Prevenção da DMRI: Perguntas e Respostas com a Dra. Emily Y. Chew

Dra. Emily Chew, diretora da Divisão de Epidemiologia e Aplicações Clínicas do National Eye Institute, dos EUA

A Dra. Emily Chew é diretora da Divisão de Epidemiologia e Aplicações Clínicas do National Eye Institute (NEI), no National Institutes of Health (NIH) em Bethesda, Maryland, Estados Unidos. O foco do trabalho da Dra. Chew e de sua equipe é a prevenção da DMRI.
Adicionalmente, a Dra. Chew é uma das principais pesquisadoras do AREDS, um teste clínico de âmbito nacional que começou em 1992 para estudar o impacto dos antioxidantes das vitaminas C, E, do beta-caroteno e zinco na progressão da DMRI. Os resultados publicados em 2001 mostraram que a combinação de vitaminas e minerais (AREDS) em pacientes com a DMRI no estágio intermediário ou avançado em um olho reduziu 25% o risco da progressão para o estágio avançado da DMRI e diminuiu aproximadamente 19% o risco de perda de visão causada pelo estágio avançado da DMRI.
Quatro mil pacientes estão inscritos para uma pesquisa onde vamos determinar se a adição de altas doses de nutrientes luteína/zeaxantina e/ou suplementos com óleo de peixe impedirá o avanço da DMRI.
Por que esses suplementos em particular?
Os pesquisadores da NEI verificaram em suas primeiras investigações que as pessoas que tem uma alimentação rica em luteína e zeaxantina, dois antioxidantes da família beta caroteno, expõem os indivíduos a menores riscos de desenvolvimento da DMRI. Esses alimentos são: couve, folhas verdes, mostarda verde e espinafre cru ou cozido. Em relação aos peixes, eles perceberam que as pessoas que tem em sua dieta bastante ômega-3 ácidos graxo (DHA e EPA encontrados nos peixes, especialmente no salmão) também parecem ter menos risco de DMRI. Esperamos ter em 2013 os resultados do AREDS2.
Pergunta: Gostaria de saber se conversaremos sobre a DMRI neovascular (também chamada de exsudativa), atrófica (chamada de seca), ou ambas?
A degeneração macular relacionada à idade começa com as drusas, pontos amarelos na retina, que podem levar a atrofia e perda de células da retina necessárias para a visão. Esse processo é chamado de DMRI seca. Novos vasos sangüíneos podem ser desenvolvidos e o resultado pode ser a DMRI exsudativa. Todo esse processo é chamado de DMRI.
Não faz muito tempo as pessoas pensavam que a perda de visão na idade madura era inevitável, como ossos frágeis e dentaduras. Mas agora sabemos que podemos ter ossos e dentes saudáveis para o resto da vida. E com relação à visão?
Sabemos que com o avanço da idade corremos o risco de termos glaucoma, catarata e DMRI. Esta representa mais de 50% de perda de visão nos Estados Unidos. Quanto mais longeva for a população, mais pessoas serão afetadas. Além da idade, o risco de DMRI pode também ser aumentado por influências genéticas e fatores ambientais como tabagismo e hábitos alimentares.
O que você diria para alguém que tenha um membro da família com DMRI e está preocupado em herdar a doença? Ajudaria fazer um teste genético?
Um exame oftalmológico avaliando o risco de uma pessoa ter a DMRI seria útil. Em nossos estudos, parece que acrescentar a informação genética não aumenta a probabilidade para uma melhor previsão da doença. Além disso, não temos boas terapias preventivas para isso. Por esses motivos o teste genético não me parece tão interessante.
É verdade que óculos de sol podem prevenir a DMRI? Devemos evitar luz azul? E a luz do computador, TV e telefones?
Não há dados clínicos que sugerem que a luz de qualquer fonte possa danificar ou promover a DMRI.
Há muitos anos você e seus colegas têm trabalhado em uma grande pesquisa clínica buscando os fatores de risco da DMRI e avaliando se altas doses de antioxidantes e zinco alteram a progressão da doença. Nesse estudo, chamado de AREDS, vocês descobriram que antioxidantes e zinco podem reduzir significantemente o risco de avanço da DMRI. Em 2006 vocês lançaram uma segunda fase de estudo chamado AREDS2, para testar se uma combinação modificada de vitaminas, minerais e óleo de peixe, retardaria a progressão da perda da visão. Qual o seu conselho para as pessoas portadoras de DMRI, pensando nas pesquisas AREDS e AREDS2 para prevenir que sua visão piore?
Estamos esperando os resultados dos estudos do AEDS2, que está avaliando o papel da luteína/zeaxantina e ómega-3 ácidos graxos (óleo de peixe). Para os pacientes com grandes drusas em ambos os olhos ou DMRI avançada em um olho, suplementos AREDS devem ser considerados. Obviamente, recomendamos dieta saudável com vegetais de folhas verdes e peixe.
Os resultados do AREDS e AREDS2 se aplicam a alguém sem DMRI, mas que quer prevení-lá?
O uso de suplementos AREDS sem DMRI não é autorizado. Ele não previne o desenvolvimento da DMRI inicial. A fórmula do AREDS2 não é recomendada nesse momento, pois ainda não temos o resultado do estudo.
Só para que fique claro, para uma pessoa sem DMRI, vocês recomendariam ou não comer mais peixe e certos tipos de vegetais como prevenção, já que estou envelhecendo?
Eu recomendaria uma dieta rica com vegetais de folhas verdes e mais de uma porção de peixe por semana.
E com relação às vitaminas que encontramos em estabelecimentos que dizem ser boas para a saúde do olho?
A única vitamina aprovada para as pessoas com risco de DMRI avançada é a fórmula AREDS.
Vamos ser práticos. Com que freqüência deve-se ir ao oftalmologista?
Depende da condição de seus olhos. Se você tem diabetes, deve fazer exames com bastante freqüência.

