”DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS RARAS”

Rio de Janeiro, rj, 25 de Fevereiro de 2015.
Caros AMIGOS,
Dia 28 de fevereiro é o dia internacional das doenças raras. Dentre as cerca de 6.000 doenças raras estão as doenças da retina. Unindo forças com outros pacientes com doenças raras teremos mais força para lutar por terapias celulares e genéticas que estão em fase experimental para as nossas patologias retinianas. Uma esperança surge com as noticias abaixo:
 
SITE Senador ROMARIO –  http://www.romario.org/
 

Romário e Serra articulam criação de Centro de Terapia Celular com professor da USP

http://www.romario.org/news/all/romario-e-serra-articulam-criacao-de-centro-de-terapia-celular-com-professor-da-usp/
24  FEV
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“Um dia histórico para a ciência brasileira”, foi assim que o professor e médico-pesquisador da Universidade de Medicina de São Paulo (USP), Gerson Chadi, descreveu uma reunião com o senadores Romário (PSB-RJ) e José Serra (PSDB-SP), nesta terça-feira em Brasília. A pauta do encontro foi a criação de um centro de Terapia Celular no Hospital das Clínicas em São Paulo.
Romário recebeu o pesquisador em seu gabinete no início da tarde, quando o Gerson Chadi defendeu os ganhos médicos da criação do centro dentro do maior complexo hospitalar da América Latina. “Os pacientes tratados no hospital das clínicas poderiam ter à disposição terapias de células-tronco para doenças neurológicas, terapia celular para diabetes, terapias ortopédicas e terapias para substituição de peles em queimados, dentre outras”, explicou o professor. A senadora Ana Amélia (RS-PP) e o presidente da Associação de Pacientes de Esclerose Lateral Amiotrófica (Movela), Antônio Jorge de Melo.
Romário então ligou para o ex-ministro da Saúde, atual senador José Serra, que prontamente os atendeu em seu gabinete. Serra garantiu apoio para levantar os R$ 6 milhões necessários para a criação do centro e prometeu levar o assunto ao governador Geraldo Alckmim. Recursos privados para equipar o centro não foram descartados.
Animado com o resultado das reuniões, o professor Gerson Chadi, que está em Brasília para palestrar no seminário do Dia Mundial de Doenças Raras amanhã, disse que os efeitos da construção deste centro são inestimáveis. “Com certeza poderemos formar médicos e equipes multidisciplinares em terapia regenerativa e levar esta experiência para todo o Brasil”, disse.
Romário comemorou os desdobramentos da reunião. “Ainda há muito que avançar na área de doenças neurodegenerativas, raras, recuperação de lesões, por isso temos que avançar na ciência. São Paulo já está bastante avançado em termos de pesquisadores, mas ainda falta infraestrutura. Espero que esta experiência dê certo, para que possamos expandir para o Rio de Janeiro, consequentemente, para todo o Brasil”, disse.
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Romário anuncia recursos para rede atendimento às pessoas com doenças raras
http://www.romario.org/news/all/romario-anuncia-recursos-para-rede-atendimento-pessoas-com-doencas-raras/
25FEV/2015
Posted on by Ascom
O senador Romário (PSB-RJ) abriu agora há pouco o seminário “Viver Com Uma Doença Rara – Dia a Dia de Mãos Dadas”, que promove o Dia Mundial de Doenças Raras. Em sua fala inaugural, o senador pediu mais ação para evitar que “vidas preciosas sejam perdidas”.
“Se o problema são recursos, vamos atrás de recursos. Se o problema é a falta de profissionais de saúde, vamos formar essas pessoas. Se o problema é espaço, vamos construir novos prédios. O que não podemos é abandonar tantos brasileiros”, apontou o senador.
Romário anunciou a destinação de uma emenda de Bancada no valor de R$ 200 milhões para a construção de um Centro de Referência no Diagnóstico e Tratamento de Doenças Raras no Rio de Janeiro. “Meu compromisso é trabalhar, junto com o governo federal e o governo do Rio, para que os recursos sejam liberados e que possamos fazer um projeto modelo para todo o país, como foi o hospital Sarah Kubitschek na área de reabilitação”, explicou.
No mundo, estima-se que 15 milhões de pessoas tenham algum tipo de doença rara. Essas patologias, normamente, manifestam sintomas degenerativos e elevado risco de morte. Pelo quarto ano consecutivo, Romário reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde, pesquisadores, entidades de assistência, indústria farmacêutica e parlamentares para debater o tema. Apesar de convidado, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, não compareceu. O executivo alegou falta de agenda e enviou um representante.
O evento segue durante toda manhã no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. Acompanhe ao vivo: http://bit.ly/1B9Z2F9
Histórico – Romário, que é pai de uma criança com síndrome de Down, abraçou a causa em 2011, quando assumiu o mandato de deputado federal. Ao longo de quatro anos, o evento, realizado anualmente, tornou-se um importante espaço de diálogo da sociedade com o parlamento e com o governo. Depois de provocação do seminário, o Ministério da Saúde, publicou uma Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras.
…………..
GEDR Brasil

28 de Fevereiro de 2015 – Sábado, às 09:00 – 16:00
Parque Do Ibirapuera – São Paulo
Av. Pedro Alvares Cabral, 04094-050 São Paulo

 
O evento irá acontecer no dia 28 de Fevereiro de 2015 e tem a intenção de unir pacientes de diversas patologias raras em um espaço preparado para eles com diversas atividades, palestras e brincadeiras para os pequenos.
Assim como nos últimos anos, será realizada a a tradicional Feira de Saúde com controle de glicemia, pressão arterial, nutricionistas, odontologistas, entre outras especialidades. Lembrando, que além de cuidados com a saúde, alguns serviços como massoterapia e reflexologia também serão disponibilizados para a população.
Pensando em criar uma interação entre todos e seguindo o tema proposto pela EURORDIS (Organização Europeia de Doenças Raras) “Dia-a-dia de mãos dadas”, contaremos com uma grande equipe de Drs. Palhaços, da Operação Conta Gotas e Contadores de Histórias.
Para fortalecer a propagação de informações na luta contra as doenças raras, acontecerão ao longo do dia, diversas palestras conscientizando a população sobre a importância de se conhecer as doenças raras e apoiar a causa, afinal, quanto mais pessoas conseguirmos unir nessa luta, menos raros seremos.
Além disso tudo, a tradicional caminhada das doenças raras ocorrerá pela manhã, fazendo a inclusão dos pacientes de todas as doenças, de cuidadores, membros de associações, poder público e etc.
Realização:
AFAG – Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves
GEDR Brasil

