O Dia Mundial da Conscientização sobre a Acessibilidade é celebrado toda a terceira quinta-feira do mês de maio. A data tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da acessibilidade para as pessoas com deficiência no meio digital. O dia surgiu na Califórnia, em 2012, a partir da reflexão do desenvolvedor Joe Devon sobre a falta de acessibilidade no mundo digital.
Por ter surgido nos Estados Unidos o nome original do dia é Global Accessibility Awareness Day (GAAD). Este é o décimo ano da data, que tem como objetivo principal envolver todas as pessoas para discutirem, pensarem e aprenderem sobre acessibilidade e inclusão digital para as pessoas com os diferentes tipos de deficiência.
Em 2020, os organizadores da data analisaram a acessibilidade de um milhão de sites. Os resultados mostram que 98% dos sites têm pelo menos uma falha em acessibilidade, o que impõe sérias barreiras aos usuários. A data tem ganhado força ao longo do tempo, o que contribui para que empresas de tecnologia promovam a acessibilidade. Este ano, até a empresa de jogos XBox comemorou a data.
A acessibilidade digital, voltada para as pessoas com deficiência visual, inclui diversas ferramentas como, recursos de ampliação e contraste, acessibilidade pelos leitores de tela e descrição das imagens, etc. O caminho por um mundo mais acessível ainda é longo, por isso é tão significativo falar sobre o tema.
O controle glicêmico é importante para prevenir a perda da visão no Diabetes, pois o acúmulo do açúcar no sanuge é um dos principais fatores de risco para as doenças da visão ligadas ao Diabetes.
A Retinopatia Diabética é uma das principais complicação do Diabetes. É uma doença que afeta os pequenos vasos da retina e quanto maior for o tempo de Diabetes, maior o risco de desenvolver a Retinopatia Diabética. Aos poucos o açúcar em excesso no sangue danifica os vasos da retina, favorecendo o aparecimento de edemas (acúmulo anormal de líquidos), e podendo provocar hemorragias.. Tudo isso provoca o desfocando a visão, podendo levar à perda da visão irreversível caso a pessoa não receba o tratamento e não faça o controle glicêmico adequado.
Para prevenir a Retinopatia Diabética é necessário que as pessoas façam acompanhamento periódico do Diabetes com o médico especialista. É fundamental controlar adequadamente as taxas de glicemia e visitar o oftalmologista pelo menos uma vez ao ano para realizar os exames de rotina. Dessa forma, quanto melhor for o controle da glicemia e quanto antes você fizer o acompanhamento com o oftalmologista, mais fácil será fazer o diangóstico precoce e evitar qualquer alteração na visão relacionada ao Diabetes!
Não deixe de visitar o seu oftalmologista uma vez ao ano e controle a sua glicemia! Assim você terá sua visão plena para sempre!
Assista à Live de apresentação do Grupo Retina Pernambuco
Com:
Alberdan, Diretor Executivo Retina Pernambuco
Magno Ramalho, colaborador Retina Pernambuco
Ana Maria, colaboradora Retina Pernambuco
Dr. José Ronaldo Carvalho, oftalmologista especialista em reitna, visão subnormal e genética
Maria Julia Araújo, presidente Retina Brasil
A pandemia da Covid-19 modificou a vida de todas as pessoas, exigindo o isolamento social, reforçando os cuidados com a higiene e afetando o acesso aos serviços de saúde. O isolamento social trouxe ainda dificuldades para a continuidade do tratamento das doenças da retina, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), a Retinopatia Diabética e o Edema Macular Diabético (EMD). Essas doenças exigem acompanhamento constante e tratamento periódico, pois caso isso não ocorra pode haver perda irreversível da visão.
Como a COVID-19 afetou a continuidade dos tratamentos das doenças da retina
A Covid-19 afetou de diferentes maneiras a continuidade dos tratamentos das doenças da retina. No início da pandemia, muitas clínicas foram fechadas, o que gerou a perda do acompanhamento dos pacientes com DMRI, Retinopatia e Edema Macular Diabético. Muitos pacientes que precisam de acompanhamento mensal deixaram de receber esse controle. Além do fechamento de clínicas, por medidas de segurança, as consultas agora estão mais espaçadas, ou seja, menos pacientes são atendidos por dia, aumentando as filas de espera por atendimento oftalmológico. Os pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, têm enfrentado enorme dificuldade para marcar suas consultas de controle.
