Mãe faz apelo por medicação oftalmológica de R$ 2 milhões para as filhas: ‘É uma corrida contra o tempo’

Amaurose Congênita de Leber é uma das doenças raras e hereditárias de retina. O único medicamento capaz de tratá-la ainda não é oferecido pelo SUS

Por Papo de Mãe

“Em busca do Luxturna, medicamento capaz de tratar meus olhinhos”. É dessa forma que a pequena Laura Fonseca, de 6 anos, se “apresenta” em seu perfil do Instagram monitorado pela mãe Helaine Alves, 41, e a irmã Isabella, 18 anos.

A família natural de Patos de Minas, município de 153 mil habitantes, está em busca do medicamento para tratar a doença rara Amaurose Congênita de Leber (ACL), que se manifesta na retina ocular. Uma dose única do Luxturna custa em torno de R$ 2 milhões, e tanto Laura como Isabella, precisam de quatro doses (uma para cada olho), saindo em torno de R$ 8 milhões para Helaine e seu esposo.

A dona de casa, que hoje se dedica pela causa das filhas, não fazia ideia de um dia iria enfrentar uma batalha árdua por um medicamento – este que pode salvar a visão das duas filhas, que possuem a doença genética que causa uma distrofia retiniana.

“Começo com a Isa, quando ela era ainda pequena. A gente observava a dificuldade dela para enxergar as coisas. Ela trombava nos objetos, não encontrava a chupeta… Foi quando começamos a investigar”, conta Helaine ao Papo de Mãe.

Quando sua primogênita Isabella tinha 3 anos, ela recebeu indicação para usar óculos. No entanto, com o passar do tempo, seus pais perceberam que de nada adiantava. “Eu trabalhava em uma clínica oftalmológica e na época vinha um profissional de retina, foi quando descobrimos a doença”, conta.

Cerca de 10 a 20% das crianças cegas são afetadas pela ACL, segundo estudos recentes. Apesar de ser considerada rara, a doença é responsável por 5% das retinopatias hereditárias.

“É uma doença progressiva, a perda visual está avançada. Ela [filha mais velha] cursa direito e está tendo muita dificuldade de acompanhar o conteúdo”, diz.

Com a descoberta do medicamento importado capaz de evitar a evolução da doença (não sua cura por completo), Helaine Alves começou uma busca atrás das autoridades, já que é inconcebível disponibilizar de R$ 8 milhões.

“Em 2018 eu entrei na Justiça solicitando o tratamento para às duas. Na época só existia tratamento nos Estados Unidos e na Europa, e conseguimos uma liminar. O juiz estadual determinou que a união arcasse com toda a despesa do tratamento das meninas. Quando chegou no STF [Supremo Tribunal Federal] só em 2020, o Dias Toffoli suspendeu a decisão”, afirma.

Helaine reforça que é um direito garantido pela constituição, e que o avanço da doença nas suas filhas está se tornando um grave problemas nos estudos. Laura, a caçula, está na fase de alfabetização. Em casa por conta da pandemia, a mãe está perto e vê toda sua dificuldade, o que ela define por “angustiante”.

“Precisa ser tudo ampliado e com luminária, só assim ela consegue. É bem complicado, a inclusão ainda não acontece e, por isso, precisamos divulgar muito. São poucas as escolas, mesmo privadas, que colocam em prática. Até hoje a minha filha mais nova não foi atendida. Ela precisa aprender em lousa de quadro branco com caneta preta. Até hoje isso não foi providenciado”, compartilha. “É uma corrida contra o tempo”.

Recentemente a família divulgou uma ampla campanha para incorporar o medicamento para tratamento da Amaurose Congênita de Leber (com mutação no gene RPE65) no Sistema Único de Saúde (SUS).

A Conitec, comissão responsável, acabou dando parecer desfavorável à proposta de incorporação. “Diversos países já utilizaram a medicação em seus pacientes, e os resultados foram maravilhosos. Não podemos permitir que crianças e jovens não sejam beneficiados pelo tratamento que, inclusive, já foi aprovado pela Anvisa”, escreveu Helaine no perfil que criou para a filha mais nova, Laura.

“A saúde, direito fundamental e universal, é assegurada pela Constituição Federal. Sendo assim, é inaceitável que nos seja negado um direito humano tão básico: a capacidade de enxergar plenamente”.