Apoio:
Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente

28 DE FEVEREIRO "DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS RARAS"

Caro Afiliado,
Convidamos você e seus familiares a participarem do evento do “Dia Mundial das Doenças Raras”, que ocorrerá no Parque do Ibirapuera no próximo dia 28/02.
Nesse dia todas as ONG’S, OCIPS  e demais instituições que tratam e colaboram com pessoas portadoras de doenças raras estarão presentes com suas tendas, orientando o público em geral sobre o que são essas doenças, como tratá-las e que tipo de pesquisas está sendo feitas neste momento.
Será uma oportunidade única,  para que familiares, pacientes e o público em geral assistam  as palestras que acontecerão ao longo do evento. Além disso, será realizada a tradicional Feira de Saúde com controle de glicemia, pressão arterial,  entre outras especialidades.
Vamos apresentar a Bengala Verde, que a partir de Dezembro/2014 passou a ser o símbolo das pessoas com baixa visão. Esta é a forma como poderemos distingui-las  das pessoas cegas que continuarão a usar a Bengala Branca.
Participem e divulguem esse evento!
Cordialmente,
Maria Julia da Silva Araújo
Grupo Retina Brasil

13 de Dezembro de 2014 instituída a Bengala Verde para a baixa visão.

BENGALA VERDE – PARA QUE VOCÊ NOS VEJA

Pessoas com baixa visão são aquelas com acuidade visual igual ou inferior a 20/200 ou com campo visual menor que 20 graus no melhor olho.

Essas pessoas não são totalmente cegas, mas tem uma capacidade muito reduzida de enxergar.

Os indivíduos que apresentam diminuição da acuidade visual tem uma série de problemas em sua vida diária, notadamente para realizar atividades como ler, reconhecer outras pessoas, cozinhar, dirigir, praticar esportes e assistir televisão.

Já a alteração do campo visual compromete muito o caminhar, deixando o indivíduo propenso a tropeçar, esbarar em pessoas ou não identificar pessoas ao seu lado.

Os problemas da baixa visão não podem ser solucionados com o uso de óculos ou cirurgias. Na grande maioria dos casos, são causados por doenças da retina ou glaucoma avançado, que não tem regressão.

Segundo o senso do IBGE de 2010, no Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência visual. Desse total, 528.624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos) e 6.056.654 pessoas possuem grande dificuldade permanente de enxergar (baixa visão ou visão subnormal).

Infelizmente a baixa visão ainda é desconhecida pela grande maioria da população brasileira. Suas consequências no dia a dia dos portadores não são identificadas, o que faz com que os portadores não sejam compreendidos e, principalmente, respeitados!

Isso, pois a baixa visão nem sempre é visível ou perceptível pelas pessoas pois o aspecto dos olhos costuma ser normal.

Pessoas com baixa visão, por exemplo, podem conseguir usar melhor ou pior sua visão residual dependendo da iluminação. Alguns têm fotofobia na claridade ou cegueira noturna em condições de pouca iluminação. O campo visual e a capacidade de leitura também podem variar em função da iluminação.

Para favorecer a leitura de um maior número de pessoas o tamanho das letras e o contraste da letra com o fundo do papel são importantes. Este cuidado simples funciona como ferramenta de acessibilidade para grande número de pessoas com visão subnormal ou mesmo de inclusão para idosos e demais indivíduos com leve diminuição da capacidade de leitura.

Uma pessoa com baixa visão pode ter muita dificuldade de locomoção, mas ainda pode ser capaz de ler. Um caso verídico, que bem ilustra a situação é o do indivíduo com campo visual restrito que entra no vagão do Metrô utilizando sua bengala. Educadamente, os demais indivíduos do vagão cedem lugar para o indivíduo com a deficiência. O deficiente visual que tem visão subnormal agradece, senta-se e, na sequencia, abre um livro e começa a ler. Aquele que cedeu o lugar, por absoluto desconhecimento, sente-se enganado e agride o deficiente. O público leigo não entende que um indivíduo com visão subnormal pode ter o campo periférico extremamente reduzido a ponto de precisar de uma bengala para se locomover, as mesmo assim ser capaz de ler utilizando sua visão central. Essa é apenas uma das inúmeras situações do dia a dia que as pessoas portadoras de baixa visão enfrentam em função única e exclusivamente do desconhecimento da sociedade em relação à baixa visão.

A utilização da Bengala Verde pelas pessoas de baixa visão tornará possível sua identificação e diferenciação em relação às pessoas cegas. Daí a importância do projeto Bengala Verde, que surge como um instrumento de comunicação dos indivíduos com baixa visão com a sociedade, tendo como objetivo a conscientização da sociedade brasileira acerca da existência e consequências da baixa visão.

Somente através dessa conscientização, e consequente compreensão e respeito da sociedade, será possível melhorar as condições de acessibilidade, mobilidade e inserção social dos indivíduos com baixa visão.

Seu apoio é fundamental. Divulgue essa realidade!

GRUPO RETINA SÃO PAULO
PROJETO BENGALA VERDE
Mais informações sobre o projeto ou como adquirir a Bengala Verde ligue na sede do Grupo Retina São Paulo  (11) 5549-2239 ou retinasp@retinasp.org.br
 

Apresentação dos Resultados da Pesquisa de Opinião – Saúde Ocular da População Brasileira, realizada pela Retina Brasil com apoio da Bayer HealthCare.

PESQUISA DE OPINIÃO
SAÚDE OCULAR DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Forúm Unindo Forças contra as Doenças da Retina  SP 29.11.2014

 
Dados da Pesquisa
Universo de 5.000 pessoas entrevistadas
07 cidades de grande porte (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Fortaleza).
Pesquisa realizada em 10 novembro 2014.
Objetivos da Pesquisa
•Avaliar o grau de informação da população brasileira das grandes cidades sobre a SAÚDE OCULAR e em especial sobre os problemas da visão ligados à RETINA.
•Avaliar como está o acesso do brasileiro ao atendimento de saúde – em especial atendimento oftalmológico.

Resultados
• 44% dos entrevistados homens e 56% mulheres
•72% entre 16 e 40 anos e 28% acima de 41 anos
•31% dos entrevistados tinha ensino médio e superior

Resultados
•Visita ao oftalmologista:
7% nunca foram ao oftalmologista
47% vão pelo menos a cada 2 anos (visita regular)
42% só vão ao oftalmologista quando têm uma queixa
Resultados
•52% afirmam ter problemas de visão
mas 8% não sabem o que têm na visão
75% dizem precisar de óculos
11% dizem ter catarata
3% têm problemas na retina
2% têm glaucoma
•48% dizem não ter problemas de visão
Atendimento medico através de
•Médico particular 20%
•Plano de Saúde: 33%
•SUS 47%
tentou mas não foi atendido 19%
foi atendido mas teve de esperar de 3 a 6 meses 52%
foi atendido e esperou de 1 a 2 meses 27%
Conhece alguém que perdeu a visão com a idade avançada?
•57% não conhecem
•43% conhecem
44% desconhecem a causa da cegueira
15% devido ao glaucoma
33% devido à catarata
7% devido a problemas na retina (descolamento, degeneração mácula, derrame,retinose pigmentar) cerca de 350 pessoas
Informação sobre a DMRI
•Já ouviu falar em Degeneração de Mácula?
81% não 19% sim
Você sabe o que é degeneração de mácula?
• 91% não 9% sim
Informações sobre DMRI
Como é feito o tratamento da degeneração de mácula?
66% não sabe
Dos que dizem saber 47% dão opções equivocadas e só 3% mencionam injeções intraoculares (as opções eram colírio, comprimidos)

Apoio: 

 
 

Resumo do Fórum -" Unindo Forças Contra as Doenças da Retina" realizado pela Retina Brasil em 29 de Novembro de 2014.

