Como a COVID-19 está mudando o futuro dos cuidados com os olhos

#PraCegoVer imagem de divulgação com fundo ilustrativo do Coronavírus e o título da notícia.

Essa notícia foi traduziada pela Retina Brasil. Para ler a original clique aqui

A rápida adoção dos serviços de telemedicina para impedir a disseminação do coronavírus está aumentando as pesquisas para desenvolver novas formas inovadoras de diagnosticar e monitorar pacientes com doenças visuais.

Como a pandemia do COVID-19 estimulou os profissionais de saúde da Austrália a substituir muitas consultas presenciais rotineiras por consultas por telefone ou vídeo – a telemedicina passou a ser muito popular.

Pesquisadores do CERA (Center For Eye Research Australia) estão liderando grandes projetos para desenvolver novas ferramentas que podem ser usadas em casa ou fora das clínicas tradicionais de oftalmologia. Eles prevêem que a mudança para os serviços de telemedicina continuará a ganhar ritmo depois que a pandemia do COVID-19 terminar.

Inovação em pesquisas oculares

O professor diretor adjunto do CERA Peter Van Wijngaarden está liderando uma pesquisa para desenvolver um teste oftalmológico simples para detectar sinais precoces da doença de Alzheimer. Ele também é Diretor Clínico do KeepSight, um sistema nacional de lembretes para incentivar pessoas com diabetes a fazerem exames oftalmológicos regularmente.

Saiba mais sobre a  Retinopatia Diabética 

“Em tempos de crise, a inovação realmente vem à tona”, disse o professor associado Van Wijngaarden. “A comunicação por vídeo está em foco e esta é uma mudança irreversível que também se traduzirá no sistema de saúde.”

“Tecnologias poderosas de imagens, combinadas à inteligência artificial, estão transformando a capacidade de rastrear os primeiros sinais das doenças da visão.”

“Tornar os testes oculares mais convenientes e acessíveis aos pacientes, para que possamos diagnosticar mais cedo as doenças e evitar a perda de visão, está caminhando lado a lado com incríveis melhorias tecnológicas.”

“Novas tecnologias têm o potencial de detectar sinais precoces de doenças – sem a necessidade de uma consulta oftalmológica – e determinar quem precisará ser encaminhado a um oftalmologista para uma consulta para uma avaliação clínica mais detalhada.”

“Pesquisas estão revelando o potencial de testar pacientes em locais adequados a eles – em sua própria casa, em uma cabine de fotos dentro de um shopping center ou durante uma visita a outro profissional de saúde como um clínico geral.”

O professor associado Van Wijngaarden diz que um dos maiores desafios é que muitas doenças visuais não apresentam sintomas nos estágios iniciais – e muitas pessoas não são testadas com antecedência suficiente para prevenir a perda de visão.

Isso significa que as novas tecnologias de rastreamento não só precisam ser acessíveis e convenientes – mas as pessoas também precisam estar motivadas a usá-las.

“Não é só porque temos soluções digitais ou aplicativos que isso significa que as pessoas irão utilizá-los. Para que uma tecnologia seja realmente transformadora, ela precisa atender às necessidades do consumidor.”

Da tela de Amsler para o aplicativo AMD

A professora Robyn Guymer AM é Vice-Diretora e Chefe de Pesquisa Macular do CERA. Ela está trabalhando com colegas internacionais para desenvolver um aplicativo digital que permitirá que pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI – ou do inglês, “age-related macular degeneration” – AMD) monitorem sua visão de casa.

Saiba mais sobre a DMRI

Espera-se que os novos testes substituam a tela de Amsler – a ferramenta tradicional de papel que tem sido amplamente utilizada para monitorar a visão do paciente nas últimas décadas.

Teste sua visão com a Tabela de Amsler 

A professora Guymer e seu time desenvolveram um aplicativo digital – que envolveu pacientes com DMRI úmida fazendo um teste simples semanalmente em um tablet eletrônico – para monitorar os primeiros sinais de “sangramentos” que ameaçam a visão na parte de trás do olho.

Eles previram que, diferentemente da tela de Amsler, que requeria que os pacientes se “auto analisassem” e reportassem – um teste eletrônico poderia ser acessado remotamente por especialistas e ser analisado regularmente. Pacientes com deterioração considerável na visão seriam alertados para agir, como repetir o teste com mais frequência ou visitar seu oftalmologista.

“Embora nós tenhamos hoje tratamentos muitos bons para prevenir a perda de visão por sangramentos na DRMI úmida, um dos grandes desafios é garantir que os pacientes sejam tratados no momento certo”, disse a professora Guymer.

A professora Guymer foi inspirada a desenvolver um teste para melhorar as chances de salvar a visão dos pacientes e reduzir o número de pacientes idosos que chegam às emergências dos hospitais com perda de visão súbita ou profunda.

No longo prazo, ela espera que o monitoramento remoto também reduza o número de consultas de retorno que os pacientes precisam, minimizando a pressão sobre o sistema de saúde causada pelo rápido envelhecimento da população.

Em 2018, a equipe da professora Guymer publicou uma pesquisa que mostrou que sua tecnologia era uma solução viável para testar a visão do paciente com DMRI.

O grupo também descobriu que a capacidade do teste para detectar uma função visual anormal era comparável aos testes realizados em clínicas.

A professora Guymer diz que o próximo desafio é tornar os testes digitais mais atrativos.

