Dia Nacional da Acessibilidade 2024

Dia Nacional da Acessibilidade é celebrado em 5 de dezembro.

O objetivo da data é alertar a sociedade para a questão da acessibilidade como um direito de todos, independentemente da condição física, sensorial ou intelectual.

O conceito de acessibilidade pressupõe a remoção de barreiras arquitetônicas, comunicacionais, metodológicas, instrumentais, pragmáticas e atitudinais. Nesta visão, o termo “acessível” se torna um atributo essencial do ambiente que garante a melhoria de qualidade de vida para todas as pessoas, com ou sem deficiência.

Legislação
A Lei nº 10.098, criada no início do ano 2000, foi a primeira totalmente voltada à acessibilidade. A visão era quebrar barreiras no dia a dia, fossem elas urbanas, arquitetônicas, nos transportes ou na comunicação. O objetivo era garantir a autonomia das pessoas com deficiência e oportunidade para todos.

Quatro anos mais tarde, em 2004, o Decreto nº 5296 reforçou o que essa Lei já dizia a respeito do atendimento prioritário, projetos arquitetônicos e urbanísticos acessíveis, acesso à comunicação e informação. Além disso, as normas técnicas da ABNT foram novamente utilizadas como parâmetros de acessibilidade a serem seguidos. Todos esses parâmetros estão reunidos no manual da ABNT 9050, que tem como foco a acessibilidade em projetos, construções, instalações e adaptação de edificações.

Com a Lei n. 13.146 de 6/96/2015, Lei Brasileira de Inclusão (LBI) alguns artigos sobre o tema foram regulamentados, como sobre acessibilidade em edificações multifamiliares; o tratamento diferenciado, simplificado e favorecido às microempresas e às empresas de pequeno porte; a reserva de espaços e assentos em teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, locais de espetáculos, de conferências e similares para pessoas com deficiência; o que estabelece um percentual de dormitórios acessíveis em empreendimentos de hospedagem existentes, além da aplicação do desenho universal em novos estabelecimentos.

Card branco com moldura quadrada bem fina em verde escuro com o logo da Retina Brasil no meio do rodapé. No tipo lê-se: 05 de dezembro, dia nacional da acessibilidade e no centro temos os símbolos de acessibilidade em várias cores como deficiência física em azul, intelectual em vermelha, auditiva em amarelo e visual em verde. Abaixo vemos desenhos representando pessoas caminhando por uma via acessível. Fim da descrição.

LIVE: vamos falar de Acromatopsia e RP ligada a mutação RPGR?

Venha se informar sobre a Acromatopsia e sobre a Retinose Pigmentar ligada à mutação do gene RPGR – duas patologias de caráter hereditário, que estão em fase de pesquisas.

As palestrantes vão iniciar estudos clínicos sobre essas patologias, e poderão responder às suas perguntas nessa live da Retina Brasil.

Participação especial de Simone Kichel que lidera no whatsapp um grupo de acromatas.

Para assistir, basta clicar no link: LIVE: Vamos falar de Acromatopsia e RP ligada à mutação RPGR?

#acromatopsia #RPGR #RetinaBrasil #DoencasdaVisao #DoencasdaRetina

Card Verde escuro com um retângulo branco no cabeçalho com o logo da Retina Brasil. Abaixo o texto: Live: Vamos falar de Acromatopsia e RP ligada a mutação RPGR? 31 de agosto de 2023 (quinta-feira) às 19:30h no YouTube da Retina Brasil. Mais abaixo as fotos das 3 médicas em círculos: Dra Talita, Dra Giovanna e Dra Rosane. Fim da descrição.

18 de maio de 2023 – 12º Dia Global de Conscientização sobre Acessibilidade (GAAD)

Quinta-feira, 18 de maio de 2023, ajude-nos a celebrar o 12º Dia Global de Conscientização sobre Acessibilidade (GAAD)! O objetivo do GAAD é fazer com que todos falem, pensem e aprendam sobre acesso e inclusão digital, e as mais de um bilhão de pessoas com deficiências/deficiências.