Para a Dra. Juliana Sallum, membra do conselho científico da Retina Brasil, a atenção com os olhos e o acompanhamento regularmente com um oftalmologista é de extrema importância. “Os olhos nos conectam com o mundo. Muitas doenças oculares são tratáveis se identificadas a tempo”, diz ela.

“Os pais devem estar atentos. É espero que nos primeiros meses de vida, a criança comece a interagir com o mundo, abrindo os olhinhos, prestando atenção ao seu redor… esse tipo de coisa pode ser notado. Se o bebê não fixa o olhar ou tem algum desvio, é preciso avisar o pediatra e se necessário, levá-lo a um especialista”, explica.

Juliana Sallum reforça dizendo que a visão é um fator imprescindível para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos pequenos. “É a nossa maior porta de comunicação com o ambiente. Uma criança que não consegue perceber o brinquedo do seu lado, não explora, não saí do lugar”, conta.

A especialista também alerta dizendo que muitos profissionais confundem a suspeita de autismo com problemas oculares, e vice-versa. “Às vezes os pais acreditam que o filho possa ter autismo, mas, na verdade, é uma questão na retina”, complementa.

Segundo a representante da Retina Brasil, Maria Júlia Araújo, o acesso aos tratamentos adequados pelo SUS é fundamental para aqueles que enfrentam alguma doença da retina. “Muitas perdas visuais seriam evitadas se todos os pacientes recebessem a atenção e os medicamentos específicos e com a regularidade ideal para cada caso”, afirma.

A realização do teste genético, por exemplo, é muito importante para quem tem uma doença hereditária da retina. “Essa orientação é capaz de apontar os riscos e suas implicações nas vidas das crianças”, diz a Dra. Juliana Sallum.

Em busca de informar e conscientizar a população e as autoridades, a Retina Brasil realizou neste sábado, 25 de setembro, Dia Mundial da Retina, o encontro virtual de Pessoas com Doenças da Retina. O evento foi totalmente gratuito e transmitido pelo canal do Youtube da associação das 9h às 13h.

*Ana Beatriz Gonçalves é jornalista e repórter do Papo de Mãe

 

Agradecemos todas as contribuições na Consulta Pública 67 da Conitec

Ao fundo aparece uma foto de uma flor. O texto no topo diz: OBRIGADA!. No centro, alinhado à esquerda o texto diz: Sua colaboração foi muito importante para aqueles que necessitam que o tratamento seja disponibilizado pelo SUS. No canto inferior esquerdo há a logo da Retina Brasil e no centro a #RPE65.

Agradecemos todas as contribuições na Consulta Pública 67 da Conitec

Foram mais de 3.600 contribuições nessa Consulta Pública. Esse é um número bem expressivo de opiniões da sociedade sobre a incorporação de uma medicação para uma doença rara.

A Consulta Pública 67 da Conitec ficou disponível para receber contribuições durante 20 dias entre os dias 21 de julho e 09 de agosto. A tecnologia sob análise é o voretigene neparvoveque para tratar pacientes adultos e pediátricos com Amaurose Congênita de Leber e Retinose Pigmentar causadas por mutações no gene RPE65. Essa consulta Pública recebeu mais de 3.600 contribuições que não teríamos conseguido sem seu apoio a causa. A divulgação e engajamento da comunidade faz a diferença!

Sua contribuição foi de grande ajuda para apoiar aqueles que precisam dessa medicação. Agradecemos as contribuições, divulgações para familiares e amigos, colaborações e apoio durante esse momento. Nossa organização e união neste momento é muito importante para mostrarmos que nossas vozes precisam e merecem ser ouvidas.

Hoje estamos lutando para incorporação no SUS da primeira medicação para uma doença hereditária da retina. No futuro esperamos lutar para que outros tratamentos vindouros estejam disponíveis para todos.

Muito OBRIGADA novamente pelo apoio!!!

Hoje é o último dia para opinar na Consulta Pública 67

: ao fundo aparece uma foto de pessoas com máscara protestando. O texto no topo diz: ACABA HOJE. No centro, alinhado à esquerda o texto diz: Participe da consulta pública número 67. Corre que ainda dá tempo de colaborar com sua opinião! Nesse momento nossas vozes são melhores juntas. No canto inferior esquerdo há a logo da Retina Brasil, no centro a #RPE65 e no canto inferior direito um desenho de uma mulher com megafone e um homem com os braços para cima, protestando.

Hoje é o último dia para opinar na Consulta Pública 67

Participe da consulta pública 67.