O que as pessoas podem fazer para monitorar sua própria visão?
Digo para os pacientes que correm o risco de desenvolver a DMRI avançada, para testarem a visão de um olho por vez. Deve-se cobrir um olho para testar o outro. Isso pode ser feito quando se está lendo ou usar a tabela de Amsler (ou um gráfico desenhado no papel) e procurar por áreas embaçadas ou distorcidas.

 
O National Institutes of Health tem um centro chamado de National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCAM). Sabemos que em muitos países o uso de medicamentos não convencionais é comum. Existe algum trabalho sendo feito para estudar medicação complementar e alternativa para a prevenção da DMRI?
Podemos considerar o estudo da luteína/zeanxantina e óleo de peixe um tipo alternativo de remédio. Na verdade, o NCCAM apóia o estudo AREDS2 com recursos financeiros.
A missão da AMD Alliance International é de trazer conhecimento, ajuda e esperança para as pessoas afetadas por DMRI em qualquer lugar do mundo. Em outras palavras, a AMD serve a comunidade mundial. Se a instituição e seus aliados enviassem uma mensagem para todos os cantos do mundo, qual seria?
Estamos trabalhando bastante para encontrar tratamentos para a forma atrófica de DMRI. Embora tenhamos um tratamento muito bom para a DMRI neovascular com Lucentis, Avastin e agora Eylea, nós gostaríamos muito de descobrirmos uma terapia preventiva para a DMRI.
Qual é a próxima estratégia do National Eye Institute para prevenção da DMRI?
Estamos trabalhando em um estudo que está sendo patrocinado pela Fundação Beckman para avaliar manifestações físicas diferentes de DMRI (fenótipos) e avaliar a constituição genética (genótipo) de cada um. Isso pode nos ajudar a entender a causa da doença e talvez encontrar terapias preventivas melhores.
Você gostaria de dizer algumas palavras finais?
Embora não saibamos o que exatamente causa a DMRI, sabemos que certos fatores de risco estão associados a ela. Tabagismo e outros hábitos de vida como obesidade e em alguns estudos colesterol elevado. Prestar atenção em seus hábitos pode fazer diferença na visão das pessoas.