O que é Acessibilidade Digital?
Todo usuário merece uma experiência digital de primeira linha na web. Alguém com deficiência deve ser capaz de experimentar serviços, conteúdos e outros produtos digitais baseados na Web com o mesmo resultado bem-sucedido que aqueles sem deficiência. Essa conscientização e compromisso com a inclusão é o objetivo do Global Accessibility Awareness Day (GAAD), um evento global que lança luz sobre o acesso e a inclusão digital para pessoas com deficiência.

Em 2020, o WebAIM analisou um milhão de home pages em busca de problemas de acessibilidade e encontrou o seguinte muitos dados importantes sobre as falhas dos site e sua inacessibilidade. Você pode ver o resultado neste link: https://accessibility.day/

Tanto do ponto de vista dos direitos civis quanto do ponto de vista dos negócios, as pessoas com deficiência são desassistidas pelos produtos digitais atuais.

Nossa missão, enquanto Retina Brasil, é colaborar para que as demandas de todas as pessoas com problemas de visão tenham acessibilidade e possam ter uma vida produtiva, usufruindo da inclusão.

Descrição da imagem: card branco com um icone de calendário mostrando a data 18 de maio. Ao lado se lê: Dia mundial da Conscientização sobre Acessibilidade. No centro, em destaque, o iconde de acessibilidade da ONU, que é uma pessoa feita somente por traços pretos com mãos, pés e cabeça sendo um círculo azul. Essa pessoa está totalmente integrada a um traço preto em formato circular. Termina com o logo da Retina Brasil. Fim da Descrição.

#Acessibilidade #TerceiraQuintaFeiradeMaio #DiaMundialDaAcessibilidade #Conscientizacao #RetinaBrasil #DoencasdaVisao

Por que o ABRIL MARROM é tão importante?

O Abril Marrom vem com a proposta de conscientizar e seu tema é prevenção, combate e reabilitação aos diversos tipos de cegueira.

Os resultados de pesquisas realizadas em 9 países revelam que as maiores prevalências de cegueira e deficiência visual ocorrem nas áreas rurais e periféricas.

O ônus da cegueira não é distribuído de maneira uniforme na América Latina e no Caribe. Em muitos países, estima-se que, para cada milhão de habitantes, haja 5.000 cegos e 20.000 deficientes visuais. Pelo menos dois terços destes casos são devidos a causas tratáveis como catarata, defeitos refrativos, retinopatia diabética, cegueira infantil, glaucoma, oncocercose e tracoma.

Globalmente, estima-se que aproximadamente 1.3 bilhão de pessoas vivam com alguma forma de deficiência visual. 188.5 milhões de pessoas têm deficiência visual moderada, 217 milhões têm deficiência visual moderada a grave e 36 milhões são cegas.

A importância de conscientizar os brasileiros a respeito da prevenção, combate e reabilitação da cegueira se dá ao fato de que, de acordo com Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 60% das causas da condição podem ser tratadas quando há o diagnóstico precoce.

Criada em 2016, a campanha recebeu a cor marrom, pois esta costuma ser a cor da íris (parte colorida dos olhos) da maioria da população brasileira. Além disso, o mês de abril foi escolhido por ser o mês de aniversário de José Álvares de Azevedo, professor que trouxe o Sistema Braile para o Brasil, revolucionando a educação de cegos no país.

Hoje encerramento a campanha do Abril Marrom, em que compartilharmos vídeos, artigos, informações e outros materiais de fontes confiáveis a respeito da cegueira e de suas causas, além das lives que estão disponíveis em nosso canal do youtube.

A população também pode contribuir com a campanha ao manter a principal medida de prevenção da cegueira, procurando ir ao oftalmologista na frequência recomendada.

FONTE: OPAS – Organização Pan Americana da Saúde e Retina Brasil

Descrição da Imagem: card bege envelhecido com o logo do Abril Marrom no topo, no meio o escrito: Por que o Abril Marrom é tão importante? e finaliza com o logo da Retina Brasil. Fim da Descrição.

#abrilmarrom #retina #retinabrasil #dmri #DOT #RetinopatiaDiabetica #cegueira #prevenção

LIVE: O Conselho Brasileiro de Oftalmologia no Abril Marrom 2023

No dia 13 de abril, a Retina Brasil fará uma live muito especial sobre o Abril Marrom.