Para colaborar é muito fácil. Preencha o formulário através do link abaixo. Não deixe de dizer que é favorável a incorporação do voretigene neparvoveque no SUS e mostre seu ponto de vista com relação a medicação.

Clique aqui para opinar

Corre que ainda dá tempo de colaborar com sua opinião!

Nesse momento nossas vozes são melhores juntas.

Essa medicação é importante para que jovens e crianças não percam a visão. Essa é a ÚNICA medicação existente e caso não sejam tratadas essas crianças evoluirão para uma cegueira irreversível..

O parecer inicial da Conitec foi de não incorporação dessa medicação no SUS. Precisamos mostrar que apoiamos as pessoas que precisam dessa medicação para que a Conitec revise seu parecer depois de nossas colaborações.

Apoie a luta contra cegueira opinando nessa Consulta Pública. Essa medicação é cara e para garantir que todos que precisem tenham acesso a ela, temos que garantir que ela seja ofertada no SUS

Você tem até o fim do dia de hoje para opinar AQUI.

Seu apoio é importante!

Colabore para manter a visão de crianças e jovens adultos

Colabore para manter a visão de crianças e jovens adultos!

Opine na consulta pública sobre a incorporação no SUS da PRIMEIRA MEDICAÇÃO APROVADA para tratar uma doença hereditária da retina no mundo.

Como? Opinando até o dia 09 de agosto na consulta pública 67 da Conitec que está analisando a incorporação do voretigene neparvovec no SUS. Basta preencher o formulário .

Se você é favorável que as pessoas tenham acesso ao ÚNICO tratamento que pode reverter uma perda visual severa, dê sua opinião na consulta pública 67 da Conitec. Basta preencher o formulário e dizer que é A FAVOR DA INCORPORAÇÃO DO MEDICAMENTO NO SUS.

A medicação em avaliação é o voretigene neparvoveque (conhecido como LUXTURNA). Essa medicação é responsável por reverter a perda da visão. Se não tratados, crianças e jovens com distrofias de retina causadas por mutações no gene RPE65 continuarão com a perda progressiva da visão evoluindo para cegueira.

Hoje temos uma medicação para que esses indivíduos não fiquem totalmente cegos. Opine na consulta pública 67 e lute contra a cegueira.

Lembrando que a participação é gratuita e ATÉ DIA 09 DE AGOSTO. Basta preencher o formulário abaixo.

CLIQUE AQUI PARA OPINAR

Sua opinião será importante para quem tem a possibilidade de estabilizar a perda IRREVERSIVEL da visão.

 

Contamos com seu apoio na Consulta pública 67

Ao fundo aparece uma foto de pessoas com máscara protestando. O texto no topo diz: Contamos com seu apoio na Consulta pública número 67. No centro, PARTICIPE da consulta pública número 67 apoiando a incorporação dessa medicação inovadora no SUS. No canto inferior esquerdo há a logo da Retina Brasil, no centro a #RPE65 e no canto inferior direito um desenho de uma mulher com megafone e um homem com os braços para cima, protestando

Contamos com seu apoio na Consulta pública 67

Para colaborar:

Opine aqui!

Não perca essa chance. Você pode contribuir com seu ponto de vista para que outras pessoas tenham um futuro sem mais perdas em sua visão.

PARTICIPE da consulta pública 67 apoiando a incorporação dessa medicação inovadora no SUS.

A LUXTURNA é uma medicação para tratar a retina de pessoas com mutações no gene RPE65. Por se tratar de doenças raras (Retinose Pigmentar e Amaurose Congênita de Leber), essa medicação é de alto custo.  Caso não esteja no SUS essas crianças e jovens, que poderiam não ter mais perdas visuais, ficarão sem tratamento. Lute contra a perda visual IRREVERSIVEL.

Temos a chance de mostrar nossa perspectiva com relação ao medicamento e modificar o parecer inicial de não incorporação da LUXTURNA no SUS.

Essa é a nossa chance de sermos ouvidos.

Participe da consulta pública 67 da Conitec.

Ajude a Laura a conseguir seu tratamento

Ajude a Laura a conseguir seu tratamento

Opine na consulta pública 67 da Conitec 

A Laura tem seis anos e uma doença hereditária da retina. Essa doença se não tratada pode levar essa menina a ter uma perda visual IRREVERSIVEL. Essa distrofia retiniana afeta sua percepção de luz, sua visão periférica e a central também. Felizmente para Laura existe um tratamento com a medicação LUXTURNA. A doença ocorre de maneira progressiva e quanto antes ela tiver acesso ao tratamento melhor  será a chance de melhora da visão .

