Dia Internacional da Retina

Em comemoração ao Dia Internacional da Retina, 25 de setembro, a RETINA BRASIL  se uniu a organizações de todo o mundo, com objetivo de ajudar a conscientizar sobre as Doenças Degenerativas da Retina, seus fatores de risco e prevenção.

A atividade aconteceu na Av. Paulista no vão livre do MASP, onde em meio aos balões verdes com a frase “ Queremos que você nos veja”  milhares de pessoas,  que passeavam pela Av. Paulista, recebiam informações importantes sobre a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) , Retinopatia Diabética e demais doenças da retina.

 

COMUNICADO DA RETINA INTERNACIONAL E DA RETINA BRASIL NO DIA MUNDIAL DA RETINA, 25 SETEMBRO 2016.


Neste Dia Mundial da Retina, nossas entidades chamam a atenção para a importância de se ter acesso a serviços de genotipagem para pessoas com doenças hereditárias. A genotipagem contribui para a aceleração das descobertas de terapias para doenças que ainda não têm tratamento.

 

As doenças da retina estão entre as causas mais comuns da perda de visão na população ativa em todo o mundo. São elas a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt, a Degeneração Macular Relacionada à Idade, a Coroideremia, as doenças sindrômicas que envolvem a Retinose Pigmentar (como a Síndrome de Usher, Síndrome de Bardet Biedl, etc) e muitas outras. O impacto destas doenças na qualidade de vida é enorme.

No entanto, devemos ter esperança. Existem tratamentos que estão na iminência de serem aprovados pelas autoridades de saúde nos Estados Unidos e na Europa, e que chegaram a este estágio após anos de testes clínicos em laboratórios, com animais e com pacientes que se submeteram a experimentos, com vistas a ajudar outros pacientes a se tratarem. Hoje é essencial fazer a identificação dos fatores genéticos que levam à doença de cada paciente para que os testes clínicos sejam eficazes e para que os futuros tratamentos sejam bem-sucedidos.

A Retina Internacional busca fornecer aos pacientes afetados por doenças da retina as informações que irão ajudá-los nas opções por tratamentos que estão por vir (na terapia genética, na terapia celular, no olho eletrônico, na terapia por eletroestimulação entre outras).  Busca informá-los sobre a participação em testes clínicos.

Se você tem uma doença hereditária da retina, você e sua família devem ter acesso à informação de qual o gene que levou à sua doença. Para isto é preciso ter acesso a testes genéticos. Contudo, este não é um teste acessível a todos os pacientes e são poucos os países em que o governo se responsabiliza por fornecer ao paciente seu diagnóstico genético gratuito. A dificuldade de acesso ao diagnóstico genético é um grande obstáculo ao desenvolvimento de novas terapias e contribui para a perda de visão de muitas pessoas.

A Presidente da Retina Internacional, Christina Fasser, destacou a importância da genotipagem nas doenças da retina. “Um bom diagnóstico genético é um pré-requisito para que o paciente seja incluído nos testes clínicos para sua doença. A Retina Internacional está desenvolvendo um material para ser usado por seus membros nos 33 países que fazem parte da associação. Este material visa informar sobre as novas possibilidades de diagnóstico genético. As entidades nacionais, como a Retina Brasil serão incentivadas a promover e defender o acesso a um diagnóstico genético gratuito ou acessível ao paciente”.

Para milhões de pessoas, a perda da visão decorrente de doenças hereditárias da retina leva à dificuldade em desempenhar tarefas rotineiras em casa, ansiedade sobre o trabalho atual ou futuro, incerteza sobre relacionamentos pessoais, dificuldades de mobilidade e isolamento.

Se de um lado surgem novas terapias que trazem grande esperança, e que têm o potencial de mudar a vida das pessoas com doenças da retina, de outro lado estas pessoas dependem de diagnóstico genético para terem acesso a esta nova fronteira.