Na live, que contará com a presença do Dr Jorge Rocha, Secretário Geral do CBO e da SBRV, abordaremos os três pilares deste importante mês de conscientização: Prevenção, Combate e Reabilitação aos diversos tipos de Cegueira. Representando a Retina Brasil teremos a nossa presidente Angela Sousa e a nossa fundadora e ex presidente Maria Julia Araújo.

Participe conosco!
13 de abril, quarta-feira, às 20h, no Youtube Retina Brasil

Para assistir, basta clicar neste link no dia 13:

https://www.youtube.com/live/diz9iJ8wDZU?feature=share

Esperamos vocês!

Descrição da Imagem: Card Bege do tipo envelhecido, com um retângulo marrom escuro no topo onde se lê: Live: o CBO no Abril Marrom. Abaixo está a data e hora: 13 de abril de 2023, às 20h no Youtube da Retina Brasil. No meio do Card estão a foto em destaque do Dr Jorge Rocha, que representará o CBO na live e das representantes da Retina Brasil: Angela Sousa e Maria Julia Araujo. Termina a arte com os logos do Abril Marrom e Retina Brasil. Fim da Descrição.

#CBO #ConselhoBrasileirodeOftalmologia #AbrilMarrom #RetinaBrasil

Entrevista com Sylvia Elisabeth pelo Dia Internacional da Mulher 2023

No dia internacional da Mulher 2023, a nossa querida Marina Leite entrevista a presidente da @retinacampos_ , a Sylvia Elisabeth.

A trajetória da Sylvia representa a trajetória de milhares de mulheres brasileiras que enfrentam sua jornada com muita força, garra e coragem.

Feliz Dia Internacional da Mulher!

#RetinaBrasil #RetinaCampos #DoencasdaVisao #DoencasdaRetina #DiaInternacionaldaMulher2023

Assista o vídeo aqui: https://youtu.be/TDUiKWbm88Q

CONHEÇA A DOENÇA DE STARGARDT

Doença de Stargardt

É uma doença hereditária da retina, que leva à perda progressiva da visão, começando, em geral pela perda da visão central (visão dos detalhes, da leitura, do reconhecimento facial). A perda de visão central pode progredir ao longo do tempo, prejudicando a visão periférica e levando a cegueira legal.

Quais são os sintomas?

A doença de Stargardt geralmente é diagnosticada nas duas primeira décadas de vida. No entanto, os sintomas podem aparecer em qualquer idade ou momento de vida. Os  sintomas mais comuns incluem: Dificuldade para ler, ver rostos e detalhes; Dificuldade para identificar cores parecidas e com constraste; Sensibilidade à luz; Dificuldade com a transição entre ambientes claros e escuros

Qual o gene associado à Doença de Stargardt? Como identiicá-lo?

Na maioria dos casos está associada a mutações no gene ABCA4. Este gene fornece instruções para produzir uma proteína importante para o funcionamento da retina. Quando existe a doença essa proteína não funciona corretamente, danificando a retina. A Doença de Stargardt é geralmente herdada de forma autossômica recessiva, isto é, o gene é herdado de ambos os progenitores.

O teste genético é o exame que identifica o gene associado à Doença de Stargardt. No entanto, o diagnóstico é feito com base nos exames clínicos (exames de fundo olho, retinografia, etc.) somado aos sintomas e ao teste genético. A clínica é fundamental e o médico oftalmologista especialista em doenças hereditárias da retina é o profssional qualificado para avaliar e diagnosticar a Doença de Stargardt.

Quais as pesquisas para a Doença de Stargardt?

Algumas das áreas de pesquisa que estão em andamento incluem:

Terapia gênica: visa reparar ou substituir o gene cuja mutação é  responsável pela doença de Stargardt.

Terapias celulares: exploram a possibilidade de transplantar células saudáveis na retina para substituir as células danificadas e restaurar a visão.

Medicamentos: há vários medicamentos em estudo que visam interferir no ciclo da retina com o objetivo de  estabilizar a perda da visão.

Cuidados com a visão para quem tem doença de Stargardt: não fazer  uso de suplementos com vitamina A;  usar óculos escuros ao se expor ao Sol ou em ambiente muito iluminado; fazer atividade física; alimentar-se de forma saudável

A Doença de Stargardt é uma DOENÇA RARA?

A Doença de Stargardt afeta cerca de 1 a cada 10.000 pessoas e portanto é uma DOENÇA RARA!