Alimentos que podem prevenir ou retardar o avanço da DMRI

Os pesquisadores estão trabalhando bastante no desenvolvimento de drogas e outras terapias para tratamento da DMRI, mas necessariamente não temos que esperar por esses produtos. Aqui estão alguns nutrientes encontrados nos alimentos do dia a dia que podem prevenir ou retardar a progressão da doença, segundo  algumas pesquisas.

VITAMINAS C e E

O que são?
Muitos dos nutrientes mais comuns, particularmente as vitaminas C e E têm papel essencial para manter a saúde de nossos olhos. Essas vitaminas são antioxidantes, pois nos protegem dos perigosos subprodutos do oxigênio, que iniciam reações em cadeia levando a deterioração da célula. Em uma retina saudável as vitaminas C e E são abundantes. No entanto, os pacientes diagnosticados com DMRI avançada mostram uma concentração baixa dessas vitaminas. Não é surpresa que o National Eye Institute Estudo da Doença de Olho Relacionada à Idade (AREDS), uma fórmula de vitaminas C e E, junto com beta-caroteno, reduziu o risco do desenvolvimento da DMRI avançada em 17%.
Onde encontrar vitaminas C e E?
O corpo humano é capaz de produzir algumas vitaminas, mas não a C e a E. Felizmente, uma boa dieta pode fornecer toda vitamina C e E que precisamos. A vitamina C é encontrada em nozes e também na maioria das frutas e vegetais, como brócolis, pimentão, morango, frutas cítricas, maçã, espinafre, tomate e batata. Uma boa estratégia é incluir de 7a 8 porções de vitamina C em sua alimentação diária. A vitamina E é um pouco mais rara, mas podemos encontrá-la no germe de trigo, óleo de girassol, castanhas, abacates e vegetais verdes.

Carotenóides e Vitamina A

O que são?
Os Carotenóides são pigmentos que ocorrem naturalmente e são encontrados nos cloroplastos e cromoplastos das plantas. Eles têm um papel importante quando absorvidos pelo corpo. O betacaroteno do estudo AREDS é um exemplo; ele é convertido em vitamina A, que é necessário para uma boa visão. Os dois carotenóides de maior concentração na mácula são luteína e zeaxantina.
Os pesquisados do National Health e Nutrition Education Evaluation Survey (NHANES) que consomem mais luteína e zeaxantina correm menos risco de anormalidades nos pigmentos – um sinal de degeneração macular – do que aqueles que consomem menos carotenóides. Além disso, o AREDS2 está planejado para ser concluído em dezembro 2012, e está especificamente avaliando os efeitos dos suplementos luteína e zeanxantina no desenvolvimento da DMRI.
Onde encontrar carotenóides e vitamina A?
Encontramos luteína no pimentão amarelo, manga, mirtilo e vegetais de folhas verdes. A zeanxantina é encontrada na laranja, pimentão, brócolis, milho, alface, espinafre e tangerina. Caso você não coma muito dessas frutas e vegetais, os ovos são também uma boa fonte de carotenóides.

Ômega-3 ácidos graxos

O que são?
Ômega-3 ácidos graxos como os ácidos docosahexaenóico (DHA) e eicosapentaenóico (EPA), estão na categoria dos ácidos graxos essenciais. Nosso corpo não os produz, mas para termos uma boa saúde necessitamos deles. Esses ácidos graxos são muito importantes para o funcionamento de todo o corpo. Eles bloqueiam inflamações, tratam depressão e são muito importantes para nossos olhos. Estudos indicam que as pessoas que consomem pelo menos 64 mg por dia de DHA e 42,3 mg de EPA reduzem o risco de DMRI neovascular se comparados àqueles com menos ômega-3 em sua alimentação diária. Outros estudos sugerem que DHA e EPA podem não somente retardar a progressão da DMRI, mas também prevenir seu início. Junto com os carotenóides, o AREDS2 está examinando os efeitos desses promissores ácidos graxos.
Onde encontrar omega-3 ácidos graxos?
Embora seja certo que os peixes tenham grande quantidade de ômega-3 ácidos graxos, algumas pesquisas sugerem que outros ácidos graxos encontrados nos peixes diminuem os benefícios do ômega-3. Outras fontes de ômega-3 ácidos graxos são kiwi, nozes, amora e semente de linhaça.