Além de afetar o acompanhamento e controle da doença, o contexto da pandemia também dificultou a realização de procedimentos e exames. Isso aumentou a espera e atrasou a continuidade do tratamento, que muitas vezes é feito por meio de injeções no olho com medicamentos adequados.
Outro fator que contribui negativamente é o medo justificável dos pacientes de irem aos consultórios oftalmológicos, clínicas e hospitais e se contaminarem com a Covid-19. Muitas pessoas deixaram de ter contato com o seu médico oftalmologista por receio de ir a uma consulta e ter contato com a Covid-19.
Riscos dos pacientes não darem continuidade ao tratamento das doenças da retina
Sem o controle mensal da doença o paciente por ter o seu tratamento prejudicado e assim acabar perdendo a visão. O tratamento, que muitas vezes é feito com injeções no olho, é realizado de forma periódica variando, conforme cada caso, a cada mês, a cada três meses, etc. Sem receber as injeções nos intervalos apropriados para cada caso os pacientes podem sofrer com a perda da visão que pode não ser recuperada.
Como dar continuidade ao tratamento em tempos de pandemia
A pandemia da Covid-19 ainda não acabou, por isso médicos e pacientes precisam encontrar estratégias para dar continuidade ao tratamento para as doenças da retina. Para isso, o uso da telemedicina é revolucionário. A telemedicina já é uma realidade na oftalmologia e será cada vez mais comum no futuro. Os pacientes com DMRI,Retinopatia Diabética ou Edema Macular Diabético podem entrar em contato com seu médico oftalmologista por teleconsultas e seguir assim as suas recomendações sobre quando ir ao consultório, quando fazer exames, etc. Isso, além de reduzir o atendimento presencial e diminuir as filas de espera, contribui para que os pacientes não fiquem sem o acompanhamento de sua doença.
Além do uso da telemedicina, as consultas sempre são feitas cumprindo as medidas de segurança e as recomendações da vigilância sanitária e dos conselhos de saúde e medicina. O que significa que pacientes com sintomas gripais não devem ir às clínicas, além de sempre se manter o distanciamento, o uso de máscaras e das consultas serem espaçadas para evitar aglomerações.
O importante é não abandonar o tratamento nunca e sempre manter o contato entre médico e paciente.
Para saber mais sobre A Covid-19 e a visão assista:
07 de maio é o Dia Nacional do Oftalmologista, momento para homenagear esse profissional.
A Retina Brasil valoriza o empenho de todas as médicas e médicos oftalmologistas. Agradecemos pela dedicação e pelo cuidado com a saúde ocular de todos, especialmente das pessoas com doenças da retina. O trabalho do médico oftalmologista é essencial para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com doenças da retina. São esses profissionais que nos trazem esperança e nos incentiva ao trabalho.
Além da atuação clínica, a Retina Brasil agradece o trabalho em pesquisa científica realizada por oftalmologistas. A pesquisa, com destaque para as pesquisas sobre doenças da retina, traz esperança para as pessoas com essas doenças.
Assista à homenagem que o Conselho Brasileiro de Oftalmologia preparou para o dia de hoje:
Origem do Dia Nacional do Oftalmologista
O dia 07 de maio foi o escolhido para ser o Dia Nacional do Oftalmologista, pois foi o dia de fundação da Sociedade de Oftalmologia de São Paulo (07 de maio de 1930). Antes de ser uma data de âmbito nacional, ela foi decretada no estado de São Paulo pelo deputado e oftalmologista Antônio Salim Curiati em 1968. Finalmente em 1986, o então Ministro da Saúde Seigo Tsuzuki, assinou a portaria nº 398, instituindo em todo o Brasil o Dia Nacional do Oftalmologista.
O chamado Passe Livre para pessoas com deficiência é um benefício concedido pelo Estado para pessoas com deficiência usarem o transporte de forma gratuita. Existem três tipos de passe livre: o municipal, o intermunicipal (estadual) e o interestadual ou federal. Nem todas as pessoas com deficiência têm direito a todos os três tipos de passe livre. Entenda cada um deles:
Passe Livre Municipal
Esse passe livre garante o acesso gratuito ao transporte público da cidade na qual a pessoa com deficiência reside. Isso significa que a pessoa que tem o passe livre municipal pode andar de ônibus, trem, metrô, barca, ou qualquer outro tipo de transporte público que esteja disponível em sua cidade. Em cidades com região metropolitana, o passe livre municipal também se estende ao transporte entre as cidades da região metropolitana. Ou seja, a pessoa com deficiência que mora em uma capital, por exemplo, pode usar o transporte público gratuitamente para se deslocar para as cidades de sua região metropolitana.