É importante consultar um oftalmologista regularmente para monitorar a progressão da doença e cuidar da saúde ocular.

Descrição da Imagem: Card branco ladeado por detalhes em tons de verde. No centro superior, o logo da Campanha Olhos Raros e no meio o enunciado do post: Conheça a doença de Stargardt. Finaliza com o logo da Retina Brasil no rodape. Fim da descrição.

II Congresso da Retina Iberoamérica Unida 2022

No dia 11 de dezembro de 2022, das 09:00 às 17:00 horas (horário de Brasília) acontecerá o II Congresso da Retina Iberoamérica Unida que acontecerá presencial ou online. Nesse Congresso contaremos com médicos especialistas em distrofias hereditárias da retina bem como pesquisadores que fazem pesquisas visando tratamentos e cura para essas distrofias da retina. Os principais temas abordados serão as distrofias da retina, avanços nas pesquisas científicas, direitos entre outros. Veja o programa completo abaixo.
 
Para participar online é muito fácil basta acessar o link abaixo no dia do Congresso:
O evento é gratuito e não há necessidade de inscrição antecipada.
 
Mais informações escreva para contato@retinabrasil.org.br
 
Participe!
 
PROGRAMA
09:30h – 09:40h – Cerimônia de Abertura- Palavras de boas-vindas: Gustavo Serrano FUNDALURP
09:40h – 09:50h – Discurso de abertura Retina Iberoamérica -Andrés Mayor Lorenzo, Presidente da Retina Iberoamérica.
09:50h – 10:10h – Sociedade Chilena de Oftalmologia
10:10h – 11:40h – Doenças oftálmicas degenerativas da retina e do nervo óptico: avanços clínicos e terapias
Moderador: Sr. Gustavo Serrano. Presidente FUNDALURP, Chile.
Sra. Valeria Canto Soler. Prof. Dino Solich em Pesquisa de Células-Tronco Oculares, Denver, Colorado University. Diretor do Programa CellSight.
Sr. Nicolás Cuenca. Professor de Biologia Celular na Universidade de Alicante, Espanha.
Sr. Carlos Mendoza. Prof. Universidade da Flórida, Inst. Bascom Palmer. Presidente e Fundador da PANIRD, Estados Unidos.
11:40h – 12:30h – Direitos dos pacientes com doenças oftálmicas degenerativas e inclusão.
Moderador: Sr. Kerkdenny Medina, Presidente da Retina Dominicana.
Sr. Roberto Quiroz. Ouvidora da República Dominicana,
Sra. Victoria Belotti. Secretária-Geral Coordenadora da Comissão para a Plena Participação e Inclusão das Pessoas com Deficiência do Governo da Cidade de Buenos Aires (COPIDIS), Argentina.
Sra. Paulina Bravo. Advogada, ativista pelos direitos das pessoas com deficiência no Chile.
12:30h – 13:00h – Jornada do paciente com Doença da Retina – Maria Antonieta Leopoldi.Vice presidente da Retina Brasil.
13:00h – 14:00h – Pausa para almoço
14:00h – 14:30h – Retiplus
14:30 – 15:00 – Atualização em novos tratamentos para patologias da retina -Sr. Lihteh Wu. Membro fundador do Grupo Pan-Americano de Estudo Colaborativo da Retina (PACORES).
15:00h – 15:30h – Doenças da retina no Chile -Dr. René Moya. Diretor do Serviço de Retina e Doenças Hereditárias da Retina do Hospital del Salvador, Santiago e professor associado de Oftalmologia da Universidade do Chile
15:30h – 16:15h – Diagnóstico Genético em Doenças da Retina
Moderadora: Sra. Marcela Ciccioli. Presidente Retina Argentina.
Sra. Tania Barragán. Graduada em Medicina pela Universidad Anáhuac México. Norte. Especialista em Genética Médica pela Universidade Nacional Autônoma do México
Sra. Malena Daich. Médica pela Universidade de Buenos Aires. Pesquisadora Clínica no Moorfield Eye Hospital de Londres
16:15 – 16:45h – A experiência de recuperar a visão com a Terapia Gênica – Dra. Juliana Sallum. Doutora em Medicina, Professora Associada do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. Investigadora responsável em ensaios clínicos no Brasil.
16:45h – 17:00h – Considerações finais – Andrés Mayor Lorenzo, Presidente da Retina Iberoamérica.