“Nós pretendemos “gamificar” estes testes para torna-los mais atraentes” disse a professora Guymer.

“Se os testes forem chatos, as pessoas não os farão por muito tempo, principalmente se o resultado não mudar em centenas de testes.

“Nós queremos criar algo que seja atraente e divertido, de forma que as pessoas continuem a usá-lo sem que isso pareça uma tarefa árdua.”

A professora Guymer diz que a pandemia do COVID-19 também destacou a necessidade de tecnologias que permitam aos pacientes testar sua visão em seu próprio celular ou tablet, sem ter que passar longos períodos em pequenos espaços, às vezes bem apertados, para fazer exames em clínicas oftalmológicas.

“Uma ferramenta que pode minimizar o tempo de contato desempenhará um papel importante na proteção dos pacientes e dos profissionais de saúde”, diz ela.

IA contornando a lacuna da saúde visual

O professor Mingguang He está liderando pesquisas que testam o uso de uma ferramenta de Inteligência Artificial para identificar pessoas com risco precoce de doenças visuais que provocam cegueira, incluindo retinopatia diabética, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e catarata.

Saiba mais sobre as Doenças Comuns da Retina (DMRI, Retinopatia Diabética, etc.)

Saiba mais sobre as Doenças Raras e Hereditárias da Retina (Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Doença de Stargardt, etc.)

Depois de tirar uma foto da parte de trás do olho do paciente, o sistema de IA verifica sinais de doença e imprime um relatório identificando se o paciente deve ser encaminhado para um especialista para avaliação e tratamento adicionais.

“Deficiências visuais e cegueira são os principais problemas de saúde pública na Austrália, com 50% das principais doenças visuais não sendo diagnosticadas”, disse o Professor He.

“A Inteligência Artificial tem o potencial de diminuir a lacuna no tratamento oftalmológico, permitindo a introdução de programas de triagem em áreas remotas e regionais que atualmente estão perdendo os serviços de oftalmologia.”

O algoritmo da ferramenta de IA foi desenvolvido ao longo de cinco anos usando mais de 200.000 imagens da parte de trás do olho e foi considerado altamente preciso.

Agora ele está sendo testado do mundo real, incluindo comunidades indígenas remotas nas terras APY (Anangu Pitjantjatjara Yankunytjatjara) da Austrália Central em colaboração com o Conselho de Saúde Nganampa e a Fundação Fred Hollows.

O próximo passo será comparar a ferramenta de IA com os modelos atuais de telemedicina e medir a precisão, o custo-benefício, a facilidade de utilização e a aceitação do paciente e do clínico.

“Depois da COVID-19, consultas presenciais se tornarão cada vez mais desafiadoras” disse o professor He.

“A Inteligência Artificial integrada à automação e à tecnologia robótica nos permitirá desenvolver uma clínica virtual como um novo modelo de atendimento.

“Nós estamos trabalhando duro não só para tornar a IA mais precisa, mas também mais rápida, fácil de usar e menos dependente de operadores e médicos.”

Em um projeto separado, o professor He, apoiado pelo Google Impact Challenge, liderou o desenvolvimento de um aplicativo que permite às pessoas medir sua acuidade visual em casa.

O aplicativo, que calibra a distância usando a tecnologia de reconhecimento facial, tem um nível de precisão similar aos testes feitos em ambientes clínicos.

Veja mais notícias relacionadas às doenças da retina e a COVID-19

Veja vídeos sobre como as pessoas com deficiência visual podem se prevenir da COVID-19:

 

Live: Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)Saiba Mais

#PraCegoVer #PraTodosVerem imagem de divulgação com as informações escritas abaixo. Na imagem há também as fotos dos partiicpantes da Live.

Assista a Live da Retina Brasil sobre Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) .

A Live irá tratar das principais características da doença, sintomas, tratamentos, prevenção e como lidar com a perda da visão na idade adulta.  Noss Live sera  com Maria Júlia Araújo, presidente da Retina Brasil e os convidados:

Dr. Alexandre Rosa – Professor de Oftalmologia – UFPA. Doutor em Oftalmologia pela FMUSP. Especialista em Doenças da Retina e Vítreo Hércules Sartorelli – pessoa com DMRI

A Live: Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)Saiba Mais será no dia 25 de junho, quinta-feira, às 19h no Canal do Youtube da Retina Brasil.

Para assistir a Live clique no link abaixo:

Qualidade de vida e deficiência visual

#PraCegoVer imagem de uma menina de óculos escuros segunrando um cacho de balões coloridos. Está escrito: "Qualidade de Vida" e há a logo da Retina Brasil

Ao pensar em qualidade de vida, pode ser natural imaginar a plena realização em diversas áreas da vida. A ideia de qualidade de vida implica ter saúde profissional, financeira, emocional, física, social e até espiritual. Esse conceito é amplo, bonito e verdadeiro. No entanto é comum que as pessoas se sintam insatisfeitas e acreditem que nunca terão qualidade de vida. Isso acontece com pessoas com e sem deficiência, mas quando se sofre a perda da visão, alcançar o bem-estar parece algo ainda mais distante. A proposta para ver e ter uma qualidade de vida com deficiência visual parte do abandono de modelos de felicidade, perpassa a reflexão pessoal e termina na construção constante de realizações.