Avril Daly, Diretora Executiva da Retina Internacional, chama a atenção dos responsáveis pelas políticas de saúde em sistemas como o SUS brasileiro, para que se conscientizem de que as terapias genéticas estão prestes a se tornar uma realidade e que os profissionais e seus serviços precisam se preparar urgentemente para oferecer ao público serviços de diagnóstico genético, de aconselhamento genético e muito brevemente, terapia genética. Ela afirma: “a genotipagem pode ter um impacto positivo sobre pessoas afetadas por doenças hereditárias da retina e suas famílias de diversas maneiras. Quando realizados corretamente e bem interpretados, os testes genéticos podem melhorar a precisão do diagnóstico clínico e podem auxiliar no prognóstico da doença e no aconselhamento genético. Os sistemas públicos de saúde, os profissionais da visão e as associações de oftalmologistas e geneticistas devem se conscientizar de que os testes clínicos para as doenças hereditárias da retina são uma realidade e que as terapias genéticas estão chegando.  Sem um diagnóstico genético preciso os pacientes se arriscam a perder a visão, já que não terão condições de acessar os testes clínicos em andamento ou os tratamentos que surgirem para suas doenças. E a perda de visão devida a esta omissão é inaceitável para os membros de qualquer sociedade.”

Nenhum dos avanços notáveis que estão ocorrendo no campo das Doenças da Retina seriam viáveis sem o envolvimento de grupos especiais de pacientes, selecionados para testes clínicos a partir de seu perfil genético. Mesmo as decisões de alocar recursos para pesquisa em trabalhos pré-clínicos dependem do impacto positivo do teste clinico na população estudada.  A transição bem-sucedida da pesquisa no campo da ciência básica para a pesquisa voltada para a aplicação clínica é um dos objetivos mais importantes da Retina Internacional e de suas associações afiliadas. E o acesso ao diagnóstico genético é fundamental para este objetivo.

No dia Mundial da Retina, 25 de setembro de 2016, a comunidade global formada por pacientes, pesquisadores, clínicos e demais profissionais da saúde, envolvidos com as Doenças Hereditárias da Retina, une-se para chamar a atenção para a importância do acesso de todos os pacientes ao teste genético para as doenças hereditárias da retina em todos os recantos do mundo, na esperança de mudar a perspectiva dos profissionais, do governo e da sociedade frente à questão do DIAGNÓSTICO GENÉTICO. Esta mudança de perspectiva irá contribuir para a aceleração do ritmo dos avanços na medicina, na cirurgia e na tecnologia. Só assim poderemos caminhar em direção a um futuro que todos poderemos compartilhar.

Retina Internacional – é uma associação sem fins lucrativos, que reúne associações representativas de 33 países, formadas por pessoas com Retinose Pigmentar, Síndrome de Usher, Degeneração Macular e outras distrofias retinianas hereditárias, seus familiares e amigos. Nossa missão é agilizar o desenvolvimento dos tratamentos comprovados para as distrofias da retina e lutar pelo acesso de todos ao diagnóstico genético e aos tratamentos.

Para maiores informações contatar www.retina-international.org

Retina Brasil – é uma associação sem fins lucrativos, sediada em São Paulo, que reune associações regionais de pacientes com distrofias hereditárias da retina e que tem como missão informar estes pacientes, seus familiares e amigos, sobre os aspectos clínicos destas distrofias e sobre os avanços científicos que apontam para um futuro de esperanças para tratamentos. A Retina Brasil está ligada à Retina Internacional.

Para maiores informações contatar www.retinabrasil.org.br

 
 

Reserve esta data, 25 de setembro de 2016 – DIA MUNDIAL DA RETINA

Reserve esta data

25 de setembro de 2016

DIA  MUNDIAL DA RETINA

Conscientização sobre as Doenças da Retina

Local:  Vão Livre do Masp

Horário: das 10:00 às 13:00h

 

Anualmente, a Retina Internacional promove o Dia Internacional da Retina que tem como objetivo conscientizar sobre as doenças da retina, seus fatores de riscos e prevenção.

Nessa data, associações de pacientes com doenças degenerativas da retina, de todo o mundo, estarão mobilizadas para conscientizar sobre as doenças da retina, sobre a necessidade de mais investimentos para as pesquisas para tratamento e cura dessas doenças, para que em um futuro não muito distante tenhamos tratamento e cura e para todas as doenças da retina.

A Retina Brasil também está se organizando para fazer a sua parte,  nesse movimento de conscientização.

Em comemoração ao Dia Mundial da Retina, a Retina Brasil está organizando uma atividade no Vão Livre do MASP, onde chamaremos a atenção da população com cartazes, distribuição de balões de gás hélio com o slogan “Queremos que você nos veja” e folhetos informativos sobre as doenças da retina.

Muitos pacientes, familiares, profissionais de saúde e população em geral desconhecem as doenças da retina e suas consequências.

Sua participação nesse dia é de suma importância.