UNINDO FORÇAS CONTRA AS DOENÇAS DA RETINA

29 de Novembro de 2014

Câmara Municipal de São Paulo

 
“Unindo Forças Contras as Doenças da Retina” evento organizado pelo Grupo Retina Brasil, com patrocínio da Bayer, contou com a presença de 170 pessoas entre  familiares e pacientes com doenças degenerativas da retina.  Teve como principais  objetivos informar e conscientizar a população em geral sobre as doenças degenerativas da retina alertando sobre a necessidade de um diagnóstico precoce para DMRI, pois a  demora de um tratamento pode causar a perda irreversível da visão;  criar uma sinergia entre a associação de pacientes e as associações de oftalmologia  visando buscar alternativas para garantir o direito dos pacientes à saúde ocular.  Direito de acesso ao diagnostico precoce, aos tratamentos existentes, à reabilitação, às tecnologias que facilitem o dia a dia do paciente com baixa visão, garantindo a ele melhor qualidade de vida.
Estiveram presentes, Dr. Suel  Abujamra – Presidente da Sociedade Brasileira de   Retina e Vítreo,  Dr. Alexandre Rosa – que ajudou a fundar o Grupo Retina Para, Dra. Rosane Resende – Representante do Comitê Cientifico do Retina Brasil,  Dra. Juliana Sallum – Representante do Comitê Cientifico de Retina Brasil,  Sra. Maria Antonieta Leopoldi – Representante do Grupo Retina Brasil e Sra. Maria Julia Araujo – Presidente do Retina Brasil e Retina – SP .
 
1ª Palestra – Degeneração Macular Relaciona à Idade (DMRI) – O que é?  Riscos,  Prevenção e Tratamento.
Palestrante Alexandre Rosa – iniciou mencionado alguns dados estatísticos sobre o crescimento populacional e o aumento da quantidade de pessoas acima de 65 anos, podendo chegar a 2 bilhões de pessoas em 2050, estimando-se o aumento significativo e preocupante do número  de pessoas diagnosticadas com DMRI.
A principal causa de cegueira na população ainda é a catarata, que no entanto é reversível através de cirurgia.  A segunda maior causa de cegueira no mundo é o glaucoma e esta é irreversível. A terceira maior causa de cegueira é a Degeneração Macular Relacionado à Idade (DMRI) e outras causas sucessivamente.
A DMRI se apresenta de duas formas: na forma seca, com o aparecimento de drusas (placas amareladas) e representando 90 % dos casos, com uma evolução mais lenta e a DMRI na forma neovascular, exudativa ou úmida, abrangendo em torno de 10%.  Esta forma úmida é mais agressiva, onde há um crescimento do tecido neovascular e consequentemente um sangramento, comprometendo a região da mácula, com o aparecimento de manchas pretas na visão central e consequentemente a perda repentina da visão.
Os fatores de riscos da DMRI são:
– a idade de acima de 60 anos
– fatores genéticos
– tabagismo
– maior incidência em pessoas do sexo feminino e com a iris  clara
– pessoas com complicações cardiovasculares.
Tratamentos para a DMRI:
– No caso da DMRI seca, ainda não existe um procedimento eficaz, apenas sendo indicado o uso de antioxidantes, podendo conter a progressão da doença em até 25% dos casos.
– Na DMRI úmida, o tratamento é feito com aplicações de injeções intraoculares, que se iniciou com o Avastim e depois surgindo o Lucentis e como uma terceira opção de tratamento, o Eylea. Essas medicações atuam no fechamento dos vasos sanguíneos localizados embaixo da retina e que são a causa dos sangramentos e inchaço na região da mácula.
Dr. Alexandre ressaltou a importância de criar o hábito de consultar o oftalmologista, monitorar a visão utilizando a Tela de Amsler,  usar proteção contra raios UV, manter uma alimentação saudável e rica em fibras,  legumes e verduras, não  fumar e manter atividades físicas.
2ª Palestra –  DMRI – Cenário no Brasil e Incidência   
Dando prosseguimento aos trabalhos, o Dr. Suel Abujamra, também abordou  a DMRI como tema de sua palestra e acrescentou na sua apresentação, a falta de projetos de assistência aos deficientes visuais e de prevenção à cegueira no Brasil.
Enfatizou os efeitos benéficos com o uso das medicações – Avastim, Lucentis e Eylea, onde pacientes apresentaram melhoras significativas após as aplicações, ressaltando que o Poder Público precisa tomar medidas urgentes para tornar essas medicações  acessíveis aos pacientes com DMRI.
Citou também que o Conselho Brasileiro de Oftalmologia irá a  Brasília para reivindicar um Programa de Prevenção à Cegueira.
Maria Julia Araujo presidente da Retina Brasil, fez comentários importantes após a palestra do Dr. Suel Abujamra, com relação a DMRI do tipo seca, ressaltando que embora ainda não exista tratamento para esse tipo de DMRI, as pesquisas científicas estão avançando,  e que no momento,  a  reabilitação pode ser um grande remédio para que os pacientes  tenham melhor qualidade de vida,  apesar da perda visual causada por essa doença.  A Retina Brasil está unindo forças para que o benefício da reabilitação seja alcançado em favor de todos em todo o Brasil.
 