Há no imaginário coletivo o mito de que a qualidade de vida significa ter uma boa casa, usufruir de bens materiais, ter uma família estável,uma carreira promissora, saúde e todas os sentidos do corpo físico em pelo funcionamento. Isso é uma idealização, portanto  está distante da realidade e, muitas vezes, mostra-se  inatingível. Ao analisar esse pressuposto e observar a realidade é fácil concluir que a maior parte das pessoas não tem e talvez nunca terá parte desse modelo realizado. A ânsia de se tentar cumprir parâmetros externos e pré-fixados de bem-estar  causa a frustração.  Qualidade de vida não é obter os resultados apresentados por um padrão  exógeno de felicidade. Qualidade de vida é ter bem-estar em diversas áreas da vida, e a definição sobre o que o bem-estar funciona melhor quando parte de cada pessoa.  Portanto, romper com o modelo de sucesso e entender quais são os valores de vida de cada pessoa, é uma sugestão para começar a ter qualidade de vida, sendo ou não uma pessoa com deficiência.

Essa análise sobre o que de fato é relevante para a conquista do bem-estar parece especialmente importante para as pessoas com Baixa Visão, ou cegas. O conceito tradicional, e infelizmente, ainda preponderante de sucesso não inclui a pessoa com deficiência de forma natural. A pessoa com deficiência ou está excluída das vitórias, ou as obtém pela superação da deficiência, o que significa em certa medida deixar a limitação para trás. Em nenhuma dessas possibilidades existe a felicidade com a deficiência tal como ela é. E isso não só é possível como desejável.

Saiba mais:

A Baixa Visão pode ser causada por diversas razões, entre elas estão as Doenças Raras e Hereditárias da Retina, como a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt, a Síndrome de Usher, etc. Outras Doenças Comuns da Retina que também podem causar a perda de visão são a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e a Retinopatia Diabética

 

Por isso parece positivo questionar o que é importante do ponto de vista individual. Entender o que é precioso para a conquista da qualidade de vida pessoal e tentar reduzir as interferências externas, pois. como exposto,  muitas vezes elas são prejudiciais. Para essa pergunta, não há resposta certa,  existe o respeito ao coletivo e ao pessoal e a conclusões individuais. Cada pessoa tem o poder de construir o seu padrão de bem-estar e obter qualidade de vida.

Após refletir, a proposta é observar as características individuais. Observar sem julgar. Cada pessoa é única e tem suas capacidades, suas limitações, seus desejos, seus valores. Nesse olhar a deficiência visual é apenas mais uma característica dentre tantas outras que compõem um indivíduo. Ela não é boa nem ruim, apenas é parte de um ser. Assim, ela não precisa ser um aspecto limitador, nem um fator a ser superado, ela integra o indivíduo, basta abraçá-la, entendê-la e com ela construir uma vida de realizações.

A trajetória para a conquista da qualidade de vida com a  deficiência visual, portanto começa com o entendimento e com a busca interna do que faz bem. As realizações irão depender disso e dos recursos e habilidades a serem desenvolvidos por cada pessoa. A deficiência visual irá permitir a descoberta de novas maneiras para realizar atividades comuns e assim cada pessoa tem a oportunidade de expandir seu rol de habilidades. Para isso a reabilitação, o uso de recursos de tecnologia assistiva e tantas outras coisas é excelente.

A partir de tudo o que está expostos, ter qualidade de vida com deficiência visual não é simples, mas também não é tão difícil assim. O passo inicial reside em abandonar os modelos tradicionais de felicidade e encontrar os valores internos,  respeitando a todos e a si mesmo. Ao descobrir o que é importante e o que traz bem-estar na esfera pessoal, abre-se as possibilidades para a conquista da qualidade de vida. A qualidade de vida adquirida por meio do entendimento individual será pura e profunda. Ela estará consolidada internamente, baseada nas suas capacidades e ampliada pelas superações pessoais. Assim, será possível obter bem-estar e a deficiência visual será apenas uma parte da vida, esteja bem por dentro que a vida será melhor a  despeito de limitações.

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Tecnologia Assistiva

Recursos de ampliação

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Está escrito "Tecnologia Assistiva" e há a logo da Retina Brasil.

Autor: Ricardo

O avanço da tecnologia ao longo dos últimos anos permitiu o desenvolvimento da Tecnologia Assistiva, trazesndo novos recursos que auxiliam pessoas com deficiência visual.  Atualmente, são oferecidas várias opções entre aparelhos simples ou tecnológicos que podem atender a cada necessidade. Hoje iremos abordar os recursos de ampliação, ou seja, tudo aquilo que possa ajudar uma pessoa com deficiência visual com baixa visão a potencializar o uso de seu resíduo visual. 

Entenda!

A Baixa Visão pode ser causada por diversas razões, entre elas estão as Doenças Raras e Hereditárias da Retina, como a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt, a Síndrome de Usher, etc. Outras Doenças Comuns da Retina que também podem causar a perda de visão são a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e a Retinopatia Diabética. A reabilitação é um processo importante para as pessoas com Baixa Visão e os recursos de Tecnologia Assistiva são essenciais.

 

Os recursos de ampliação mais utilizados pelas pessoas com Baixa Visão são, as lupas de mão, telelupas, lupas de página inteira ( para leitura de livros ), aplicativos de lupas para smartphones e lupas eletrônicas.

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Na imagem há modelos de lupa de mão, de telelupa, lupa de página inteira e lupa eletrônica. Está escrito: “Recursos de Ampliação” e há a logo da Retina Brasil.