Assista ao depoimento de Laura: https://www.instagram.com/p/CSHZREEAW1r/?utm_medium=share_sheet 

Essa medicação é  inovadora e por isso também tem alto custo. Atualmente este medicamento esta sendo analisado para incorporação no SUS, mas a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias e Medicamentos no SUS) deu um parecer inicial de não incorporação.

Agora estamos em fase de consulta pública e podemos mudar essa posição. A Consulta pública 67 da Conitec trata da incorporação do voretigene neparvovec (conhecido como LUXTURNA) no SUS. Após analisar cada uma das opiniões da consulta pública, a Conitec emitirá seu parecer final.

Nesse momento CADA VOZ CONTA!

Opine aqui!

Apoie a Laura, sua irmã e muitos outros jovens na luta contra a cegueira.

Nessa consulta pública além de marcar o campo que diz se você é a favor da incorporação dessa medicação,  existe um campo para que você coloque sua opnião. Nesse campo você pode contribuir com seu ponto de vista.

Cada colaboração conta muito para mostrarmos nosso apoio a Laura e todos que venham se beneficiar desse tratamento.

O que é terapia genica? Opine na Consulta Pública 67

Ao fundo aparece uma foto de pessoas com máscara protestando. O texto no topo diz: O que é terapia genica?. No centro, alinhado à esquerda o texto diz: Conheça melhor o que é terapia genica e como chegamos até aqui. No canto inferior esquerdo há a logo da Retina Brasil, no centro a #RPE65 e no canto inferior direito um desenho de uma mulher com megafone e um homem com os braços para cima, protestando.

O que é terapia genica? Opine na Consulta Pública 67

Algumas terapias atualmente desenvolvidas e em desenvolvimento para tratar distrofias hereditárias  da retina tem como base a identificação das mutações genicas causadoras dessas distrofias e como essas doenças são causadas por elas. Surgem, assim, as terapias de genes que são mais especificas e seus  estudos clínicos são desenvolvidos para testar a eficácia e segurança em indivíduos com mutações genéticas particulares. Trata-se de medicações bem personalizada que abrangem um número de pacientes, mas que não funcionam para toda e quaisquer distrofias de retina.

A primeira medicação para uma doença hereditária da retina está em avaliação no Ministério da Saúde para incorporação no SUS. Você tem a chance de opinar na Consulta Pública 67 da Contec sobre a incorporação do voretigene neparvovec no SUS.

OPINE AQUI!

Colaborando você tem a chance de contribuir para que a medicação chegue a quem necessita dela para ter um futuro melhor.

As terapias genicas são desenvolvidas para mutações bem especificas. No caso voretigene neparvovec a medicação é indicada para pessoas com Amaurose Congênita de Leber e Retinose Pigmentar causadas por mutações em ambas as copias do gene RPE65 com suficientes células viáveis.

Tipos de Terapia genica

As pesquisas em desenvolvimento têm abordagens diferentes para cada tipo de mutação e os efeitos que estas causam no organismo. O tipo mais comum de terapia genica em desenvolvimento é o aumento do gene. Esse tipo de terapia visa entregar uma cópia sadia do gene para que esta faça com que as células fotorreceptoras comecem a funcionar corretamente.

No entanto, em alguns casos esse tipo de abordagem não funciona. Outro tipo de terapia para DHR em desenvolvimento é a “inativação dos genes” que é utilizada para inibir as mutações que causam distrofias da retina por produção de proteína prejudicial. A “edição de genes” também vem sendo desenvolvida para reparar as mutações diretamente nas células afetadas da retina.

A primeira terapia genica aprovada

Após muitos anos de pesquisa, existe uma única medicação aprovada para tratamento de doenças hereditárias da retina. O voretigene neparvovec (conhecido comercialmente como LUXTURNA) foi aprovado pelo FDA (EUA) em 2017 e pela ANVISA em 2020. Essa medicação é para um número pequeno de indivíduos que podem ser beneficiados com o tratamento.

A Luxturna funciona por aumento do gene. É fornecida uma cópia sem alteração do gene RPE65 diretamente nas células da retina. Estas células da retina começam a produzir a proteína normal RPE65 que converte luz em sinais elétricos na retina para restaurar a perda de visão do paciente.