Participe!   Compareça!

 
Maria Julia da Silva Araújo
Retina Brasil 

COMO FOI O 19º CONGRESSO MUNDIAL DA RETINA INTERNACIONAL.

 COMO FOI O 19o CONGRESSO MUNDIAL DA RETINA INTERNACIONAL

 

Foram mais de 30 anos de espera até que a Retina Internacional enfim realizasse o seu famoso encontro bianual em um país de língua chinesa! Mas a espera valeu a pena, pois o 19o Congresso Mundial da Retina Internacional, realizado na vibrante cidade de Taipei, em Taiwan, não decepcionou. Nossos amigos asiáticos sediaram um grande evento, marcado por muitas novidades, valiosas trocas de informações científicas e experiências culturais e, principalmente, pelo contínuo fortalecimento de um grupo de pessoas cada vez maior e mais unido, que tem se dedicado apaixonadamente e incessantemente à luta contra a cegueira. Apresentaremos a seguir um resumo dos principais aspectos e das mais interessantes perspectivas que observamos no congresso, iniciando pelas novidades científicas.

A Medicina internacional parece enfim ter deixado definitivamente para trás a era da escuridão científica, adentrando numa nova fase de conhecimento, marcada por um crescente número de testes clínicos em diversas frentes. A maioria absoluta das palestras não está mais focada em pura pesquisa, mas na apresentação e discussão de resultados objetivos de diversos testes clínicos em curso. Atualmente, a medicina internacional já é capaz de identificar um pouco mais de 200 genes cujas mutações são as causas das doenças degenerativas da retina que conhecemos. Também já é conhecido o caminho bioquímico que leva à degeneração e morte das células fotorreceptoras (cones e bastonetes). De forma geral, existem 4 grandes áreas de pesquisa que já estão conduzindo testes clínicos que, caso sejam aprovados, permitirão o início dos tratamentos. Essas áreas são as seguintes:

1. Terapia celular. As técnicas mais promissoras envolvem o transplante de células tronco, para as quais já existem testes clínicos sendo realizados em pacientes, especificamente para Stargardt e DMRI seca (EUA, Brasil) e em fase bem inicial para Retinose pigmentar (Japão), com bons resultados clínicos preliminares. Além disso, existem novas técnicas de transplante de células fotorreceptoras sendo desenvolvidas e testadas com sucesso em animais, especialmente nos EUA e no Reino Unido. Essas técnicas podem levar ao início de novos testes clínicos em pacientes num futuro próximo, e seriam aplicáveis inclusive para pacientes em estágio avançado da doença.

2. Visão artificial. Muitos grupos ao redor do mundo estão trabalhando no famoso olho biônico. São diferentes modelos e abordagens, e já existem produtos disponíveis no mercado para implante, desenvolvidos na Alemanha (Alpha IMS) e nos EUA (Argus II). Para que se possa ter uma ideia do avanço, já existem mais de 200 pacientes utilizando o implante Argus II. Esses produtos são capazes de restabelecer a percepção de claridade e a visão de alguns vultos. Trata-se de uma área muito promissora, com perspectiva de avanço muito rápido. Os próximos modelos em desenvolvimento objetivam trazer o reconhecimento facial, a restauração da capacidade de leitura e detecção de cores.

3. Estimulação elétrica da retina. O tratamento, que está em fase final de testes clínicos em pacientes, já está sendo comercializado na Europa e aguardando aprovação final do FDA (americano) para entrar em comercialização nos EUA e em diversos outros países. Existem resultados bem consistentes que comprovam que a estimulação elétrica pode recuperar as células fotorreceptoras que estão morrendo, bem como diminuir a velocidade do processo de degeneração. Não se trata de uma cura, mas uma mitigação. É recomendada para a maioria das formas de RP, mas somente para casos não muito avançados das doenças, pois não consegue atuar nas células que já estão mortas. Além disso, o processo de degeneração volta ao ritmo normal quando o tratamento é interrompido. O tratamento consiste em uma sessão de 30 minutos por semana.  É possível que seja iniciado um teste clínico no Brasil em breve, mesmo antes da aprovação final do FDA americano.

