Olhos para a Cidadania 2020: doenças degenerativas da retina

#PraCegoVer imagem de divulgação do eEVENTO Simpósio Olhos para Cidadania 2020 com as informações do texto.

Todos os anos acontece o Simpósio Olhos para a Cidadania, confira abaixo as informações e programação deste ano:

EVENTO
Simpósio Olhos para Cidadania: doenças degenerativas da retina

Data:
14 de março de 2020 (sábado)

Horário:
Das 8h às 12h20

Local:
Maksoud Plaza Hotel

Endereço:
Rua São Carlos do Pinhal, 424 – Bela Vista, São Paulo – SP

Sala Pernambuco

Não é necessário realizar inscrição
Evento gratuito

Observação: vagas limitadas por ordem de chegada

PROGRAMAÇÃO

Das 08:00 às 08:15
Abertura
JULIANA MARIA FERRAZ SALLUM

Das 08:15 às 08:30
Minha experiência no Casey Eye Institute
HUBER MARTINS VASCONCELOS JR

Das 08:30 às 09:00- Inherited retinal dystrophies – patient participation on clinical trials
DANIEL CHUNG

Das 09:00 às 09:30
Treatment for Inherited Retinal Diseases – from research to treatments
ANDREAS LAUER

Das 09:30 às 10:00
Perguntas

Das 10:00 às 10:30
Intervalo

Das 10:30 às 10:40
Estimulação visual infantil
MARCIA CAIRES BESTILLEIRO LOPES

Das 10:40 às 10:50
Reabilitação visual no idoso
NIVEA NUNES FERRAZ

Das 10:50 às 11:00
Fundação Dorina Nowill
ELIANA CUNHA DE LIMA

Das 11:00 às 11:10
Laramara
MARIA APARECIDA ONUKI HADDAD

Das 11:10 às 11:20
Esporte e reabilitação no Centro de Treinamento Paraolímpico
MIZAEL CONRADO

Das 11:20 às 11:30
Aspectos psicológicos
CECILIA VASCONCELOS

Das 11:30 às 11:40
Achados oculares e impacto na qualidade de vida relacionada à visão em crianças em situação de vulnerabilidade social
LIANA MARIA VIEIRA DE OLIVEIRA VENTURA

Das 11:40 às 12:20
Perguntas

 

Confira o site oficial do Evento: http://simasp.com.br/2020/

Dia Mundial das Doenças Raras: o que falar desse dia….

#PraCegoVer imagem ilustrativa de uma pessoa no topo de um degrau com uma bengala. Há o nascer no Sol ao fundo Está escrito "Nossa Voz"

29 de fevereiro – Dia Mundial das Doenças Raras.

O que falar desse dia…
O dia em que os raros são ouvidos
O dia em que os raros se unem
O dia em que ter uma doença que a sociedade não compreende, se torna um pouco mais leve
O dia que te dá força para continuar lutando pela sua causa e de tantos outros
O dia em que buscamos quebrar os preconceitos e fazer com que as pessoas entendam que as doenças raras existem, sim
O dia no qual buscamos a compreensão de que você pode ler um livro e, mesmo assim, trombar em uma árvore
O dia em que tentamos buscar a empatia e a compaixão ao invés dos prejulgamentos
O dia que mostramos que não há benefício em fingir que não enxergamos
O dia em que demonstramos que ver a capa não é ler o livro todo
O dia em que lutamos para que nossas vozes sejam ouvidas
Quem vê aparência não vê deficiência
Nós somos raros

Cecília Vasconcellos

Psicóloga e pessoa com uma Doença Rara e Hereditária da Retina

 

Saiba mais sobre o Dia Mundial das Doenças raras: https://antigo.retinabrasil.org.br/dia-mundial-das-doencas-raras-2020/

No Dia das Doenças Raras 2020, a Retina Internacional afirma: a pesquisa sobre doenças raras é relevante!

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Está escrito "Mensagem da Retina Internacional para o Dia Das Doenças Raras" #RareDiseaseDay #DiaMundialDAsDoecasRaras
Essa é uma mensagem escrita pela Retina Internacional e traduzida pela Retina Brasil.

 

O Dia das Doenças Raras acontece todos os anos no último dia de fevereiro – em 2020, comemoramos o dia mais raro, sábado, 29 de fevereiro!

Esta é uma campanha de conscientização global desenvolvida, desde 2008, por pacientes e para todos – pessoas vivendo com uma doença rara, seus familiares e cuidadores.É também um momento para os formuladores de políticas, autoridades públicas, pesquisadores, representantes da indústria, profissionais de saúde e o público em geral mostrarem seu apoio a essa comunidade. Uma comunidade que geralmente é a mais marginalizada e vulnerável da sociedade, mas com 300.000 milhões de pessoas afetadas globalmente, ela é o maior grupo único e representativo de saúde. Se todos os afetados por uma doença rara se unirem, seriam iguais, em número, ao terceiro maior país do mundo!