O passe livre municipal é regulamentado pela prefeitura municipal, ou seja pela prefeitura de cada cidade. Todas as pessoas com deficiência têm direito ao benefício e para solicitá-lo é preciso verificar o procedimento em sua cidade. Como é de competência do município, cada cidade tem as suas regras para a concessão do benefício.
Se você está confusa ou confuso de como solicitar o passe livre municipal em sua cidade, uma dica é procurar no Google por “passe livre nome de sua cidade” ou perguntar sobre o assunto nas centrais de atendimento, ou na empresa responsável pelo transporte.
Passe Livre intermunicipal (estadual)
Esse passe livre concede o benefício do transporte gratuito entre cidades de um mesmo estado. O passe livre intermunicipal é regulamentado pelos estados, por isso cada estado tem autonomia para definir sobre o tema. Nem todos os estados concedem o benefício a todas as pessoas com deficiência, alguns estados oferecem o passe livre intermunicipal apenas para pessoas com deficiência comprovadamente carentes.
Para saber como funciona no seu estado de residência, você pode procurar no site da secretaria de transportes de seu estado. As regras e procedimentos para a concessão desse passe livre cabem ao estado, portanto podem ser diferentes de lugar para lugar.
Passe Livre interestadual ou federal
Esse passe livre permite que as pessoas com deficiência comprovadamente carentes viagem de ônibus, trem ou barca entre cidades de estados diferentes. Esse passe livre é de competência do governo federal e as informações sobre como solicitar, como renovar e como retirar a sua passagem podem ser encontradas no site do Ministério da Infraestrutura.
Abril Marrom é o mês da conscientização da saúde ocular. Entre os diversos temas relacionados ao Abril Marrom encontra-se a reabilitação. A reabilitação é indispensável para as pessoas com deficiência visual. A reabilitação pode e deve ser feita em qualquer idade e sempre de acordo com as necessidades individuais. Os impactos da não reabilitação são vastos, tanto do ponto de vista pessoal, quanto do coletivo, ou social. As pessoas cegas ou com baixa visão que não passam pela reabilitação podem ter sua autonomia prejudicada, afetando toda a sociedade.
Diferença entre habilitação e reabilitação
A habilitação se refere à aquisição de uma habilidade para realizar uma determinada função por um indivíduo que ainda não desenvolveu nenhuma forma de realizar essa tarefa específica. Já a reabilitação, é o processo de criar uma nova habilidade para realizar determinada tarefa que o indivíduo já tenha familiaridade anterior, mas que em função de alguma limitação adquirida precisa encontrar novas formas para realizá-la. Por exemplo, uma criança com baixa visão será habilitada a ler com lupas durante sua escolarização, essa criança não aprendeu outra forma de ler a não ler com lupas, por isso esse é o processo de habilitação. Por outro lado, uma pessoa adulta que perdeu a visão e começa a enfrentar dificuldades para a leitura precisará da reabilitação para aprender a ler com lupas. Essa pessoa adulta aprendeu a ler sem lupas, mas em função da perda visual precisa se reabilitar no processo de leitura.
Habilitação e reabilitação na infância
Na infância a habilitação é muito importante para o completo desenvolvimento das crianças. É preciso promover uma organização do uso de todos os sentidos para que o desenvolvimento possa ocorrer de forma satisfatória. Entre os focos da reabilitação infantil estão a estimulação precoce, a inclusão escolar e o uso efetivo da visão residual. Esse é um processo multidisciplinar que deve considerar as necessidades individuais e agregar a família, a comunidade e a escola.
Assista à live Abril Marrom: a importância da REABILITAÇÃO, com Eliana Cunha, especialista em Baixa Visão e Coordenadora da Área de Educação Inclusiva da Fundação Dorina Nowill para Cegos e Luiz Henrique Sanches. pessoa com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).
Reabilitação na fase adulta
Na vida adulta, a reabilitação deve em primeiro lugar entender as necessidades do indivíduo. Segundo a OMS, cerca de 30% das pessoas com deficiência visual apresentam uma perda leve ou moderada da visão. Isso significa que a reabilitação será direcionada para cada necessidade, variando de um processo mais simples e rápido, até um processo complexo, multidisciplinar e longo. Nessa fase de vida é importante considerar durante a reabilitação a empregabilidade e capacitação para equiparar o desempenho da pessoa com deficiência visual ao desempenho de uma pessoa sem limitação visual.