Vamos falar da DOT? – DOENÇA OCULAR DA TIREÓIDE

Outubro é o mês da saúde ocular e das doenças da visão. Num país em que muitas pessoas sequer vão ao oftalmologista ou encontram dificuldades de atendimento oftalmológico pelo SUS, alertar para o cuidado com a visão é muito importante.

A Retina Brasil chama a atenção para doenças oculares que decorrem de complicações de outras partes do corpo. Uma delas é a Doença Ocular da Tireoide (DOT). A tireóide é uma glândula situada no pescoço, que produz hormônios que equilibram o metabolismo, controlam o crescimento das crianças, impactam no peso, na memória e no humor. O funcionamento inadequado da tireoide pode ter impactos também na visão.

A DOT é uma doença rara, grave e progressiva. É também uma doença autoimune, e se caracteriza pela produção de anticorpos que atacam a glândula da tireoide e também os tecidos ao redor do olho, causando problemas nessa área. Ela pode se manifestar na superfície externa do olho (pálpebras, orbita do olho e córnea) e em fases avançadas pode levar à inflamação de tecidos e músculos da parte posterior do olho, gerando protusão do globo ocular, dificuldade de mover os olhos, estrabismo e visão dupla.

A DOT tende a aparecer mais em mulheres, com mais de 45 anos, e ocorre com mais frequência em quem fuma.. Aparece com frequência em pessoas com doença de Graves, afetando metade das pessoas com essa condição – mas é uma doença distinta que requer tratamento diferente.

Em 90% dos casos, a doença ocular da tireoide está relacionada ao hipertireoidismo, patologia que se caracteriza pela produção excessiva do hormônio da tireoide. Em menor proporção, a Doença Ocular da Tireóide pode ocorrer em pacientes com a tireoide normal ou com hipotireoidismo ( 10% dos casos de DOT).

IDENTIFICAR E TRATAR A DOENÇA NA FASE INICIAL REDUZ O SEU IMPACTO

Sintomas mais comuns e tratamentos – O diagnóstico da DOT é feito através de sinais e sintomas oculares: a proptose ou protuberância do olho, retração da pálpebra, sensação de pressão ou dor na parte posterior do globo ocular, sensibilidade à luz, inchaço, olhos vermelhos, lacrimejamento e visão dupla. Por vezes há queixas de olho seco e visão embaçada.

Existem duas complicações que podem causar perda de visão no paciente com DOT. Elas devem ser buscadas e tratadas prontamente para preservar a visão.

1) Compressão do nervo óptico pelos tecidos inchados: o tratamento vai envolver o uso de esteroides orais e, quando não surtem efeito, pode-se optar por uma cirurgia para aliviar a compressão.

2) Úlcera da córnea devido ao ressecamento severo causado pela proptose e
dificuldade de fechar totalmente as pálpebras: o tratamento recomendado é a lubrificação da córnea com colírios / pomadas, o fechamento das pálpebras durante à noite e em casos mais graves, a cirurgia para fechar as pálpebras e proteger os olhos.

Pode-se também fazer uso de cirurgia plástica corretiva para melhorar a aparência dos olhos.

O oftalmologista vai tratar os problemas de visão dupla, estrabismo e complicações no nervo ótico. A tireoide vai ser acompanhada pelo endocrinologista. A Associação Americana da Tireóide afirma que a DOT requer uma abordagem médica multidisciplinar, envolvendo profissionais especializados na doença.

Recentemente surgiu um tratamento para a DOT por imunoterapia. O medicamento, aprovado pelo FDA em janeiro de 2020, diminui o volume do músculo e da gordura orbital aliviando a pressão extraocular e reduzindo a projeção do globo ocular.

O paciente com DOT deve manter sob controle os níveis de hormônio produzidos pela tireoide, deve evitar o fumo, usar óculos de sol e se tiver a doença de Graves, monitorar o funcionamento da tireoide e tomar a medicação prescrita.