3ª Palestra – Resultados da Pesquisa elaborada pela Retina Brasil, com apoio da Bayer, visando conhecer o grau de informação da população em geral sobre a saúde ocular no Brasil.
Na Palestra seguinte, a Sra. Maria Antonieta Leopoldi – vice-presidente da Retina Brasil, apresentou os resultados de um projeto já há muito tempo sonhado pela Retina Brasil, sobre uma pesquisa de opinião junto à população, para obter dados que informem a realidade da saúde ocular no Brasil. Esses dados podem ajudar a criar políticas públicas que melhorem o acesso à saúde ocular dos brasileiros.  Essa pesquisa, que aconteceu em Novembro de 2014, trabalhou num universo de 5.000 pessoas que foram entrevistadas em sete cidades brasileiras  de grande porte (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Fortaleza). Essa pesquisa tinha como objetivo, avaliar o grau de informação da população brasileira sobre saúde ocular e em especial sobre problemas de visão ligados a retina. Foram avaliados também,  o acesso das pessoas ao atendimento de saúde e especialmente o atendimento oftalmológico.
Tiveram como resultado das 5.000 pessoas entrevistadas, o seguinte:
44% são homens, 55% são mulheres, 72% tinham entre 16 e 40 anos, e 28% acima de 41 anos e 31% dos entrevistados tinham ensino médio e superior. Esse e o padrão das pessoas que responderam a pesquisa. A maioria tinha idade abaixo de 40 anos e podem ser possíveis candidatos a problemas de visão e estamos falando um de grupo que não possui um nível educacional relativamente alto, pois são 31% tem ensino médio e superior e os 70% restantes não possuem sequer o ensino médio.  As pessoas que responderam a essa pesquisa, eram donas de casa, aposentados, auxiliar de escritório, estudantes. Foi perguntado qual a frequência de consulta ao oftalmologista e 7% nunca visitou o oftalmologista; 47% das pessoas entrevistadas vão ao oftalmologista pelo menos a cada 2 anos e 42% só procuram uma consulta quando apresenta alguma queixa.  Dos 52% das pessoas entrevistadas, afirmam ter problemas de visão, mas 8% não sabem qual e o problema de visão e 75% dizem que precisam de óculos, 11% dizem ter catarata, 3% com problemas na retina, 2% com glaucoma e 48% responderam que não tem problemas de visão. Quanto ao atendimento médico oftalmológico, 20% usa médico  particular, 33% tem plano de saúde e 47% recorrem ao SUS (desses 19% tentou ser atendido no SUS, mas sem sucesso, 52% conseguiram atendimento com espera de 3 a 6 meses e 27% esperou no máximo  2 meses)
Perguntamos as entrevistados se conhecia alguém que perdeu a visão com idade avançada: 57% não conheciam ninguém e 43% afirmaram conhecer alguém (quase a metade desconhece o motivo da perda da visão, 15% disse que foi causado por glaucoma e 33% devido à catarata, o que já foi relatado aqui anteriormente, que é a maior causa de cegueira, 7% afirmam que foi por problemas de retina, citando descolamento da retina, degeneração da macula, derrame na retina e retinose pigmentar).
Perguntando aos entrevistados se já tinha ouvido falar em degeneração da mácula, 81% nunca ouviram falar e 19% afirmam já ter ouvido falar (desses, 91% já ouviu falar, mas não sabe o que é, e 9% afirmaram saber o que é degeneração da macula).
Quanto à informação sobre o tratamento para a degeneração da mácula, 66% dizem que não sabem. Dos que dizem saber, 47% dão opções erradas sobre o tratamento, mencionando colírios e comprimidos e somente 3% afirmam que o tratamento e feito com injeções intraoculares.
Como já foi falado, em 2030 o Brasil terá mais idosos do que crianças e adolescentes. O Brasil apresenta a terceira maior taxa de crescimento da população idosa do mundo, aumentando a expectativa de vida e consequentemente o número de pessoas afetadas pela DMRI e outras doenças oculares no idoso.
O Ministério da Saúde tem muito a fazer, para mudar a realidade da saúde ocular brasileira, principalmente com relação às doenças degenerativas da retina e o impacto dessas doenças na sociedade brasileira.
A Retina Brasil entende ser fundamental que o SUS tenha postos de saúde com pronto atendimento, com especialistas em retina para diagnóstico e acompanhamento da doença, fornecendo centros de reabilitação e apoio psicológico. Que o diagnóstico  genético seja possível através da rede conveniada e pelo SUS. Sendo muito importante, fazer campanhas informativas.
A Retina Brasil tem buscado a união de forças entre médicos e laboratórios.
Nesse momento a Maria Julia Araujo comentou que neste Fórum, estão presentes os representantes dos Grupos Regionais – Retina Ceará, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo – que formam a Retina Brasil. Em breve, estaremos unindo forças e reativando o Grupo Retina Goiás e teremos também a criação do Grupo Retina Espírito Santo, e as expectativas de atingir todo Brasil.
Esclareceu ainda que o Comitê Cientifico da Retina Brasil tem sido muito atuante, buscando sempre novas informações sobre as pesquisas científicas e sobre novos tratamentos para as doenças da retina. Este Fórum é o começo de um grande movimento para modificar o quadro atual onde as doenças da retina são negligenciadas.
 
Depoimento da Nivia (neta de uma paciente com DMRI)
Tivemos um depoimento da neta de uma paciente com DMRI, relatando a luta do dia a dia, as incertezas sobre o acesso à informação e de como conseguir um tratamento para DMRI pela rede pública:
“ Meu nome e Nívea e minha avó  tem DRMI úmida e embora ela já soubesse do diagnostico há algum tempo, nós só descobrimos por acaso e há pouco tempo, pois ela não havia mencionado para nós.  Descobrimos que ela tinha DMRI, quando chegou em casa uma correspondência com um recibo de uma aplicação do medicamento para tratamento.  Eu não conhecia nada sobre a doença e comecei a pesquisar na Internet.  Continuei nas minhas pesquisas para tentar me familiarizar com a aquela situação que era nova e difícil de lidar, principalmente pela falta de informação. Me senti meio perdida, pois não sabia como ia fazer para pagar aquele tratamento, já que minha avó com 81 anos não tem plano de saúde. Entrei em contato com pessoas de outros estados, para saber o que eu poderia fazer por ela,  pois eu me imaginei sem visão e é muito difícil.  Imaginei também o  impacto  na vida da minha avó,   pois ela que gosta de ler,  andar e ser independente, como ia ser?  Procurei informação com algumas pessoas para perguntar como poderia ser atendida na rede pública, mas não consegui muitas informações.  Eu não sabia  quem procurar e como fazer.  E na minha busca, encontrei o site da Retina Brasil, com a informação do contato da AFAG – Associação de Familiares e Amigos, associação que poderia me ajudar no acesso ao tratamento pelo SUS”
 