Zinco

O que é?
Para reforçar nosso sistema imunológico e regular nosso metabolismo, o zinco é um mineral indispensável. As pesquisas do AREDS constataram que um suplemento de zinco (com cobre) reduziu o risco da DMRI avançada em 21%. Uma boa quantidade de antioxidantes no nosso organismo pode diminuir em 25% a possibilidade de adquirir a doença, mesmo sem acompanhamento médico.
Onde encontrar zinco?
O zinco não é difícil de ser encontrado. As ostras oferecem em uma porção, a maior parte de miligramas que precisamos, mas temos alternativas: carne de boi, lagosta, caranguejo, frango e carne de porco. Caso você não goste de carne, ingira uma boa quantidade de laticínios, feijões, cereais, aveia e amêndoas.

REFERÊNCIAS
1. Weikel KA, Chiu CJ, Taylor A. Nutritional modulation of age-related macular degeneration. Molecular Aspects of Medicine.2012;33:318-75.
2. Hediger, Matthias A. New view at C. Nature Medicine 2002; 8:445–46.
3. The Age-Related Eye Disease Study Research Group. A Randomized, Placebo-Controlled, Clinical Trial of High-Dose Supplementation with Vitamins C and E, Beta Carotene, and Zinc for Age-Related Macular Degeneration and Vision Loss. Archives of Ophthamology. 2001; 119:1417-36.
4. Mares-Perlman JA, Fisher Al, Klein R, et al. Lutein and zeaxanthin in the diet and serum and their relation to age-related maculopathy in the third national health and nutrition examination survey. American Journal of Epidemiology.2001;153: 424-32.
5. Chiu CJ, Klein R, Milton RC, et al. Does eating particular diets alter the risk of age-related macular degeneration in users of the Age-Related Eye Disease Study supplements? The British Journal of Ophthalmology.2009; 93:1241-46.

 

Tratamento da DMRI: opções e direitos dos pacientes

Os pacientes podem escolher seu tratamento e assistência médica. A AMD Alliance, instituição internacional de pesquisa da DMRI, desenvolveu um folheto com informações: “4 Direitos Essenciais para o Paciente”. Criado pelos e para pacientes explicando em detalhes seus direitos em relação a tratamentos e cuidados. É importante que os pacientes saibam seus direitos.
Os pacientes devem ser bem informados antes de concordar com algum tratamento padrão ou offlabel, pesquisas clínicas, ou participar de campanhas promocionais para drogas, equipamentos, ou propagandas.
“O The American Medical Associations é muito claro quando se refere à importância dessas informações,” disse Narinder Sharma diretor-presidente da AMD Alliance International. “É necessário que haja clara comunicação entre o indivíduo e seu médico, permitindo perfeita compreensão acerca do que será feito. Infelizmente, isso nem sempre acontece. Pergunte sempre sobre suas opções de tratamento, custos e reembolsos.”
Antes de tomar qualquer decisão sobre o tratamento, a AMD Alliance International recomenda que os pacientes discutam com seus médicos:

  1. Qual é meu diagnóstico exato?
  2. Qual é a progressão previsível para alguém com meu problema?
  3. Que opções de tratamento eu tenho?
  4. Como cada uma dessas opções pode me ajudar?
  5. Quais são os riscos e efeitos colaterais desses tratamentos?
  6. Quais são os resultados clínicos aprovados e benefícios observados desses tratamentos?
  7. Sem pensarmos no custo da cobertura do meu convênio, quais são as alternativas de tratamento?
  8. Onde posso encontrar outros suportes como aconselhamento ou reabilitação para pessoas com problemas de visão baixa?