 

Muitas pessoas acabam tendo dúvidas de qual desses recursos é mais útil. Isso irá depender muito das necessidades de cada um, ou seja, em que situação utilizar cada aparelho e qual a frequência de uso, pois alguns dos recursos tem um custo elevado, e a acuidade visual de cada pessoas é determinante para a escolha. Por exemplo, no caso em que uma pessoa tem o hábito de ler livros, e sua acuidade visual seja razoável, uma lupa de página inteira, provavelmente iria lhe satisfazer. Por outro lado, quando uma pessoa deseja somente fazer leitura de pequenos trechos de textos ou rótulos, e sua acuidade visual ainda é satisfatória, uma lupa de mão ( lupa de vidro ), provavelmente lhe atenderá muito bem.

Agora entrando na parte de  tecnologia, existem inúmeros aplicativos de lupas para smartphones, desde um bem simples de se utilizar, até aqueles com mais recursos. Esse aplicativos são, em sua maioria, gratuitos, mas há também os pagos. Os apps são bem interessantes e com muitos recursos que vão ajudar em várias situações, pois além desses aplicativos terem a opção de alterar a ampliação, eles também podem alterar o contraste das cores. Isso significa inverter a cor (modo negativo),ou  fazer com que a fonte seja em uma cor e o fundo outra, por exemplo fonte azul e fundo amarelo. Como atualmente muitas pessoas possuem smartphone e baixar um desses aplicativo é muito simple, esse apps são frequentemente usados pelas pessoas com Baixa Visão e Doenças da Retina.

Conheça as Doenças Raras e Hereditárias da Retina

Outro recurso que tem sido muito utilizado é a lupa eletrônica, um aparelho com tamanho aproximado a um smartphone, e com a espessura um pouco maior. Muitos irão perguntar o porquê de se comprar uma lupa eletrônica, se existem aplicativos para smartphone. Eu diria que muitos com a acuidade visual um pouco mais reduzida utilizam uma lupa eletrônica ao invés de um aplicativo, por alguns fatores, como uma melhor qualidade na imagem, uma possibilidade de contraste de cores maior, e alguns aparelhos tem a opção de conectar a lupa eletrônica a uma TV via cabo. Além disso, alguns dispositivos oferecem a possibilidade de armazenamento em cartões de memória e a qualidade de foco também costuma ser superior à oferecida pelo apps.

Mesmo com uma grande gama de recursos de ampliação, outras  Tecnologias Assistivas irão surgir, e assim fazer com que as pessoas possam ter, cada vez mais, uma maior autonomia para realizar suas atividades do dia-a-dia. O mais importante é não se prender a uma só possibilidade, pois, como vimos, existem inúmeros recursos e variedades. Lembre-se importante é testar e descobrir quais os recursos de ampliação atendem melhor às suas necessidades. Sempre haverá um recurso que  irá lhe atender e você poderá, assim, realizar algumas de suas atividades cotidianas de forma mais simples e confortável.

Veja mais  sobre Tecnologia Assistiva! 

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Comunicado da Retina Internacional e de seu Comitê Médico Científico sobre COVID-19

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Está escrito: "Comunicado da Retina Internacional e de seu Comitê Médico Científico sobre COVID-19 . Orientações para as pessoas que neste momento estão recebendo tratamento com medicamentos Anti-VEGF para Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) de forma neovascular (também chamada de exsudativa ou úmida), ou para Edema MacularDiabético (EMD)."

A Retina Internacional apresenta orientações para as pessoas que neste momento estão recebendo tratamento com medicamentos Anti-VEGF para Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) de forma neovascular (também chamada de exsudativa ou úmida), ou para Edema Macular Diabético (EMD) .

A maioria das pessoas afetadas por DMRI e EMD tem 65 anos ou mais. No contexto da pandemia do COVID-19, muitos foram aconselhados a ficar em casa e se auto-isolarem, pois pertencem a um grupo de risco. A Retina Internacional entende que este é um momento extremamente difícil para quem vive com grave comprometimento da visão. Há muito medo e infelizmente, muita desinformação está circulando. O que sabemos é que pessoas que já têm doenças pulmonares e cardíacas e outras doenças graves, e em particular aquelas com mais de 65 anos, têm maior probabilidade de sofrer complicações se contraírem a doença trazida pela COVID-19. Os idosos com DMRI e EMD, especialmente aqueles que também têm doenças pulmonares ou cardíacas, devem tomar cuidado extra para minimizar a exposição ao vírus. A Retina Internacional e seu Comitê Consultivo Médico Científico recomendam que você acesse informações de fontes confiáveis, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora a importância do tratamento com medicamento Anti-VEGF em andamento para as pessoas que estão recebendo injeções seja crítica para a preservação da visão e da saúde ocular, as orientações atuais sobre comparecer a consultas variam de país para país e de região para região. Em algumas doenças que acometem a mácula, atrasos no tratamento podem ser realmente aceitáveis do ponto de vista médico; em outras, o tratamento ininterrupto é indispensável. Com isso em mente, o Comitê Consultivo Médico Científico da Retina Internacional recomenda que os pacientes verifiquem com seu oftalmologista ou clínica oftalmológica se haverá alteração na data de uma consulta já marcada ou a ser marcada no futuro. Não assuma que a sua consulta foi cancelada. Caso sua próxima consulta tenha sido adiada, ou cancelada por qualquer motivo, é recomendável que você verifique continuamente sua visão. Teste diariamente cada olho separadamente com a Grade de Amsler, conforme descrito pela Academia Americana de Oftalmologia

A Grade de Amsler (abaixo) é um quadrado simples que contém um padrão de grade e um ponto no meio. Esse design, quando usado corretamente, pode mostrar pontos problemáticos em seu campo de visão.