5ª. Palestra – Principais Desafios ao Acesso ao Tratamento de DMRI

A Dra. Juliana Sallum iniciou esclarecendo que nesta palestra ela não iria abordar, como de costume, assuntos científicos, mas que gostaria de aproveitar a oportunidade, uma vez que estávamos todos reunidos na Câmara Municipal, de falar sobre os vários aspectos políticos e administrativos, que constituem verdadeiros  desafios a serem enfrentados,   buscando assim soluções,  para melhorar  o acesso  dos pacientes com doenças da retina, com relação às consultas, exames, diagnósticos, tratamentos e acompanhameto da doença,  não só na rede pública como também na rede conveniada.
Ela falou um pouco sobre DMRI e comentou que historicamente,  a Retina Brasil começou cuidando das outras doenças degenerativas da retina e mais tarde a DMRI também entrou no foco da associação, quando começaram a surgir as medicações para tratar a DMRI tipo úmida. Esses tratamentos são caros e não disponíveis pelo SUS, o que dificulta o acesso dos pacientes aos tratamentos e a associação deve buscar caminhos que facilitem o acesso de todos os pacientes.
Mencionou também o olho biônico, embora ainda precise ser aprimorada, já é viável em outros países, mas como é muito caro, fica completamente fora da realidade brasileira.
Voltando à DMRI, ela colocou questões importantes  que levam muitas pessoas a demorar a procurar um oftalmologista para  ter  um diagnóstico precoce da sua doença: muitos  acham que é  normal não enxergar direito quando se chega em idade avançada; alguns tem visão monocular e acabam se acostumando a enxergar com um olho só e só procuram um médico  quando o problema atinge também o outro olho. O contexto familiar onde o idoso está inserido, também pode dificultar a procura por ajuda médica.  No caso do paciente que depende do atendimento pelo SUS, primeiro ele passa por um atendimento primário e depois é encaminhado para um médico especializado, que vai então indicar o tratamento, o que pode se prolongar por muito tempo.
Em geral,  a leitura e assistir TV são passatempos preferidos para o idoso e essa rotina acaba ficando prejudicada pela baixa qualidade de visão, levando a uma baixa qualidade de vida.  E a longa espera pelo SUS pode piorar o quadro do paciente,  não só em relação à doença,  mas também o paciente pode se sentir deprimido pela situação.
Buscando alternativas para melhorar as condições do atendimento dos pacientes pelo SUS, a Dra. Juliana mencionou que nos Estados Unidos existe uma equipe técnica, que trabalha junto com o médico e prepara todo o processo fazendo o sistema funcionar.  No Brasil existem excelentes médicos, mas não existe essa equipe técnica para elaborar documentos e cuidar do administrativo,  etc….
Existe um quadro de doenças com tratamento e doenças que não tem tratamento, onde a reabilitação se torna necessária.  O acesso à reabilitação também deve ser uma preocupação, para trazer melhor qualidade de vida aos pacientes.
Ela ressaltou que para quem tem plano de saúde, também está difícil o acesso a consulta, exames e tratamentos, pois muitas vezes não há a vagas e disponibilidade de horários.
Quanto aos medicamentos para o tratamento da DMRI, ela falou sobre o  Avastim,  um medicamento que inicialmente foi desenvolvido para um determinado fim e que também está  sendo usado em oftalmologia. Essa medicação acaba sendo barateada quando você tem o fracionamento da medicação, onde um frasco contém várias aplicações, que podem ser utilizadas em pacientes diferentes. Seria ideal que esta medicação já viesse em doses menores e utilizadas para cada paciente.
Falou que a  Retina Brasil se reuniu com a Sociedade de Retina e Vítreo, em busca de soluções, tratando esses assuntos com prioridade e tentando colaborar quanto ao acesso de pacientes aos tratamentos.
Dra. Juliana encerra sua  apresentação  dizendo que nesse Fórum ela trouxe vários problemas que estão dificultando acesso, não só sobre a saúde ocular, mas também com relação às pesquisas para buscar tratamentos para as doenças ainda não tratáveis e diz que precisamos buscar juntos à associação de pacientes e a sociedade médica,  as soluções desses problemas, soluções estas relevantes para melhorar o acesso à saúde, reabilitação e qualidade de vida.
 
 
 
6ª Palestra – Direito à Saúde
Dra. Maria Cecília advogada e presidente da AFAG (Associação de Familiares e Amigos), parceira da Retina Brasil, assistindo pacientes a garantir seus direitos.
Ela inicia sua apresentação enfatizando que todas as classes precisam estar unidas em prol de uma causa, que é garantir os direitos do paciente em quaisquer circunstâncias e se necessário for,  utilizando a judicializacão para assegurar esses direitos, seja na rede do SUS ou nos Planos de Saúde, a fim de que seja concedido um tratamento, medicação ou exames de diagnósticos.
Faz parte da nossa luta, estarmos atentos às três esferas dos Poderes Públicos: Legislativo, Executivo e Judiciário.  A Dra. Maria Cecilia lembrou que leva anos para que algo mude no Legislativo, e um paciente não pode esperar. Caso o Executivo não promova garantias dos direitos desse paciente em questão, cabe ao paciente procurar seus direitos através do Judiciário.
Com relação à importância dos laudos e relatórios médicos, a Dra. Maria Cecília esclarece que, os juízes são pessoas leigas no que diz respeito à medicina em geral e se não existir um documento elaborado pelo médico relatando a real necessidade de uma medicação, de um determinado exame ou um tratamento para que se garanta a saúde e bem estar deste paciente, o juiz não terá condições de avaliar a real situação.
Varias doenças até hoje ainda não tem protocolos, sendo  necessário garantir os direitos através da judicialização.
Mais uma vez foi citado que a Constituição está  sendo desrespeitada, onde diz: “Saúde é direito de todos e é um dever do Estado”.
Essa luta é valida e legitima e a Retina Brasil vem atuando de forma brilhante, juntamente com a AFAG, defendendo os direitos dos pacientes através da judicialização.
 