 

4. Terapia Gênica. É, sem dúvida, a área que vem apresentando os melhores resultados e o caminho mais próximo para a cura efetiva das doenças da retina. Trata-se de um tratamento que substitui genes defeituosos mutantes de células vivas por cópias do mesmo genes sem defeitos, que atuam como restauradores das funções normais da célula, recuperando a visão. Uma série de testes clínicos estão sendo realizados para diversos genes. A mais avançada delas é a terapia genética para o gene RPE65, que concluiu com sucesso a terceira fase do teste clinico e provavelmente estará disponível no mercado americano no futuro próximo. Ficamos com a clara sensação de que esse é apenas o primeiro resultado de uma série de novos tratamentos que já estão semeados e deverão render frutos nos próximos anos.

A última novidade que chamou muita atenção foi o grande interesse das industrias farmacêutica e de tecnologia, que muito se esforçaram para se fazer presentes. Os empresários representantes das empresas demonstraram muita vontade de se aproximar e ouvir os pacientes. Esse interesse e participação é fundamental, pois demostra que as empresas estão enxergando os possíveis tratamentos como um lucrativo negócio, o que certamente trará mais investimentos e acelerará o desenvolvimento dos tratamentos em todos os aspectos.

O grupo que participou do evento é bastante diverso, formado por pacientes, familiares, médicos, cientistas e empresários do mundo inteiro. Durante os dois dias de congresso o contato direto entre médicos e pacientes foi sem dúvida um ponto alto, uma oportunidade única para nos atualizarmos e nos conectarmos com o que de mais modernos está acontecendo no mundo. Além disso, o contato com pacientes e familiares das mais diferentes culturas sempre nos traz novas ideias e perspectivas para a melhoria da nossa qualidade de vida hoje. Fato é que do outro lado do mundo as pessoas encaram as mesmas dificuldades e desafios em relação à baixa visão. Mas, acima de tudo, as relações criadas durante o evento fortalecem cada vez mais a voz que advoga pela nossa causa. E essa advocacia incessante e cada vez mais fortalecida nos aproxima da tão sonhada cura das doenças degenerativas da retina. Mas é importante lembrar que o nosso objetivo não é apenas a cura, mas sim que os tratamentos possam ser efetivamente disponibilizados para todos, nos quatro cantos do mundo. Para tanto, é fundamental o engajamento cada vez maior das associações de pacientes de todos os países.

Em relação às associações de pacientes presentes no evento, pudemos observar um claro movimento de uma nova geração de pacientes se envolvendo na condução de muitos grupos regionais mundo afora e também na Retina Internacional, o que está gerando uma nova dinâmica e energia, ainda amparada pela experiência da primeira geração que iniciou todo o processo de luta e que ainda tem muito a contribuir. Claramente os países europeus, juntamente com os EUA, a Austrália e a África do Sul estão bem na nossa frente em termos de organização e unidade, o que reflete diretamente nos resultados por eles obtidos. Precisamos urgentemente nos unir para fortalecer nossa voz, e nos fazer ouvidos pela sociedade brasileira, pelo governo brasileiro, bem como pela comunidade internacional de pacientes e médicos.

Nossos amigos europeus estão ansiosos para nos ajudar nessa tarefa, mas cabe a nós nos organizarmos para realizar o trabalho. A cura está chegando e cada vez mais teremos acesso a tratamentos paliativos para retardar ou interromper a progressão das doenças. Precisamos estar preparados para receber estes tratamentos e tecnologias, e assegurar que elas possam estar disponíveis para todos aqueles que necessitem, independentemente de sua condição econômica e social. Trata-se de um trabalho onde não deve haver concorrência, mas apenas convergência de esforços.

Além das ações para a conscientização da sociedade brasileira e das constantes atividades para divulgação de informações, apoio psicológico e inclusão social, a Retina Brasil terá como prioridade o mapeamento genético do maior número de pessoas possível, bem como a disponibilização do tratamento de estimulação elétrica para o maior número possível de brasileiros. Certamente não é pouca coisa, mas é possível! Para isso precisaremos de recursos, humanos e financeiros. Se você tem interesse em se envolver nesse trabalho ou nos apoiar de alguma forma, entre em contato através do email rcpbueno@gmail.com. Nos próximos meses estruturaremos a nova estratégia do grupo para encarar todos esses desafios.

Um abraço,

Juliana Sallum

Maria Antonieta Leopoldi

Rodrigo Bueno

Representantes de vários países no Congresso da Retina Internacional.