Use a Grade de Amsler uma vez por dia, todos os dias.

Para usar a Grade Amsler, siga estas etapas uma vez por dia, todos os dias:

1. Usando os óculos que você normalmente usa para ler, mantenha a grade a 30 a 40 cm de distância do seu rosto, com boa luz.
2. Cubra um olho.
3. Olhe diretamente para o ponto central com o olho descoberto e mantenha-o focado nele.
4. Ao olhar diretamente para o ponto central, observe na visão lateral se todas as linhas de grade parecem retas ou se alguma linha ou área parece desfocada, ondulada, escura ou em branco.
5. Siga os mesmos passos com o outro olho.

#DescriçãoDaImaem Tela ou Grade de Amsler
#DescriçãoDaImaem Tela ou Grade de Amsler

Se você perceber que sua visão mudou, por exemplo, se alguma área da Grade de Amsler que estava boa no dia anterior parecer repentinamente mais escura, ondulada, em branco ou embaçada, entre em contato com seu oftalmologista imediatamente.

#PraCegoVer Grade de Amsler exemplificando uma alteração.
#PraCegoVer Grade de Amsler exemplificando uma alteração.

* Esta orientação será revisada regularmente e atualizada conforme as evidências sobre o COVID-19 se tornarem disponíveis.

Dr. E. Zrenner
Presidente do Comitê Consultivo Médico Científico da
Retina Internacional
Zurique / Dublin / Tuebingen, 21 de março de 2020

Traduzido pela Retina Brasil

Acesse o original: http://www.retina-international.org/statement-from-retina-international-and-its-scientific-and-medical-advisory-board-on-covid-19/ 

Pesquisa DMRI com atrofia geográfica

#PraCegoVer imagem ilustrativa com os dizeres abaixo.

Pesquisa para pacientes com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) com atrofia geográfica.

Critérios:

  • Acima de 60 anos
  • DMRI Forma Seca com atrofia geográfica
  • Sem uso de anti VEGF (mínimo 6 meses)
  • Acuidade Visual: igual ou melhor que 20/320

Caso o (a) paciente atenda os critérios acima, entrar em contato via WhatsApp (11) 9.6622-4370

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre diretrizes para tratamento da DMRI no SUS

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre diretrizes para tratamento da DMRI no SUS

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre diretrizes para tratamento da DMRI no SUSO Ministério da Saúde abriu a Consulta Pública para a discussão sobre a inclusão do medicamento bevacizumabe como medicamento único para o tratamento da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) no Sistema Único de Saúde (SUS). A Consulta Publica foi divulgada no Diário Oficial da União de 13/09/2012 e trata do “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da DMRI”.
Nós da Retina Brasil, ao mesmo tempo em que manifestamos nossa satisfação por assistir à inclusão do tratamento desta doença no SUS, viabilizando o acesso de milhares de pessoas ao tratamento em centros especializados de retina de clínicas e hospitais públicos, queremos registrar nossa preocupação com relação à segurança no manuseio do medicamento indicado para uso no SUS, considerando os seguintes aspectos:
O bevacizumabe exige fracionamento no uso oftalmológico (uso intraocular) que se não for feito adequadamente pode acarretar ocorrência de infecção ocular (endoftalmite).

  • Haverá controle do fracionamento do medicamento visando a sua segurança?
  • Que garantias o paciente terá que esse fracionamento será efetuado de maneira correta?
  • Como será feita a distribuição do medicamento pelo SUS?
  • Considerando-se que o medicamento requer cuidados de conservação, haverá regulamentação para o armazenamento do medicamento nos locais de atendimento do paciente.

O ranibizumabe é utilizado no tratamento da DMRI. Esta medicação foi desenvolvida e aprovada para uso em oftalmologia, mas não foi incluída no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Degeneração Macular Relacionada à Idade DMRI. Além dela outras medicações estão em fase de lançamento.

  • A Conitec estudará a inserção desses medicamentos para tratamento da DMRI?

Atuando na defesa dos interesses dos indivíduos com doenças degenerativas da retina, o Grupo Retina Brasil solicita a todos que se posicionem com relação à consulta pública do Ministério da Saúde para esses questionamentos, de forma que garanta ao paciente com DMRI a segurança no tratamento da sua doença bem como o seu acompanhamento permanente durante e após o tratamento.
Até o dia 12 de novembro de 2012 você pode colaborar manifestando suas considerações frente a esta medida enviando um e-mail para pcdt.consulta@saude.gov.br especificando “Consulta Pública Nº 10 de 12 de Setembro de 2012 – PCDT de DMRI” no título da mensagem.
Manifeste-se!
Referência: Consulta Pública nª 10 – 12/09/2012 – publicada no Diário Oficial da União no dia 13/09/2012 sob o nome “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Degeneração Macular Relacionada à Idade DMRI”

Prevenção da DMRI: Perguntas e Respostas com a Dra. Emily Y. Chew

Dra. Emily Chew, diretora da Divisão de Epidemiologia e Aplicações Clínicas do National Eye Institute, dos EUA