“Tenha sempre em mente que você tem direito a um cuidado adequado, com o melhor tratamento possível,“ diz o Sr. Sharma. “Munidos de informações corretas, acreditamos que os pacientes terão compreensão mais apropriada sobre sua doença e conseguirão lidar melhor com os efeitos colaterais das opções apresentadas pelo especialista em retina.”
Para mais informações sobre DMRI acesse aqui ou visite o site da AMD Aliance: www.amdalliance.org

Retina Brasil presente na CONITEC

CONITEC recomenda incorporação de medicamento para DMRI exudativa

A Retina Brasil por meio de sua Presidente, Maria Júlia da Silva Araújo, esteve presente em 26/06/2012, em Brasília, no Ministério da Saúde, onde foi recebida pela Srª Clarice Petramale, Presidente da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC para discutir a incorporação de medicamentos para o tratamento de DMRI exsudativa, bem como acompanhar todas as etapas futuras apresentadas pela presidente da CONITEC – Consulta Pública e Protocolo que segundo ela devem acontecer durante o mês de julho.
O medicamento a ser incorporado será disponibilizado em alguns centros de referência para maior controle de sua aplicação e, segundo a Presidente da Conitec todos os cuidados com relação à farmacovigilância será realizada pela empresa responsável do medicamento.
A Retina Brasil compromete-se junto aos seus pacientes continuar acompanhando as ações desta incorporação, em todas as suas fases, de forma a prestar o melhor serviço a todos os interessados e garantir a segurança e bem-estar do paciente.

Medicamento para DMRI é fornecido pela rede conveniada

Medicamento para DMRI é fornecido pela rede conveniada

ANS obriga planos de saúde a oferecer tratamento contra Degeneração Macular Relacionada à Idade na forma úmida ou exsudativa.
Os pacientes que sofrem com a Degeneração Macular Relacionada à Idade na forma exsudativa (DMRI úmida) já podem contar com o acesso ao tratamento pela rede conveniada de saúde. Em 1º de Janeiro de 2012, entrou em vigor a Resolução Normativa nº 262, que atualizou o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, determinando que as operadoras de planos de saúde deverão oferecer cerca de 60 novos procedimentos, entre eles o tratamento para a forma úmida ou exsudativa da DMRI.
Segundo Martha Oliveira, gerente geral de regulação assistencial da ANS, “as cirurgias por vídeo são o principal destaque, pois são métodos menos invasivos que, em geral, proporcionam uma recuperação mais rápida”. Além destes procedimentos Martha também destaca a tomografia computadorizada para avaliação da obstrução das artérias coronárias, a injeção intraocular de medicamentos para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade, e a administração de medicamentos imunobiológicos para o tratamento de doenças crônicas, como a artrite reumatóide e a doença de Crohn.
Segundo estudo recente realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), a DMRI, juntamente com a retinopatia diabética é a maior causa de cegueira em adultos com 50 anos ou mais de idade. A doença apontada também como a principal causa de cegueira em países desenvolvidos.
As operadoras que não cumprirem a cobertura obrigatória no Rol podem ser multadas em até R$ 80.000,00. Em caso de não cumprimento, o consumidor deve procurar a ANS pelo 0800 701 9656 ou em um dos 12 núcleos da ANS espalhados pelo Brasil.

Olho Biônico

Imagem do chip Argus II, o olho biônico

Divulgamos e-mail recebido da Christina Fasser, presidente da Retina Internacional, anunciando a autorização na Europa para comercialização do implante da prótese retiniana Argus II da empresa Second Sight, que recupera parcialmente a visão em pacientes com Retinose Pigmentar.
“Queridos amigos,
Vocês encontrarão junto a este e-mail press release da empresa Second Sight anunciando que o Argus II foi aprovado para comercialização na Europa. Em breve, os pacientes com retinose pigmentar terão a opção de escolher como tratar sua deficiência visual. Parabenizamos a Second Sight, seus pesquisadores, os cientistas e a coragem dos pacientes que participaram das pesquisas.
Parabenizamos também, a agência de saúde que regulamentou e avaliou a importância de propiciar às pessoas que perderam a visão uma opção de restaurá-la parcialmente.
Com várias empresas e pesquisadores trabalhando para melhorar as opções de tratamentos atuais, a aprovação do Argus II é um marco importante dando esperança aos pacientes de várias opções de escolha num futuro próximo.
É importante notar que as opções de tratamento como a terapia de gens, os agentes neurotróficos (tecnologia das células encapsuladas) estão sendo testados em humanos com o objetivo de prevenir ou retardar a progressão da Retinose Pigmentar.
Atenciosamente
Christina Fasser
Presidente da Retina Internacional”