Sua administração através de uma injeção sub-retiniana em ambos os olhos separadamente e em dias separados. Esse é um tratamento único, significando que mesmo sendo uma medicação cara será necessário a aplicação em cada olho.

Os benefícios desse tratamento são principalmente a estabilização da progressão da perda visual, a melhora de percepção luminosa e ampliação de campo visual. Esses benefícios geram uma vida com maior autonomia, a mobilidade da pessoa aumenta e os familiares e indivíduos ganham uma melhora em sua qualidade de vida.

Neste momento cada voz conta para que a medicação seja incorporada no SUS. Colabore na consulta pública 67 da Conitec para mostrar seu apoio aos que podem se beneficiar desse tratamento. Para participar basta clicar aqui e preencher o formulário opnando se esse medicamento deve ser oferecido no SUS.

Esse é o primeiro tratamento para uma doença hereditária da retina que utiliza uma medicação totalmente inovadora. Esse tratamento é o ponta pé inicial que abrirá as portas para um futuro em que outras distrofias retinianas também poderão ser tratadas.

Mutações bialélicas no gene RPE65

Ao fundo aparece uma foto de pessoas com máscara protestando. O texto no topo diz: Mutações bialélicas no gene RPE65. No centro, alinhado à esquerda o texto diz: Pessoas com mutações no gene RPE65 apresentam perda visual desde a infância. Sem tratamento a perda pode ser irreversível. No canto inferior esquerdo há a logo da Retina Brasil, no centro a #RPE65 e no canto inferior direito um desenho de uma mulher com megafone e um homem com os braços para cima, protestando.

As mutações bialélicas no gene RPE65

Existem duas doenças hereditárias da Retina que são causadas por mutações bialélicas no gene RPE65, são elas a Amaurose Congênita de Leber (ACL) e a Retinose Pigmentar (RP). Essas degenerações retinianas podem apresentar sintomas desde a infância. Os sintomas mais comuns para Amaurose Congênita de Leber são a dificuldade em focar objetos, as crianças costumam apertar os olhos, em alguns casos apresentam nistagmo (movimento involuntário dos olhos) e a cegueira noturna (quando a visão piora em ambientes com pouca luminosidade).

Contribua, aqui, na consulta pública para que crianças e jovens com essas distrofias não percam a visão existindo um tratamento.

Essas mutações no gene RPE65 fazem com que as células fotorreceptoras da não metabolizem de forma adequada uma enzima especifica da vitamina A. A perda na visão se da de forma progressiva podendo levar a cegueira completa.

As doenças causadas por mutações no gene RPE65 são de caráter autossômico recessivo. Significando que, para apresentar a doença deve ser herdada uma cópia mutada de cada progenitor. Os progenitores podem carregam uma cópia sadia e outra copia com a mutação. A doença só se manifesta quando ambas as copias do gene deste individuo tem a mutação.

Por tanto, essas doenças são consideradas hereditárias pois, as mutações no gene são provenientes dos pais. Isso faz com que muitas vezes exista mais de um irmão na familia com a distrofia de retina.

Prevalência dessas distrofias de retina

A prevalência global da Retinose Pigmentar é relatada como variando entre 1 caso a cada 2.500 pessoas e 1 caso a cada 7.000 pessoas. Já a prevalência da Amaurose Congênita de Leber (ACL) é estimada entre 1 em 50.000 e 1 em 100.000 pessoas.

Deste modo, ambas as doenças são consideradas raras. Uma vez que a OMS considera como rara uma doença com uma prevalência de até 65 afetados em 100 mil pessoas.

Contudo, apenas uma parte dessas doenças é causada por mutações no gene RPE65. Atualmente a ciência atribui apenas 2% dos casos diagnosticados de Retinose Pigmentar sendo causada por mutações de RPE65. Deste modo, esses casos são considerados ultrarraros devido a sua prevalência na população em geral.

O único tratamento aprovado para uma DHR

Após muitos anos de desesperança e pesquisas cientificas, atualmente temos uma primeira medicação aprovada para o tratamento de uma doença hereditária da retina. O voretigeno nevarpoveque (comercializado como LUXTURNA) teve seu registro de comercialização aprovado em agência reguladora em 2017 no FDA (EUA) e no ano de 2020 foi aprovada para uso no Brasil pela ANVISA,

Anterior a isso, ao serem diagnosticados com essas doenças as pessoas não possuíam perspectivas de futuros tratamentos. Felizmente a ciência vem evoluindo e trazendo esperança para tantas pessoas com essas condições.