A Dra. Emily Chew é diretora da Divisão de Epidemiologia e Aplicações Clínicas do National Eye Institute (NEI), no National Institutes of Health (NIH) em Bethesda, Maryland, Estados Unidos. O foco do trabalho da Dra. Chew e de sua equipe é a prevenção da DMRI.
Adicionalmente, a Dra. Chew é uma das principais pesquisadoras do AREDS, um teste clínico de âmbito nacional que começou em 1992 para estudar o impacto dos antioxidantes das vitaminas C, E, do beta-caroteno e zinco na progressão da DMRI. Os resultados publicados em 2001 mostraram que a combinação de vitaminas e minerais (AREDS) em pacientes com a DMRI no estágio intermediário ou avançado em um olho reduziu 25% o risco da progressão para o estágio avançado da DMRI e diminuiu aproximadamente 19% o risco de perda de visão causada pelo estágio avançado da DMRI.
Quatro mil pacientes estão inscritos para uma pesquisa onde vamos determinar se a adição de altas doses de nutrientes luteína/zeaxantina e/ou suplementos com óleo de peixe impedirá o avanço da DMRI.
Por que esses suplementos em particular?
Os pesquisadores da NEI verificaram em suas primeiras investigações que as pessoas que tem uma alimentação rica em luteína e zeaxantina, dois antioxidantes da família beta caroteno, expõem os indivíduos a menores riscos de desenvolvimento da DMRI. Esses alimentos são: couve, folhas verdes, mostarda verde e espinafre cru ou cozido. Em relação aos peixes, eles perceberam que as pessoas que tem em sua dieta bastante ômega-3 ácidos graxo (DHA e EPA encontrados nos peixes, especialmente no salmão) também parecem ter menos risco de DMRI. Esperamos ter em 2013 os resultados do AREDS2.
Pergunta: Gostaria de saber se conversaremos sobre a DMRI neovascular (também chamada de exsudativa), atrófica (chamada de seca), ou ambas?
A degeneração macular relacionada à idade começa com as drusas, pontos amarelos na retina, que podem levar a atrofia e perda de células da retina necessárias para a visão. Esse processo é chamado de DMRI seca. Novos vasos sangüíneos podem ser desenvolvidos e o resultado pode ser a DMRI exsudativa. Todo esse processo é chamado de DMRI.
Não faz muito tempo as pessoas pensavam que a perda de visão na idade madura era inevitável, como ossos frágeis e dentaduras. Mas agora sabemos que podemos ter ossos e dentes saudáveis para o resto da vida. E com relação à visão?
Sabemos que com o avanço da idade corremos o risco de termos glaucoma, catarata e DMRI. Esta representa mais de 50% de perda de visão nos Estados Unidos. Quanto mais longeva for a população, mais pessoas serão afetadas. Além da idade, o risco de DMRI pode também ser aumentado por influências genéticas e fatores ambientais como tabagismo e hábitos alimentares.
O que você diria para alguém que tenha um membro da família com DMRI e está preocupado em herdar a doença? Ajudaria fazer um teste genético?
Um exame oftalmológico avaliando o risco de uma pessoa ter a DMRI seria útil. Em nossos estudos, parece que acrescentar a informação genética não aumenta a probabilidade para uma melhor previsão da doença. Além disso, não temos boas terapias preventivas para isso. Por esses motivos o teste genético não me parece tão interessante.
É verdade que óculos de sol podem prevenir a DMRI? Devemos evitar luz azul? E a luz do computador, TV e telefones?
Não há dados clínicos que sugerem que a luz de qualquer fonte possa danificar ou promover a DMRI.
Há muitos anos você e seus colegas têm trabalhado em uma grande pesquisa clínica buscando os fatores de risco da DMRI e avaliando se altas doses de antioxidantes e zinco alteram a progressão da doença. Nesse estudo, chamado de AREDS, vocês descobriram que antioxidantes e zinco podem reduzir significantemente o risco de avanço da DMRI. Em 2006 vocês lançaram uma segunda fase de estudo chamado AREDS2, para testar se uma combinação modificada de vitaminas, minerais e óleo de peixe, retardaria a progressão da perda da visão. Qual o seu conselho para as pessoas portadoras de DMRI, pensando nas pesquisas AREDS e AREDS2 para prevenir que sua visão piore?
Estamos esperando os resultados dos estudos do AEDS2, que está avaliando o papel da luteína/zeaxantina e ómega-3 ácidos graxos (óleo de peixe). Para os pacientes com grandes drusas em ambos os olhos ou DMRI avançada em um olho, suplementos AREDS devem ser considerados. Obviamente, recomendamos dieta saudável com vegetais de folhas verdes e peixe.
Os resultados do AREDS e AREDS2 se aplicam a alguém sem DMRI, mas que quer prevení-lá?
O uso de suplementos AREDS sem DMRI não é autorizado. Ele não previne o desenvolvimento da DMRI inicial. A fórmula do AREDS2 não é recomendada nesse momento, pois ainda não temos o resultado do estudo.
Só para que fique claro, para uma pessoa sem DMRI, vocês recomendariam ou não comer mais peixe e certos tipos de vegetais como prevenção, já que estou envelhecendo?
Eu recomendaria uma dieta rica com vegetais de folhas verdes e mais de uma porção de peixe por semana.
E com relação às vitaminas que encontramos em estabelecimentos que dizem ser boas para a saúde do olho?
A única vitamina aprovada para as pessoas com risco de DMRI avançada é a fórmula AREDS.
Vamos ser práticos. Com que freqüência deve-se ir ao oftalmologista?
Depende da condição de seus olhos. Se você tem diabetes, deve fazer exames com bastante freqüência.