A Pesquisa sobre doenças raras é relevante!

A comunidade de pessoas com doenças raras está conectada pelas doenças e além das fronteiras para aumentar a conscientização e defender a equidade.

A Retina International e suas 43 organizações membros em todo o mundo (a Retina Brasil é um membro da Retina Internacional) compreendem a complexidade de doenças raras. Entendemos o desafio mais do que a maioria, porque as Doenças Hereditárias da Retina (DHRs) estão entre as doenças genéticas mais complexas, com mais de 260 genes identificados até o momento. A complexidade dessas condições ressalta a necessidade de apoiar a pesquisa do início ao fim, do conceito ao tratamento. Como uma comunidade que é um exemplo de inovação, estamos entusiasmados com a perspectiva de tratamentos. No entanto, é necessário investir muito nas pesquisas para as doenças da retina, para assim avançar de alguma maneira no sentido de melhorar o cuidado e os e tratamentos para toda a nossa comunidade.

Devemos apoiar as pesquisas de base, com apenas 60% dos genes responsáveis ​​pelas DHRs identificados, é evidente a  necessidade de investimento nesse setor.

Como comunidade, também devemos defender as bases para alcançar nosso objetivo maior – o desenvolvimento de tratamentos e curas para não deixar ninguém para trás. Precisamos urgentemente de um melhor acesso aos serviços de testes genéticos, isso não apenas capacita os pacientes por meio do conhecimento, mas ajuda a avançar no processo de pesquisa. O desenvolvimento de modelos de compartilhamento de dados é essencial e precisará da contribuição dos pacientes em colaboração com pesquisadores, profissionais médicos e formuladores de políticas públicas. Estamos entrando em um novo momento de interação do paciente na pesquisa, não estamos apenas envolvidos, estamos engajados e estamos participando. Os pacientes são fundamentais para a discussão sobre o futuro das pesquisas e têm muito a contribuir. Somente mediante colaborações estruturadas com todas as partes interessadas é possível impulsionar as descobertas que levarão a tratamentos inovadores para nossas necessidades não atendidas. Isso deve ser apoiado pelos governos.

As pessoas que vivem com DHRs apoiaram a Retina International e seus membros na implementação de um modelo de custo de doença, desenvolvido pela Deloitte Access Economics. Esse modelo que ajudou nossa comunidade a estabelecer o custo socioeconômica das DHRs. O estudo IRD COUNTS foi realizado no Reino Unido e na República da Irlanda e identificou o custo dessas condições para os indivíduos afetados, para suas famílias e para o estado. Agora, estamos trabalhando com nossos membros nos Estados Unidos e no Canadá, usando o mesmo modelo para estabelecer os critérios de dados nessas regiões.

Os dados gerados por estudos como esses permitem que a nossa comunidade desenvolva campanhas de Advocacy baseadas em evidências, com as quais podemos demonstrar aos nossos legisladores e aos formuladores de políticas o real ônus dos DHRs. Dessa forma, podemos destacar, com dados reais e não apenas com narrativas, a necessidade do investimento nas pesquisas para as doenças da retina e porquê elas devem ser uma prioridade. No Dia das Doenças Raras 2020, a Retina International e seus membros apoiam e participam de eventos nacionais e locais em todo o mundo. Pedimos apoio à pesquisa para as doenças raras,  e destacamos os benefícios desse desenvolvimento para as pessoas afetadas e para a sociedade em geral.

A Pesquisa sobre doenças raras é relevante!

A Retina International deseja a todos da nossa comunidade um maravilhoso Dia das Doenças Raras 2020! Se você está usando suas listras ou levantando as mãos, aproveite as celebrações!

Para obter mais informações sobre o modelo de custo da doença, acesse: http://www.retina-international.org/ird-counts-study-results-released-today-at-euretina19/

Equipe da Retina Internacional.

Dia Mundial das Doenças Raras 2020

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Há desenhos de mãos para o alto e está escrito: 29 de fevereiro Dia Mundial das Doenças Raras há ainda as logos do #RareDiseaseDay e da Retina Brasil #DiaMundialDasDoençasRaras

29 de fevereiro é o Dia Mundial das Doenças Raras

Ao longo do mês. publicamos muitas informações importante sobre o tema e hoje para homenagear a todas as pessoas que vivem com uma doença rara apresentamos a História de Rafael Pires.

Rafael tem 33 anos e tem Retinose Pigmentar, uma Doença Rara e Hereditária da Retina.  A Retinose Pigmentar (RP) é uma doença de causa genética que provoca a perda de visão de forma progressiva e irreversível. Ainda não existe cura, nem tratamento para a Retinose Pigmentar.