7ª  Palestra – Reabilitação e a Baixa Visão
A Dra. Eliane Cunha da Fundação Dorina Nowill informou que no Brasil existem 6.5 Milhões de pessoas com deficiência visual e conforme dados do último  senso, existem 6 Milhões de pessoas com baixa visão (abaixo  de 30% de visão no melhor olho) e 500 mil cegos.
Ela abordou questões relevantes para os pacientes com baixa visão. Para um leigo, é difícil entender quando alguém tem baixa visão e o quanto essa pessoa enxerga. Como é possível enxergar uma formiga no chão e não ver o letreiro no ponto de ônibus e placas na rua ?  Isso acontece em função do contraste e do movimento. E por isso, muita gente acaba não acreditando que aquela pessoa tem realmente baixa visão.
A questão da iluminação também é muito delicada e tem que ser bastante controlada. Foi relatado que luz demais atrapalha e de menos também, e isso pode atrapalhar as atividades mais básicas do dia a dia. Quem tem baixa visão leva quatro vezes mais de tempo para se adaptar entre um lugar claro e um lugar escuro,  do que uma pessoa que tem visão normal.  É preciso muita paciência para lidar com essa situação, pois as pessoas caem e tropeçam.
Pessoas com baixa visão, relataram que sentem alteração da visão em situações de maior stress em um determinado dia, o que acaba gerando uma preocupação por parte dos pacientes que chegam a pensar que houve uma piora da visão.
Também existe um preconceito por parte da sociedade, pois o paciente com baixa visão está entre dois mundos: o mundo dos que enxergam e o mundo dos que enxergam pouco.
Dra. Eliana abordou a questão das varias opções dos recursos ópticos para quem tem baixa visão, como por exemplo, as lupas com iluminação: precisando haver uma adaptação e isso varia de pessoa para pessoa e da patologia de cada um.
No dia a dia, uma das queixas para a  pessoa com baixa visão, é de derrubar copos transparentes, pois fica difícil enxergar. Por isso é bom usar copos coloridos e sempre contrastando com a toalha da mesa. São pequenos detalhes que ajudam  muito a vida da pessoa com deficiência.
Outra coisa importante é a organização da casa, para não deixar coisas no meio do caminho, evitando assim acidentes.
Citou que para atender as necessidades das pessoas com deficiência, muitas empresas vem criando produtos adaptados, como por exemplo, a empresa Copag, que está  lançando um baralho novo,  com o tamanho de carta normal e os números e símbolos ampliados. Uma coisa boa para as pessoas com baixa visão que gostam de jogar baralho.
Vários fatores precisam ser considerados quando uma pessoa perde a visão. Cada pessoa está vivendo um momento único, que pode ser de revolta, depressão ou negação. E é preciso entender que a perda da visão altera radicalmente a vida dessa pessoa.  Sem essa percepção, fica difícil fazer um bom trabalho de reabilitação e de fornecer a esta pessoa o que ela realmente precisa.
Quem nasceu sem visão não tem um comparativo com o “antes” e quem vai perdendo aos poucos a visão, sempre compara como fazia as coisas anteriormente, o que gera uma frustração, depressão e fadiga.  Por isso é necessário estimular os outros sentidos, como: o olfato, a audição e o tato, porém sempre respeitando o ritmo de reabilitação de cada um.
Foi relatado pela Dra. Eliane, que a Sra. Dorina  Nowill – Fundadora da Instituição Dorina Nowill,  ficou cega aos 17 anos e faleceu aos 91 anos e nunca deixou de fazer seus trabalhos manuais que tanto gostava.  Foi uma pessoa impar na deficiência visual no mundo.
A Fundação Dorina Nowill está de portas abertas à visitação e sempre preocupada em garantir o bem estar da pessoa com  deficiência  visual e a sua reintegração na sociedade, resgatando a autoestima e o seu espaço.
 
8ª Palestra – Pesquisa para os Futuros Tratamentos das Doenças Degenerativas da Retina
A última palestra do dia, sobre as novidades de tratamentos e medicação trazidos pela Dra Rosane Resende.
Perspectivas terapêuticas
Em virtude do número de genes causadores de distrofia retiniana, o tratamento não pode ser o mesmo para todas as doenças degenerativas da retina e cada uma delas vai se manifestar de formas diferentes.
Embora os sintomas de Retinose Pigmentar sejam os mesmos (cegueira noturna e perda de visão periférica), cada uma apresenta um fenótipo diferente no exame de fundo de olho de acordo com a característica familiar. Antigamente o tratamento imunológico era feito tudo igual para todos e não fazia nenhum efeito. Desde a década de 80, quando foi descoberto o primeiro gene até agora,  tem sido um turbilhão de informações e pesquisas, para a parte médica,   com maior conhecimento da patologia, identificação dos genes e vários testes clínicos em andamento para diminuir a progressão e  até  a tentativa de cura.
Para o tratamento hoje, seria ideal que todos pudessem fazer o mapeamento genético, para descobrir qual o gene causador e o tipo de modificação genética que ele causa.
Existem dois tipos de perspectivas terapêuticas considerando as diferenças dos estágios do avanço das doenças:   existem pessoas que mantém a visão ainda por muito tempo e existem pessoas que a doença progrediu muito rapidamente e já perderam a visão.

  •   Quando o paciente não tem mais visão quais as perspectivas de tratamento?

Nessa fase  quando os fotorreceptores não estão mais funcionando, neste caso o paciente já perdeu totalmente a visão a Dra. Rosane mencionou a visão artificial,  optogenese e a visão com as células tronco.
Na visão artificial temos a opção do implante retiniano Argus ll e IG da  Alemanha. Esta opção consiste em introduzir um chip dentro do olho, que faria às vezes de um fotorreceptor. No início desse estudo, no momento da transformação da luz em estimulo elétrico, haveria a disseminação de calor o que queimaria a retina.  Foi um dos problemas que surgiram. Qual seria o tipo de material utilizado que não queimasse a retina?  Viram que a porcelana poderia ser utilizada, pois não queimaria a retina.    O Argus ll já está sendo comercializado  na Europa e Estados Unidos, com a restauração somente da visão central e nesses casos, os pacientes selecionados são aqueles que não têm mais nenhuma  visão.  Atualmente a proposta é de recuperar a luz e a visão central.  Você tem noção de claro e escuro, consegue ver o seu prato, mas sem muita qualidade ainda.  Estamos aguardando uma maior evolução nesse chip, para conseguir uma visão melhor.
No chip alemão, você consegue ver algumas letras grandes, mas ainda estamos aguardando maior qualidade de visão. E acredito que algumas melhorias irão acontecer num curto espaço de tempo.
A octogenese o que é isso?  Existem umas plantinhas que contem uns canais com uma substância chamada “rodopsina” e quando esta substância “rodopsina é injetada dentro da célula,  ela substitui os fotorreceptores. Está  sendo testado em ratos, com resultados positivos de estimulação visual. Embora ainda esteja muito insipiente, estamos apostando também nessa opção.
Células tronco –  ultimamente temos ouvido falar bastante sobre as células tronco e  que potencialmente elas poderiam se diferenciar em qualquer tipo de célula. Nos primeiros testes, colocaram células embrionárias dentro do olho e ver para onde elas iam. Não foram registradas reações inflamatórias, e o mais importante é  que o olho tolera isso. Mas,  contudo,  as células tronco não conseguiram alcançar o alvo e serem  diferenciadas  como fotorreceptores e epitélio pigmentar,  o que seria o  nosso objetivo. A partir dai começou uma nova pesquisa e descobriram uma substância que faz a pré-diferenciação das células tronco como epitélio pigmentar antes de ser injetada no olho, recuperando as células danificadas.  Esta pesquisa está  evoluindo bastante e esperamos uma notícia  boa em breve.
Contudo, ainda não existe nenhum tratamento com células tronco para a retinose pigmentar. Embora existe  um site dizendo que está sendo feito em Miami por 22 mil dólares, a injeção de células tronco. Por favor, não façam, pois houve formação de tumores !!!   Vamos esperar mais um pouco.
E e eu ainda tenho visão, o que eu posso fazer para melhorar?

  • Quando os fotorreceptores ainda funcionam, nos temos a neuroproteção e a terapia gênica.