O que as pessoas podem fazer para monitorar sua própria visão?
Digo para os pacientes que correm o risco de desenvolver a DMRI avançada, para testarem a visão de um olho por vez. Deve-se cobrir um olho para testar o outro. Isso pode ser feito quando se está lendo ou usar a tabela de Amsler (ou um gráfico desenhado no papel) e procurar por áreas embaçadas ou distorcidas.

 
O National Institutes of Health tem um centro chamado de National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCAM). Sabemos que em muitos países o uso de medicamentos não convencionais é comum. Existe algum trabalho sendo feito para estudar medicação complementar e alternativa para a prevenção da DMRI?
Podemos considerar o estudo da luteína/zeanxantina e óleo de peixe um tipo alternativo de remédio. Na verdade, o NCCAM apóia o estudo AREDS2 com recursos financeiros.
A missão da AMD Alliance International é de trazer conhecimento, ajuda e esperança para as pessoas afetadas por DMRI em qualquer lugar do mundo. Em outras palavras, a AMD serve a comunidade mundial. Se a instituição e seus aliados enviassem uma mensagem para todos os cantos do mundo, qual seria?
Estamos trabalhando bastante para encontrar tratamentos para a forma atrófica de DMRI. Embora tenhamos um tratamento muito bom para a DMRI neovascular com Lucentis, Avastin e agora Eylea, nós gostaríamos muito de descobrirmos uma terapia preventiva para a DMRI.
Qual é a próxima estratégia do National Eye Institute para prevenção da DMRI?
Estamos trabalhando em um estudo que está sendo patrocinado pela Fundação Beckman para avaliar manifestações físicas diferentes de DMRI (fenótipos) e avaliar a constituição genética (genótipo) de cada um. Isso pode nos ajudar a entender a causa da doença e talvez encontrar terapias preventivas melhores.
Você gostaria de dizer algumas palavras finais?
Embora não saibamos o que exatamente causa a DMRI, sabemos que certos fatores de risco estão associados a ela. Tabagismo e outros hábitos de vida como obesidade e em alguns estudos colesterol elevado. Prestar atenção em seus hábitos pode fazer diferença na visão das pessoas.

Alimentos que podem prevenir ou retardar o avanço da DMRI

Os pesquisadores estão trabalhando bastante no desenvolvimento de drogas e outras terapias para tratamento da DMRI, mas necessariamente não temos que esperar por esses produtos. Aqui estão alguns nutrientes encontrados nos alimentos do dia a dia que podem prevenir ou retardar a progressão da doença, segundo  algumas pesquisas.

VITAMINAS C e E

O que são?
Muitos dos nutrientes mais comuns, particularmente as vitaminas C e E têm papel essencial para manter a saúde de nossos olhos. Essas vitaminas são antioxidantes, pois nos protegem dos perigosos subprodutos do oxigênio, que iniciam reações em cadeia levando a deterioração da célula. Em uma retina saudável as vitaminas C e E são abundantes. No entanto, os pacientes diagnosticados com DMRI avançada mostram uma concentração baixa dessas vitaminas. Não é surpresa que o National Eye Institute Estudo da Doença de Olho Relacionada à Idade (AREDS), uma fórmula de vitaminas C e E, junto com beta-caroteno, reduziu o risco do desenvolvimento da DMRI avançada em 17%.
Onde encontrar vitaminas C e E?
O corpo humano é capaz de produzir algumas vitaminas, mas não a C e a E. Felizmente, uma boa dieta pode fornecer toda vitamina C e E que precisamos. A vitamina C é encontrada em nozes e também na maioria das frutas e vegetais, como brócolis, pimentão, morango, frutas cítricas, maçã, espinafre, tomate e batata. Uma boa estratégia é incluir de 7a 8 porções de vitamina C em sua alimentação diária. A vitamina E é um pouco mais rara, mas podemos encontrá-la no germe de trigo, óleo de girassol, castanhas, abacates e vegetais verdes.

Carotenóides e Vitamina A

O que são?
Os Carotenóides são pigmentos que ocorrem naturalmente e são encontrados nos cloroplastos e cromoplastos das plantas. Eles têm um papel importante quando absorvidos pelo corpo. O betacaroteno do estudo AREDS é um exemplo; ele é convertido em vitamina A, que é necessário para uma boa visão. Os dois carotenóides de maior concentração na mácula são luteína e zeaxantina.
Os pesquisados do National Health e Nutrition Education Evaluation Survey (NHANES) que consomem mais luteína e zeaxantina correm menos risco de anormalidades nos pigmentos – um sinal de degeneração macular – do que aqueles que consomem menos carotenóides. Além disso, o AREDS2 está planejado para ser concluído em dezembro 2012, e está especificamente avaliando os efeitos dos suplementos luteína e zeanxantina no desenvolvimento da DMRI.
Onde encontrar carotenóides e vitamina A?
Encontramos luteína no pimentão amarelo, manga, mirtilo e vegetais de folhas verdes. A zeanxantina é encontrada na laranja, pimentão, brócolis, milho, alface, espinafre e tangerina. Caso você não coma muito dessas frutas e vegetais, os ovos são também uma boa fonte de carotenóides.