13º Encontro Anual do Grupo Retina São Paulo

Caro Afiliado
Convidamos você a participar do 13º Encontro Anual do Grupo Retina São Paulo, que apresentará os resultados do recente Congresso da Retina Internacional, realizado em Taiwan neste mês de julho, trazidos por seu representante Profa. Dra. Juliana M. Ferraz Sallum (Comitê Científico).
                    D A T A :    13/08/2016, das 09:00 às 13:00h
                    L O C A L:    UNIFESP-Teatro Boris Casoy  
                                            Rua Botucatu, 821 – Vila Clementino  
                                            Estação Santa  Cruz do Metrô                  
Teremos a oportunidade de ouvir a Profa. Dra. Juliana M Ferraz Sallum, que nos informará sobre o estágio dos estudos clínicos e pesquisas para o tratamento das Doenças Degenerativas da Retina nos campos  da genética, terapia celular e eletrônica.
Estamos vivendo um momento muito importante, onde tratamentos para algumas doenças já são anunciados, como é o caso da Amaurose Congênita de Leber RPE65, previsto já para 2017. Há muito esperávamos por essa notícia e precisamos comemorar juntos. Outros tratamentos estão a caminho para se tornar realidade.
Para participar há necessidade de inscrição, que é gratuita e  deverá ser feita até 10/08/16, através do e.mailretinasp@retinasp.org.br ou em nossa sede 5549-2239, às segundas-feiras e quartas-feiras, das 11 às 16h.
Compareça! Sua participação é muito importante.
 
Maria Julia S Araujo
Presidente

URGENTE – MANIFESTE-SE ATÉ 01/12/2015 – CONSULTA PÚBLICA Nº 34 DA CONITEC PUBLICADA EM 12/11/2015

A CONITEC abriu uma nova Consulta Pública, a respeito da incorporação no SUS dos antiangiogênicos para o tratamento do Edema Macular Diabético. Essa consulta se encerra dia 01 de dezembro,
Manifeste-se contra a decisão da CONITEC e a favor da incorporação do tratamento do Edema Macular Diabético com TODOS os  anti-VEGF .
 
Por que é importante que todos participem?
Sua participação é muito importante, para garantir que todos os pacientes que necessitem de tratamento, tenham acesso ao tratamento pelo SUS.  Esse tratamento é de alto custo e ainda não está disponível pelo SUS.
 
O que é a CONITEC?
CONITEC – COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORACÃO DE TECNOLOGIAS NO SUS: é um Órgão do Governo Federal que tem por objetivo assessorar o Ministério da Saúde – MS nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS, bem como na constituição ou alteração de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas – PCDT.
Nesse nosso caso, a tecnologia pretendida é o tratamento para o Edema Macular Diabético com os tratamentos existentes – os anti-VEGF (antiangiogênicos)
 
Como participar da Consulta Pública?
È fácil entre no link abaixo e preencha o formulário.
http://formsus.datasus.gov.br/formulario.php?id_aplicacao=23507
Manifeste-se contra a decisão da CONITEC e a favor a Incorporação de TODOS os anti-VEGF para o tratamento do Edema Macular D abético, de forma a dar acesso a todos os pacientes que necessitam ser tratados.
Mais informações (bem como a recomendação da CONITEC na íntegra),  podem ser acessadas em http://conitec.gov.br/index.php/consultas-publicas.
Dúvidas entre em contato na nossa sede (11) 5549-2239 ou por e-mail  mariajulia.araujo@retinabrasil.org.br
 
Participem!
Maria Julia da Silva Araújo
Retina Brasil
Visite nossa página www.retinabrasil.org.br
 
 
 
 

Exposição Diálogo no Escuro


 
 
 
A exibição está aberta ao público desde 22 de agosto, na Unibes Cultural, situada na Rua Oscar Freire, 2500, Pinheiros, São Paulo, SP. O centro cultural fica ao lado da estação Sumaré do Metrô.
A compra de ingresso e mais informações você pode obter através do site  www.dialogonoescuro.com.br ou pelo fone 3065.4333.
 