O que é a neuroproteção? Os fotorreceptores tem um monte de cílios que chamamos de parte ciliar. O epitélio pigmentar além de ser um anteparo para a luz desencadear todo o seu processo, durante a noite o epitélio pigmentar renova toda a parte ciliar dos fotorreceptores. Porém se o epitélio pigmentar não fabrica mais essa substância de renovação, essa parte ciliar vai morrendo.  Conseguiram isolar um fator chamado “fator neurotrófico de crescimento ciliar”. E  se o epitélio pigmentar não consegue produzir mais essa substância, como fazer para colocar isso dentro do olho?
Fizeram um cultura, colocaram células do epitélio pigmentar,  adicionaram o fator de crescimento e fizeram como um pequeno grão de arroz, que é implantado dentro do olho e vai liberando aos poucos o fator de crescimento neurotrófico de renovação que o epitélio pigmentar não consegue produzir.  Essa prática serve para qualquer distrofia retiniana.
Está sendo testado também, colocar nesse mesmo implante dentro do olho, a “rodopsina” junto com o “fator de crescimento” para que as duas substâncias sejam liberadas ao mesmo tempo.
O FDA já liberou a produção do fator neurotrófico, mas ainda não está  sendo comercializado.
O que é terapia gênica? A causa da doença é um gene que foi mutado. Em casos de “Amaurose Congênita de Leber” já tivemos sucesso, onde um menino teve a visão recuperada nos dois olhos.
E outros tipos de genes que causam RP, síndrome de Usher e outras distrofias retinianas também estão sendo trabalhados.
Dra. Rosane termina a palestra dizendo que há muita luz no fim do túnel e enquanto aguardamos, vamos manter um acompanhamento com um retinólogo, cuidar da alimentação, usar sempre óculos com proteção UV, evitar luz em excesso, evitar bebida destilada e não fumar.
 
Depoimento da Sra. Wilma de Araújo Teixeira
A Sra. Wilma foi diagnosticada com DMRI e ela nos diz que,  as dificuldades para aprender braile e informática, principalmente quando a idade já está avançada,  é necessário esforço e determinação para apreender e para manter a qualidade de vida.  Porém,  é muito compensador e ela estimula a todos a buscar a reabilitação. Finaliza dizendo que,  seu próximo desafio será um  curso de dança.
Visite o álbum de fotos do evento clicando aqui.
 

Campanha Bengala Verde

VENHA DE VERDE!
Dia 13 de Dezembro (sábado)

Caro afiliado,
No próximo dia 13 de dezembro, no verde do Parque Trianon, todos juntos, instituiremos a Bengala Verde para as pessoas com baixa visão. Sua participação será de suma importância para juntos iniciarmos nossa campanha de conscientização da população sobre a baixa visão, aproveitar para nesse momento apresentar a bengala verde e informá-los o porque da bengala verde.
O evento terá inicio às 10 horas e encerramento previsto para 13 horas. O Parque Trianon fica na Av. Paulista em frente ao MASP, na Estação de Metrô Trianon Masp.
Mais informações sobre a campanha e como adquirir a sua bengala verde entre em contato conosco ligando para nossa sede 5549.2239 ou retinasp@retinasp.org.br.
Participe! Todos juntos de verde!
Maria Julia da Silva Araujo
Grupo Retina São Paulo
O que é baixa visão?
Ter baixa visão significa enxergar bem menos que as pessoas normais, mas não ser cego. Para sermos considerados pessoas com baixa visão temos de ter a acuidade visual igual ou menor que 20/200 e o campo visual menor que 20 graus no melhor olho e após todos os procedimentos clínicos, cirúrgicos e de correções com lentes.
Quer dizer, que temos dificuldade em reconhecer fisionomias, ler placas de ruas, letreiros de ônibus, atravessar ruas, e em certos casos a claridade, tanto o excesso quanto a falta dela nos prejudica ainda mais. Profundidade e lateralidade são coisas que muitos de nós com baixa visão sequer conhecem. Ou seja, nossa vida não é fácil, mas todos os dias, estamos nas ruas, frequentando escolas que na maioria das vezes não estão preparadas para nos receber, estamos trabalhando utilizando recursos nem sempre adequados.
Por que a Bengala Verde?
Somos repetidamente confundidos com pessoas cegas, quando fazemos uso da bengala branca que nos auxilia muito na locomoção, ou com alguém com problemas mentais por demorarmos um pouco a mais para tomarmos decisões sobre que alimento pegar na fila do quilo, por exemplo. E pior de tudo, quando usamos a bengala,e utilizamos transporte coletivo o que é a nossa realidade diária e somos contemplados com o uso do banco preferencial par o qual temos o direito garantido, mas depois tiramos de nossos bolsos ou bolsas um celular ou livro e resolvemos usa-los porque nosso resíduo visual nos permite que usemos. Daí, prepare-se para tentar explicar a quem lhe cedeu o assento e aos que estão ao redor que você não é uma pessoa de mau caráter, tentando se passar por cego, mas sim uma pessoa com baixa visão, já que nossos olhos podem não aparentar ter qualquer problema .
E, é por estas e muitas outras razões que estamos lançando a Campanha Bengala Verde, onde as pessoas com baixa visão passarão a utilizar bengalas na cor verde o que nos diferenciará dos cegos.
Através de uma campanha maciça junto à sociedade, esperamos conscientizar o povo sobre nossa existência, importância produtiva, nossos deveres e principalmente nossos direitos.
Participe! Divulgue nossa causa.
Grupo Retina São Paulo
www.retinasp.org.br/bengalaverde

RETINA BRASIL “Unindo Forças contra as Doenças da Retina”

RESERVE ESTA DATA

29 de Novembro de 2014 (sábado)

 

 São vários os estudos clínicos e pesquisas para o tratamento das Doenças Degenerativas da Retina no campo da genética, célula tronco, implante retiniano “chip eletrônico” e terapia das células encapsuladas.
Há testes clínicos em estágios bem avançados,  como é o caso o teste clínico com QLT, um tipo de vitamina A, usado para tratar jovens e crianças com Amaurose Congênita de Leber um tipo de Retinose Pigmentar, que acomete crianças e tem origem genética. O teste clínico foi feito com pacientes com os genes RPE65 e LRAT e houve casos de recuperação da visão nos pacientes tratados.  Terapia genética realizada com pacientes jovens com esses mesmos genes na Universidade da Pensilvania, Estados Unidos, também apresentaram resultados muito animadores.
O implante retiniano “chip eletrônico”, ARGUS II, já é uma realidade e já é comercializado na Europa e Estados Unidos. Quais os pacientes que podem se beneficiar com essa prótese? Qual o custo financeiro para isso? Como posso ter acesso a esse implante?
Células tronco mitos e verdades. Quais são as perspectivas para os tratamentos com células tronco nas doenças degenerativas da retina? Como estão essas pesquisas no Brasil?
Terapia de células encapsuladas do que se trata? O que o estudo clínico pode ajudar no tratamento para Retinose Pigmentar?
O que os pacientes com Stagardt podem esperar dos avanços das pesquisas clínicas?
Todas essas questões serão respondidas, bem como outras novidades ligadas aos futuros tratamentos de doenças da retina que serão abordadas pelos médicos Dr. Alexandre Rosa, Profa. Dra. Juliana Sallum e Dra. Rosane Resende,  no evento informativo organizado pela RETINA BRASIL “Unindo Forças contra as Doenças da Retina”. O evento acontecerá em São Paulo no dia 29 de novembro de 2014 das 09:00 as 13:00 horas, na Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100 –  1º andar – Auditório Prestes Maia.
O evento é gratuito e não há necessidade de inscrição antecipada.
Mais informações entre em contato com a nossa sede (11) 5549-2239 ou gruporetina@gruporetina.org.br
Participe!  Essa será uma oportunidade de unirmos forças para o avanço das pesquisas para o tratamento das doenças degenerativas da retina.