Ômega-3 ácidos graxos

O que são?
Ômega-3 ácidos graxos como os ácidos docosahexaenóico (DHA) e eicosapentaenóico (EPA), estão na categoria dos ácidos graxos essenciais. Nosso corpo não os produz, mas para termos uma boa saúde necessitamos deles. Esses ácidos graxos são muito importantes para o funcionamento de todo o corpo. Eles bloqueiam inflamações, tratam depressão e são muito importantes para nossos olhos. Estudos indicam que as pessoas que consomem pelo menos 64 mg por dia de DHA e 42,3 mg de EPA reduzem o risco de DMRI neovascular se comparados àqueles com menos ômega-3 em sua alimentação diária. Outros estudos sugerem que DHA e EPA podem não somente retardar a progressão da DMRI, mas também prevenir seu início. Junto com os carotenóides, o AREDS2 está examinando os efeitos desses promissores ácidos graxos.
Onde encontrar omega-3 ácidos graxos?
Embora seja certo que os peixes tenham grande quantidade de ômega-3 ácidos graxos, algumas pesquisas sugerem que outros ácidos graxos encontrados nos peixes diminuem os benefícios do ômega-3. Outras fontes de ômega-3 ácidos graxos são kiwi, nozes, amora e semente de linhaça.

Zinco

O que é?
Para reforçar nosso sistema imunológico e regular nosso metabolismo, o zinco é um mineral indispensável. As pesquisas do AREDS constataram que um suplemento de zinco (com cobre) reduziu o risco da DMRI avançada em 21%. Uma boa quantidade de antioxidantes no nosso organismo pode diminuir em 25% a possibilidade de adquirir a doença, mesmo sem acompanhamento médico.
Onde encontrar zinco?
O zinco não é difícil de ser encontrado. As ostras oferecem em uma porção, a maior parte de miligramas que precisamos, mas temos alternativas: carne de boi, lagosta, caranguejo, frango e carne de porco. Caso você não goste de carne, ingira uma boa quantidade de laticínios, feijões, cereais, aveia e amêndoas.

REFERÊNCIAS
1. Weikel KA, Chiu CJ, Taylor A. Nutritional modulation of age-related macular degeneration. Molecular Aspects of Medicine.2012;33:318-75.
2. Hediger, Matthias A. New view at C. Nature Medicine 2002; 8:445–46.
3. The Age-Related Eye Disease Study Research Group. A Randomized, Placebo-Controlled, Clinical Trial of High-Dose Supplementation with Vitamins C and E, Beta Carotene, and Zinc for Age-Related Macular Degeneration and Vision Loss. Archives of Ophthamology. 2001; 119:1417-36.
4. Mares-Perlman JA, Fisher Al, Klein R, et al. Lutein and zeaxanthin in the diet and serum and their relation to age-related maculopathy in the third national health and nutrition examination survey. American Journal of Epidemiology.2001;153: 424-32.
5. Chiu CJ, Klein R, Milton RC, et al. Does eating particular diets alter the risk of age-related macular degeneration in users of the Age-Related Eye Disease Study supplements? The British Journal of Ophthalmology.2009; 93:1241-46.

 

Tratamento da DMRI: opções e direitos dos pacientes

Os pacientes podem escolher seu tratamento e assistência médica. A AMD Alliance, instituição internacional de pesquisa da DMRI, desenvolveu um folheto com informações: “4 Direitos Essenciais para o Paciente”. Criado pelos e para pacientes explicando em detalhes seus direitos em relação a tratamentos e cuidados. É importante que os pacientes saibam seus direitos.
Os pacientes devem ser bem informados antes de concordar com algum tratamento padrão ou offlabel, pesquisas clínicas, ou participar de campanhas promocionais para drogas, equipamentos, ou propagandas.
“O The American Medical Associations é muito claro quando se refere à importância dessas informações,” disse Narinder Sharma diretor-presidente da AMD Alliance International. “É necessário que haja clara comunicação entre o indivíduo e seu médico, permitindo perfeita compreensão acerca do que será feito. Infelizmente, isso nem sempre acontece. Pergunte sempre sobre suas opções de tratamento, custos e reembolsos.”
Antes de tomar qualquer decisão sobre o tratamento, a AMD Alliance International recomenda que os pacientes discutam com seus médicos:

  1. Qual é meu diagnóstico exato?
  2. Qual é a progressão previsível para alguém com meu problema?
  3. Que opções de tratamento eu tenho?
  4. Como cada uma dessas opções pode me ajudar?
  5. Quais são os riscos e efeitos colaterais desses tratamentos?
  6. Quais são os resultados clínicos aprovados e benefícios observados desses tratamentos?
  7. Sem pensarmos no custo da cobertura do meu convênio, quais são as alternativas de tratamento?
  8. Onde posso encontrar outros suportes como aconselhamento ou reabilitação para pessoas com problemas de visão baixa?

“Tenha sempre em mente que você tem direito a um cuidado adequado, com o melhor tratamento possível,“ diz o Sr. Sharma. “Munidos de informações corretas, acreditamos que os pacientes terão compreensão mais apropriada sobre sua doença e conseguirão lidar melhor com os efeitos colaterais das opções apresentadas pelo especialista em retina.”
Para mais informações sobre DMRI acesse aqui ou visite o site da AMD Aliance: www.amdalliance.org