Sobre a Exposição
O conceito da Exposição Diálogo no Escuro é mostrar como é o mundo sem o sentido da visão. Os visitantes são conduzidos por guias deficientes visuais através de salas totalmente escuras e especialmente construídas, em que cheiro, som, vento, temperatura e textura apresentam as características de ambientes cotidianos como parques, ruas, mercearias, cidades e cafés.
Os visitantes aprendem a interagir sem a visão, usando seus outros sentidos. Através dessa inversão de papéis, as rotinas diárias tornam-se uma nova experiência. Pessoas que podem ver são levadas para fora do seu ambiente familiar. Os guias com deficiência visual proporcionam segurança e sentido de orientação aos visitantes.
Durante e após a visitação, o público tem a oportunidade de fazer perguntas que normalmente não tem a chance de fazer a uma pessoa com deficiência visual reduzindo as barreiras de ambos os lados e ajudando a compreensão mútua. Como uma “plataforma de comunicação”, a ênfase não é sobre deficiência visual, mas sim sobre a importância da compreensão, empatia e solidariedade.
O passeio em si dura pouco mais de uma hora, mas os efeitos podem durar uma vida.
A exibição está aberta ao público desde 22 de agosto, na Unibes Cultural, situada na Rua Oscar Freire, 2500, Pinheiros, São Paulo, SP. O centro cultural fica ao lado da estação Sumaré do Metrô.
A compra de ingresso e mais informações você pode obter através do site  www.dialogonoescuro.com.br ou pelo fone 3065.4333
 

Comemoração Dia Mundial da Retina

No dia 27 de setembro de 2015  centenas de pessoas se reuniram no Vão Livre do Masp para comemorar o Dia Mundial da Retina. Evento organizado pela Retina Brasil,  teve como principal objetivo a Conscientização sobre as Doenças da Retina.
As calçadas e a Av. Paulista pintaram-se de verde com os inúmeros balões recebidos pelas pessoas que passavam por ali. Atraídos pelos balões as pessoas recebiam informações importantes sobre saúde da visão especialmente sobre as doenças da Retina.

Anualmente, a AMD-Alliance e a Retina Internacional promovem a Semana Internacional da Conscientização da DMRI (21 A 27 DE SETEMBRO DE 2015) e Dia Internacional das Doenças da Retina (26 DE SETEMBRO DE 2015) que tem como objetivo conscientizar sobre a DMRI e demais doenças da retina, seus fatores de riscos e prevenção.
Nessas datas, associações de pacientes com doenças degenerativas da retina, de todo o mundo, estarão mobilizadas para conscientizar sobre as doenças da retina, sobre a  necessidade de mais investimentos para as pesquisas para tratamento e cura dessas doenças, para que em um futuro não muito distante tenhamos tratamento e cura e para todas as doenças da retina.
A Retina Brasil também está se organizando para fazer a sua parte,  nesse movimento de conscientização.
Em comemoração ao Dia Mundial da Retina, a Retina Brasil e o Grupo Retina São Paulo estão organizando uma atividade no Vão Livre do MASP, onde chamaremos a atenção da população com cartazes, distribuição de balões de gás hélio com o slogan “Queremos que vocês nos vejam” e folhetos informativos sobre as doenças da retina e a baixa visão (Bengala Verde).
Muitos pacientes, familiares, profissionais de saúde e população em geral desconhecem as doenças da retina e suas consequências.
Sua participação nesse dia é de suma importância.
Participe!   Compareça!
 
Maria Julia da Silva Araújo
Retina Brasil / Grupo Retina São Paulo

DIA MUNDIAL DA RETINA

Em comemoração ao Dia Internacional da Retina, a RETINA BRASIL se une a organizações de todo o mundo, com objetivo de ajudar a conscientizar sobre as Doenças Degenerativas da Retina, seus fatores de risco e prevenção, tais como:

– Degeneração Macular Relacionada à Idade ( DMRI)
– Retinose Pigmentar, Doença de Stargardt, Síndrome de Usher, entre outras.
DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE (DMRI ) é uma doença crônica e progressiva. Ela é a principal causa da perda de visão em pessoas acima dos 60 anos. Foi  considerada pela Organização Mundial da Saúde a maior causa da perda da visão na população ativa e é vista como uma ameaça significativa para a saúde das pessoas.
As pessoas com DMRI desenvolvem uma diminuição da visão central, que é geralmente usada quando se olha para frente e em tarefas diárias comuns, como leitura e dirigir. Em alguns casos, a doença progride vagarosamente e as pessoas notam pouca mudança na visão; em outros casos, ela progride rapidamente e pode levar à perda da visão dos dois olhos.
Atualmente, aproximadamente 30 milhões de pessoas no mundo têm DMRI. Este dado representa o dobro das pessoas acometidas de Alzheimer.  No Brasil, estima-se que 3 milhões de pessoas tenham alguma forma dessa doença.
 