Rafael, em seu relato,  fala de forma realista sobre os desafios de viver com uma doença rara. Ele aprendeu a levar a vida naturalmente e tem esperanças para o futuro. Confira a entrevista:

Como foi receber o diagnóstico de sua doença? Foi difícil? Qual era a sua idade? O que sentiu?

Rafael: Desde pequeno sempre desconfiei que tinha esta doença. Sempre tive dificuldade de enxergar no escuro e outras dificuldades, como minha avó e mãe já tinham a doença eu tinha quase certeza que tinha mas os exames de fundo de olho não apontavam nada. Isto até os 21 anos quando tive o diagnóstico. De certa forma não foi tão chocante pois já estava acostumado a lidar com as limitações da retinose, só não tinha ainda a confirmação.

Quais desafios enfrentou/enfrenta em decorrência da doença? Desafios de acesso, estudo, trabalho, sociais, etc.

Rafael: É muito complicado lidar com a retinose. Acabo me privando de muitas coisas e perdendo muitas oportunidades profissionais. Adoraria poder dirigir por aí mas infelizmente já não tenho condições, preciso depender dos outros ou de transporte público. Para sair a noite é aquele sacrifício, e aquela agonia quando você percebe que já está anoitecendo e você ainda está no trabalho e não sabe como vai fazer para chegar em casa. Ter retinose é passar por desastrado o tempo inteiro pq vc não vê os obstáculos na sua frente, tropeça, chuta placas de piso molhado. É passar por arrogante ou maluco por não ver a mão das pessoas que te cumprimentam, é ter que tomar o dobro do cuidado em cada percurso. É estar sempre tenso e não conseguir relaxar em uma confraternização, com medo de tropeçar, derrubar alguma coisa, etc.

Você já sofreu preconceito? Se sim, como lida com isso?

Rafael: A maioria das pessoas não sabe que tenho este problema ou se sabem não o entendem muito bem, acham que só não enxergo direito, mas não conseguem entender como algumas coisas vejo e outras não. O preconceito acaba acontecendo à medida que as pessoas acham que você enxerga normalmente porque te vem no celular por exemplo e não entendem como você não viu aquela pessoa ou trombou naquela árvore.

O que você aprendeu com a sua doença?

Rafael:  A falta que faz a visão na vida de uma pessoa e como buscar alternativas para conseguir se virar.

O que a doença trouxe de positivo para a sua vida?

Rafael: Por conta da retinose preciso me esforçar o dobro ou mais do que uma pessoa que não tem RP. Por isso me tornei muito focado, determinado e organizado.

Como você percebe contexto de quem vive com uma doença rara no Brasil?

Rafael: Muito difícil, não só aqui como em qualquer lugar do mundo.

Como você percebe o contexto de quem tem deficiência visual no Brasil?

Rafael: Falta muita acessibilidade, coisas simples que ajudariam muito o dia-a-dia da gente, como melhor iluminação, sinalização adequada, etc.

Como foi sua trajetória até hoje? Você estuda/trabalha? Pratica esportes? Tem Hobbies? Tem filhos? É casado(a)? Viaja? Conte um pouco sobre você:

Rafael: Tento levar a vida da melhor maneira possível, procuro me cuidar na esperança de que surja um tratamento de RP antes que eu perca a visão completamente. Sou formado em Administração e cursando MBA em Finanças. Trabalho no setor financeiro de uma empresa do setor de saúde. Faço academia, gosto de viajar, assistir séries, ver tutoriais no YouTube, ler e praticar hipnose. Sou casado, não tenho filhos, mas tenho uma enteada e uma cachorrinha.

Câmara Municipal de Fortaleza homenageia entidades e personalidades que lutam pelas pessoas com doenças raras

#PraCegoVer #DescriçãoDaImagem Foto de 14 Representantes das Instituições. Há 6 mulheres e 8 homens,  as pessoas estão lado a lado, formando um semicírculo e estão em frente à mesa de solenidade. Todos seguram o Certificado de homenagem. Klaiton, o homenageado membro do Retina Ceará, está de blusa social azul, usando óculos escuro. Ele está entre os homenageados na quinta posição da esquerda para a direita.

Na Quinta-freira, 20/02/2020, na Câmara Municipal de Fortaleza, ocorreu uma cerimônia para homenagear as Personalidades e Entidades do Ceará e de Fortaleza que se destacam na promoção dos Direitos das Pessoas com Doenças Raras.  A homenagem aconteceu por ocasião da comemoração do Dia Mundial das Doenças Raras.