Esse medicamento que é utilizado para tratar crianças e jovens adultos com mutações no gene RPE65 se baseia na adição do gene sadio na retina. Isso faz com que as células fotorreceptoras que anteriormente não funcionavam de forma adequada, agora o façam. Para que este tratamento funcione é necessário ter células fotorreceptoras ainda viáveis.

Para pessoas com mutação no gene RPE65 o tratamento já é uma realidade! Existem pesquisas em fase de testes clínicos para outras mutações genicas. No momento temos a oportunidade de contribuir para que esta medicação seja incorporada no SUS!

Apoie essa luta importante contra a cegueira participando da consulta pública 67 da Conitec!

Faltam 10 dias para o fim da consulta pública 67

Ao fundo aparece uma foto de pessoas com máscara protestando. O texto no topo diz: FALTAM 10 DIAS. No centro, alinhado a esquerda o texto diz: Participe da consulta pública número 67 para evitar a perda irreversível da visão de crianças e jovens. No canto inferior esquerdo há a logo da Retina Brasil, no centro a #RPE65 e no canto inferior direito um desenho de uma mulher com megafone e um homem com os braços pra cima, protestando.

Faltam 10 dias para o fim da consulta pública 67

Participe na consulta pública 67 para evitar a perda irreversível da visão!

Contribua Aqui!

Não perca a chance de contribuir para que dezenas de crianças e jovens adultos tenham um futuro melhor !

Essas doenças hereditárias da retina são causadoras de perdas moderadas a severas na visão e podem causar em muitos casos a cegueira. Atualmente apenas uma dessas doenças tem tratamento para um único gene. Atualmente no Brasil está autorizada o uso do LUXTURNA que é indicado para tratamento de pacientes com mutações bialelicas no gene RPE65. Esse medicamento tem alto custo. A incorporação desta medicação no SUS é extremamente importante para dar acesso a todos que possam se beneficiar dessa  terapia. Atualmente está aberta a consulta pública 67 para ouvir daqueles que conhecem como é viver com uma doença hereditária da retina. Contamos com você para se unir a nós nesse momento tão importante!

 

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O que é uma consulta pública?

No canto superior esquerdo está escrito: O que é uma consulta publica? Mais abaixa, à esquerda, escreve-se Este é o momento de ter sua VOZ ouvida pelo Ministerio da saude. A direita, imagem de personagem feminica com alto-falante levantado e personagem masculino com as mãos levantadas. No rodapé da página encontra-se o logo da Retina Brasil e no centro a hashtag RPE65.

O que é uma consulta pública!

O Ministério da Saúde em suas tomadas de decisão sobre a incorporação de tecnologias no SUS busca considerar seus usuários. Uma das ferramentas usadas é a Consulta pública (CP) , ela permite que a sociedade opine e participe dos processos de decisão junto ao governo para a inclusão de novas tecnologias e medicamentos no SUS.

 

Consulta Pública Conitec Nº 67/2021

 

Essa Consulta Pública Nº 67, procura ouvir a população sobre a proposta de incorporação do voretigeno neparvoveque (comercialmente conhecido como LUXTURNA) para o tratamento de Distrofia hereditária da retina mediada por mutação bialélica no gene RPE65. Essas pessoas são crianças e jovens adultos com Amaurose Congênita de Leber e Retinose Pigmentar.

A recomendação inicial da Conitec foi de não incorporação dessa medicação no SUS. Quando a DHR não é tratada, leva a uma perda irreversível da visão. Por isso sua contribuição nesta Consulta Pública é tão importante.

Seu apoio pode colaborar para que os pacientes com mutações bialelicas no gene RPE65 sejam tratados no SUS, evitando assim uma perda da visão desnecessária.

Participe! Esta Consulta Pública ficará disponivel para contribuições até o dia 09/07/2021. Deixe a sua opinião favorável a incorporação dessa tecnologia inovadora no SUS e colabore com os que precisam dessa medicação.

Após as contribuições feitas pela sociedade durante a consulta publica a Conitec avaliará novamente o fornecimento do voretigeno neparvoveque para crianças e jovens adultos que do contrário perderão ficar cegos.

Para participar é muito fácil, basta acessar esse link e preencher o formulário.

Sua colaboração é essencial!

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