FATORES DE RISCO
São considerados fatores relevantes: idade, predisposição genética, fatores ambientais e de alimentação. O maior fator de risco é a idade: ele começa aproximadamente por volta dos 50 anos. Estudos mostram que depois dos 75 anos, a DMRI afeta mais ou menos 40% dos idosos. O tabaco também é um risco significante para a doença.
SINTOMAS
Há duas formas de DMRI: a seca e a exsudativa.
Um dos sintomas mais comuns da DMRI seca é a visão embaçada. Os primeiros sinais são pequenos depósitos amarelados embaixo da retina, não visíveis a olho nu, que podem ser fragmentos de tecidos deteriorados. Geralmente a DMRI seca precede a exsudativa, mas isso não acontece com todos os pacientes.  Ainda não se sabe se, ou quando, ela progredirá para a exsudativa. Um sintoma comum inicial da DMRI exsudativa é a visão turva de linhas retas. Pontos cegos pequenos também podem ser desenvolvidos quando o paciente está no processo da perda da visão central. Já que a DMRI exsudativa pode causar perda de visão grave e repentina – muitas vezes, em semanas ou meses depois dos sintomas iniciais. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para preservação da visão.
IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA
A DMRI reduz a qualidade de vida dos pacientes, causando dificuldades em suas atividades diárias e algumas vezes sendo a causa de isolamento social. Pacientes com DMRI têm um nível de depressão mais alto que o normal; têm duas vezes mais o risco de morte prematura; têm um risco maior de quedas e fraturas no quadril e, consequentemente, entrada prematura em atendimentos clínicos ambulatoriais.
PREVENÇÃO
Por enquanto, não há terapia com drogas aprovada para a DMRI seca. Estudos mostram que uma dose específica de antioxidantes e zinco reduz significantemente o risco de DMRI avançada e perda de visão associada em alguns pacientes. Um estudo mais novo chamado AREDS2 está avaliando o papel adicional dos nutrientes lutein/zeaxantin, ômega-3 e ácidos graxos (óleo de peixe), para prevenir a progressão da DMRI. Cientistas da NEI (National Eye Institute) recomendam uma dieta saudável com vegetais de folhas verdes e peixe.
TERAPIAS
Para a DMRI exsudativa, se diagnosticada a tempo, há tratamentos disponíveis que podem evitar a perda visual.  O tratamento mais popular e eficaz é: terapia anti-VEGF.   Este tratamento é baseado no uso de drogas que bloqueiam o VEGF – a molécula que promove o crescimento de vasos sanguíneos anormais e problemáticos na DMRI exsudativa.
Outros tratamentos, como cirurgia a laser e terapia fotodinâmica são usados algumas vezes.
AS DEMAIS DOENÇAS DA RETINA
As doenças hereditárias da retina,  como a Retinose Pigmentar, a Doença de Stargardt e a Síndrome de Usher, afetam adultos e crianças em todo mundo, causando, ao longo do tempo, perda irreversível da visão.  Elas ainda não têm cura.
Os sintomas dessas doenças variam muito, dependendo das células fotorreceptoras da retina que são acometidas.
Algumas doenças, como a  Retinose Pigmentar, causam dificuldades em ambientes escuros e à noite (cegueira noturna), intolerância à luz forte (fotofobia) e diminuição no campo de visão, principalmente lateral.
Já na Doença de Stargardt ocorre uma perda progressiva da visão central, causando uma dificuldade de leitura e percepção de detalhes.
Essas doenças podem aparecer de forma combinada com outras anomalias, em outros órgãos. Nesses casos, são chamadas de síndromes, como a de Usher, que além da perda visão, envolve também a perda auditiva.
 
O que é a RETINA BRASIL?
É uma associação de pacientes com doenças degenerativas da retina,  de caráter hereditário,  como a Retinose Pigmentar, a Síndrome de Usher, a Doença de Stagardt, a Degeneração Macular Relacionada à Idade,  a  Amaurose Congênita de Leber, a Bardel Biedt entre outras.
Nosso principal objetivo é dar apoio e informação aos pacientes e familiares com essas doenças.
IMPORTANTE: Se você tem ou conhece alguma pessoa que é afetada por uma dessas doenças da retina, entre em contato com a RETINA BRASIL :
e-mail –  contato@retinabrasil.org.br
Fone (11) 5549-2239
Mais informações, acesse: www.retinabrasil.org.br

 
 
 
 
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