih.gov/sites/default/files/health-pdfs/diabeticretino.pdf.
Os aplicativos para smartphones podem ajudar bastante o dia-a-dia das pessoas com deficiência visual, cegas ou com baixa visão. Além das atividades cotidianas, os apps são úteis para facilitar a leitura e o trabalho. Um desses aplicativos que ajuda muito a leitura é o Voice Dream Reader. Esse app suporta vários formatos de arquivo e transforma todo o texto em áudio, portanto ele permite escutar conteúdos em texto em uma forma bem prática.
O Voice Dream utiliza um conversor de texto em fala e é capaz de converter em áudio diversos formatos como: PDF, Plain text, MS Word, MS PowerPoint, RTF, Google Docs, Apple Pages, páginas Web, livros eletrónicos sem direitos autorais (EPUB EBOOKS), e mais. O app oferece ainda configurações personalizadas de tamanho de letra e cores. É possível fazer marcações durante a leitura e destacar partes de interesse no texto.
Sobre as vozes, o Voice Dream tem centenas de opções em diversos idiomas. Há vozes gratuitas e pagas e o usuário pode escolher as opções nas configurações. O app é capaz de identificar o idioma principal do texto automaticamente, alterando a voz sem que o usuário precise manualmente fazer a troca. Além disso é possível “ensinar” a pronúncia de palavras e nomes ao sistema.
Para colocar os textos no aplicativo é bem simples, o usuário pode sincronizar com o Dropbox, com o Google Drive entre outras opções. Infelizmente este aplicativo é pago e está disponível apenas para iOS. Uma opção alternativa é para usuário de Android é o Legere Reader.
Comemora-se no dia 21 de setembro o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data foi criada para lembrar que todo brasileiro com deficiência tem o direito de exercer sua cidadania. O dia foi instituído por iniciativa de movimentos sociais, em 1982, e oficializado pela Lei Nº 11.133, de 14 de julho de 2005.
O dia é importante, pois as pessoas com deficiência enfrentam desafios, discriminação e falta de oportunidades em sua vida diária. O capacitismo, preconceito contra as pessoas com deficiência, e a falta de acessibilidade ainda são barreiras enormes em nossa sociedade. Portanto, a luta das pessoas com deficiência é diária e constante.
Você pode fazer a sua parte para um mundo mais inclusivo!
Essa luta não é apenas das pessoas com deficiência, ela é de todos os brasileiros. Todo mundo ganha com a inclusão e cada pessoa pode fazer sua parte. Você pode ajudar exigindo que se cumpram as normas de acessibilidade nos ambientes que frequenta, não julgando as pessoas com deficiência, entendendo que a deficiência pode ou não ser aparente e que as pessoas com deficiência são diversas, livres, capazes e dotadas de direitos, deveres, vontades e sentimentos.
Espalhe essa ideia! #DiaNacionalDeLutaDaPessoaComDeficiencia
Comemora-se no terceiro sábado de setembro o Dia Internacional da Conscientização da Síndrome de Usher. A data foi escolhida pela Organização Usher Syndrome Coalition (Estados Unidos) e existe desde 2015. A data tem sido celebrada em todo o mundo, inclusive no Brasil, desde 2018, pela Síndrome de Usher Brasil.
O objetivo do dia é promover a conscientização sobre a Síndrome de Usher, que é a causa genética mais comum de surdez e cegueira combinadas. A Síndrome de Usher (USH) é uma doença hereditária rara, que afeta mais de 400.000 em todo o mundo. A maioria das crianças com Síndrome de Usher nasce com perda auditiva moderada a severa. A perda de visão é progressiva e geralmente ocorre em uma idade jovem ou durante a adolescência.
Por que o terceiro sábado de setembro?
A escolha do terceiro sábado de setembro para a comemoração do Dia Internacional de Conscientização da Síndrome de Usher teve inspiração no equinócio de outono do Hemisfério Norte. Trata-se do início de dias mais escuros, quando a noite começa a ser maior do que o dia. A data traduz de forma poética a condição da Síndrome de Usher.