Press Release da Second Sight (traduzido)

Após mais de vinte anos de pesquisas e testes clínicos bem sucedidos, a Second Sight Medical Products, Inc. anuncia a aprovação pela European Economic Area – EEA (órgão regulamentador na Europa) da comercialização da prótese retiniana Argus II Retinal Prothesis System (“Argus II”).
O Argus II é uma prótese de segunda geração que é implantada com o objetivo de tratar profundamente os deficientes visuais que sofrem de doenças degenerativas como a Retinose Pigmentar.
O aparelho funciona convertendo imagens de vídeo capturadas de uma mini câmera, abrigada nos óculos do paciente, em uma série de pulsos elétricos que são transmitidos sem fio para um conjunto de eletrodos na retina.
Então, esses pulsos estimulam as células remanescentes da retina, resultando em uma percepção de padrões de luz no cérebro. Por meio desse sistema os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais, ganhando assim, um pouco de visão funcional. Trinta pacientes participaram da pesquisa usando o aparelho em casa e a vida deles mudou desde então.
Produtos Médicos Second Sight, Inc., localizada em Los Angeles, Califórnia, foi fundada em 1998 para criar uma prótese para a retina proporcionando uma melhora na visão de pacientes com deficiência visual por problemas causados pela degeneração da retina, como a Retinose Pigmentar.
Com dedicação e inovação, a missão da Second Sight é desenvolver, manufaturar e comercializar implantes de próteses visuais que são colocadas em pessoas com deficiência visual para que elas consigam ser independentes. O Argus II ainda não está aprovado para a venda nos Estados Unidos. O escritório principal europeu fica em Lausanne na Suíça.

Artigo da Scientific American (Brasil)

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/implante_de_retina_aprovado_para_uso_na_europa.html

Implante de retina aprovado para uso na Europa

Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado
por Larry Greenemeier

Imagens cortesia da Second Sight Medical Products, Inc
Imagens cortesia da Second Sight Medical Products, Inc
Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products, Inc., anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight que está baseada em Sylmar, Califórnia planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano.
A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II na verdade depende de uma mini câmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor por sua vez, transmite os sinais através de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.
Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.
A Second Sight recebeu o aval para colocar o Argus II no mercado com base em uma experiência clínica de sucesso feita com 30 pacientes cegos no mundo inteiro. O implante de retina estará inicialmente disponível ainda este ano no Centre Hospitalier National d’Ophthalmologie des Quinze-Vingts em Paris, nos Hôpitaux Universitaires de Genève em Genebra, e no Manchester Royal Hospital e no Moorfields Eye Hospital em Londres. O equipamento custa US$ 100 mil, embora a empresa argumente que está tentando ter ao menos parte desse custo subsidiado em alguns países.
Outras próteses de retina são esperadas, em especial um dispositivo subretinal da Retina Implant, AG, da Alemanha que coloca o implante sob a superfície da retina para estimular as células bipolares. Três pacientes cegos que sofrem de retinite pigmentosa e outras doenças oculares colocaram os implantes de retina da empresa e tem sido capazes de localizar objetos brilhantes sobre uma mesa escura, segundo uma equipe de pesquisadores liderada por Eberhart Zrenner, co-fundador e diretor da empresa e presidente do Instituto de Pesquisa em Oftalmologia da Universidade de Tübingen na Alemanha. Um dos pacientes foi capaz de descrever e identificar corretamente os objetos como um garfo ou faca em uma mesa, padrões geométricos, tipos diferentes de frutas e discernir tons de cinza com apenas 15% de contraste.