A cerimônia teve iniciativa da Vereadora Larissa Gaspar (PT) e contou com a parceria da OAB  sob a presidência do Advogado Dr. Alexandre Costa (Presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Doenças Raras da OAB- Ceará)

Entre os homenageados da cerimônia estava Klailton Eumendes Campos Bessa. Klaiton tem Retinose Pigmentar e, desde 2010, participa do Grupo Retina Ceará. Ele compõe ainda o Comitê Estadual da Pessoa com Deficiência. O Grupo Retina Ceará e a Retina Brasil ficam felizes com a homenagem.

Para ler mais sobre  a Homenagem clique aqui!

10º Encontro #TodosPelosRaros

#PraCegoVer foto de Maria Júlia Araújo, presidente da Retina Brasil, com Regina Próspero, vice-presidente do Instituto Vidas Raras.

A Retina Brasil participou, no dia 27 de fevereiro de 2020, do 10º Encontro #TodosPelosRaros, organizado pelo Instituto Vidas Raras e pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SP) em celebração ao Dia Mundial das Doenças Raras. O evento aconteceu na cidade de São Paulo no Memorial da América Latina.

O objetivo do encontro é dar visibilidade ao contexto das pessoas com Doenças Raras. Estiveram presentes autoridades do poder público, profissionais de saúde, líderes de associações de pacientes, familiares e pessoas com Doenças Raras. O 10º Encontro #TodosPelosRaros ocorreu no período da tarde e contou com várias palestras sobre o tema.

A Retina Brasil, por apoiar pessoas com doenças raras e hereditárias da retina, participou do Encontro para fortalecer a união e representar as pessoas com doenças da retina. 

Anvisa aprova norma sobre produtos de terapias avançadas

#PraCegoVer imagem ilustrativa. Há a representação de um filamento de DNA na imagem e está escrito: "Anvisa aprova normasobre produtos de terapia avançada"

A Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou, na terça-feira, 18 de fevereiro de 2020, texto normativo sobre o registro sanitário de produtos de terapias avançadas. Isso significa que o Brasil passa a ter definidas as bases regulatórias para desenvolver e registrar produtos de alta tecnologia baseados em células e genes humanos, como as terapias gênicas

Essa regulação é muito positiva, especialmente para as Doenças Hereditárias da Retina (DHR). A Regulação permite o desenvolvimento e a aprovação de terapias avançadas de forma segura e eficaz. Isso é bom para as Doenças Hereditárias da Retina (DHR), pois muitas pesquisas para essas doenças envolvem terapias avançadas, por exemplo, as terapias gênicas.

Segundo a Profa. Dra. Juliana Sallum : “A boa notícia é que a nova estrutura da Anvisa permitirá a realização de estudos e o registro de medicações de forma mais rápida , atualizada de acordo com outros países, além de mais segura para os brasileiros.” 

A Retina Brasil comemora esse avanço regulatório.

Clique aqui e acesse a nota oficial da Anvisa

Assista também ao vídeo oficial da Anvisa do programa Papo Expresso com Renata Parca, especialista em vigilância sanitária da Anvisa:

 

Doenças Raras e Hereditárias da Retina

#PraCegoVer imagem com um desenho de filamento de DNA. Está escrito: Doenças Raras e Hereditárias da Retina. #DiaMundialDasDoençasRaras #RareDiseaseDay" Há as logos da Retina Brasil e do Rare Disease Day

No dia 29 de fevereiro é celebrado o #DiaMundialDasDoençasRaras, por isso ao longo de todo o mês estamos nos conscientizando sobre o tema. Dentro do grupo diverso das #DoençasRaras estão as Doenças Raras e Hereditárias da Retina. Essas doenças têm origem genética e causam a perda de visão de forma irreversível, podendo levar à cegueira.

Por serem de origem genética, o exame de sequenciamento genético, ou teste genético, é essencial para a identificação do gene causador da doenças e a obtenção de um diagnóstico completo. A doença degenerativa da retina mais comum, é a Retinose Pigmentar, que afeta 1 a cada 4.000 pessoas. Outras doenças da retina são: Doença de Stargardt, Síndrome de Usher, Coroideremia, Amaurose Congênita de Leber, Acromatopsia, Distrofia de Cones, Distrofia de Cones e Bastonetes, entre outras.

 A maioria das doenças hereditárias da retina não tem cura, nem tratamento e as pessoas com essas doenças precisam aprender a conviver com a perda visual. Portanto,m ter uma doença hereditária da retina impõe distintos desafios aos pacientes e seus familiares. São desafios em relação a aceitação da doença, a reabilitação, o enfrentamento de preconceitos, a inserção social, e muitos outros. Assim, é importante sempre acolher uma pessoa com uma doença rara e oferecer a ela as melhores possibilidades de qualidade de vida.