A DOT pode ter um grande impacto na aparência física, com efeitos adversos no emprego, relacionamentos e autoconfiança. Pode levar a um afastamento da convivência social. Ao conhecer melhor a DOT você pode entender que sua visão depende de uma vida saudável, mas que inclui atenção e acompanhamento da função de sua tireoide. Se observar alguns destes sintomas, procure um médico especializado e cuide da sua visão.

Descrição da Imagem: Card lilás com um círculo branco contornado de roxo no meio. Dentro dele está escrito: Vamos falar de DOT? Doença ocular da Tireóide – atrás do círculo há um traço de cor roxo claro. No rodapé do card está o logo da Retina Brasil. Fim da descrição.

Fonte:
LENSCOPE – Oftalmopatia de Graves: a doença ocular da tireoide, Lenscope
SBOP – Doença Tireoidiana e as Alterações Oculares. – Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica American Thyroid Association, Hyperthyroidism, ATA, 2016
Horizon Medical Affairs , Desvendando a doença ocular da tireoide: Um guia científico com curadoria.
ABDO – Association of British Dispensing Opticians www.abdo.org.uk

Doença ocular relacionada à idade pode levar à cegueira

Mais de 80% dos pacientes com DMRI enfrentam barreiras no diagnóstico

Matéria da Agência Brasil/EBC

No Dia Mundial da Retina, 24 de setembro, uma pesquisa inédita da organização não governamental (ONG) Retina Brasil, com apoio da Roche Farma Brasil, alerta que as dificuldades no diagnóstico da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) ocorrem, principalmente, pela pouca informação do paciente sobre a doença e pela demora para iniciar o tratamento. Segundo o estudo, muitas vezes, os sintomas são encarados como parte do envelhecimento e não existe rastreio adequado.

Com o envelhecimento da população brasileira, a DMRI torna-se mais prevalente. A doença afeta a área central da retina (chamada mácula) e representa a principal causa de cegueira irreversível em indivíduos com mais de 50 anos nos países desenvolvidos, informa o Ministério da Saúde.

A pesquisa, que ouviu 100 pessoas com DMRI de todo o Brasil, revela que 81% encontraram barreiras para chegar ao diagnóstico. As principais dificuldades foram a demora para procurar um médico por achar que os sintomas não eram relevantes (59%), a falta de acesso a especialistas (17%) e o medo do diagnóstico (7%). Dificuldades financeiras ou para marcar consultas e realizar exames e falta de acompanhante também foram citadas pelos entrevistados.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia cita estimativas com base na projeção populacional segundo as quais, em 2030, o país terá quase 900 mil pessoas com DMRI. A doença não tem causa única e, sim, uma combinação de fatores de risco, como: idade, história familiar de DMRI, índice de massa corporal (IMC) elevado, tabagismo e etnia.

Com a progressão da doença, ocorre perda gradual da visão, que pode levar à cegueira total. Os indivíduos com DMRI devem ser examinados e acompanhados periodicamente por um especialista, pois a doença pode se agravar.

“É essencial que seja implantado o protocolo de atendimento no SUS [Sistema Único de Saúde] e na saúde suplementar para a boa gestão do tratamento para preservar a visão e a qualidade de vida. Programas de detecção precoce da doença, facilitação do fluxo dos exames e agilidade para o início do tratamento permitem melhores resultados visuais e otimização da capacidade funcional e independência do idoso”, afirma a médica e professora Juliana Sallum, oftalmologista especializada em retina e genética ocular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Sintomas

Os principais sintomas da degeneração macular relacionada à idade são: visão embaçada, com piora lenta e progressiva, que dificulta enxergar de perto e de longe; prejuízo na capacidade de executar trabalhos detalhados; aparecimento de pontos cegos na visão central e percepção de distorção de linhas. Quando a neovascularização se inicia, o paciente nota piora acentuada e abrupta dos sintomas. Nesse momento, deve começar o tratamento para minimizar a perda visual.

Estima-se que um terço dos adultos acima de 75 anos tem DMRI. Além disso, as mulheres têm mais risco de desenvolver a doença do que os homens, justamente em razão da maior expectativa de vida.

“A DMRI é uma doença degenerativa da retina, especialmente da área macular. A idade é o principal fator de risco. Já o tabagismo é um fator predisponente”, diz a oftalmologista.