Novo estudo clínico contra DMRI seca aprovado pelo FDA

De acordo com informações da Foundation Fighting Blindness, um tratamento inovador para degenerações retinianas está prestes a se tornar a segunda vez terapia com células-tronco para passar a uma fase I / II do ensaio clínico. A empresa StemCells, Inc. (SCI), recebeu autorização da FDA para iniciar um ensaio clínico do seu tratamento com células-tronco neural para as pessoas com degeneração macular relacionada à idade seca (DMRI).
Anúncio veio 10 dias depois da Advanced Cell Technology (ACT), que lançou os primeiros-tronco ensaios de tratamento com células clínicos para degenerações retinianas em 2011, anunciou segurança encorajadores e resultados de eficácia para os seus dois primeiros participantes do estudo, um com DMRI seca, a outra com de Stargardt doença. SCI está planejando lançar um julgamento 16-participante clínica para DMRI seca. Detalhes adicionais do estudo são próximas.
Tratamento da SCI células-tronco neurais é projetado para preservar a visão, protegendo os cones e bastonetes, as células que fornecem a visão, de degeneração. As células terapêuticas, que serão injectados sob a mácula, a região central da retina, são concebidos para libertar continuamente proteínas que mantêm bastonetes e cones saudável.

Visite a Retina nas redes sociais!

Ilustração de um globo terrestre sendo conectado a um cabo de fibra ótica

Ilustração de um globo terrestre sendo conectado a um cabo de fibra óticaA Retina Brasil agora também está presente nas principais redes sociais. Com o projeto no novo website, também foram criados perfis nos principais sites de relacionamentos. Entre eles, o Facebook, Twitter, YouTube e Flickr.
“Nossa intenção é levarmos mais informações aos familiares e pacientes das doenças degenerativas da retina. E as redes sociais são ferramentas muito úteis para a disseminação do conhecimento”, explica Maria Julia Araujo, presidente da Retina Brasil.
Os endereços nas redes sociais são estes. Siga-nos!

Retina Brasil lança novo site

Homem idoso utilizando um computador portátil

Imagem de um navegador de internetA Retina Brasil acabou de publicar seu novo website. Com um design mais moderno, traz muito mais novidades para familiares e pacientes com doenças degenerativas da retina.
Além das informações sobre a associação, agora também o internauta poderá ter acesso a uma grande variedade de informações, desde notícias, eventos, tratamentos, diagnósticos e acompanhar a Retina Brasil nas redes sociais.
Outro destaque do novo website são as funcionalidades de acessibilidade. Através dela, os leitores cegos ou com baixa visão poderão navegar com mais facilidade pelo website por meio de recursos de voz, ou dos ajustes de tamanho dos textos e alteração das cores.
“Nossa vontade era ter um site que aliasse a riqueza de informações com funções que favorecessem o acesso. Nesta etapa, conseguimos muito  endereçar estas expectativas de forma muito satisfatória. Estamos muito orgulhosos de mais esta conquista em prol dos pacientes com DDR”, comemora Maria Julia Araujo, presidente da Retina Brasil.

25 DE ABRIL: VAMOS APRENDER SOBRE O GLAUCOMA?

CAMPANHA ABRIL MARROM
Vamos aprender mais sobre o Glaucoma? Uma das principais causas de cegueira?
O Glaucoma é uma doença ocular silenciosa que provoca lesão no nervo óptico, e pode gerar perda de campo visual e levar à cegueira.
Esta doença não tem cura, mas pode ser tratada, por isso o diagnóstico precoce é essencial.
O exame com oftalmologista é fundamental para medida da pressão intraocular, prescrição de colírios e tratamentos para o controle do glaucoma.
Este post contém texto alternativo.
Card com fundo em cores do abril marrom. No cabeçallho está o logo do Abril Marrom e no rodapé o logo da Retina Brasil. No centro, lê-se Vamos aprender sobre a Glaucoma? Uma das principais causas de cegueira. Fim da descrição.