Existem muitos mitos, ou mentiras, relacionados ao Diabetes Tipo 1 e Tipo 2. Esses mitos são fatos não verdadeiros sobre a doença que geram desinformação e prejudicam o entendimento sobre o Diabetes e sobre os cuidados que as pessoas devem ter para prevenir e cuidar da doença. Veja alguns desses mitos e entenda o que é fato e o que é verdade. Não espalhe #fakenews sobre o Diabetes.
👉Diabetes Tipo 2 só acontece em pessoas idosas?
❌ Mito. O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) pode acontecer em pessoas de todas as idades, inclusive em crianças e adolescentes.
👉 Diabete Tipo 2 só acontece em quem está acima do peso?
❌Mito. Embora estar acima do peso seja considerado um fator de risco para o desenvolvimento da doença, outros fatores também contribuem, como o estilo de vida, o histórico e a alimentação. Por isso, pessoas “magras” e/ou dentro de um IMC normal podem desenvolver o Diabetes.
👉 Pessoas com Diabetes Tipo 2 não usam insulina?
❌ Mito. A pessoa com DM2 podem sim precisar fazer uso da insulina caso o médico faça a recomendação.
👉 Pessoas com Diabetes NÃO podem ser saudáveis e felizes?
❌ Mito. Claro que é possível ser saudável e feliz com o Diabetes. Inclusive muitas vezes as pessoas com Diabetes se tornam muito mais saudáveis após o diagnóstico.
Existem muitos benefícios ligados à previdência social. Entenda mais sobre o salário-família e o salário-maternidade e veja quem tem direito aos benefícios.
Salário-família
É um benefício pago aos segurados empregados, com exceção dos domésticos com salário mensal de até R $971,78 (em 2013) para auxiliar no sustento dos filhos de até 14 anos ou inválidos de qualquer idade.
Conforme a Portaria Interministerial MPS/MF n°15, de 10 de janeiro de 2013, o valor do benefício será de R $33,16, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para o segurado que recebe até R $646,55. Para segurado que recebe acima deste valor até o limite permitido, o valor do auxílio será de R $23,36 por filho.
Este benefício será concedido às seguradas empregadas, avulsas, domésticas, contribuintes individuais, facultativas e especiais, após o parto, inclusive ao natimorto, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção. A duração deste benefício será de 120 dias.
Síndrome da Talidomida
Os portadores da Síndrome da Talidomida nascidos a partir de 1° de janeiro de 1957, têm direito a pensão especial. Segurados que sofrem deformidade física decorrente do uso da talidomida (Amida Nfálica do Ácido Glutâmico) podem requer a qualquer momento este benefício, independentemente da época de sua utilização.
Contato da Previdência Social
Para o agendamento dos serviços ou perícias médicas basta ligar para o telefone 135 (ligação gratuita) de segunda a sábado, das 7hs às 22hs. Ao ligar para a Previdência Social, o trabalhador deverá apresentar o número da inscrição junto à Previdência Social ou PIS/PASEP ou o NIT Número da Identificação do Trabalhador.
O site da Previdência Social com mais informações é www.meuinss.gov.br.
Ouvidoria da Previdência Social
A Ouvidoria da Previdência Social foi criada em agosto de 1998 e tem a finalidade de atender o segurado que deseja opinar, elogiar, denunciar ou reclamar. O canal direto da Ouvidoria será via Internet, via telefone – Central de Atendimento 135 ou via correspondência Caixa Postal 09714, CEP 70040-976, Brasília, DF.
Dra. Claudia Nakano – Advogada do Nakano Advogados Associados especializados em Saúde Humana e Animal
O LOAS ou o Amparo Assistencial ou o Benefício de Prestação Continuada – BPC é um benefício previdenciário que paga um salário mínimo mensal, sem 13º salário, para idosos com idade acima de 65 anos e para pessoas com deficiência de baixa renda. Entenda mais.