Cordialmente
Maria Julia da Silva Araujo
Presidente Retina Brasil/Retina São Paulo

Unindo Forças na luta contra a DMRI – 29 de Novembro

A Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) é uma das principais causas da perda visual após os 50 anos mas, se for diagnosticada no início, em muitos casos, pode ser tratada, prolongando a visão.
Informe-se sobre a DMRI e sobre as formas de tratamento e prevenção da doença!
Dia 29 de Novembro as 09h00
Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacareí, 100 – 1º Andar – Auditório Prestes Maia – São Paulo
EVENTO GRATUITO – NÃO É NECESSÁRIO SE INSCREVER

PROGRAMAÇÃO:
09h00 as 09h30 – Recepção e Café da Manhã
09h30 as 10h00 – Cerimonia de Abertura e Apresentação da Retina Brasil
Maria Julia da Silva – Presidente da Retina Brasil
10h00 as 10h20 – DMRI – O que é? Riscos, prevenção e tratamentos
Dr. Alexandre Rosa – Retina Brasil
10h20 as 10h30 – DMRI – Cenário do Brasil / Incidência
Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
10h30 as 10h50 – Perspectivas de Incorporação do Tratamento da DMRI no SUS
CONITEC
10h50 as 11h10 – Pesquisas para futuros tratamentos das Doenças Degenerativas da Retina (Retinose Pigmentar, Stargardt, Síndrome de Usher, Entre outras)
Dra. Rosane Resende – Retina Brasil
11h10 as 11h20 – Principais desafios ao acesso ao tratamento das doenças da Retina
Prof. Dra. Juliana Sallum – Retina Brasil
11h20 as 11h40 – Direito à Saúde
Dra. Maria Cecília J. B. M. Oliveira – AFAG
11h40 as 12h10 – INTERVALO
12h10 as 12h30 – Reabilitação – A grande aliada para enfrentar a baixa visão nos pacientes com DMRI e demais doenças da retina
Dra. Eliana Cunha – Fundação Dorina Nowill
12h30 as 12h40 – Depoimento – Convivendo com a DMRI
12h40 as 13h00 – A importância da associação de pacientes Retina Brasil
Maria Antonieta Leopoldi
ENCERRAMENTO

Organização:
Retina Brasil
Apoio:
Dorina Nowill, Laramara, AFAG, ADEVA e GEDR
Patrocínio:
BAYER
Maiores informações:
www.retinabrasil.org.br
(11) 5549-2239
gruporetina@gruporetina.org.br

Doença de Stargadt é apresentada no National Geographic – Assista o Vídeo

Caro Afiliado,

No dia 16 de setembro aconteceu a estreia do programa Histórias Extraordinárias no canal de TV National Geographic, com o episódio “Doença de Stargardt”

Esse episódio contou com a participação da Dra. Juliana Sallum falando sobre a doença, abordando as questões da genética e testes clínicos.  Depoimentos de pacientes em fases diferente da evolução da doença retratam suas trajetórias de vida, suas experiências, como cada uma dessas pessoas lidam no seu dia a dia com as dificuldades visuais causadas pela doença.

Esse é um projeto da National Geographic, que em cada um de seus episódios apresenta uma doença pouco conhecida, contando sempre com a participação de médicos especialistas no assunto, e através de depoimentos de familiares e  pessoas afetadas pela doença retratam questões importantes da vida dessas  pessoas

No link abaixo você pode acessar o vídeo do episódio “Doença de Stargard”.

Doença de Stargardt
Histórias extraordinárias
Nat Geo 16 set 2014
http://www.foxplaybrasil.com.br/watch/328093763778
 
Cordialmente,
 
Maria Julia da Silva Araujo
Presidente
Retina São Paulo e Retina Brasil

A Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo SBRV também é convidada pela Retina Brasil a participar da parceria para que unamos forças para lutar para que pacientes com DMRI tenham seu direito a saúde garantido.

(enviada em 29 de setembro de 2014 para e-mail atendimento@sbrv.org.br)
Ao
Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Prezado Presidente André Vieira Gomes
 

Venho por meio desta, em nome do Grupo Retina Brasil, solicitar uma reunião  em data a ser definida conforme sua disponibilidade de agenda. O objetivo dessa reunião é discutir algumas questões e temas relevantes para nossas organizações, e que dizem respeito ao  acesso de pacientes com problemas oftalmológicos ao diagnóstico, exames e a tratamento  com medicamentos de alto custo como no caso de pacientes com  DMRI que se apresentam cada dia em maior número na Retina Brasil.

A Retina Brasil,  é  uma associação  sem fins lucrativos, que conta hoje com  4000 pacientes cadastrados, tem como missão dar apoio e informação  às pessoas com doenças degenerativas da retina. Nossa entidade vem recebendo a cada dia um número  crescente de pacientes que buscam ajuda para conseguir tratamento para DMRI pela rede pública de saúde. Como é de seu conhecimento, o SUS não disponibiliza ainda medicamento para o tratamento dos problemas de DMRI, sendo o acesso feito através da demanda judicial.

Preocupada em tornar acessível o tratamento da DMRI pelo SUS,  a Retina Brasil, está buscando  uma parceria com a classe médica representada pela SBRV,  para que  unamos forças para lutar para que esses pacientes tenham seu direito à saúde garantido.

Entendemos que essa será uma grande oportunidade para definirmos passos importantes a serem dados na qualidade de vida desses pacientes.
Ficamos no aguardo de sua resposta e estamos a disposição para qualquer esclarecimento.

Atenciosamente,

Maria Julia da Silva Araujo
Presidente
Retina Brasil
Celular: (11) 9 9402-7584
e-mail: mariajulia.araujo@retinabrasil.org.br
www.retinabrasil.org.br