Reabilitação para idosos
Para a população com mais de 60 anos o principal papel da reabilitação será resgatar atividades e promover qualidade de vida. Nessa fase é importante avaliar quais outras limitações a pessoa possa ter e assim oferecer um acompanhamento multidisciplinar. O profissional da reabilitação deve apresentar as possibilidades e os recursos para o idoso, ou a idosa e, assim, juntamente com o indivíduo, traçar objetivos factíveis. Durante o processo deve-se sempre considerar os interesses pessoai, buscando a conquista da independência.
Em resumo, o papel da reabilitação é promover o desenvolvimento do indivíduo, resgatar atividades e promover qualidade de vida. Tudo isso feito de forma individualizada considerando as necessidades de cada pessoa em cada momento da vida.
Dia 24 de abril é o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), a data foi instituída pela Lei nº 13.055/2014 e é um dia importante para conscientizar sobre o tema. A Libras é um dos meios de comunicação utilizado pelas pessoas surdas e surdo-cegas no Brasil. Como toda língua, a Libras é formada por gestos, sinais e expressões, o sistema possui natureza visual-motora e tem estrutura gramatical própria.
A data é importante para conscientizar sobre os desafios de acessibilidade enfrentados pelas pessoas surdas e surdo-cegas. Os obstáculos da comunicação estão presentes na educação, no mercado de trabalho e na socialização. Além da Libras visual-motora, que é a mais conhecida, existe também a Libras tátil, que é utilizada pelas pessoas surdo-cegas.
Na comunidade das pessoas com doenças da retina, estão as pessoas com Síndrome de Usher, que além da perda da visão também podem sofrer com a perda da audição e do equilíbrio.
👉Terça-feira, 27 de abril, 19h30
🔴Youtube da Retina Brasil
Com:
Eliana Cunha
Especialista em Baixa Visão e Coordenadora da Área de Educação Inclusiva da Fundação Dorina Nowill para Cegos
Luiz Henrique Sanches
Pessoa com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
Em abril acontece o Abril Marrom, mês para a conscientização sobre a prevenção, combate e reabilitação à cegueira. Entre as diversas doenças da visão, existem as Doenças Raras e Hereditárias da Retina, conheça um pouco sobre elas.
A retina é a região do fundo do olho responsável por captar a luz. Quando as células da retina sofrem a degeneração elas passam a não funcionar corretamente e morrem. Assim, a luz não é captada adequadamente e a visão fica prejudicada.
O teste genético é um exame de extrema importância para as pessoas com Doenças Raras e Hereditárias da Retina. Para saber mais sobre o teste genético clique aqui.
Quais são essas doenças?
São Doenças Raras e Hereditárias da Retina: Retinose Pigmentar, Doença de Stargardt, Síndrome de Usher (USH), Distrofia de Cones, Distrofia de Cones e Bastonetes, Amaurose Congênita de Leber, Acromatopsia, Coroideremia, Atrofia Óptica Dominante, Distrofia Macular de Sorsby, Doença de Best, Doença de Refsum, Neuropatia Óptica de Leber, Retinosquise Juvenil, Síndrome de Bardet-Biedl.
Sintomas
Os sintomas dessas doenças são variáveis de acordo com o tipo de célula acometido. Podem ser a perda do campo visual (visão lateral), dificuldade em enxergar no escuro (visão noturna), sensibilidade à luz (fotofobia), dificuldade de leitura e perda da visão de detalhes (visão central), dificuldade com cores, entre outros.
Essas doenças podem aparecer combinadas com outras anomalias, em outros órgãos, nesses casos são chamadas de síndromes, como a Síndrome de Usher, que junto com a perda visual ocorre a perda auditiva.
Cura e Tratamento
Para a maioria das doenças hereditrias da retina ainda não existe cura e os tratamentos estão em fase de pesquisa, trazendo esperança aos afetados, pois as pessoas com essas doenças enfrentam o desafio contínuo da perda visual.
O único tratamento que existe é para um único tipo de doença provocada pelo gene RPE-65, o nome desse tratamento é Luxturna e trata-se de uma terapia gênica.
Sempre consulte o seu médico oftalmologista para saber sobre tratamentos e cuidados com a sua visão. O oftalmologista é o profissional adequado e capacitado para diagnosticar e orientar as pessoas com Doenças Raras e Hereditárias da Retina.