Muitas pessoas chamam esse benefício de LOAS, por ter origem na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) que deu origem ao benefício. As pessoas com Autismo têm o direito desde que comprove a baixa renda.
Para ter direito ao Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência é necessário comprovar o Autismo, por meio de relatório médico e perícia médica do próprio INSS e a condição de miserabilidade (renda mensal per capita é inferior a ¼ do salário-mínimo vigente).
Não existe período de carência, ou seja, não é necessário ter contribuído para o INSS. O Amparo Assistencial não tem previsão de 13º salário e nem de Pensão por Morte.
Existem duas formas de solicitar o benefício:
ADMINISTRATIVAMENTE – no próprio INSS por meio do portal www.meuinss.gov.br ou por telefone 135. O atendimento é feito a distância, porém a comprovação da deficiência e a condição de baixa renda, geralmente são comprovadas pessoalmente, por meio de um médico perito do INSS e de uma assistente social.
JUDICIALMENTE – a pessoa com deficiência que tem baixa renda e tiver seu pedido negado, poderá entrar na Justiça por meio do Juizado Especial Federal ou de Advogado particular pleiteando a concessão do Amparo Assistencial em sede medida antecipatória, ou seja, via liminar.
A boa notícia é que os Tribunais têm reconhecido o direito ao pleito e que a renda per capta inferior a ¼ do salário mínimo é apenas a presunção de miserabilidade, ou seja, a pessoa que pedirá o amparo não precisa comprovar que recebe um ¼ do salário e sim comprovar, por meio de seus gastos que tem baixa renda.
Contato da Previdência Social
Para o agendamento dos serviços ou perícias médicas basta ligar para o telefone 135 (ligação gratuita) de segunda a sábado, das 7hs às 22hs. Ao ligar para a Previdência Social, o trabalhador deverá apresentar o número da inscrição junto à Previdência Social ou PIS/PASEP ou o NIT Número da Identificação do Trabalhador.
O site da Previdência Social com mais informações é www.meuinss.gov.br.
Ouvidoria da Previdência Social
A Ouvidoria da Previdência Social foi criada em agosto de 1998 e tem a finalidade de atender o segurado que deseja opinar, elogiar, denunciar ou reclamar. O canal direto da Ouvidoria será via Internet, via telefone – Central de Atendimento 135 ou via correspondência Caixa Postal 09714, CEP 70040-976, Brasília, DF.
Dra. Claudia Nakano – Advogada do Nakano Advogados Associados especializados em Saúde Humana e Animal
O objetivo da reunião foi buscar melhor atendimento e com maior resolutividade para pessoas com deficiência visual em relação ao Vale Social (Passe livre intermunicipal). A partir de uma demanda que chegou à Subsecretaria Municipal de Políticas para Mulheres, foi realizada na segunda-feira (19 de julho) reunião na sede do órgão, que contou com a participação da subsecretária da pasta, Josiane Viana; da presidente da Associação Retina Campos, Sylvia Elizabeth Peixoto e do coordenador do Polo Articulação Regional (PAR) Norte I da Fundação Leão XIII, Amaro Gomes. A subsecretaria é ligada à Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social e, ao promover a reunião, buscou caminhos para melhorar o atendimento às pessoas com deficiência visual.
A subsecretária destaca que é necessário levar em consideração as limitações e desafios que pessoas com deficiência visual enfrentam ao sair de casa.
“Vários associados do Grupo Retina Campos já foram à fundação, em anos anteriores, e não foram atendidos como deveriam. Nesta reunião, foi aberto um caminho e já estamos colhendo os frutos”, disse a presidente da associação.
Sylvia Elizabeth ressaltou que a reunião já vem dando resultados positivos. “A reunião foi excelente porque começa a dar andamento em relação ao Vale Social. É aquela história: se colocar no lugar do outro e o Amaro, nesta reunião, deu abertura muito grande para que os deficientes visuais em nossa área de abrangência, tivessem condições de fazer a sua solicitação e, realmente, ser atendidos, como está acontecendo hoje”, informa a presidente do Grupo Retina Campos, Sylvia Elizabeth.