A degeneração macular relacionada à idade decorre do envelhecimento da retina. Na forma inicial da doença, ocorre a deposição de material degenerativo na retina, as drusas, fase drusiforme da retina. Na fase úmida, vem o desgaste das camadas da retina, deflagrando a formação de neovascularizacão sub-retiniana.

“A DMRI pode evoluir para a atrofia do epitélio pigmentado da retina na forma seca da doença. As áreas da retina afetada pela atrofia ou pela neovascularização correspondem a áreas de distorção e diminuição da capacidade de enxergar”, completa Juliana.

Prevenção e tratamento

Alguns hábitos saudáveis auxiliam na prevenção da DMRI e são recomendáveis, informa a especialista. “O primeiro [hábito] seria não fumar, pois o tabagismo é o principal fator de risco modificável, assim como proteger-se do sol com óculos escuros e chapéu. Também é indicada uma dieta rica em frutas e vegetais. Alguns estudos apontam benefícios na suplementação de luteína, zeaxantina, zinco e cobre para a prevenção de formas mais graves da doença.”

O tratamento para a forma úmida consiste em injeções intravítreas de anti-VEGF, por meio de injeções intraoculares periódicas, para evitar o dano causado pelo crescimento de complexos neovasculares sub-retinianos.

“Trata-se de uma classe de medicamentos que inibem o VEGF, que é um fator de crescimento de vasos. A retina degenerada estimula a produção de VEGF para formar novos vasos. Mas estes têm a parede frágil, sangram e alteram o tecido retiniano, levando à formação de uma lesão. O paciente percebe como uma mancha que altera a visão central. O tratamento anti-VEGF visa diminuir e controlar esta lesão macular”, detalha Juliana.

Desinformação

Além da falta de informação, que faz com que as pessoas não percebam que a visão está sendo afetada, a pesquisa revela desconhecimento delas sobre sua própria condição, mesmo após o diagnóstico: 10% das pessoas ouvidas não souberam dizer se tinham DMRI seca ou úmida, informação relevante para os cuidados adequados, já que a forma úmida tem opções de tratamento.

Segundo a vice-presidente da Retina Brasil e uma das autoras da pesquisa, Maria Antonieta Leopoldi, a desinformação pode ser atribuída a três fatores: falta de escolaridade do paciente, impacto emocional no momento de ouvir o diagnóstico e falta de o médico comunicar o nome e as características da doença.

“Não é uma doença rara; é uma doença prevalente”, alerta Antonieta. “A desigualdade social do país se apresenta também no sistema de saúde, com diferenças enormes entre o atendimento público e o privado, na forma de obter o diagnóstico e tratar a DMRI. É preciso que as pessoas sejam atendidas cada vez mais rápido e melhor em ambos os serviços”, reforça.

A pesquisa indica necessidade de acompanhamento médico mais adequado para os pacientes. Perguntados sobre o que teria facilitado sua jornada, 38% citaram o fato de terem procurado um especialista no início dos sintomas, 17% disseram que teriam sido beneficiados se tivessem conseguido tratamento precoce e acessível, 10% queriam ter tido acesso a especialistas no início da doença e 8% responderam que ter mais acesso a informação teria sido benéfico. Chama a atenção o fato de que 27% não souberam explicar ou responder.

Outro dado mostra que 32% dos pacientes afirmaram não ter tido informações do médico sobre a DMRI e sobre como conviver com a doença após o diagnóstico. A pesquisa revela ainda que somente 15% das pessoas com DMRI entendem que vivem um novo contexto, uma nova identidade e tentam se adaptar à nova vida com baixa visão.

Entre os entrevistados, 84% resistem em admitir que a vida mudou com a doença, o que, para a ONG Retina Brasil, é mais um sinal de que a saúde mental dos pacientes merece atenção dos médicos, equipe profissional e rede de apoio.

“Quando perguntamos diretamente sobre o impacto no dia a dia, 43% alegaram dificuldade na leitura e na realização de atividades de perto e 45% disseram que estavam perdendo autonomia”, ressalta Antonieta. “Ouvimos constantemente relatos sobre perdas de trabalho, amizades, companheiros, deixar de dirigir e de ler”, acrescenta.

Edição: Nádia Franco
link para matéria fonte: Doença ocular relacionada à idade pode levar à cegueira | Agência Brasil (ebc.com.br)

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